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Renata, Rêca, Rê, Mãe Solteira, Solteira e a procura. 29 anos, nascida em 25/06 do longíquo ano de 1979. Teoricamente sob o signo de câncer, apesar de não botar fé nestas coisas.
Complicadíssima, com um gênio forte, e um humor tão variável conforme os níveis de hormônios circulando pelo meu corpo. Com uma tatuagem em cada pé, uma no pescoço, Luiza no ombro e outras planejadas para o futuro, que espero seja próximo.
Paulista do Grande ABC, há mais de 6 anos refugiada no interior de SP, depois de já ter morado no Paraná e Japão.
Nutricionista por acaso do destino, gerente de unidade, ou seja, Restaurante Empresarial, escritora por paixão e fotógrafa por compulsão.
Mãe da Luiza, que só nasceu depois de 41 semanas e 3 dias, de parto normal, que doeu pra cacete, como resultado de uma aventura. Depois disto, minha vida nunca mais foi a mesma, e temos uma relação tipo matrimônio, na saúde e na doença, nas noites maldormidas, nas birras, nas descobertas, e maravilhas do dia-a-dia juntas em todos os momentos, até que a vida nos separe. Temos uma cachorra chamada Beth, muitos amigos, uma família que no momento deixou o outro lado do mundo e vive com a gente, numa casa de 5 banheiros.





Luiza,Lulu,Luli, Lu, Shumi, quase 4 anos, nascida em 22/08/2004, sob o signo de Leão, que por acaso ou não, é perfeito para sua personalidade forte, gênio nem sempre domável, ânsia de aprender, inteligência aguçada, paixão em ser o centro das atenções e grande entendimento, apesar da pouca idade.
Estudante de período integral, que apesar de cansativo, é o ideal a nossa o rotina. A Mãe trabalha, a Filha estuda, não dando trabalho a ninguém!
Menina esperta, que só dormiu uma noite inteira com quase 3 anos, quando foi despachada para a própria cama e quarto. Apaixonada pela vida, que curte intensamente a partir das 6:00 da manhã, e como compensação dorme lá pelas 20:30, tirando seu sono da beleza onde for preciso, no meio do barulho que for, seja em restaurantes, festas ou em casa.
Andou aos 11 Meses, falou antes disto, desmamou aos 22, desfraldou aos 29, aprendeu as letras do nome aos quase 3 anos e neste tempo muita coisa boa nos aconteceu, estando registrada em algum de nossos blogs, nos links lá embaixo.


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Sábado, Julho 29, 2006


Na Mão Inglesa, o que não é a extamente na Contramão

Que as coisas não fluem normalmente pra mim não é novidade para ninguém. Sempre notei que o fluir natural dos fatos para as outras pessoas, em meu caso sempre havia uma mudança de percurso, não exatamente ruim, apenas diferente, como o modo de dirigir dos ingleses (que os japoneses copiaram), mesmo sendo de um jeito diferente, você trafega e chega onde quer. Depois que fui mãe, estas diferenças dos acontecimentos tornaram-se ainda mais evidente, materializando-se em alguém chamado Luiza.

Exemplos? Isto é fácil...

Namorei 1 ano e meio, sem camisinha e não engravidei.
Desnamorei, usei camisinha e engravidei.


Teoricamente, a maioria dos bebês dormem a noite toda até 1 ano.
A bebê daqui vai fazer 2 anos e ainda acorda pelo menos 2-3 vezes na noite.

Mãe de menina adora cor-de-rosa.
Eu já enjoei e amo azul.

As pessoas comem e se sentem cheias.
Eu sinto vontade de comer sempre mais, mais, mais...

Quem faz 18 anos, não vê a hora de tirar carteira de motorista.
Eu só tirei as 26 por obrigação, a permissão venceu e ainda não renovei.

Alguns se matam atrás de emprego.
Me ligaram perguntando se eu queria trabalhar.

A licença maternidade para quem trabalha dura 4 meses, eu não trabalhava e só comecei quando Luiza estava com 22 Meses e quase desmamada.

A licença maternidade da faculdade durou até 2 de Dezembro, e as aulas terminaram no dia 22.

Os seres normais dormem 8 horas e descansam.
Se eu dormir 8 eu quero dormir mais e acordo numa moleze sem fim, se durmo umas 5 hrs, acordo no maior pique.

E foi por causa disto, de anteontem ter ido dormir as 20:30, acordado as 5 morrendo de sono, enrrolando até as 6:20 pra levantar e ontem fui dormir quase meia-noite, acordei as 5:20, ficando um pouco com Luiza, indo trabalhar no gás total.. Eu heim...[

Vai entender, porque se nem Freud conseguiu explicar, quem sou eu para tentar.

Eu já disse que adoro fazer lista? Vou trabalhando e escrevendo o que me passa pela cabeça, porque se deixar para lembrar depois, eu não lembro, ou lembro quando não adianta mais.

Nem sempre chegam a ser listas, as vezes não passam de anotações do que preciso fazer, do que preciso ou QUERO comprar, lembretes para não deixar passar e os papéis vão se acumulando dentro da bolsa, até eu fazer uma limpeza geral, anotar o que realmente é importante, como fiz ontem.

