Segunda-feira, Maio 29, 2006
Cenas do Cotidiano
Duas mulheres no cinema, sentadas na última fileira de cima, quando as luzes ainda estavam acesas, pouco antes do filme começar, a mais nova delas aponta uma moça sentada sozinha na fileira da frente e cochiça:
- É triste - referindo-se ao fato da outra ir ao cinema sozinha.
Como em um passe de mágica, várias coisas fizeram ligações, e um diálogo parecido, 2 anos e meio atrás veio a tona.
- Acabei de descobrir que eu ter ficado grávida foi culpa sua - diz a mais velha para a mais nova que nada entende.
- Quê?
- É sim, porque no dia que engravidei eu queria ir sozinha ao cinema e você não me levou, dizendo que era triste demais fazer isto, deprimente.
O namorado da mais nova acompanha a cena de boca aberta, sem nada dizer.
- Aí fiquei em casa, o doador de esperma apareceu e acabamos indo ao cinema ver Os Normais, dando uma esticada depois. Se você tivesse me deixado no cinema, enquanto ia à escola, eu não teria saído com ele, nem engravidado. A culpa é sua!
- Saiu com ele porque quis - responde em voz mais que alta a mais nova.
- Saí, porque você não me levou no cinema e eu queria muito ver o filme! E por isto mesmo você tem que mais é que me ajudar a cuidar da pequena rs...
- Vocês duas querem calar a boca, porque o cinema todo não precisa saber quem transou com quem, onde ou quando! - finalmente grita o namorado da mais nova.
As duas se olham, riem muito e ficam quietas porque o filme vai começar.
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A criança desesperadamente ergue a blusa, procura o umbigo e não encontra porque estava de macacão por baixo.
- Abi - pede para a mamãe, que abre e mostra que o umbigo está lá.
Toda feliz ela mostra a boneca bebê, de corpo de pano e pede para eu abrir o pano do corpo, para achar o umbigo da boneca também.
- Ela não tem umbigo - diz a mãe com cara de quem está diante de uma situação difícil de se explicar a uma criança de quase 2 anos.
- Adê o bigo do neném? - questiona a menina, mostrando o macacão dela aberto e querendo o mesmo com a boneca.
- Ih filha, a roupa dela não sai, então não dá pra ver o umbigo.
A menina faz uma cara de que a mãe não é de nada e vai procurar outra coisa pra brincar.
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Uma mãe cansada, querendo que a filha durma, pega ela no colo e canta "Nana, neném..":
- Não - diz a menina - Boi, boi...
- Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega a Luiza...
- Não! A menina! - olhando para a mãe, pensando que ela nem cantar a música direito sabe!
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Mais de 1 mês após ter ido na casa de uma amiga no condomínio, a mãe diz a filha que estão indo na casa da Natália, e esta responde pulando:
- Paque, paque (parque).
Conclusão: a memória dela é bem melhor que a minha, porque ela liga o nome a pessoa e aos lugares.
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Luiza com o braço desenhado um relógio e na mão um anel, pede para desenharem mais, a pessoa pega a caneta e finge que desenha com a parte traseira da mesma. Ela observa, espera, depois tira a caneta da mão da pessoa, vira para o lado certo e diz:
- É assim!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:14:08
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Quinta-feira, Maio 25, 2006
INÉRCIA ( de acordo com o Houaiss):
1 - resistência que a matéria oferece à aceleração;
Neste caso a máteria seria minha matéria cinzenta que se recusa a acelerar e pensar.
2 - propriedade que possui uma substância de não reagir em contato com outra;
Neste caso são meus dedos que não reagem em contato com o teclado.
3 - falta de reação, de iniciativa; imobilismo, estagnação;
Neste caso seria eu mesma sem vontade de reagir e postar decentemente.
4 - estado de abatimento caracterizado pela ausência de reação, pela falta de energia física ou moral; apatia, indolência, prostração;
Novamente eu mesma, naquele estado de que quanto menos faço, menos quero fazer, quanto menos penso, menos quero pensar.
Se Platão disse: "Penso, logo existo", isto significa que em meu atual estado nada pensante eu corro o risco de desaparecer? Piadinha sem graça... hahahaha
E lá vem a famosa questão: Porque estou falando disto?
É que ultimamente tenho estado assim, com uma ferrenha falta de vontade para postar. Ligo o Pc, abro várias janelas, ligo o MSN, falo não sei com quem, fuço não sei onde, o tempo passa, meu desejo internético é saciado, fecho tudo, desligo o computador e vou ver TV ou dormir, aliás, ainda não terminei de ver a última temporada em DVD de A Sete Palmos (Six Under Feet), que depois de tantos dias, eu já cansei de tanta morbidez e humor negro, implorando para que os personagens sejam felizes!
Eu poderia fazer um post em ordem cronológica dos últimos dias e acontecimentos, tudo ao melhor estilo Querido Diário, nos mínimos detalhtes, mas não estou com vontade de pensar a este ponto rs... Talvez até acabe saindo em ordem, porque sempre é mais fácil lembrar de fatos recentes do que, por exemplo, o final de semana, em que no sábado eu e Luiza fomos para Campinas de ônibus.
