Quarta-feira, Abril 26, 2006
Inutilidades Públicas
Perdida em minha vida de dona de casa que nunca termina, sempre tem o que fazer e anda até mesmo neurótica com arrumação, confesso que tenho tido preguiça de pensar, coordenar as idéias e postar, porque por mais inútil que o post seja, é preciso que haja uma interação entre pensamentos, idéias, dedos, teclado.
Ontem, depois de um dia inútil, em que saímos de casa as 10:30 da manhã com Luiza, indo até Sorocaba para Bilica tirar outro passaporte, chegando lá pouco depois das 11, sendo que o atendimento era somente até das 9 as 11 e das 14 as 16, fomos até o Shoping almoçar, fazer hora e esperar as 2 da tarde chegar.
Almoçamos, andamos, passeamos, cansamos e voltamos até o Delegacia da Polícia Federal, com isto Luiza perdeu a ida à escola, dormiu, cozinhamos no carro esperando a tia, Luiza acordou e fomos de encontro a tia que ainda esperava para ser atendida. Funcionária pública com má-vontade e mal humor contagiante, que não quis entregar o passaporte pronto, porque já haviam passado os 3 meses de prazo para retirada (mas porque então ele ainda estava lá?), sendo que todos lá disseram que podia entregar o passaporte assim mesmo, só recolhendo a nova guia já paga. Fazer o que? Voltar lá outro dia e voltar para casa mal humoradas, porque a energia ruim deste povo é contagiante.
Para coroar o dia inútil, tivemos uma ida ao Pronto Socorro com Luiza, que pela 2ª vez teve uma crise respiratório, que começa com o nariz escorrendo, uma tosse seca que a cada tossida fica mais forte, aí ela começa chorar, ter falta de ar e lá vamos nós. Faziam 7 meses que ela havia tido isto, já está medicada, fazendo inalação e como nem tudo é ruim, um dos plantonistas era o Pediatra dela. Avisei a enfermeira que queria ser atendida por ele, que era o médico dela. Ela disse que ele não estava atendendo naquele horário (acho que ele iria jantar), mas eu insiste, dizendo que ele sabia o que ela tinha e não titubiei quando ela me perguntou se ele que havia nos mandado ir até lá e disse SIM rs... ainda bem que ele confirmou e não fiquei com cara de tacho!
Voltamos para casa, filha medicada, a mãe aqui com dor nos ombros e braços tomou um Dorflex e juntas fomos para os braços de Morpheu, com algumas mamadas em vaga lembrança, acordando as 6:15 da manhã de vez e sendo despachada para a tia. Falando em tia e já que este Post inútil mesmo, para que fale coisas idiotas que há dias vem fervilhando em minha cabeça, não saindo dela pela preguiça de meus dedos em digitar, quero registrar aqui que NUNCA vi alguém dormir tanto quanto minha irmã! Ela encosta e dorme, em qualquer lugar, em qualquer posição e em qualquer horário. Quando ela não está dopada de sono, porque neste estágio a casa pode cair que ela não responde, ela acorda bem no horário da Luiza e eu não, sendo assim passo a bola, quer dizer, a pequena pra ela e quando eu levanto lá pelas 9, parece que um vendaval passou pela casa, porque ela deixa Luiza fazer o que quiser, tiram tudo dos armários, gavetas e sei lá mais o que, só sei que é muitaaaaaaa bagunça. Nem tudo é perfeito rs... e eu sempre impliquei com a bagunças dela, tendo agora uma díscipula mirim!
Deixando de lado as nada interessantes conjecturas sobre nossa vida, quero falar sobre as caraminholas que estavam e ainda estão rodopiando nesta insana cabeça, porque mesmo tendo escrito no papel os tópicos, eles continuaram se desenvolvendo em meu cabeção.
A hegemonia da Rede Globo de Televisão sempre se refletiu em minhas preferências televisivas, mas de um tempo para cá isto mudou e fiquei me perguntando o porquê disto.