E deixando de lado toda esta baboseira sem sentido que escrevi acima, vamos a alguns diálogos e situações da Luiza nos último dias.

* Luiza vendo Xuxa SPB 2, a tia pergunta se ela gosta, e a menina responde:
- É ligal (legal).
De onde era tirou isto de é legal?

* Luiza me levando para trabalhar, me dá um bolacha e eu digo obrigada. Prontamente ela respondeu:
- Di nada. - sendo que até ontem falava Obrigada nas duas situações.

* Sábado na chácara, a gente falando sobre ir para o Japão, da minha família lá. Alguém perguntou pra ela onde o tio Ju estava, e sem nem pensar ela disse:
- Zapão.
E todo mundo junto:
- Onde?
E ela de novo:
- Zapão.

* Ela não pode me ver de manhã ou a qualquer hora com uma bolsa grande que uso pra trabalhar, que pergunta "Abaiá?". No final de semana foi assim, acordamos e ficamos deitada na cama curtindo preguiça, aí quando ela perguntou, eu perguntei se ela queria que eu fosse, e ela disse balançando a cabeça em negativa:
- Fica "umigo" - de um jeito tão dengoso que a apertei até rs...

* Nós sempre a deixamos fazendo hora dentro da banheira, aí outro dia a deixei lá, quando ela gritou:
- "Qué saí, abi aqui pra mim!" - fazer o que né? Fui lá tirá-la e agora é tudo assim, aqui pra mim, comigo,eu... pronomes a todo vapor.

* Bilica preparando o prato pra ela almoçar, quando olha pra trás, ela sentada no cadeirão, com aos mãos juntas em sinal de oração:
- "Papai céu, bigada papá, amém." hahahahahaha

* A revista com a matéria da qual participei chegou e Luiza toda orgulhosa apontada a foto e dizia:
- "É eu, a mamãe."

Esta semana ela não teve aula e a super tia quase pirou, com tanto "Binca comigo", nos fazendo lembrar em como os dias com ela em casa o tempo todo são cansativos, deixando mãe, tia e filha no final do dia estressadas e exauridas.

O Ministério da Mães Adverte: Ir pra escolinha faz bem ao desenvolvimento da criança e garante a sanidade mental das mães, tias, avós, pais e envolvidos.


______________________________________________________________

PS 1: Continuo menstruada, acho que para compensar os quase 9 meses sem. Será que ficarei igual no pós-parto? Estou em frangalhos por causa disto e para tranquilizar, tenho Gineco terça.

PS 2: Faltam 24 dias para os 2 anos da Luiza.

PS 2: O Nutricionista Cobaia também foi atualizado.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:11:12
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Quarta-feira, Julho 26, 2006


Vida Alheia, é melhor do que Novela...

Cheguei a pensar que o fato de começar trabalhar me afastaria disto aqui, porém aconteceu o oposto, tenho postado até mais vezes do que durante o período de "férias prolongadas", onde os cuidados com a Luiza e depois os afazeres domésticos consumiam meus dias, me deixando sem glicose alguma que fizesse meu cérebro reagir.

Trabalhando, eu consigo me desligar da correria doméstica, e quando sobra um tempo, vou rascunhado os posts no bloco de notas ou os escrevo no horário de almoço, com um sossego que há tempos não tinha.

Eu detesto posts Querido Diário, pois acontecimentos excitante, acabando ficando xoxos quando escritos e coisas não tão boas assim, acabam maximizadas quando traduzidas em palavras.

Lembro de um tempo em que meus posts eram quase sempre questões existenciais, ou algum tema interessante, aí fico pensando quando passei ao Querido Diário, fato que Lu Brasil chamou minha atenção. Isto fez com que uma outras questões viesse a tona: "Será que as questões existenciais foram resolvidas?", ou "Os assuntos interessantes chegaram ao fim?" ou ainda "Será que meu tino de escritora compulsiva sofreu um bloqueio?"

Enquanto eu não encontro as perguntas para estas questões, eu continuo escrevendo, escrevendo, escrevendo, escrevendo... Seja Querido Diário ou a insanidade que passar por este cérebro, um pouco mais pensante agora.

A semana começou com um cansaço exagerado para uma Segunda-Feira, que fisicamente mais parecia sexta, uma prostração me fazendo desejar que o mundo acabasse em barrancos, para que eu pudesse morrer escorada. Eu, em minha ingênua ignorância, não reconheci os sinais da TPM, que não me assombrava desde novembro passado, depois de uma injeção de Depo Provera, que gerou uma mestruação torrencial e depois mais nada, até hoje, 20 dias depois de encerrar a amamentação.

Eu voltei a menstruar quando Luiza tinha uns 8 meses, meu ciclo estava entrando nos eixos, então comecei os anticoncepcionais e tudo degringolou. Ou não menstruava, ou era fora de hora, até que a fonte secou rs...

Isto me fez pensar em como nossa vida (mulheres) é comandada pelos hormônios, substâncias que nos fazem ficar de bem com a vida, ou com um ódio mortal dela, que nos faz emagrecer ou engordar horrores, no meu caso é bem mais fácil engordar(o que aconteu) que emagrecer, que nos deixam loucas de pedra na TPM e claro, sempre serve como uma desculpa para um surto fora de hora.