Primeira vez que ela andou de ônibus, uma aventura e tanto, ainda mais com uma criança que não para quieta, quer sair correndo para todo lado, mas pelo menos dentro do bus ficou quietinha no meu colo, tagarelando horrores e se fazendo de tímida para os passageiros do banco traseiro. Se alguém pretendia dormir na viagem, deve ter sido um tanto quanto incômodo com uma menina falando baixinho feito ela rs... Sem contar de nossos flashs e brincadeiras com a máquina fotográfica!
Como Bilica tinha outro compromisso e daqui em Campinas são 50 minutos de ônibus, resolvi ir assim para economizar e também porque meu carro está horrível. Há meses um encontro com as meninas de lá vinha sendo adiado, remarcado e a mulherada indecisa não se tomava uma atitude, por fim decidi com Pri das Fadas, que na verdade é do João, né?, e com a Rejane, que iríamos nos ver independente das outras, voltaríamos as origens e seríamos nós 3 como no começo da vida de BlogMãe.
Cheguei lá 13:15 e depois de uma confusão básica para a Pri me encontrar, nos achamos. Fomos para a casa da Família do Istamir, almoçamos por lá e quando olhamos no relógio já eram 3 horas da tarde! E o encontro estava marcado para as 3 hahahaha Por fim a Rejane chegou ao prédio da Pri e a gente ainda estava almoçando, Istamir tinha saído com o carro dela pra pegar nossos comes e não tínhamos como ir até lá. Depois de uma esperinha tudo se acertou e fomos ao encontro delas e mais tarde a Valéria chegou com a boneca da Isadora.
Luiza, Juca, Anna Vitória e Isadora, o próprio Quarteto Fantástico, que praticamente destruiu o apartamento da Pri rs.. Pretendíamos ficar no salão de festas para as crianças brincarem no play, mas estava um frio, um vento, que não teve condições e ficamos lá em cima mesmo.
Foi tudo de bom rever as meninas depois de tanto tempo. Mesmo morando quase aqui ao lado, ainda não tínhamos nos visto este ano! Na volta para casa Rejane nos deixou na rodoviária, pegamos o último bus e Luiza mal entrou e já dormiu. Pior foi descer com ela dormindo, entregue no meu colo, com uma bolsa pesada e uma sacola cheia de livros, esperando por 15 minutos Bilica ir nos buscar!
Hoje, na verdade ontem, porque comecei escrever e parei pelos motivos citados no começo. Na verdade me perdi entre isto e o MSN, ficando apenas com as conversas e por fim catatônica em frente a tela, sem nada de concreto.
Então, voltando ao ontem, fui ver O Código DaVinci, não li o livro, por isto não estou apta a fazer comparações, gostei do que vi, mas isto seria óbvio com Tom Hanks dentro do projeto, mesmo assim achei o enredo intrigante, bem amarrado, porém cansativo em duas 2 horas e 20 minutos de exibição, que me fizeram ter fome, vontade de fazer xixi e uma dor de cabeça que durou o resto do dia. Daqui uns dias lerei o livro, que complementará o que faltou da história e será mais fácil porque já terei imagens formadas dos personagens, cenário.
Detalhe, fui ao cinema em plena quarta-feira, para pagar meia é claro, as duas da tarde rs... Antes passei no banco e eles não conseguiam resolver nunca o que eu precisava, quase que larguei lá, porque estava perdendo a hora do filme rs... Descobri que não tenho mais tanta paciência para ver filmes longos, prefiro o aconchego e conforto do lar-doce-lar, seria tanta rabujentice reflexo dos meus 27 anos que se aproximam?
Tenho pensado nestes posts inúteis, que não acrescentam nada a ninguém e que também pouco tem retirado de mim, mas por força do hábito, como um reflexo da rotina, eles acabam saindo. Palavras jogadas, que vão enchendo linhas e linhas, que por mais inúteis sejam, ficam registradas para marcar um tempo que não volta mais, para guardar lembranças e situações vividas e quem sabe um dia Luiza me processar por ter tido uma vida tão pública hahahahaha
Porque ontem ao pegá-la na escola, os donos vieram dizer que tinham encontrado meu blog por acaso, coisa estranha, mesmo para quem vive nisto há mais de 3 anos, porque sempre fiz Blog pra mim e desconhecidos, nunca para amigos ou famílias manterem contato, é como sempre digo, terapia barata e um diário para a posteridade.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:12:12
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Segunda-feira, Maio 22, 2006
Batata quente... quente, quente.. queimou, virou carvão, pegou fogo e terminou em cinzas que o vento levou... porque há quase 1 mês eu recebi isto da Sílvia e não passei adiante, acabei esquecendo (mentira, fingi que esqueci) e hoje fui lembrada pela Mônica, que também me passou... Desisti de ignorar, perder uns minutos aqui e acabar logo com isto, mas como sou chata, sem graça e estraga prazeres alheios, não vou passar adiante, como se alguém fosse reclamar por não receber hahahaha
Regulamento: Cada Blogueira participante (vítima) deve enumerar cinco manias de seu bebê, hábitos muito pessoais que o diferencie do comum (ela já é diferente) dos mortais. E, além de dar o conhecimento dessas particularidades, tem que escolher outros 5 blogueiros (coitados deles) para entrarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs o aviso do recrutamento. Ademais, cada participante deve reproduzir esse regulamento no seu blog.(Se depender de mim ninguém vai precisar fazer isto hahahaha)
Manias da Luiza:
1. Odeia ficar calçada, com meias, sapatos ou seja lá o que for;
2. Não dorme de meias e se dorme, acorda para tirar ou arranca dormindo mesmo;
3. Adora mamar no peito, e enquanto mama em um, fica apertando o outro ou fazendo de cheiro;
4. Acorda quando ainda está escuro e chama pela tia, porque sabe que ela está no andar de baixo;
5. Batom e desodorante, não pode ser um que pede para passar;
Com certeza ela tem outras manias, mas não consegui lembrar!