Comecei acompanhando a novela Prova de Amor da Record, já no meio do caminho, porque Bang Bang era inaceitável até mesmo para meu paladar noveleiro pouco exigente e eu gosto de ver TV enquanto faço Luiza dormir. Pulando de canal em canal, sintonizei a Record e por lá fiquei, até hoje, sendo que não tenho idéia de quando a novela vai terminar, já que o IBOPE está bom e não rola o marketing da emissora concorrente que sempre alardeia tudo. Para competir com este ganho de público da vizinha, a Globo investiu pesado em Marketing, chamou um autor de emergências, escalou um elenco na maioria jovem e top de linha, tudo para alavancar a audiência perdida e se manterem no Olimpo.
O SBT também nesta concorrência teve que fazer um upgrade em sua grade de entretenimento, apelando para o que sabem fazer de melhor, comprar programas estrangeiros e os abrasileirar, assim como fazem com as tramas mexicanas que compram e encenam por aqui, com atores conhecidos por passagens pela Globo. Nunca fui fã das novelas Sbtianas, mas tenho gostado da Super Nanny, principalmente pelo fato dela oferecer dicas preciosas para aquelas mães que não tem acesso a Internet e publicações especializadas. Claro que também gosto porque me é útil (hmmm, enfim algo útil neste post inútil), afinal educar uma filha não é missão das mais fáceis, ainda mais quando o gênio forte e a personalidade ferrenha estão presentes neste metade de gente que dorme aqui ao lado.
Outra coisa que estava assistindo era Ídolos. O 1º programa achei chato, os apresentadores são tão simpáticos que chegam a ser chatos! Percebo que nas programações de lá falta um certo finesse no acabamento das coisas e isto me incomoda as vezes. Deixei a seriedade de lado e resolvi encarar o lado hilário da coisa, me divertindo horrores com as audições dos candidatos e as opniões sinceras dos jurados. Depois disto não perdi nenhum episódio até domingo, porque hoje a coisa começou séria, parecendo um FAMA by México, que dispenso. Darei uma espiada daqui uns dias pra ver como andam aqueles canditos que caíram no meu gosto e sei que muita gente boa vai sair de lá sem o sonho alcançado, mas pelo menos com seus 15 minutos de fama (sem qualquer relação com o programa da concorrência).
Pelos muitos tipos lá aprensentados, qualquer um (a) de nós poderia ter se inscrito e virado atração ou micão em rede nacional hahaha
Quem ganha com isto? Quem só possui TV aberta, feito eu, onde muitas vezes dá vontade de chorar ao ver as opções de programação, uma mais imbecil que a outra, afrontando nossa inteligência e bom senso de telespectador.
Em casos de falta total de opções, o melhor é apertar o Off e ir dormir, porque horas de sono fazem para a pele, enquanto programação inadequada na Tv pode causar diarréias, dor de estômago e úlceras, de tão indigesta que pode ser!
Este post já era pra ter acabado no parágrafo acima, fique a vontade para terminar sua leitura por aqui, mas me responda uma coisa, quem é que quando não tem nada para fazer, sem coragem de sair de casa, em um tédio total, pega o telefone, o cartão de crédito e fica assistindo aqueles canais de compra, como quem vai ao Shoping, comprando anéis, jóias, boi e sei lá mais o que??? Eu heim... E devem vender bem, já que nunca sai do ar...
Falei em Shoping e meu cérebro conseguiu fazer uma Sinapse, me fazendo lembrar que ontem enquanto eu perambulava pelo Shoping em
Sorocaba, indo de loja em loja sem nada comprar, fiquei pensando que sair de casa sem gastar é impossível, por isto os ermitões vivem com pouco, nunca saem de casa mesmo. É uma idéia a ser estudada!
Gastamos apenas para comer, e isto também me fez pensar que dieta não combina com vida social! Está vendo? Ser ermitão é uma ótima idéia! Plantaria o meu próprio sustento e como tenho preguiça de fazer até a comida comprada, imagine então para plantar, ficaria magrinha, magrinha hahaha
Uma questão: Ermitão usa internet banda larga? Máquina Digital?
Melhor parar por aqui e depois pensar melhor nestas questões, porque agora já está tarde demais!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:23:31
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Sábado, Abril 22, 2006
20 Meses
É engraçado, se bem que não sei se esta é a palavra exata para descrever o que quero dizer, mas na falta de uma melhor, fica esta mesmo.