Fiquei assustada com o início da semana sem pique algum, imaginando como chegaria ao final, se é que chegaria. Hoje acordei bem melhor, mesmo perdendo a hora, já que Luiza chorou as 5 e até ela dormir novamente, já era a hora de sair de casa.

Ficamos um tempo na cama, até que fomos obrigada a levantar, me trouxeram e depois foram fazer o exame de urina, que o pediatra pediu semana passada. Nem lembrei de falar sobre a consulta de rotina na semana passada, porque há tempos não media, estando agora com 88 Cm e 14,300 grs., e o resfriado está em stand-by, oscilando pra melhor ou pior conforme as mudanças de tempo.

O final de semana? Fomos para a chácara nos 2 dias, e no domingo eu desci até o lago ao invés de ficar dormindo como sempre faço, Luiza queria "Picá" (pescar) e não deixava o Goca Pescador em paz, até que a tia Bilica resolveu subir e ela foi junto. Lá coloquei meu lado fotógrafa frustada para trabalhar, me deliciando com as sombras das coisas na água, só indo embora quando os pernilongos nos expulsaram.

Pensando bem, o que seria da curiosidade alheia sem os Posts Querido Diário? Tudo bem que não é da conta de ninguém se eu fiquei menstruada, ou quando deixei de ficar, e nem eu mesma sei porque falo disto, mas os dedos simplesmente voam pelo teclado e as idéias fluem, mesmo não sendo uma idéia genial hahahaha e já me disseram que isto é como novela, vicia, estando sempre a espera do próximo capítulo!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:19:39
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Domingo, Julho 23, 2006




Escrito pela:Rêca Zucher Hora:00:21
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Sábado, Julho 22, 2006


Sistema Imunológico ATIVAR

Quem lembra dos Super Gêmeos, vai entender o título deste post, que sei lá porque, mas o bordão deles "Super Gêmeos Ativar", é algo que vira e mexe lembro.

Foi só a temperatura climática cair, que nossa imunidade foi a zero.

Eu resfriada, após uma crise medonha de rinite, Luiza resfriada e com tosse, Bilica resfriada e com sinusite atacada.

É pouco ou quer mais? Daria até nome de filme e seria engraçado se não fosse trágico!

Com o nariz totalmente entupido e jorrando eu não durmo, e quando ele melhora e eu ameaço cair nos braços de Morpheu, é o da Luiza que tapa, a boca seca e ela acorda chorando, pedindo água. Canto um Nana-Nenê desafinado, sonolento, associado com umas batidinhas nas costas, ela torna a dormir e aí quem não dorme sou eu, com o nariz novamente entupido, a garganta ardendo, a boca seca, cabeça latejando.

E é neste contexto que a noite se vai, até que Piii.. Piii.. Piii.. 5:40 avisa o despertador, hora de mandar Morpheu as favas e virar a Mãe de Famíia responsável, que sai de casa ainda escuro, num frio do C* (aquele palavra que começa com ca e termina com cete pra não dizer aquele palavrão feio.. hahahaha)

Parece provocação, porque nos dias normais geralmente Luiza acorda antes do despertador, louca para descer e em dias assim ela não quer levantar, mas como está meio acordada, chora porque levantei, com o nariz entupindo mais, tossindo e fazendo ânsia. No meio do topor devido a noite mal dormida, eu calço-a, tento me arrumar, pego uma fralda, corremos para o andar de baixo, acordo a tia, que demora a responder, deixo a menina lá com a fralda na mão e uma tia grogue, saio correndo para pegar meu ônibus, que o motorista me vê descendo desabalada para não perder a condução e espera.

No trabalho, atividades executadas automaticamente, se tornam um esforço homérico, já que quando não se respira adequadamente, a sensação constante de falta de oxigenação cerebral é latente e um desmaio eminente parece prestes a acontecer.

Sorrio a cada comensal que entra no refeitório, e antes que pense que se trata de um dos seguidores de Lord Voldemort (ler Harry Potter), te aviso que é apenas como funcionários que fazem suas refeições na empresa são chamados. Sem problemas, porque toda vez que falam comensal por lá, eu penso sim nos Comensais da Morte..

Os minutos se arrastam e quando o movimento finalmente diminui, chegando minha hora de almoço, eu suspiro bem forte, agradecendo por ter sobrevivido, mesmo depois de umas 15 assoadas de nariz em 2:30 hrs, mais uns 10 copos de água, porque respirar pela boca é pior que ressaca para dar sede.

As horas se arrastam e o expediente não termina para que eu possa retornar ao meu lar-doce(nem tão doce assim)-lar, tomar um banho, um chá, me enfiar na cama ou sofá com minha pequena, que espero esteja melhor, porque 3 mulheres doentes numa mesma casa é algo que ninguém merece.

Sei que isto poderia ser uma crônica sobre um cotidiano qualquer, mas foi meu início de semana, depois de um Final de Semana bem gostoso, que começou com a Festa de Aniversário de 2 anos do Juca, filho da Pri das Fadas e do turco do Istamir hahahaha

Sexta-Feira a noite, apesar de não ser um horário bom para Luiza, porque ela dorme no máximo as 9, a festa foi bem aproveitada.