Missão Cumprida, Ufaaaaaaaa...
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:20:07
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Terça-feira, Maio 16, 2006
Todo dia é Dia das Mães, mas...
Eu detesto estas datas fixas, em que o consumismo toma conta das pessoas, que saem comprando em num frenesi irritante, como se o mundo fosse acabar e tudo estivesse numa promoção imperdível.
Comprar é bom SEMPRE, mas para presentear quem se ama, não é necessário que uma data que te mande fazer isto, porém percebo que muitas vezes perdidos em seus mundinhos, fixados apenas nos próprios umbigos, se faz necessário que o comércio os lembre que mãe existe e merece um presente, que dizer TE AMO a quem se ama é preciso ... Afff... Mundo egocêntrico-capitalista!
Eu adoro dizer TE AMO para quem eu AMO, e em nossa família é algo natural dizer "Sabia que te amo?", mas nem sempre isto fluiu tão facilmente deste modo, porque perdidos naquela relação Pai-Mãe manda e filhos obedecem, atos como este acabaram reprimidos. Quando fomos morar no Japão e tudo mudou, porque todos tinham responsabilidades parecidas, a relação familiar deu um Upgrade e o Amor fluiu sem barreiras.
Porque estou falando tudo isto?
Porque eu sou Mãe o ano todo, porque amo minha mãe sempre, porque meu pai é meu pai 365 dias por ano, porque amo meus irmãos e não preciso que o Natal me mande presenteá-los, porque compro coisas para Luiza quando tenho vontade e não apenas no Dia das Crianças, porque como chocolate que é DELICIOSO sempre. Presentear não é apenas ofertar bens materiais, não é dizer Te Amo como uma Telemensagem programada, não é demonstrar carinho por obrigação.
Li em algum lugar algo como "Dia das Mães é todo dia, não apenas no 2º Domingo de Maio, porém hoje é um dia Especial", ainda não é o que eu gostaria, porém é melhor que dizer que Dia das Mães é no 2º Domingo de Maio, fazendo parecer que nos outros dias somos menos Mães, com menos responsabilidades, soando com um certo desdém que me irrita tremendamente!
Ano passado fiz um post que nem lembrava mais, até a Pri das Fadas falar dele, e tudo aquilo continua valendo. Leia Aqui, o post do dia 7.
Devido a semana tumultuada e enferma que tivemos, Luiza não foi à escola e minha lembrancinhas chegaram apenas ontem. Haveria uma festa no sábado, porém por problemas de custo entre pais & escola, a comemoração foi cancelada e mesmo que tivesse acontecido, não teríamos ido porque estávamos com conjuntivite!
No domingo passamos a manhã na cama até as 11:30, porque estava um frio congelante e dei um jeito de ficarmos no quarto até esquentar rs... Claro que Luiza não ficou em cima da cama, mas brincou pelo quarto, tomou café na cama rs... brincamos, nos apertamos, dormimos de novo e as 11:30 descemos, quase perdendo a hora para ir almoçar na casa da tia do Vinícius (meio namorado da Bilica), que ainda estava no hospital, depois de ter capotado o carro no Sábado anterior e estrupiado todo o braço.
O almoço foi gostoso e ainda ficamos por lá até umas 5:30, passando depois na Dani (madrinha da Lu), chegando em casa quase 19, com a filhota bem-humorada apesar de exausta, dormindo rapidinho.
Ganhei uma almofada com frases clássicas de Mãe, uma idéia da Tia Bilica (eu disse que no dia dos Pais darei algo pra ela rs...), que levou luiza na loja, dizendo que iriam comprar um presente para a Mamãe. Mostraram algumas coisas pra ela, que grudou na tal almofada e não soltava por nada, dizendo que era da mamãe rs... e na hora de deixar na casa da Vó do Vi para pegarem no domingo, ela não queria deixar lá não, dizendo que era da Mamãe rs... a assinatura do cartão foi original e ela toda vez que vê um cartão, diz mão e estende a dela tentando por em cima... Fofaaaaaaaaa...