Voltando ao texto, é engraçado como o tempo passa com uma velocidade assustadora, com os meses se atropelando e lá vamos nós rumo a Maio???? Socorrooooooo... Não é possível que já fazem 20 Meses que eu estive na maternidade, com um bebê no colo, sem saber direito o que fazer com ele e agora um ser aqui ao lado assiste Barney, fala mais que a boca, brinca com as bonecas, rabisca a cadeira, pede suco, Cocoricó e mais uma infinidade de coisas, enquanto eu escrevo ou pelo menos tento escrever este texto?
Diz o calendário que todo este tempo se passou e daqui 4 Meses Luiza fará 2 anos e as coisas andam um tanto quanto incertas sobre a comemoração dos 24 Meses, porque a situação financiera está mais incerta e instável que tudo isto junto! Mas a esperança de que dias melhores virão esmorece, mas não morre! Por isto deixarei para decidir o que fazer mais perto da data. Até tenho umas pré-reservas feitas e quem sabe uma destas não venha a ser nossa festa!
Sei que Luiza curtirá a festa, mas sem a noção do que exatamente será aquilo e quando ela crescer só saberá do ocorrido devido as milhares de fotos. Aquela conversa de deixar para outros anos, quando ele entender mais não cola pra mim, porque quem disse que festa de filho é so para o fillho? huahuahuahua
Somos coadjuvantes no evento, porém no dia-a-dia somos nós MÃES que estamos na linha de frente da guerra, batalhando a cada minuto, a cada segundo, lutando pelo bem-estar de nosso rebento, lutando para que aprendam as lições da vida e sejam pessoas de bem no futuro, lutando para que tenham estrutura para suportar as durezas que a vida nos impõe e assim de luta em luta os meses vão passando, cada fase vivida é uma vitória conquistada, cada conquista um degrau avançado e de degrau em degrau, evoluímos rumo ao futuro que não nos espera e se descortina diante de nossos olhos, muitas vezes nos assustando, mas também nos maravilhando com os panoramas oferecidos!
20 Meses... quem diria que ainda estaríamos aqui, firmes e fortes, claro que muitas vezes nos arrastando, capengando devido aos dias amanhecidos as mexidas na cama e mamadas sem fim, pelas saídas da cama quando o dia ainda está escuro, pela energia sem fim da garota que mudou minha vida, em alguns pontos para muito melhor e em outros para pior, porém isto já é assunto para outro post!
Uma certeza tenho, sou a melhor Mãe que poderia ser, humana, sujeita a erros, mas disposta a melhorar sempre.
Aaaaaaa... (aspirada bem profunda), Fuuuuuuuuu (expirada), que venha mais um mês, com muito aprendizado, garra, energia e AMOR !!
Post sem pé nem cabeça, né? Assim como eu ando estes dias rs...
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:11:18
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Domingo, Abril 16, 2006
Recordações de Páscoa - Desta e Outras
De acordo com a Wikipédia, a Páscoa é a maior e a mais importante festa da cristandade, quando estes celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação.
Na minha santa ignorância cristã, já que em meus preceitos religiosos a Sexta-Feira Santa nunca foi além de um ótimo feriado para se viajar e que antecedia o recebimento dos ovos de Páscoa, resolvi pesquisar melhor sobre o assunto, porque comecei a pensar no que ouvia por aí e fiquei pensando, pensando, pensando...
Se foi neste dia que Jesus foi crucificado, como ele poderia ter ressuscitado no domingo, sendo que ele ressurgiu no 3º dia após sua morte? Seria então na 2ª Feira que ele ressuscitou ou teria morrido na quinta e mudaram a data para a sexta, para se ter sempre um feriado prolongado. Que neurose!
Novamente lá fui eu me inteirar sobre o assunto, e descobri que a Sexta-feira Santa trata-se da data em que a Igreja Católica relembra a morte de Jesus Cristo após a sua crucifixação no Calvário. A sexta-feira Santa acontece quarenta dias após a Quarta-feira de Cinzas. Ou seja, é a data que lembram a morte, não significando que foi neste dia que Jesus morreu, porque eu já estava pensando em questionar quem definiu estas datas, e se este indivíduo não sabia contar rs... Viu, só? Rêca também é cultura rs...