Saímos de casa as 19 e chegamos lá na hora, sem errar o caminho e sem parar para perguntar, também, foi no mesmo buffet do ano passado e por incrível que pareça, lembramos do caminho! Luiza reclamou na estrada, quis sair da cadeira e quando fui tirá-la de lá, vi a meia calça, que eu havia comprado 2 hrs antes, toda desfiada e com uma perna quase arrancada fora! A cena foi tão chocante e ridícula, que nem brava fiquei, comecei a rir e deixei-a só de meia soquete, com as pernonas de fora.

O legal destas festas, além de comemorar algo especial com as amigas (nosso dia também está chegando), é rever as outras que baixam por lá e deu até pra conhecer outra, com quem eu falava desde antes de Luiza nascer e ela sempre me enrrolava, né Laila? Atualmente gravidíssima da Manoela.

Além de reencontrar Pri e toda sua família linda (filho, maridos, pais, irmãos), revi Rejane com o furacão intitulado Anna Vitória (que um dia já foi Lady), Karina com Henrique e o Marido Fábio, Valéria com a boneca da Isa, e o maridão pra lá de atencioso com a filhota.

Saímos de lá mais de 23, e tínhamos levado Flávia também, que brincou horrores, também cuidou um pouco das meninas pequenas e nos deu folga pra conversar. Sem contar que Luiza amou dona Lindalva, a braço direito e esquerdo da Pri.

Cheguei em casa meia-noite, exausta de tanto descer e subir a escada que levava a parte dos brinquedos, ainda fiquei na Internet até quase 3 da manhã, arrumando o que faltava do template e jogando conversa fora.

No sabádo ficamos na cama até mais de 8 da manhã, e isto me deixou tão feliz, depois de tantos dias madrugados, que assim que ela pediu pra descer, desci junto e nos divertimos muito.

A tia estava desmaiada, porque ainda teve pique pra ir pra balada, chegando quando Luiza choramingou quase 6, sendo que quando fui dormir, larguei-a na cama King size e fui para o quarto de hóspedes!

Rimos tanto de manhã, fizemos tanta bagunça, tiramos um monte de fotos loucas e como ela não dava sinais de querer dormir, fomos nos arrumar para ir almoçar na chácara da avó postiça, onde ela dormiu uma hora e meia a tarde, e eu também cochilei enquanto foram pescar. Sempre que vou lá eu durmo, é mais forte que eu, as vezes dá até vergonha, porque começo cochilar sentada rs.. só não ligo porque todo mundo dorme também rs...

A noite estava um friozinho, que pedia casa, nada mais, e assim fizemos. Pra semana estressante e impaciente que tive, o sábado foi a compensação.

Para o domingo eu percebi que não haveria escapatória para encarar o fogão, porque não tínhamos nada programado, mas fui salva pelo telefone e ex sogra da Bilica, indo almoçar lá, onde também ficamos o resto da tarde e com Luiza indo passear com elas, dormi por 2 hrs, aquele sono que te deixa até sem forças e depois revigora.

Luiza chegou em casa dormindo, porque estava acordada desde as 8 da manhã, mas já estava resfriada e nossa noite foi daS que descrevi no início do texto.

Hoje (Quinta - Feira), já quase terminando a semana de novo, não sei se estamos melhores ou se nos acostumamos com o mal estar e nariz entupido, mesmo assim eu estou implorando para que o Sistema Imunológico reaja e nossa Saúde volte, porque nosso dia começou as 3:50 da madrugada, com Luiza acordando chorando, não querendo nada com nada, o narizão entupindo, tossindo, vomitando (3 vezes), chorando mais ainda por estes motivos e ainda mais por querer dormir. Só voltou a dormir direito as 6 e as 6:45 precisamos pegá-la pra me levar ao trabalho, porque depois desta noite, sair de casa as 6 não era possível e estes 30 minutos foi um cochilo e tanto!

PLEASEEEEEEEEEEE... Como dizia um humorista, "Saúde é o que interessa e o resto não tem pressa", eu assino embaixo, porque se normal eu fico de mal humor, imagine com a casa toda doente?

Que venha o final de semana, saudável, por favor!


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PS 1: Como deu pra notar, o post foi escrito na quinta, na verdade na terça e terminado 2 dias depois, mas demorou para ser postado por causa da edição das fotos.
PS 2: Hoje falta exatamente 1 mês para os 2 anos da Luiza. Pensei em fazer um post comemorativo aos 23 Meses, mas resolvi deixar tudo para os 24.
PS 3: Estamos melhores, mas tossindo feito loucas e haja xarope e descongestionante nasal.
PS 4: O VideoBlog foi atualizado hoje, com uma Luiza pra lá de tagarela.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:23:09
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Segunda-feira, Julho 17, 2006


Estresses da Vida Mothern

Depois de um dia de trabalho, eu fico cansada e isto é um fato constatado.

E quando falo de cansaço, não é apenas físico. Desde que passei de filha da mãe, para mãe da filha, sinto uma exaustão mental que me arrasa, me deixa sem ânimo para tudo e sem ânimo a paciência (que sempre foi pouca) vai a zero.