Ontem voltamos a rotina de vida quase normal, Luiza foi para escola, apesar do pouco entusiasmo demonstrado quando perguntei se queria ir, dizia que não, mas quando viu as coisas arrumadas sem empolgou mais, dando tchau até para a Beth hahahaha Ficou bem lá a tarde toda, voltou dormindo e assim foi até quase 6:30 da manhã, claro que com as mamadas básicas da madrugada.
Ela ainda está tossindo um pouco, as vezes o nariz escorre, mas que criança não está assim no momento?
Hoje foi melhor, voltou da escola acordada, passamos na casa de alguns amigos e dormiu as 19, já choramingando de cansada. Esta volta a escola foi melhor que eu imaginava, pensei que ela choraria, porque ficou ela ficou em casa nos dias que estávamos pintando a outra casa, saindo todo dia, indo na casa da Flávia ao lado, parecendo uma festa sem fim.
Falando em hoje, levei-a na escola e fui resolver pendengas bancárias, acabei passando a tarde toda na rua e de lá fui buscá-la rs...
Minha mãe me intimou a comprar tapetes para a sala de TV, para tentar isolar um pouco o frio enregelante que nos congela nesta casa, aí aproveitei a tarde no centro e fiz isto, também comprei um faqueiro, porque colher era artigo de luxo aqui em casa, assim como lençóis. É engraçado, porque não sinto esta casa totalmente minha, é a casa dos meus pais, aí não compro estas coisas e elas vão acabando rs... Mas de 1 mês pra cá estou sentindo mais dona-de-casa, da minha casa e ajeitado várias coisas de nossa decoração quase minimalista, com o auxílio da BatGirl Bilica.
Houve um tempo em que eu chegava do estágio e tinha vontade de voltar pra rua, porque a casa era uma zona, nada ficava no lugar, Luiza abria portas e jogava tudo para fora, quebrava bibelôs, porta retratos e nossa casa virou um deserto de enfeites, os controles remotos quebraram ou ficaram sem pilhas, mas agora aos poucos tudo está voltando aos seus lugares, ela mesma explica a Beth, bonecas ou amiguinhos que não pode mexer, dizendo "Não pode, não pode", sacudindo o indicador veementemente. Agora só me falta criar coragem e fazer uma faxina bem feita amanhã e botar os tapetes novos no lugar!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:22:09
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Sexta-feira, Maio 12, 2006
Bicho-Mãe
A Evolução da espécie humana, de simples primatas aos complexos Homo sapiens, nos fez seres civilizados, com instinto animal reprimido, porém, desde que experimentei a maternidade, tenho me questionado até onde vai toda esta civilização e ausência do instinto animal.
Que Mãe é um bicho esquisito todo mundo sabe, afinal sem estas figuras nem a vida existiria. Profundo isto, né? Rs...
Todo mundo alguma vez na vida, nem que seja em algum lugar remoto do passado, teve uma Mãe ou alguém que representasse e cumprisse este papel, e certamente muitas histórias para contar.
Dizem por aí que "Mãe é tudo igual, só muda de endereço", nem sempre! Pois em minha opinião, elas (nós) podem ser parecidas em alguns pontos, melhores ou piores em outros, porém iguais nunca! Se até o mesmo os Clones idênticos geneticamente são diferentes em personalidades, o que dirá de mulheres sem ligação genética alguma, ou muito pouca.
Quem nunca reclamou das atitudes da Mãe? Que não contestou as decisões impostas? Que não questionou a preocupação exagerada? Que não chorou por se sentir injustiçada?
É, o Bicho-Mãe é complexo mesmo! E eu só entendi esta complexidade quando mudei de lado, quando cruzei a linha e deixei de ser apenas uma Filha da Mãe, para ser uma Mãe, Filha da Mãe, que também cruzou uma outra linha e passou a ser Avó, Mãe da Filha da Mãe.
Quando vi aquela meninona vermelhinha, toda enrrugada e que acabara de sair de dentro de mim, foi que entendi de que Amor tantas vezes ouvira minha Mãe falar e eu impliquei, reclamei e não entendi o motivo do não recebido ou da preocupação exagerada.
É, porque Mãe que Ama diz Não e nos prepara para uma vida cheia de nãos, porques, talvez, mas sempre com a certeza de que ela estará lá para apoiar, ajudar, porque Amor de Mãe é visceral, indo muito além do simples TE AMO!
E este Amor Visceral floresce meu (nosso) lado primitivo, animal, me faz sentir como a Leoa da Savana protegendo a cria.
Amor que também me faz ser Bicho-Mãe, com a necessidade de sentir aquele corpo macio e quente aninhado ao meu, se alimentando de mim, algo tão simples e tão igual aos nossos ancestrais.
Me faz ser Bicho-Mãe pelo prazer de sentir a respiraçãozinha quente contra meu rosto, o hálito morno em minha pele, o pé que me chuta durante a noite.
São momentos como este, em que escrevo enquanto ela dorme ao meu lado, ouvindo seu ressonar gostoso, sentindo um calorzinho bom, admirando (babando) o quanto cresceu, me fazem ter a certeza do quanto este Amor é infinito e nunca atingimos seu ponto máximo, porque sempre é possível amar ainda mais.