A lembrança mais remota que tenho de Páscoa, é de um comercial de televisão, com um coelho voando no céu dentro de um balão, enquanto ele gritava e na tela se escrevia: Feliz Páscoa com Evelyn !!!
Chocolates Evelyn eram o ponto alto da Páscoa em minha infância, como sumiram do mercado, descobri que foram a falência. É estranho como algumas propagandas ficam para sempre em nossas memórias e sempre nos fazem lembrar com nostalgia de certas partes de nossa vida.
Lembro também que a coisa mais frustrante era ganhar ovos que não tivessem bombons dentro, e tinha que ser bombom mesmo, embrulhado, não apenas umas bolinhas quaisquer de chocolate. Hoje isto mudou e as crianças esperam encontram brinquedos dentro dos ofuscantes ovos. Menos mal, já que a tendência a obesidade só aumenta e com isto algumas calorias são poupadas rs...
Para mim, há anos a Páscoa também se tornou uma data comercial, uma desculpa para o consumo exagerado de chocolates e eu com meu ceticimos habitual, sempre digo que o melhor da Quaresma é que depois dela vem a Páscoa.
Este ano foi diferente, não na questão de religiosidade, mas porque fiquei ansiosa pela Luiza, porque seria sua 1ª Páscoa de verdade, já que ano passado ela era apenas figurante. A euforia também se deu pela festinha que teria na escola e eu sabia que ela amaria cada momento da comemoração, cada pedacinho de chocolate, cada ovo que ganhasse, cada coelho, cada tudo, e assim foi!
Como chocolate é algo altamente calórico e ela só belisca, ficando o restante pra mim e Bilica (ruim isto rs...), optamos por Ovos alternativos, substituídos por latinha-cofre com biscoito dentro e um Sansão da Mônica, claro que os chocolates também vieram, mas em menor quantidade.
A Festa da Escolinha foi sucesso total, tiveram o preparo das orelhas, sendo que cada um pintou ou rabiscou a sua, máscara (que ela não queria tirar nem para mamar), caça a cenoura no parquinho, maquiagem e uma cesta em forma de coelho com dois ovos dentro. Veio para casa toda faceira e eu como boa mãe, mandei a máquina fotográfica junto para escola, porque eu é que não ficaria sem imagens disto hahahaha
Fugindo do assunto Páscoa, quero dizer que a escola foi o melhor que aconteceu para minha pequena, fico tão Feliz por ela, pela alegria que aquele período do dia lhe proporciona que dá vontade de chorar ao ver e sentir a satisfação dela, porque de início eu ficava cheia de receio de não estarem tratando bem minha filha. Mesmo estando bem informada sobre o período de adaptação, eu ficava preocupada com o fato dela ter começado chorar depois de um início tranquilo, pensando se estavam maltratando-a, hoje os pensamento são os melhores possíveis, porque ela só falta pular da cadeira do carro quando chega lá, me dando um beijo corrido e correndo de encontro as "Tias" ou "Tio", chamando os amiguinhos e voando para dentro, nem me dando mais bola rs... As fotos que coloquei no FotoBlog dão uma idéia de como são suas tardes na escolinha.
Claro que estas comemorações todas sempre nos fazem comer em exagero, ainda mais nós que somos do MSF (Ministério das Sem Famílias) e todo mundo nos adota.
Na Sexta-Feira tivemos a tradicional bacalhoada na avó adotiva da Luiza, sendo que após o almoço eu desmaiei, deixando Bilica e o Goca cuidando da Luiza, porque eu havia acordado as 6 e ela dormido até as 13. Viemos embora a tarde, com Luiza exausta e feliz, não saindo mais de casa.
