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Renata, Rêca, Rê, Mãe Solteira, Solteira e a procura. 29 anos, nascida em 25/06 do longíquo ano de 1979. Teoricamente sob o signo de câncer, apesar de não botar fé nestas coisas.
Complicadíssima, com um gênio forte, e um humor tão variável conforme os níveis de hormônios circulando pelo meu corpo. Com uma tatuagem em cada pé, uma no pescoço, Luiza no ombro e outras planejadas para o futuro, que espero seja próximo.
Paulista do Grande ABC, há mais de 6 anos refugiada no interior de SP, depois de já ter morado no Paraná e Japão.
Nutricionista por acaso do destino, gerente de unidade, ou seja, Restaurante Empresarial, escritora por paixão e fotógrafa por compulsão.
Mãe da Luiza, que só nasceu depois de 41 semanas e 3 dias, de parto normal, que doeu pra cacete, como resultado de uma aventura. Depois disto, minha vida nunca mais foi a mesma, e temos uma relação tipo matrimônio, na saúde e na doença, nas noites maldormidas, nas birras, nas descobertas, e maravilhas do dia-a-dia juntas em todos os momentos, até que a vida nos separe. Temos uma cachorra chamada Beth, muitos amigos, uma família que no momento deixou o outro lado do mundo e vive com a gente, numa casa de 5 banheiros.





Luiza,Lulu,Luli, Lu, Shumi, quase 4 anos, nascida em 22/08/2004, sob o signo de Leão, que por acaso ou não, é perfeito para sua personalidade forte, gênio nem sempre domável, ânsia de aprender, inteligência aguçada, paixão em ser o centro das atenções e grande entendimento, apesar da pouca idade.
Estudante de período integral, que apesar de cansativo, é o ideal a nossa o rotina. A Mãe trabalha, a Filha estuda, não dando trabalho a ninguém!
Menina esperta, que só dormiu uma noite inteira com quase 3 anos, quando foi despachada para a própria cama e quarto. Apaixonada pela vida, que curte intensamente a partir das 6:00 da manhã, e como compensação dorme lá pelas 20:30, tirando seu sono da beleza onde for preciso, no meio do barulho que for, seja em restaurantes, festas ou em casa.
Andou aos 11 Meses, falou antes disto, desmamou aos 22, desfraldou aos 29, aprendeu as letras do nome aos quase 3 anos e neste tempo muita coisa boa nos aconteceu, estando registrada em algum de nossos blogs, nos links lá embaixo.


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Sexta-feira, Setembro 29, 2006


Luiza

Agora que passo o dia longe da Luiza, percebo mais suas descobertas, evoluções, crescimento e principalmente o aprimoramento da fala, que dentre todos é o que mais me surpreende.

Claro que vira e mexe me assusto ao tentar colocar uma roupa, que ainda outro dia servia, e dias depois está curtíssima, ou aquela sandália que ainda ontem ficava ótima e agora deixa o dedão para fora. Eles crescem debaixo de nossos olhos a todo momento, mas só esporadicamente nos damos conta disto, geralmente quando uma roupa nos mostra ou um sapato nos diz ou fazemos uma sessão nostalgia de fotos.

Agora que os finais de semana são de apenas nós duas, eu notei muitas mudanças em suas atitudes, e até mesmo Bilica, fora há apenas 2 semanas, já achou que ela está falando bem melhor, só o cabelo é que não cresce mesmo rs...

Sábado de manhã ela acordou e queria pegar uma luz noturna, daquelas de por na tomada, que estava ligada atrás do criado-mudo, que com muito esforço ela conseguiu arrastar. Quando terminou de arrastar, antes de entrar atrás dele para apagar a luz, apoiou a mão, respirou bem fundo, olhou pra mim e disse pasando a mão na cabeça:
- Ai, tô suadinha na cabeça - e continuou sua luta para apagar a luz.
Eu quase me acabei de tanto rir rs...

Aí fomos ao mercadinho, e um rapaz estava subindo a rua de bicicleta. Ela olhou bem pra ele e me disse:
- Olha mamãe o moço.
- É Lu, de bicicleta - eu comentei, e ela:
- É, o mocinho.
Agora é tudo assim, no diminutivo: mocinho, pepezinho (Chupeta), paninho, copinho, Biliquinha, mamãezinha, Goquinha e mais um monte de outras coisas.

Eu conversando com ela sobre o estado adolescente em que ela anda, chorando a toa, briguenta e revoltada.
- Luiza você é rebelde? - disse eu no meio da conversa
- Não mamãe, eu sou Luiza. - Mãe tentando ficar séria e rindo horrores por dentro.

- Luiza, você quer ver o Goca?
- Não, ele é "goido".
- O Vô Dega é gordo Luiza?
- É.
- E a Vó Rosana?
- A vó é goida não.
E ela tinha razão huahuahuahuaua

- Como é seu nome?
- Luiza.
- Luiza do que?
- Zuki.(Zucher)
As vezes ela se confunde e diz que é do coração, porque sempre falamos Luiza do coração.

