Renata, Rêca, Rê, Mãe Solteira, Solteira e a procura. 28 anos, nascida em 25/06 do longíquo ano de 1979. Teoricamente sob o signo de câncer, apesar de não botar fé nestas coisas.
Complicadíssima, com um gênio forte, e um humor tão variável conforme os níveis de hormônios circulando pelo meu corpo. Com uma tatuagem em cada pé, uma no pescoço, Luiza no ombro e outras planejadas para o futuro, que espero seja próximo.
Paulista do Grande ABC, há mais de 5 anos refugiada no interior de SP, depois de já ter morado no Paraná e Japão.
Nutricionista por acaso do destino, gerente de unidade, ou seja, Restaurante Empresarial, escritora por paixão e fotógrafa por compulsão.
Mãe da Luiza por acaso, que só nasceu depois de 41 semanas e 3 dias, de parto normal, que doeu pra cacete, como resultado de uma aventura. Depois disto, minha vida nunca mais foi a mesma, e temos uma relação tipo matrimônio, na saúde e na doença, nas noites maldormidas, nas birras, nas descobertas, e maravilhas do dia-a-dia juntas em todos os momentos, até que a vida nos separe. Temos uma cachorra chamada Beth, muitos amigos, uma família que mora literalmente do outro lado do mundo e uma casa que vive cheia.






Luiza,Lulu,Luli, Lu, Shumi, 3 anos, nascida em 22/08/2004, sob o signo de Leão, que por acaso ou não, é perfeito para sua personalidade forte, gênio nem sempre domável, ânsia de aprender, inteligência aguçada, paixão em ser o centro das atenções e grande entendimento, apesar da pouca idade.
Menina esperta, que só dormiu uma noite inteira com quase 3 anos, quando foi despachada para a própria cama e quarto. Apaixonada pela vida, que curte intensamente a partir das 6:00 da manhã, e como compensação dorme lá pelas 20:30, reduzindo nossa vida social a quase zero, se bem que quando ela fica acordada até mais tarde em festas, quem dorme antes sou eu!
Andou aos 11 Meses, falou antes disto, desmamou aos 22, desfraldou aos 29, aprendeu as letras do nome aos quase 3 anos e neste tempo muita coisa boa nos aconteceu, estando registrada em algum de nossos blogs, nos links lá embaixo.


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Quinta-feira, Maio 15, 2008


Os filhos de 'papais'...

Silvana Cervantes


Há tempos venho observando as contradições presentes em alguns pais...

Trabalho com educação há 22 anos, e acho que posso falar sobre este assunto.

De uns anos pra cá, as famílias têm 'acobertado' os erros de seus filhos, como quem acoberta os seus próprios. É preciso achar um culpado para atos maldosos e fora de propósitos, e não raro a 'culpa' recai sobre os professores, ou sobre quem estiver mais próximo.

Semana passada, ouvi de uma mãe que foi chamada para um papinho:

- Meu filho me conta tudo o que acontece aqui na escola, conta que os amiguinhos batem nele, e o que vocês professoras dizem, ele conta realmente tudo.

Eu respondi:

- Pois é mãe, acontece que ele também conta tudo o que acontece em casa, na sua casa!

A senhora empalideceu...

Eu continuei:

- Esta semana ele nos contou, como a senhora resolveu uma questão com o filho mais velho, enfiando a cabeça do menino na privada!

Não preciso nem contar com que cara ela ficou...

Não importa o nível cultural, nem social, o que venho notando é que valores como assumir o próprio erro, ficou no passado.

Os pais vêm encobrindo e pior, vêm ensinando os filhos a burlar a verdade.

Antigamente, quando um filho chegava em casa e mostrava um bilhete da professora, recebia advertência em consonância com a escola.

Agora o que se ouve é: Vou lá tirar isso a limpo com a 'louca' da sua professora! Ela terá o que merece!

E eu pergunto: Como afinal isso vai acabar? Quando a humildade de se reconhecer um erro, retroceder, pedir desculpas, pedir ajuda para se endireitar, reerguer e se tornar 'gente' de verdade vai prevalecer?

A resposta é simples...

Quando os pais servirem de EXEMPLO aos filhos.

Simmmmmmmmmmmmmmmmmm, atenção: Filhos aprendem com exemplos mais que com palavras! Quando os pais através de atos, se auto condenarem por seus erros, assumirem suas culpas, quando condenarem os atos errados de seus filhos, e os fizerem também assumir suas culpas.

Senhores pais, ouçam o apelo de quem vive para educar...

Proteger seus filhos, não é isentá-los de culpa!

Proteger é fazê-los saber que humanos erram, E QUE ACERTAM, TODA VEZ QUE ASSUMEM SEUS ERROS COM TODAS AS SUAS CONSEQÜÊNCIAS...

Isabella estaria viva se o senhor tivesse ensinado seu filho que de nada adianta tentar encobrir um erro e tentá-lo jogar em cima de outrem, muito menos pela janela...