No Sábado tivemos churrasco do aniversário do Júlio (amigo) e mais uma vez comemos, comemos, comemos. Luiza se esbaldou, porque haviam crianças maiores por lá, também levei a Flávia junto e todo mundo se encantou com o desembaraço e traquejo social de minha simpática menina, que arrumou dezenas de babás me deixando tranquila. Saímos de casa as 11 e só voltamos as quase 20, com uma menina ainda acesa, querendo ficar na Flávia! Haja energia, minha é claro, porque a dela não acaba nunca! Dormiu as 20:30, mas acordou ainda com o dia amanhecendo! Eu estava um caco, porque Bilica entrou e saiu de madrugada umas 3 vezes, me deixando MUITO irritada, porque eu acordo com o alarme ou a barulheira que faz. Abri a porta e mandei Luiza descer sozinha, que pelo caminho encontrou um frasco de desodorante, usando este para socar a porta, enquanto gritava Biiiiii, para ela abrir rs... Ficou com ela um tempo, viram Xuxa, tomaram café e foram pra cama comigo, dormindo até as 10:30.. Aleluia!
Nosso Domingo de Páscoa amanheceu nublado, chuvosinho, propício para ficar em casa, emboladas no sofá, vendo TV, porém coisas práticas exigiram que fizéssemos comida ou então que fossémos almoçar em algum lugar e como eu não estava nada animada para fazer comida, seguimos para a casa da sogra da Bilica. Lá sempre se come muito e MUITO bem, mas também irritam demais a Luiza, me deixando também irritada. Rapidamente voltamos para casa e foi só entrar, deitar que ela dormiu e nos também, mas apenas por uma hora, acordando ainda mal humorada, querendo colo a todo momento e fazendo muita manha. Ficamos em casa até o Vi aparecer aqui e nos levar para jantar lá de novo. Desta vez Luiza curtiu um pouco, brincou, jantou, tomou banho, voltamos para casa e logo ela se tornou este ser que dorme angelicalmente aqui ao meu lado.
Curtimos mais as prévias da Páscoa do que o dia em si, porque há dias Luiza vinha ganhando um ovo, um chocolate e uma outra coisa, sem contar a tão esperada festa da escolinha. Ela amou todos estes "opu de ate" (ovo de chocolate), andando com eles para lá e para cá, se divertindo mais com a embalagem e principalmente com o copinho de apoio que vem dentro. Esta é a magia de ser criança!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:23:58
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Quinta-feira, Abril 13, 2006
Luiza News
Luiza está muito bem, obrigada! Cada dia mais esperta, me assustando com o desenvolvimento acelerado e com a vastidão do vocabulário, que supera em muito minhas expectativas.
Esta semana tivemos uma consulta com o pediatra para levar resultados de exames, pedidos na consulta mensal. Antes de falar dos resultados, quero falar sobre o Pediatra, Dr. Sérgio, que surgiu em nossas vidas numa situação de emergência, ida noturna ao PS, onde a menina mesmo muito doente, se encantou com o médico e pela 1ª vez na vida não chorou em um atendimento (Ler Post do Dia 18). Resolvi fazer a prova e marquei uma consulta no consultório e o feito se repetiu, desde então, ele se tornou o pediatra oficial e estamos muito satisfeitas, porque até aquele momento eu não sentia plena confiança em nenhum dos médicos anteriores, mesmo tendo sido recomendados por conhecidos, faltava algo e principalmente tranqulidade nas consultas, que eram um circo dos horrores, com Bilica saindo com ela berrando do consultório, para que eu pudesse conversar. Desde então (17 de Setembro de 2005) estamos todos satisfeitos, com consultas que parecem passeios, e acima de tudo o acho muito atencioso, preocupado e assim como eu, é adepto de que é melhor previnir do que remediar, por isto os exames.
Pelas várias idas a praia que tivemos, por ela ter provado tanta areia e água salgada, fizemos exames de fezes e urina para checar se havia alguma parasitose, tudo negativo, porém deu perda de glicose na urina e isto é sintoma de diabético, agora faremos hemograma e glicemia para investigar melhor o porque disto, só não fiz ainda porque mantê-la em jejum por pelo menos 4 horas de manhã não é fácil!