O abandono da condição de primata nos ensinou a curtir os frutos de nosso corpo de outros modo, oferecendo à quele ser frágil que acabou de sair da proteção de nosso, algo mais nutritivo que a placenta, algo que o fará flutuar mais que o líquido amniótico.
Amor, aquele bebê ao nascer ganha Amor, Amor de Mãe, Amor sem igual, Amor sem Limites.
Mãe, Bicho-Mãe, porque se Amar é preciso, Amor de Mãe é preciso senti-lo na sua própria experiência, em toda sua essência, em sua totalidade plena.
Amor que erra querendo acertar sempre, amor que perdoa para amar ainda mais.
Bicho-Mãe também tem atitudes contraditórias, tais como fazer dormir com imensa dificuldade, para depois dicar observando toda aquela perfeição, pensando em como pôde gerar este ser que agora dorme ao meu lado, não resistindo a fazer um afago, um carinho, dar um beijo, um cheiro, para depois ela acordar e eu me condenar instantâneamente pelas atitudes que fogem do meu controle!
Sou Bicho-Mãe da Luiza desde 22 de Agosto de 2004, com muito orgulho, em dias cheios de abraços, apertos, carinhos, momentos muitos difíceis, em que dá vontade de jogar tudo para o alto e fugir para o Universo das Sem filhos, e somente muito Amor é capaz de superar tudo isto.
Ainda sei que muitos erros cometerei nesta nossa jornada, muitos reparos serão feitos em busca de aprimoramento, em prol da felicidade plena, do puro amor entre Mãe e Filha, Filha e Mãe.
Feliz Dias das Mães Hoje e Sempre!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:21:31
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Quarta-feira, Maio 10, 2006
The Rocky Horror Show
Antes de contar o que houve nestes dias tão turbulentos e doentes, quero tranquilizar a todos dizendo que PASSOU e agradecer por todos os recados recebidos de todos os modos, pelas preces feitas e que certamente foram ouvidas por Deus.
Há duas semanas atrás, como contei no post do dia 26 de Abril, Luiza teve uma crise respiratória e a partir daí a coisa só foi morro abaixo. A medicação manteve a situação sobre controle, e quando ela estava melhorando houve uma mudança brusca e louca de temperatura, onde em um dia fez-se um sol de torrar e a noite um frio de doer, juntamente com o fato da herança genética indígena selvagem de Luiza ser um lado bem forte de sua personalidade, onde a menina só quer andar pelada e descalça, dormindo sem cobertor, fez com que chegássemos ao quadro de Pneumonia.
Momento Informativo: A pneumonia pode ser desencadeada por vírus, fungos, protozoários e, principalmente, bactérias e caracteriza-se pela inflamação dos pulmões - mais especificamente os alvéolos, onde ocorrem as trocas gasosas - em virtude de infecções causadas pelos microorganismos citados. Também pode ser adquirida por mudanças bruscas da temperatura (por exemplo, quando se sai da ducha quente direto para a varanda com vento frio) que comprometem o funcionamento dos cílios responsáveis pela filtragem do ar aspirado.
Teve uma madrugada em que acordei com ela toda mijada, sendo que havia sido trocada há 3 horas atrás e mesmo assim era xixi que não acabava mais, a fralda uma pasta de tanto gel, as roupas ensopadas, cama também e os pés brancos de frio. Lá fui eu trocar a menina e aquecê-la o mais rápido possível, largando a roupa de cama xixizada para depois. Acredito que esta friagem toda que fez coisa piorar.
Cresci ouvindo minha mãe contar sobre minha aversão por meias quando era pequena (até hoje só uso quando meus pés congelam), que ainda bebê eu erguia os pés dormindo, puxava as meias e as jogava longe. E não é que agora sempre tenho a sensação de "dèja vu" quando vejo Luiza fazendo isto, sendo que as vezes ela acorda de madrugada e fica "Tila Mamãe, tila a meia", porque está com sono demais para o fazer, e se não tiro, ela acorda e chora horrores! Quando dorme eu coloco de novo e assim nossas noites vão prosseguindo.
Para somar aos fatores (tenho usado muito este termo ultimamente) de tempo frio + Luiza peladona, minha casa é um sobrado, num ponto alto da cidade e no inverno se parece mais com uma câmara frigorífica. Passamos o dia de blusa e meia, aí quando descemos para o centro assim, morremos de calor rs... Pareço aquelas mães chatas, o tempo todo com uma meia e sapato atrás da Luiza. Já pensei em comprar uma bota com feixo que tenha cadeado, quem sabe assim consigo mantê-la calçada?
Voltando aos fatos, na quinta a noite levei-a ao PS quando saiu da escola, porque estava toda molinha, meio catatônica, sem reação, foi examinada e nada encontraram, passamos depois da Flávia e ela já estava mais disposta. Como ela andava um tanto tristinha, não mandei para a escola na sexta, dei colo a tarde toda, mas a tosse que ela tinha era comum, sem peito chiado, característica de resfriado, mantive a inalação, mas no domingo ela ficou febril pela manhã e na madrugada para a 2ª Feira não dormi com ela choramingando, sendo que as 5 da manhã voltou a ter febre, desta vez 38.5 º C, mediquei e as 9 a febre já tinha voltado, estando a 38,8 º C e foi aí que nossa Via Crucis em direção ao PS da Unimed começou.