P.S:
E vale a pena pensar nisto, porque eu sempre reforço quando me questionam sobre meus métodos de educar Luiza, que Ama de verdade corrige e não apenas permite, para poupar o sofrimento da criança diante de um Não merecido e necessário.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:20:36
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Domingo, Maio 11, 2008




Escrito pela:Rêca Zucher Hora:09:35
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Quarta-feira, Abril 23, 2008


Boa Menina...

Lá se vai mais um mês e eu não dei as caras por aqui. Confesso que desta vez foi por pura preguiça e falta de vontade, onde a idéia de fazer um forçado post "Querido Diário" me vencia antes mesmo de vir a tona.

Gosto de escrever por vontade, não obrigação, se bem que ás vezes se não for assim, nada sai e em outras as palavras simplesmente jorram e não dou conta de transcrever tudo, mas acho que desde janeiro isto não acontece hahahaha

Na contramão do silêncio, li muito, vi vários filmes, e me prostituí numa esbórnia culinária, devido a nova rotina com os pais em casa.Foram vários jantares e almoços para e com os amigos, em todas as semanas deste última mês, sempre comendo na casa de alguém ou em algum lugar, e quando digo comer, é COMER MESMO, do tipo cometer um dos pecados capitais, a gula, ficando sem conseguir respirar direito!

Quem consegue não comer, fazer dieta, quando se vive no meio de encontros, onde tudo é celebrado sempre comendo ??? Que atire o primeiro grão de arroz, quem nunca se fartou até ficar sem ar hahahaha

Deixando as comidas de lado, como se isto fosse possível em minha profissão, falarei então do meu ambiente de trabalho, mas não das comidas, por favor!

Lembrando que em Janeiro fui transferida, e na época aquilo foi um drama (nem tão shakesperiano assim), porque justo este ano, que eu havia mudado Luiza de colégio para estudar ao lado do meu trabalho, que ficava há 6 minutos de nossa casa, e então de repente fui mandada para a cidade vizinha, há 25 KM, tendo acabado de voltar de férias, estando totalmente aérea.

Como geralmente não entendemos o agir de Deus, naquele momento temi pelo meu futuro profissional, tive um frio na barriga, dormi mal pensando nas novas e pesadas responsabilidades que ganharia, e somente na semana passada foi que descobri o verdadeiro motivo das coisas terem se encaminhado daquele jeito, numa reviravolta que envolveu a vida de várias pessoas e empresas, culminando com minha transferência.

Eu sou péssima com nomes, fisionomias, detalhes de vida, e me dá um certo desespero quando se trata das pessoas com quem trabalho, porque preciso conhecê-las melhor, para otimizar o fluxo de trabalho, quanto a horários, férias e também para me aproximar delas, afinal passamos mais tempo juntas do que com nossas famílias e um bom relacionamento é essencial.

Quando tudo entrou na rotina no escritório e produção, resolvi perguntar às meninas quem tinha filhos, quantos tinham, que idade, se eram casados ou não, e a primeira a quem perguntei, no meio de um almoço, foi Ana, cozinheira de mão cheia, Pernambucana arretada, pau para toda obra, de bem com a vida, no melhor estilo curta e grossa, feito eu rs...

Sempre ouvia ela falando de um filho, e a gerente anterior havia me falando que este era o xodó dela. Perguntei se ela tinha apenas ele, imaginando que deveria ser o caçula e único solteiro, por isto tanto falatório.

E aí ela me contou, que realmente ele era o caçula, filho do 2º casamento, mas havia também um casal, que ficou em Recife morando com a avó paterna, quando ela veio para cá, e que mantiveram contato por algum tempo, mas há 11 anos não tinha notícias, pois o número de telefone para contato, dizia que não existia e eles também nunca mais ligaram. Imaginava que ainda moravam em Recife, sabia o nome do bairro, da rua, mas não o número da casa.O filho caçula até tentou localizá-los, mas não conseguiu.

As poucas notícias que ela tinha, eram antigas, sabendo que a menina havia se casado aos 16 anos, perdido o primeiro bebê, e depois disto tudo era escuridão. Hoje estariam com 28 anos a menina e 27 o menino.

Fiquei super sem graça por ter tocado no assunto, que fez uma história tão dolorosa assim vir a tona. Pedi os nomes deles e disse que daria uma procurada, porque não conseguia esquecer a triste história. Minha idéia inicial era dar uma vasculhada on line e caso nada encontrasse, apelaria para alguma blogamiga daqueles lados, para me ajudar na investigação.

É claro que comecei pelo Orkut, procurando pelo nome da menina, que me parecia menos comum, Deise Emília, mas as variações de grafia mostraram-se inúmeras, sem contar que por estar casada, poderia ter adotado outro sobrenome. Dei uma vasculhada com o Google e nada também.