Por recomendação do Pediatra, também passamos pelo Neuropediatra, porque ela sempre teve o perímetro cefálico acima da linha máxima, e achou melhor termos o parecer de um especialista. Exames feitos e o diagnóstico foi que o cabeção é mesmo hereditário hahahaha Porque se ela tivesse algum problema neurológico, não seria tão da pá virada quanto é, tão ligada na tomada. O mais engraçado disto tudo foi o retorno ao neuro, que ao ler o laudo e ver os exames disse: "Ela não tem porra, nenhuma!", sim, com estas palavras mesmo, mas ele era tão simpático e hilário, que acabei rindo muito rs...
Agora os retornos ao pediatra serão trimestrais, exceto a ida para levar os resultados dos próximos exames.
No aspecto de desenvolvimento, esto continua em ritmo acelerado. O pediatra perguntou se ela falava e o que, eu falei algumas coisas, porque nunca lembro o suficiente, de repente a menina disparou a falar andando pelo consultório, mexendo nos brinquedos e ele se divertiu, dizendo que ela fala mesmo. Também nos disse que a escola é ótima para o desenvolvimento, para a socialização, porém as viroses são o ponto contra.
Até esta semana ela não havia tido nada das tais doencinhas de creche, mas desde segunda está com o nariz escorrendo. Sei que também é pelo fato de ter esfriado, ela viver descalça e odiar agasalho. Quando coloco sapatos e meias ela tira, coloco blusa e ela fica atrás de mim pedindo "Tia mamãe, tia." (Tira mamãe, tira.), claro que eu não tiro é claro, mas os pés gelados são um problema!
Deixando os aspectos clínicos de lado, vamos aos momentos Luiza, que atualmente são tantos, que minha parca memória não é capaz de registrar e armazenar todos.
Ontem a noite, Tia Bilica dirigindo, entrando no condomínio da Natália solta a seguinte frase:
- Precisamos vir aqui de dia pra ir no parquinho.
Luiza começou a gritar e pular no meu colo no banco traseiro:
- Parque, parque.
- Você vai no parque na escola, Luiza. - pergunta a mamãe.
- Vou, responde a menina.
- Você vai na balança? - torna a perguntar a mamãe.
E ela responde fazendo sim com a cabeça, se balançando para frente e para trás, como se estivesse em um balanço.
Hoje pela manhã no banho:
- Mico, mamãe, mico. - diz Luiza
A mãe com cara de ué, olha para ela e pergunta:
- O que? Ãnh..Mico?
- Não mamãe, micô - repete a menina..
Mamãe pensa um pouco mais e diz:
- Amigo?
- É ! - responde uma eufórica Luiza
- E quem é o amigo da Luiza? - questiona a mãe com cara de idiota
- Guta! (amiguinho da escola) - responde ela toda feliz por ter sido entendida.
Tem sido assim, as palavras vão jorrando, as frases se formando e não se passa um dia sem que eu fique alguns segundos abobalhada diante das coisas que ela me diz.
É delicioso ver e ouvir que os objetos vão se diferenciando, ganhando nomes ao invés de somente onomatopéias, cavalo agora é cavalo, não mais pocotó, assim como o Gato que deixou de ser miau, e os demais bichos que antes eram todos "titis".
Ouví-la cantando musicas dos tantos DVD's que assiste também é uma graça, e quando ela canta algo que nunca ouvi antes, sempre a encho de beijos e ela fica sem nada entender.
É a santa recompensa pelo difícil exercício da maternidade, porque acordar as 5:30 da manhã (hoje), com alguém pedindo "Cão, mamãe, cão." (Txutxucão), digamos que não é coisa mais gostosa deste mundo e assistir o mesmo clipe centenas de vezes com a mesma empolgação que ela tem, é missão impossível!
Que Luiza é da pá virada todo mundo sabe, que ela tem um gênio forte também não é novidade, e agora as pirraças estão a todo vapor. Quando faz algo errado e vamos falar com ela (segurando pelos braços, olho no olho, agachada para ficar no mesmo nível dela - dica da Super Nanny SBT (eu recomendo), ela se joga para trás, esperneia, deita no chão com o rosto para baixo, eu falo, explico, ela entende e largo lá, que logo ela vem atrás toda ressabiada, sem graça, com cara de arrependida.