Fomos ao PS de manhã e a Pediatra de plantão auscultou o pulmão, disse que havia chiado, encaminhou para a inalação, pediu um Raio X do tórax e a mancha estava lá. Diagnóstico: Pneumonia.
Mesmo com um diagnóstico tão assustador, fiquei tranquila, porque a médica era calma, me disse que a mancha era pequena, que por enquanto poderia fazer o tratamento em casa e caso não melhorasse, aí sim pensaria em internação. Também me disse que antes de acatar o tratamento, eu deveria passar com o pediatra dela, que a conhecia melhor e indicaria um tratamento adequado ao perfil dela. Como já que tínhamos consulta marcada para as 18 hrs e as injeções teriam que começar a noite, para ficar um horário bom, de 12 em 12 horas, esperei e ela passou o dia totalmente manhosa, só querendo colo, com a febre controlada com antitérmico de 6 em 6 hrs, quase sem apetite, comendo apenas frutas.
De manhã, antes de ir para o PS tínhamos ligado para a Clínica para tentar antecipar a consulta e a recepcionista nos disse que se quizéssemos poderíamos chegar as 4 que ela passaria na frente, mas como ela estava dormindo neste horário, deixei para ir as 18 hrs e quando chegamos lá o médico já havia ido embora, porque a moça havia desmarcado a consulta, transferindo para as 16, mesmo tendo tudo ficado vago, sem confirmação. Muito chateada, disse que ela estava com Pneumonia e remarquei a consulta para o 1º horário do dia seguinte, as 15 horas.
Como ela não poderia ficar sem medicação, resolvi começar com o tratamento prescrito pela Pediatra do PS, compramos os medicamentos e a injeção foi aplicada no próprio PS, por recomendação a médica, porque é preciso ter acompanhamento e fazer Radiografia a cada 48 horas. Foi duro segurá-la para tomar aquela injeção leitosa, com agulha grossa, que a fez chorar horrores magoada (ela não chorou nem reclamou para tirar sangue outro dia_, chegando em casa quase dormindo, toda amuada, encolhida e ressentida. Administrei o xarope, dei o jantar e ela dormiu, para acordar 1 hora e meia depois, enquanto eu tentava escrever o post abaixo, que foi interrompido por Luiza acordando irritada, se coçando desesperadamente, chorando e pedindo para tirarmos sua calça. Achamos que era alguma coceira, olhamos a calça para ver se havia algo que a pinicasse, mas quando passamos a mão, sentimos que começava a encalombar, acendi a luz e vi que pareciam picadas de formiga, umas bolas grandes, altas, vermelhas, que também estavam saindo nos pés, mãos e braços.
Liguei para o PS e pedi para falar com um dos pediatras de plantão, que pediu que fossêmos até lá (pela 3ª vez no dia!). Examinou-a berrando, porque ela não queria subir para o consultório achando que iria tomar outra injeção, constatou-se que era mesmo reação alérgica ao xarope ou injeção, porque ambos poderiam apresentar aquele tipo de urticária. Ainda bem que Bilica estava a postos, porque eu já estava um trapo humano, sem ter dormido a noite, passado o dia de médico em médico, totalmente gripada. Desabei quando ela teve que tomar outra injeção para a reação alérgica, o desespero dela era tanto que tremia e gritava pedindo para ir embora.
Uma injeção depois, mais duas medicações via oral, mais 40 minutos de espera para ver se melhorava, voltamos para casa e ela dormiu bem o resto da noite, sem calças e eu acordando de hora em hora para ver se ela estava bem e coberta! Mas até chegarmos a este ponto, foi um verdadeiro circo dos horrores, o desespero dela doía demais em mim e aí lembrei de um dos principais motivos pelo qual eu não incluía filhos em meu futuro.
A dor de ser mãe, de passar por momentos como este, onde você é impotente diante de uma situação, onde surge uma sombra que pode levar o que você mais ama, eu não queria passar por isto, porque saberia que me sentiria como ontem, um nada!
No meio do circo lá no PS, em minha terceira ida no dia, onde eu não aguentava mais nada, cruzei com o pediatra dela, expliquei o que estava havendo, ele disse para suspender tudo e irmos na clínica no dia seguinte, porque para aquele dia ela já estava medicada e ele queria avaliá-la de novo.