Sem paciência eu surto, eu grito, eu me arrependo de coisas passadas, me sinto culpada e deprimo.

Tudo isto tem refletido no meu humor, que ao chegar em casa implora por banho, sofá, sossego e ao invés disto, tenho que lidar com uma Luiza chorosa, que vai as lágrimas por tudo ou por nada mesmo, me deixando a beira de um ataque de nervos.

Ataques que as vezes acontecem, e se manifestam na forma de palavras ásperas, gestos ríspidos e tom de voz alterado, com ela chorando ainda mais, minha irritação indo do do pico máximo ao mínimo, sendo substituído pela culpa.

Uma vez eu disse aqui que quando parimos ganhamos uma recarga extra de culpa, que pelo visto não acaba nunca!

É sempre assim, toda vez que me vejo diante situações que exigem jogo de cintura para encaixar bem Luiza no meio, que me fazem precisar da ajuda dos outros, minha relação com a maternidade acaba entrando em jogo, devido aos meus antigos dilemas e opniões sobre filhos.

Questões como é justo? É certo? Porque fiz assim e não assado? Porque não pensei mais a frente? Porque não? Porque sim? Talvez?

Tantos porques e nenhuma resposta.

Perguntas sem respostas geram conflitos interiores, e conflitos mal resolvidos acabam em crise existencial.

Crise existencial nesta idade? Pois é, sempre fui disto, melhorei muito com o passar dos anos, mas diantes de novas situações, elas sempre voltam para me assombrar.

Diferente de quando eu era adolescente, hoje as crises não me deprimem tanto, apenas me deixam um pouco introspectiva e pensativa demais.

Sei que tudo isto é passageiro, e espero me adaptar ao cansaço de passar 12 hrs fora de casa, chegando com algum pique e paciência, afinal ela não dorme muito tarde e são nossas únicas horas do dia.

Meu pensamento é que foram mudanças demais para nós duas de uma só vez.

O desmame, junto com o início do meu trabalho, que por ser meu 1º acaba sendo um tanto quanto estressante, acabou fazendo com que nossa rotina fosse completamente alterada.

Pelo menos se ela me vê arrumada de manhã, pergunta se vou trabalhar e se despede numa boa.

Só para constar, não sou a mãe perfeita que pensam ou acham, apenas vivo como dá, porque o tempo de fazer escolhas passou e não me resta nenhum alternativa a não ser seguir adiante com Luiza ao meu lado, andando, sendo empurrada ou arrastada pelas situações!

Registro aqui coisas que valem a pena e ficarão para a posteridade, o que não vale, melhor deixar o tempo apagar naturalmente como sempre faz. O fato de deixar passar em branco as coisas ruim e descrever em detalhes as coisas boas, acabam por me fazer parecer o ser perfeito e estou longe disto, sendo apenas muito boa com as palavras.

Se estou revoltada com a vida? Não.. Isto foi apenas um texto desabafo, escrito na exaustão de plena sexta-feira, que eu não pude ignorar o apelo de ser escrito e postado. Quem sabe assim minha máscara de mãe perfeita fica menos brilhante.
______________________________________________________________
PS 1: Estamos ficando famosas e somos destaque neste no portal Dieta e Saúde, ( veja aqui e também estaremos nas bancas no final do mês, na Revista Mulher Dia-a-Dia , em uma matéria sobre "Filhos presentes, pais ausentes".

PS 2: Quanto ao FDS? Foi ótimo e no meio da semana eu volto para contar e mostrar alguma das centenas de fotos!

PS 3: E este lay lindo e de modelo diferente? Presente de minha cumadre Patty. Se você quiser algo do tipo, acesse aqui e fale com ela!

PS 4: O Blog Light também foi atualizado e certas coisas definidas por lá.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:22
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Terça-feira, Julho 11, 2006


A Mamada Final...

Falei tantas vezes sobre os benefícios e prazeres da amamentação, que agora que terminou eu não poderia me abster e deixar de fazer as considerações finais.

Sou totalmente a favor da amamentação, tanto pelo aspecto nutriconal, quanto prático, econômico e principalmente pelos laços afetivos ali consolidados.

A questão Nutriconal é o mais alardeado por aí, e pra quem não sabe, vale ressaltar que é através do leite materno que o bebê vai recebendo anticorpos, montando seu Sistema Imunológico, que funciona como um banco de dados vazio, que aos poucos vai recebendo informações e registrando-as. Cada leite é produzido para aquele bebê, suprindo suas necessidades mais imediatas, sendo ofertado de modo que ele mame quanto quiser ou quanto precisar, sendo um fator importante na prevenção de obesidade futura e todas suas complicações, como diabetes, dislipdemias, problemas cardíacos.

Como profissional da área da saúde, eu poderia encher páginas sobre os benefícios da amamentação, porque estudos sobre isto não faltam no meio acadêmico, não somente sobre a criança, mas também acerca dos fatores positivos para a mãe, como a diminuição dos riscos de câncer de mama, de útero, osteoporose. Ah, sem falar que durante a amamentação podemos comer horrores rs.. porque precisamos de 500 kcal adicionais para a produção do leite.