Por isto agora tenho frisado a educação, a contenção das rebeldias, porque sei que ela entende, já que responde tudo que perguntamosd e até se mete nas conversas alheia. Por isto coloquei e volta os bibelôs da casa, dizendo para não mexer e hoje ela explicava isto para a Beth, hahahahaha, apontava para as coisas e dizia não, não para a cachorra.
Demos uma mudada nas salas e ela percebeu tudo, sendo que quando descemos hoje, a primeira coisa que me mostrou foram os quadros que antes não estavam lá. Arrumei ontem a tarde quando ela estava na escola e voltou dormindo, só vendo hoje.
É incrível ver como aos poucos vamos moldando a personalidade e carater (o que é adaptável, porque certas coisas não são) de nossos filhos, indicando caminho certo, insistindo e colhendo os resultados. Luiza anda bem carinhosa, faz carinho, dá beijo e abraços quando pedimos, as vezes até em estranhos, mas também não resiste a uma chantagem, dando beijos em troca de algo, principalmente comível rs... Graças a Deus a fase de bater passou e quando ela ameaça já falamos que não pode e ela muda de atitude.
Já babei tanto neste post, que o teclado está nadando rs... mas se eu não contar o que ela faz, quem o fará? Não, ela não é um bebê maravilha, não é o melhor bebê do mundo, é apenas minha filha, que cresce e aparece, com uma ajudinha minha, é claro!
Só para constar, aproveitei para atualizar o FotoBlog, com fotos fresquinhas, fresquinhas, mostrando um pouco de tudo isto que falei.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:20:37
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Quinta-feira, Abril 06, 2006
Maldição Nipônica
O que inicialmente parecia ser uma benção na vida dos dekasseguis (descendentes Japoneses), já que durante e após a 2ª Guerra Mundial, seus antepassados foram obrigados a sair da terra do Sol Nascente devastada, com a mãos vazias e muita esperança de recomeçar a vida em terras distantes.
O tempo passou, muitos destes se tornaram vitoriosos, fizeram a América e por aqui constituíram família, perpetuando sua genealogia.
Porém a situação econômica do Brasil viveu e ainda vive altos e baixos, trocas de moedas,inflação, juros, resultados de planos econômicos abusivos (que não lembra do Collor?) onde a população classe média a cada dia está com esta menos média e mais baixa e o ricos cada vez mais ricos. Os pobres até que se deram bem com o Governo Lula, que prioriza os benefícios para os menos favorecidos, que hoje, na maioria das vezes, não mandam os filhos para a escola pensando na educação destes, mas sim no Bolsa-escola ou outro programa do tipo. E quem paga tudo isto? Nossos vultuosos impostos é claro!
Só em pensar que trabalharei 4 meses no ano para pagar impostos, aí que desanimo mesmo em procurar algo! Mercado informal? Uma hipótese ué...
Mas não estou aqui para discutir política, mas é que uma coisa leva a outra e ficar calada não é meu ponto forte.
Voltando a Via Crucis dos meus antepassados, o tempo passou, o Japão foi reconstruído com a ajuda dos culpados Americanos (Bomba Atômica em Hiroshima e Nagasaki), tornou-se uma potência tecnológica, econômica, consumista e aí a mão-de-obra não especializada começou a se tornar escassa. O país é pequeno, população em idade produtiva também pequena, assim o problema deles e nossa solução instavam instaurados, dando início a tal maldição do título.
Brasileiros em massa imigraram e ainda imigram para o Japão, atraídos pelos bons salários, pelo fácil acesso a bens de consumo e também para tentar dar um novo rumo as suas vidas, vidas financeiras diga-se bem.
Japão virou sinônimo de RECOMEÇO!
Nossa família também foi, mas até que demoramos, porque tínhamos uma situação econômica estável, mas com a rapa que o Collor fez em nossas contas bancárias, a coisa começou a ir morro abaixo, piorando com a situação econômica geral do País no década de 90, já que meu pai era vendedor autônomo de auto-peças e as vendas foram caindo até ficarem pouco significativas.