Terça-Feira, lá fomos para mais um "passeio" ao médico, Luiza no gás total, sendo que de manhã acordei com ela em pé, em cima da mesinha do PC, fuçando em umas coisas que eu havia colocado no alto exatamente para ela não mexer, depois foi Bilica que a encontrou sentada em cima da mesa da copa. "Dio Xéjo" ( Tio Sérgio) examinou-a, fez perguntas, nos olhou e sorrindo disse que clinicamente ela não tinha nada, porque não havia tido mais febre, tossido pouco, nem o nariz estava mais escorrendo e uma única injeção não seria tão milagrosa a este ponto! Porém devido a prova incontestável do Raio X do dia anterior, iniciaríamos uma medicação via oral, com um antibiótico que ela já havia usado (para evitar novas alergias) e no outro dia faríamos novo Raio X. Me disse que provavelmente ela teria febre novamente, afinal era Pneumonia, mas que o quadro geral era muito bom. Tudo isto dito com a menina andando pelo consultório, falando horrores e tentanto mexer em tudo rs...
Ela estava cansada deste vai-e-vem todo e dormiu as 5 da tarde! Tentei acordar de todo jeito, mas que nada! Acordou as 3:45 da manhã e eu tive que acordar com ela, sendo que tinha ido dormir quase uma. Ela semre acorda tão feliz e faladeira, que eu acabo sorrindo, mesmo totalmente zumbi de sono.
Hoje de manhã fomos para Sorocaba buscar o passaporte da Bi, na volta fizemos novas radiografia do pulmão, frontal e lateral. Ela almoçou bem, comeu fruta, mamou, coxilou, não teve febre e as 16:15 tivemos outra consulta, onde a mancha do pulmão sumiu! O pediatra disse que estava tudo de acordo com o estado clínico dela, tudo muito bem e para garantir, manteremos a medicação pelos 10 dias e assunto encerrado! Aleluia, Amém...
Ah! Em todas estas idas e vindas ao Pediatra, aproveitei para entregar os resultados dos exames pedidos na última consulta e tanto o hemograma, quanto glicemia deram normais! Uma boa notícia no meio do vendaval!
Com tudo isto, agora Luiza está bem, dormindo aqui ao lado e eu continuo gripada, com o nariz entupido e vou descansar vendo Six Feet Under (A 7 Palmos), um seriado um tanto quanto mórbido, de humor negro, do jeito que eu adoro hahahaha , aliás, meu humor peculiar e gostos estranhos ainda será assunto pra um post qualquer dia destes.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:22:22
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Segunda-feira, Maio 08, 2006
Pronto-Socorro Blog
Eu poderia discorrer várias linhas me lamuriando de tudo o que aconteceu nos últimos dias e talvez eu faça isto, tudo dependerá do de um fator que dorme aqui ao meu lado, suando em bicas, como resultado das medicações que tomou nas últimas 3 horas, para controlar a febre, melhorar a tosse e eliminar esta Pneumonia que deu as caras por aqui.
Vai passar, eu sei, e espero que passe logo.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:21:34
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Terça-feira, Maio 02, 2006
Ciclo da Vida - Cada um ao seu tempo
Lembro que durante a gravidez, semana a semana eu ia postando as evoluções da barriga, coletando informações de lugares diversos, como se o blog fosse um site informativo. Na verdade aquilo era um modo de me manter informada sobre o que acontecia comigo, saber o que vinha pela frente e se estava tudo dentro da normalidade.
Aí Luiza nasceu, quando TODOS os bebês de minhas amigas já haviam vindo ao mundo, me dando a vantagem de ter consultas imediatas on line e fontes vivas para comparar o desenvolvimento. Me esqueci dos sites com as dicas de crescimento, mas sei lá porque (já percebeu como eu nunca sei o porque de nada?), hoje pensei nisto e resolvi ver se havia algo a respeito.
Algo que já notei, é que há muito mais informações sobre gravidez e recém-nascidos, como se depois disto eles ficassem menos importantes e as mães menos curiosas. O que se encontra é um tanto quanto lacônico e insuficiente para quem tem sede de informações mais explicativas, mais densas. As vezes acabo procurando em sites específicos de pesquisa universitária e há trabalhos muitos bom, interessantes e um tanto quanto maçantes para quem não é da área da saúde hahahaha
Mãe (pelo menos eu e algumas que conheço) é um ser que precisa de parâmetros para comparar sua cria, para saber se tudo vai bem, para ter a certeza que o que tem feito está certo, se não está deixando a criança desnutrida, ou obesa, ou super estimulada, ou bobinha... Tarefa difícil viu! Porque as vezes me sinto na eminência de estar a beira do penhasco, fazendo tudo errado, mas como eu disse SÓ as VEZES!
No geral sou bem light quanto a isto, fico apenas de olho, sem fazer aquelas observações idiotas, dignas de que um buraco se abra e engula o ser boca aberta.
Top 5 das Observações Idiotas:
* Quanto tempo ela (ele) tem? - ouve-se a resposta e pessoa retruca - MAS SÓ?- em um tom que merecia a pena de morte.
* Ela andou com quanto tempo? - ouve-se a resposta e pessoa retruca - Nooooossa! O meu andou com no mínimo 3 meses a menos.
* Ela já tem dentes?- ouve-se a resposta e pessoa retruca - O meu já tem a arcada dentária completa, inclusive o dente do ciso, que nem precisou extrair.