Emagreci comendo feito um peão de obra, mas desde que parei de estagiar, meu metabolismo estagnou ou sei lá o que houve, que passei a engordar. Na verdade acredito que teve relação com anticoncepcionais + tempo em casa + noites mal dormidas + comilança desrregrada = Metabolismo pirado e eu 10 kg mais gorda.

Por isto, agora mais necessário do que nunca, estou entrando numa outra fase, a da Rêca de dieta e pra isto comecei um Blog Light, para dar um apoio psicológico, na falta de um analista e uma aliviada na ansiedade, na ausência das fluoxetinas e anfetaminas da vida.

Deixando a questão do meu estado Rêcachunchuda pra lá, venho falar da questão econômico que a amamentação, que nestes quase 2 anos, me fizeram economizar cerca de 1500 reais, considerando que gastaríamos em média 2 latas de NAN por semana no 1º ano, e depois 1 latas de Ninho 1+.

Eu deveria ter feito uma poupança, né? rs...

A praticidade também é indiscutível, porque nunca precisei levantar uma madrugada sequer para fazer mamadeira, e ao sair de casa, era só ir junto, que o mamá estava garantido. Depois de tanto tempo, tirar o peito pra fora seja onde for, era algo extremamente natural, sem constrangimentos ou apelo sexual. E quando algum indíduo desacostumado, olhava diferente, todo mundo já gritava e mandava parar de ser pervertido.

A questão emocional não dá para registrar em números, nem mostrar estudos, porque somente quem vivencia isto sabe o quão prazeroso e sublime pode ser o contato mãe-filho nestes momentos. Eu já olho com saudades as dezenas de fotos que tenho de Luiza mamando, porque nunca mais verei aquele olhinho fixo em mim, como se nada mais existisse, aquela mãozinha me acariciando, tudo bem que agora ela ficava era apertando meu outro peito, o que me irritava profundamente rs... mas quando sinto saudades, nunca penso nisto e sim em todos os momentos lindos e inesquecíveis que tivemos.

Só posso finalizar dizendo que AMAMENTAR é ÓTIMO, e eu RECOMENDO!

Foi bom enquanto durou, e só não durou mais porque realmente não dava , principalmente por questões ergonômicas, já que acomodar uma menina de 90 Cm e quase 14 kg no colo não dá muito certo, minha coluna anda em petição de miséria e minha paciência estava tremendamente reduzida com as trocentas mamadas no dia.

Os resultados finais do desmame foram:

- 4 dias mamando em média 1 vez ao dia de madrugada e depois disto não quis mais, não pediu, recusou quando oferecido em teste e se contentou que o tetê estava dodói e era feio.

- Na 2ª feira já estava menos assustada com o peito feio, e por ver ele normal, perguntou se não tinha mais dodói, fez uns chamegos, uns carinhos e até ameaçou mamar, mas eu disse que não podia, que ainda tinha dodói, aí ela fez uma carinha de sapeca, disse que tava fazendo carinho e deixou pra lá.

- Os seios doeram absurdamente 1 dia, moderadamente 2 e depois ficaram levemente cheios, mas sem doer, sem vazar e estão assim até agora. Aliás eu adoraria que eles se mantivessem deste tamanho e firmeza pra sempre hahahaha

- Luiza trouco o peito por colo, e está numa manha terrível. Pede colinho o tempo todo, e acha que só é colo quando estamos em pé.

- Por estar querendo mais colo, anda bem mais dengosa e carinhosa, porque antes ela só ficava em meu colo pra mamar, agora dá pra fazer um bom chamego.

- Raramente mama na mamadeira, porque ela gosta mesmo é de segurar, como se fosse um brinquedo, mas no copo bebe leite numa boa, ainda que em quantidades de 50 a, no máximo, 150 ml.

- Não fez da mamadeira um "step" para o peito, ainda bem, porque se tivesse feito eu piraria. Imagine fazer mamadeira de madrugada ou passar o dia mamando. Ninguém merece!

- Ainda está com leve crise de abstinência, aparentando irritações repentinas, em momentos que certamente ela apelaria para uma mamadinha para aliviar o stress ou cansaço. Também tem ficado mais irritada na casa dos outros, pedindo pra ir embora e não há negociação pra isto!

- Dormir não tem sido problema, ela dorme na boa no colo, encostada no peito, e domingo me disse que estava com sono e dormiu sentada no meu colo em 20 min, vendo Xuxa, igual fazíamos quando mamava, mas agora sem o peito.

- Tem chupado mais chupeta para dormir.

- Acorda de madrugada e chora por não ter o peito que fazia ela dormir novamente. Deixo chorar um tempo, aí dou água e tento fazer dormir de novo deitada, se não dá, aí apelo para o "colinho".

- Está com uma pontualidade britânica e acorda todo dia entre 4:20 e 4:40 da madrugada, querendo despertar de vez. Hoje comecei a educar isto, e fiz dormir novamente. Quando saí as 6, ela estava começando a reclamar de novo.

- Temos aproveitado muito mais o dia, porque agora ela não fica interrompendo as brincadeiras ou seja lá o que for para ficar dando mamadinhas de no máximo 5 minutos.

- O intestino tem trabalhado diferente e a consistência e coloração das fezes está diferente.