Passaram-se alguns dias, e eu sempre pensando naquilo, na angústia de não saber de um filho. Resolvi procurar pelo nome do menino, indo pegar o nome que estava em um papel, dentro de minha bolsa. Novamente comecei pelo Orkut, procurei, procurei e nada. Só que não desisto fácil, vou mudando os nomes, as palavras chaves, até que encontrei uma comunidade, com menos de 50 pessoas, mas o nome batia, o local também.

Fique eufórica e ao mesmo tempo apreensiva, pois se tratava de uma comunidade sobre pessoas que já haviam falecido desta família. Pensei comigo, será que o menino morreu, já que o nome dele está aqui? Mandei um recado para a dona da comunidade e para uma das membras, e foi esta membra que me respondeu.

Primeiro achou que eu estava amorosamente interessada no rapaz hahahaha , aí quando expliquei do que se tratava, ela ligou para a irmã dela, para checar as informações que eu estava passando, porque ela era TIA-AVÓ dos filhos da ANA, e a conhecia também!!!!E a irmã dela, era a ex-sogra, foi que criou os dois.

Falou comigo, passou o telefone da irmã, me mostrou o perfil deles, me falou quem era quem nas fotos e eu também expliquei o que havia acontecido, o porque do sumiço, a falta de contato, tudo pelas mudanças dos telefones das regiões, prefixos e tal.

Quase não dormi na noite de quarta para quinta-feira passada, mesmo tendo ficado até mais de 11 da noite falando com Socorrinho, já tendo combinado que ligaríamos no outro dia, da empresa, para Ana falar com dona Dadá (a ex-sogra).

Anotei as informações que ela me passou, juntei alguma fotos, montei em uma folha e levei tudo para o trabalho no dia seguinte. Chegando lá, imprimi tudo, chamei a chefe de cozinha e disse que havia encontrado os filhos da Ana, e estava dando um tempo, porque depois ela não prestaria para mais nada e precisávamos estar com o almoço pronto as 10:30 hahahahaha

Ela me disse que podia chamar logo, porque estava tudo tranquilo, só faltava enrrolar os charutos. Fiz de conta que estava mostrando algo que era para todas, perguntando se sabiam quem era nas fotos, mas que nada, nem Ana adivinhou, se bem que a maioria delas não encherga direito sem óculos hauhauhauhauhua

Então perguntei para Ana se ela conhecia Socorrinho, e ela olhou bem na foto, perguntando se era a do Recife, a que ela estava pensando, e aí as 8:30 da manhã de quinta-feira, haviam várias panelas no fogo e um monte de mulher chorando na cozinha rs...

Falei que sim, era a Socorrinho que ela estava pensando, que aqueles das fotos eram a filha e o filho dela, junto com a família toda, que eu havia os encontrado, que estavam bem, ele se formando em Educação Física, ela cursando direito. Que já tinha duas netas (6 anos e 10 meses), filha da Fulaninha, que continua casada e um neto (1 aninho), filho de Beltraninho. Porque lá é assim, chamam todos por apelido ou diminutivo e no final eu já me sentia da família, por chamar a todos com tanta intimidade.

Ligamos para lá, ela falou com dona Dadá, esclareceram os mal-entendidos da falta de contato, choraram, anotaram os novos telefones, endereços, para não perder mais! Logo depois o filho dela também ligou, dizendo que a amava, que não havia esquecido dela durante todos estes anos, e que era para não chorarem mais.

Até agora eu me arrepio ao lembrar da emoção de os ter encontrado, de ter contado a ela, da felicidade de todo mundo, e o mais incrível é que tudo isto foi conseguido com uma coisa simples, Internet, curiosidade e consegui reunir uma família depois de 11 anos.

Ana sai de férias dia 30 agora, coisa que há meses estava planejando e ela reclamava por não ter o que fazer, nem para onde ir. Agora, está contando os dias, agoniada para ir para Recife logo, e finalmente dar o abraço apertado que minimizará a angústia instalada por estes 11 anos de silêncio.

Acredito que fiz minha boa ação do ano, e não parei por aí, depois ainda consegui localizar e pegar o número de celular do pai biológico de um amigo, que não reconhece a paternidade e ele não sabia como entrar em contato.

E na segunga-feira de feriado, fomos ao shoping, levei Luiza ao banheiro e lá encontrei 50 reais. Peguei e fiquei na minha, esperando Luiza sair, e de repente saiu uma moça das cabines, desesperada, fuçando nos bolsos da roupa, no melhor estilo Bilica-atrapalhada, dizendo para a amiga que havia perdido 50 reais que estava no bolso de trás. Olhei bem para a cara dela, estendi o dinheiro e disse, "Tá aqui moça, eu achei!", com outra me olhando espantanda, dizendo "Eu não devolveria". hahahaha

Boa menina eu, né? O que será que Papai Noel me trará em 2008? Heim, heim ???

E Luiza? E eu? E o restante? Fica para um outro post hahahahha, e prometo que volto antes do próximo dia 24, tá Márcia?



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:21:25
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