* Ela fala alguma coisa? - ouve-se a resposta e pessoa retruca - O meu falou mamãe aos 3 meses e com 1ano já dialogava em alemão fluente.
* Ela ainda usa fraldas nesta idade? - ouve-se a resposta e pessoa retruca - O meu foi desfraldado com 1 ano e nesta idade já se limpava sozinho.
Coisas absurdas eu sei, mas que acontecem por aí, o povo não invente, mas COMO AUMENTA! Basta encontrar uma criança de fases próximas que se uma das mães não abrir a boca, alguém o fará e soltará uma das pérolas acima.
Luiza é uma criança grande para a idade dela, tem o peso compatível com a altura, em um percentil dentro da normalidade na curva de crescimento (coisa de mãe que trabalhava com as tais curvas), mas sempre noto um desconforto quando outra mãe pergunta a idade dela e o filho desta é mais velho e menor, ou do mesmo tamanho. Mesmo sem precisar, porque quem fala o que quer, ouve o que não quer ,explico que tive uma gestação longa e ela nasceu grande (4,035 grs).
Porque carga d'águas estou falando disto? Sei lá rs...
Vale a pena ressaltar que cada criança é um ser humano único, proveniente de uma genética toda particular, fruto de situações diversas, conquência de uma série de fatores diferentes, que nos fazem o que somos, seres iniqualáveis, incomparáveis , mas até chegamos a este nível, muitas comparações se sucederam, seja como pessoa, de corpo e alma, aluno ou profissional, porém sempre Eu (você), acima de tudo Eu (você) ou Sempre EU, Acima de Tudo! Meio confuso, né? Mas é só ler devagar, ignorar o você que a coisa toma sentido.
Como algumas comparações são inevitáveis, volto a falar das Evoluções da Luiza e o que encontrei em um site, aí vão algumas com minhas observações, para ficar registrado aqui para a posteridade, quando esta falha memória que vos escreve, falhar definitivamente (dramático, né?);
11 - 12 meses : Anda apoiando-se em móveis e pode andar sozinho. Vira páginas de um livro ou revista. (várias ao mesmo tempo). Reconhece palavras e símbolos. Procura por objetos nos lugares onde ele viu pela última vez.
Luiza andou aos 11 meses, e desde os 6 ficava em pé sozinha, andando apoiada em móveis aos 7.
13 - 14 meses :Anda sozinho. A memória dura mais. Pode dizer duas ou mais palavras. Mostra senso de humor.
Lembro que na festa de aniversário dela ela já dizia: Mamãe, teta, Beth, Bi, papá, áua, e uma série de outras coisas, achando graça de muita coisa ou não.
15 - 16 meses: Reconhece o uso de vários utensílios domésticos como vassoura, colher, telefone. Está aprendendo a seguir instruções.
Realmente nesta fase as mudanças são aceleradas e ela passou a demonstrar que entendia o que dizíamos, pedindo a "alhé" (colher), o alô e indo pegar objetos que pedíamos.
17 - 18 meses Começa a selecionar objetos por cor e formato. Pode dizer 15 palavras ou mais.
Dá para se ter uma idéia legal disto dando aqueles cubos de encaixar para a criança brincar, porque se ela não ia pelo formato, ia pela cor, ou então tampava e destampava qualquer coisa. O vocabulário já ia bem além das 15 palavras.
19 - 20 meses: Reconhece nomes de pessoas e partes do corpo. Usa pequenas frases.
As partes do corpo ela já sabia há bastante tempo, porém agora estão bem específicas, incluindo unha, sovaco, além de dizer o nome das outras partes. As frases são até 5 palavras, ficando mais em torno de 4 e claro, só falando quando quer e nunca quando queremos mostrar! Algo que tenho me deliciado é o uso dos pronomes, achando incrível a noção de tempo e espaço, como aqui, lá, esse,eu, meu, minha e como ela sabe o momento de empregar cada um deles.
21 - 22 meses : Acha um objeto escondido em baixo de dois ou três tampas. Começa a fingir durante brincadeiras.
Eu engano ela bricando e escondo as coisas que não é para mecher, mas não adianta, assim que paramos de brincar ela vai procurar onde escondi, mas farei o teste das tampas.
23 - 24 meses : Pode correr, chutar e ficar nas pontas dos pés sem apoio. Usa frases com três ou mais palavras. Constrói uma torre com quatro ou mais blocos.
Isto ela já faz e me deixa arrepiada em descer os degraus sem apoio, dando até pulinhos. Anteontem ela pegou umas peças de Lego e estava montando, aliás, será ótimo presente de aniversário que aceitarei de bom grado!
A cena do dia foi esta:
Nós tomando café da manhã e Luiza comendo uva, quando terminou ela pediu mais.
- Té maisi, té maise. - acho fofo o S dela todo assobiado.
Demoramos a dar enquanto eu pegava a câmera para filmar o "té maisi", aí ela disse:
- Té maisi futa, futa (fruta)!
Se você teve paciência para ler até aqui, merece saber que atualizei o FotoBlog e o VideoBlog, bastando clicar aí nas palavrinhas em negrito, para ser mandado direto pra lá!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:22:51
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