- Tem bebido mais água, e não posso sair de casa sem uma garrafinnha, porque bebe o copo todo. Sábado voltando do Shoping, ela teve uma crise de sede, estava já com sono e precisamos parar para comprar água e interromper o show.

- A alimentação continua normal.

- Ela está ótima e eu também. Acreditando que se o desmame fluiu assim numa boa, é porque realmente estava na hora, sem traumas ou grandes problemas para qualquer uma das duas.

Senti como se ela tivesse nascido novamente, já que mais um cordão umbilical foi cortado com o desmame, e se nossa relação física vai se alargando,o afetivo se estreita cada vez mais.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:44
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Sábado, Julho 08, 2006


Alfa e Ômega (Princípio e o Fim)

Que toda história tem um final, isto é fato, porém se alguns finais independem de nosso querer, outros estão em nossas mãos para serem encerrados.

Não importa se por querer ou não, mas o final de uma história sempre significa o início de outra, uma nova etapa, um novo ciclo, novos desafios, crescimento, amadurecimento, tudo isto cheio de medos, anseios, esperanças, expectativas e muita adrenalina.

Não sou uma pessoa adepta de mudanças bruscas, assumo que gosto de estabilidade, acomodação, de sentir para onde e em que águas minha barca está rumando e com isto acabo acomodada nas situações que a vida me impõe, ficando estagnada no tempo e lugar, com medo de arriscar e quebrar a cara, por preguiça, por falta de iniciativa ou seja, comodismo puro.

Sei que pra muitos minha vida parece nada comum, afinal já mudei de estado, de país, tive uma filha, fiquei sem meus pais, fiz uma faculdade que não me encontrei,fiz dezenas de amizades cibernéticas se tornarem realidade, até mesmo viajado 1100 km para que isto se concretizasse.

Tudo isto e muito mais porque as coisas foram acontecendo, fui sendo levada pelas circunstâncias, lutei para conquistar algumas coisas, em outras recuei,em outras me mantive estática,chegando até aqui.

27 anos e 1º Emprego Made in Brasil,hilário e assustador, para alguém que não gosta de emoções fortes, um acontecimento e tanto! Frio na barriga? Claro.. mas nem tanto, afinal já conheço o local, fui estagiária lá por 2 meses, mas há 7 estava afastada destas coisas nutri-administrativas, fazendo parecer que não tive formação alguma e o peso da responsabilidade um chumbo!

Não sei se em todas as Faculdades de Nutrição acontece isto, mas recebemos uma formação muito voltada para a área da Saúde (sonho de consumo de toda Nutricionista, mas pouco realizado de início), ficando a parte administrativa pouco vista, virando um bicho de 7 cabeças, e para quem não gosta de número feito eu, um bloqueio.

Imagine então alguém que quis fugir de ciências exatas, tendo que administrar uma Unidade de Alimentação numa empresa? É uma firma dentro de outra firma e seja o que Deus quiser hahahahaha.. Burra não sou, tenho vontade de aprender, mas depois de ser Mãe e ficar 2 anos sem dormir uma noite sequer, fiquei lerdinha... (eu sempre falo sobre isto, né?) e ainda dizem que nossa capacidade cerebral aumenta com a maternidade. Seria eu a exceção?

Comecei a trabalhar terça e ainda me senti meio estagiária, meio perdida, porque são tantas informações para absorver, coisas para aprender, um sistema de DOS tosco e estranho, muita coisa exigida por tempo de experiência, um medinho de não dar conta, mas acho que chego lá, né?

Mudando completamente de assunto, mas continuando a falar de mudanças, depois de 22 de Meses de Maternidade, o momento de cortar mais um cordão umbilical chegou: O DESMAME.

Há tempos venho adiando esta decisão, tive uma tentativa pouco tentada e frustrada, mas agora resolvi tentar pra valer, porque cheguei ao meu limite.

De domingo até hoje, Luiza mamou 4 vezes, porque estava sonolenta e pouco consciente, e eu com o peito explodindo. Melhor que esgotar na bomba, que deixa o seio todo dolorido e intocável, uma mamada esporádica faz milagres.

Os intervalos foram ficando mais espaçados, de 24 em 24 hrs, sendo que a última vez foi de 38 hrs.

Se está sendo fácil? Mais do que imaginei e menos do que gostaria!

Quando decidi fazer isto, pensei em apelar, com direito a pimenta e tudo se fosse preciso, mas ao ver o peito sujo de pimenta do reino, ela não se atreveu a chegar perto, ao notar isto, recorri ao tradicional pó de café, que passado nos seios deixa uma aparência nada atraente e causou a repulsa da minha pequena.

Eu disse que o tetê tava dodói e como ela já era moça, agora beberia leite na mamadeira ou copo. Se ela aceitou bem outros leites? Sim... mas não com a mesmo prazer do peito, bebendo só o mínimo necessário e quando quer, aí a mãe desencanada e nutricionista entrou em ação, complementando o cálcio com derivados lácteos.

O 1º dia foi relativamente tranquilo, mas quando anoiteceu o desespero dela bateu, porque estava acostumada a dormir mamando. Ficou feito um drogado em crise de abstinência, andava impaciente de um lado para o outro, esfregava o rosto, a cabeça, manhosa, pedia água sem parar, indo dormir depois de 2 horas além do habitual.