Morávamos em Londrina nesta época, demos fim em tudo o que tínhamos para viajar. Vendemos carro, móveis, doamos o que não vendeu, ficando apenas umas caixas com itens que eram parte de nossa história de vida ou que usaríamos na volta.
14 de Setembro de 1997, data inesquecível.Embarcamos em Cumbica (Guarulhos) rumo a Nagoya(Japão).
23 horas de vôo, mais 8 de espera entre conexões, uma em Los Angeles (EUA) e outra em Narita (Japão).
3 dias em um alojamento horroroso para preparar a documentação para se trabalhar, tirar identidade japonesa, e esperar um emprego.
Não foi fácil o começo, e sempre digo que este começo durou 1 ano, a adaptação foi dolorosa em todos os sentidos, principalmente pela mudança radical de vida, onde cada um tinha seu quarto e de repente os 3 irmãos durmiam juntos. Ao final deste ano, meu irmão retornou ao Brasil depois de muito ter aprontado por lá, meus pais vieram juntos para resolver pendências e pela 1ª vez eu e Bilica ficamos sozinhas, não sabendo que esta seria a 1ª vez de outras.
1 ano e 9 Meses depois, mudamos de emprego, de cidade e o plano inicial de ficar 2 anos por lá, acabou se tornando 4 anos e 3 meses, porque esta mudança foi um recomeço, fazendo os próximos anos passarem mais rápido e serem mais rentáveis.
Meus pais retornaram ao Brasil em Junho de 2001 e novamente eu e Bilica ficamos sozinhas, vindo embora em Dezembro de 2001, 3 meses depois do atentado as Torres Gêmeas em Nova Iorque, passando por uma viagem infernal devido as normas de segurança nos EUA e se arrepiando cada vez que via um árabe & cia, pelos aeroportos.
Voltamos com a idéia de jamais retornarmos, mas como vimos quando moramos lá, uma vez que se vai, sempre se volta, volta, volta, entrando num círculo vicioso de indas e vindas, Brasil x Japão.
Isto não é de um todo ruim, porque é uma Saída de Emergência quando se está acuado, mas também é um fator DESESTIMULANTE para quem quer viver no Brasil, porque ficamos comparando o que se ganha aqui com o que se ganha lá, o poder de consumo, a facilidade para ser ter o que o dinheiro pode comprar e você deseja ter, claro que isto para alguém como eu, que não almeja Ferraris ou Iates, apenas uma vida confortável, comprando o que se quer, tipo um agasalho para a Luiza de 115 reais hahahaha
A maldição se cumpriu e há 1 ano e 2 meses meus pais retornaram para lá, desta vez sem prazo para voltar, no melhor estilo deixa a vida me levar.
Há 5 Meses foi meu irmão também nos deu adeus e lá está.Bilica só não foi junto porque eu precisava dela aqui, a faculdade estava terminando e ela não podia pular do barco, quando a praia já estava a vista.
Esta facilidade de ir para lá, trabalhar sem ter qualificação alguma, sem nem mesmo falar o idioma, me faz questionar o porque de dedicar 4 anos de minha vida, investir cerca de 26,000 reais em algo que por enquanto não trouxe retorno algum, não sei se terá.
Considerando que Tempo é dinheiro, estes 4 anos no Japão teriam sido bem produtivos e aí que digo que ir para o Japão uma vez, gera uma maldição consecutiva, porque para sempre vamos comparar os tipo de vidas.
Porque não volto para lá ao invés de ficar aqui reclamando?
Porque hoje tenho a Luiza e isto me faz pensar muito antes de sair me aventurando por aí.Fico pensando em como farei se ela ficar doente lá e o porco japonês que eu falva já foi esquecido.
Tenho pena de tirá-la de seu mundo, com a escola, os amiguinhos, sem contar a mudança radical de ambiente, pessoas do convívio, porque lá ela ficaria em casa comigo ou minha mãe, sem amiguinhos e sei como isto a chatearia.
Mãe sofre, né? Enquanto puder ficarei por aqui, esperando minha família ser reconstituída e evitando levar Luiza para lá, mantendo-a longe da Maldição Nipônica e fazendo com que esta não se cumpra em mim!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:22:15
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