Agora quando quer dormir ela pede, deita no colo e dorme numa boa, nem tão boa assim, mas comparando com antes, 100% bem.

Um diálogo entre Luiza e Bilica na Quarta-Feira:
- Tetê é feio, fedido. - diz Luiza para a tia.
- Mas você gosta Lu? - pergunta a tia.
- Gosta - responde a menina com uma carinha de resignação com a situação. hahahahaha

Tem sido assim, as vezes ela esquece e pede o peito,algo notadamente por impulso, então pergunto se ela quer mesmo, que rapidamente recusa, com não, ou credo, mas sempre com uma caretinha rs...

Só tenho mostrado pra ela o peito sujo, por isto temporariamente os banhos em conjunto estão suspensos, assim como observar outras crianças mamando no peito.

Se estou sofrendo com isto? A dor física foi maior que qualquer outra dor ou sentimento, porque eu já tinha extrapolado meus limites e andava tremendamente irritada com as mamadas de 5 em 5 minutos, com as noites passadas ao peito, com a falta de sossego, porque ela queria mamar a toda hora, em qualquer lugar e se eu não dava, era um choro horrível.

Somente em um dia senti falta de chegar em casa, deitar com ela em cima de mim pra ficar mamando e assim dormir. Na verdade não é a falta da amamentação, mas do contato físcio íntimo que ela nos proporciona, com uma ligação sublime entre mãe e filha.

Como disse no ínício do texto, a vida é assim e agora foi a vez de encerrarmos a amamentação e iniciarmos a homeopatia (que em 2 dias não fez efeito alguma ainda) para melhorar o sono, o dela é claro, porque eu vivo com olheiras de panda!

Levanto para trabalhar as 5:30 e ou ela já está acordada ou levanta comigo, depois de ter chorado umas 3 vezes na noite, já que agora não tem mais o peito consolo e até pegar no sono novamente demora um pouco. Um exemplo foi a Quarta para Quinta, em que chorou umas 5 vezes e por 3 precisamos levantar para dar colinho (ela pede assim e acha que colo é em pé!), porque se estava com a tia queria a mãe e vice-versa.

Haja paciência, força, ânimo para passar a noite em pé, com uma criança de 13 quilos no colo, chorando, com sono e eu olhando o relógio para saber quanto tempo teria para dormir!

A semana passou, hoje já é sabado e descer as 5:40 da manhã, sem ter que ir trabalhar foi detonador, isto depois de já ter levantado antes e dado um jeito de fazê-la dormir novamente! E ainda sei que um final de semana todo madrugado me aguarda, mas prometo dormir em todos os momentos possíveis, como fiz hoje quando ela dormiu de novo e fomos das 8 até quase meio-dia, com duas acordadas no meio, mas totalmente sem peito!

Ah, e sabe aquelas coisas que toda mãe que amamenta por mais tempo houve por aí sobre que mamadeira sustenta mais a noite? Que quando parar de mamar no peito vai dormir melhor? Por enquanto, aqui isto não passa de lenda!

Uma informação útil: não tomei medicação para secar o leite e ele tem diminuído bem rápido. Ela não mama há mais de 40 horas, neste tempo também não esgotei e os peitos estão como se ela tivesse mamado há umas 2 horas.Passei em um gineco e ele achou melhor proceder assim, porque qualquer medicamento iria para o leite. Também fiz compressa fria com aquelas bolsas térmicas quando o peito encheu e estava dolorido demais.

O emprego? Vai muito bem obrigada, ainda com aquela sensação típica de iniciante, um estranhamento, uma sensação de não aprendizado, de muita coisa para uma pessoa só assimilar, mas o pensamento flui positivo.

Luiza como filha de consumidora típica diz assim:
- Cadê a mamãe Luiza? - qualquer um pergunta
- Tabalhá. (Trabalhar)
- Pra que? - tornam a perguntar
- Tutu, ompá bikedo, opa a Lu. (Tutu = dinheiro, para comprar brinquedo e roupa pra Lu).É, agora ela se chama de Lu e raramente diz o nome dela mesmo.

Ela reagiu bem ao fato de eu não estar em casa pela manhã, as vezes pergunta, mas logo esquece, ou então faz assim:
- Cuta - (Escuta) - diz ela com o olho estalado e dedinho ao lado do rosto, em sinal de atenção.
- Mamãe sigô. (Mamãe chegô).
- Ainda não Lu, daqui a pouco - responde a tia.

Foi uma semana diferente, com tantas mudanças, com rotinas muito diferentes, mas mesmo gostando de acomodação, uma hora o tédio bate e uma agitação é bem vinda.

Atualmente caminho para uma noite de sono bem dormida, sem uma criança pendurada no peito, sem estar em minha cama, dormindo até pelo menos as 7, afinal sonhos não custam nada, pelo menos por enquanto rs...

P.S: Já que este post ficou sem fotos, coisa rara dos últimos tempos, atualizei o Flog com imagens da Luiza de princesa e em várias outras situações do últimos dias, e no VideoBlog tem um filminho dela se divertindo no MSN e tagarelando horrores.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:13:11
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