- Luiza, como é o nome da mamãe?
- Inata.
- Renata do que?
- Do "colaxão".

Luiza pegando uma blusa de agasalho dela, colocou em frente ao corpo, olhou bem e falou pra mim:
- Sévi. (Serve) - como se estivesse medinho a blusa nela hauhauhuahahua

No trajeto da escola para casa:
- Luiza, você quer ir na vó?
- Nononão mamãe, chega! Eu quero ir pra MINHA casa, minha casinha.
E este não, não é com os 2 dedos em negativa também, me olhando bem séria.

- Luiza, você brigou com a amiga na escolinha?
- "Biguei".
- E você pediu desculpas?
- Não, ela não é mais miguinha minha.
Deu para sentir o grau do gênio forte da pequena? Fica sem a amiga, mas não pede desculpas.. ai.. ai..

Uma criança chora as 5:25 da manhã, dizendo estar fome, que queria "papá".
Uma mãe zumbi de sono, com muito sacrifício desce com a criança para fazer uma mamadeira, que ela não quis.
A criança para na porta da geladeira, tenta abrir a todo custo, olha pra mãe zumbi e diz:
- Eu quero "pita" (pizza).
- Não tem Luiza. Quer bolacha?
- Nãoooooooo, ameaçando um choro, eu quero "pita".
- Quer uma bolacha - pergunta a pobre mãe zumbi entregando uma bolacha maizena na mão dela, que olhou bem e respondeu:
- Passa "gaína" (margarina).
O que eu fiz pra merecer isto? Se alguém souber me explicar, ficarei eternamente grata rs...

Acho que ela anda com fissura por pizza, talvez porque aqui semanalmente role algo do tipo. A caminho da pizzaria:
- Luiza, você quer pizza?
- Quelo e Coca.
Então tá, né? Passamos no mercado e quando fui pegar a de garrafa, ela:
- Essa não! Ota.- a outra era de lata.
Melhor, bebemos menos, 1 lata para nós duas!

Luiza com uma parte redonda da mesa de atividades na mão, e uma latinha dos tempos Made in Japan na outra:
- Come mãe, é "pita" - me disse entregando o disco vermelho.
- Hmmmm.. vou comer tudo - eu disse entrando na brincadeira.
- "Péla"! Vou pegar "alhe" - me disse indo pegar um garfinho.
Me entregou a latinha dizendo:
- Bebe, é Coca.
Garota Junkie Food!

- Luiza, o que você tem na mão?
- Um mamão?
- Não Lu, na mão - disse a pessoa mostrando a mão.
- Mamão? - tornou a responder com cara de paisagem.
Melhor deixar pra lá rs...

Luiza indo ao mercadinho com a Avó Rosana:
- Olha, Lu, o gatinho. - disse a avó.
- O gato que "moideu" seu pe?
Acreditamos que ela ouviu a Rosana me contando há semanas atrás, que um gato mordeu o pé dela.
Ouvido apurado, memória fotográfica.

6:25 da manhã, eu me vestindo para ir trbalhar e Luiza em volta de mim. De repente colocou as mãos no meu traseiro e:
- Piuí abacaxi, piuí abacaxi...
Tive que entrar na dela e brincar um pouquinho hahahahaha

Luiza de agasalho e eu colocando por cima a jaqueta de tactel do uniforme. Quando terminei de colocar, ela mecheu os braços e reclamou:
- Ai, tá peitado (apertado).
Porque duas blusas deram uma prendida nos movimentos dela rs...

Mais uma sobre roupas. Luiza toda arrumada, usando uma roupa pela primeira vez, como sempre pediu:
- Quelo vê no pelho - Quero ver no espelho.
Olhou bem, passou a mão na roupa, se olhou de costas e disse:
- Tô chique.
- O que???? - eu perguntei achando que não havia ouvido direito.
- Tô chique. - repetiu ela claramente, saindo toda rebolando rs....

Ela tem acordado novamente muito cedo, antes do relógio despertar e eu fico tentando dormir mais um pouco, enquanto ela bota o quarto abaixo:
- Quelo fazê xixi.
- Pode fazer Luiza, você está de fralda.
- Não! Quelo fazê no banhero, no bulaquinho (adaptador de assento).
E ela só pede, porque é coloca-a lá e não faz nada, aí tiro e 5 minutos depois faz nas calças.

Não pode ver uma pinta, que vai mostrar a minúscula que tem no braço:
-Ó, minha pitinha e no bubum também tem. - porque outro dia eu disse pra ela que também tem uma pitinho no bumbum, mas que não dá pra ela ver.

- Juda eu, nu cosigo (ajuda eu, não consigo). - é a frase dela quando realmente não consegue algo, e se demoro, fica me berrando até eu ajudar.
- Mamãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee... Juda eu qui. (ajuda eu aqui)

Novamente trajeto escola-casa e eu tendo que passar em vários lugares. Ela reclama, diz que quer ir pra casa, chora, e outro dia quando viu que eu não estava ligando para o show, começou a gritar chorando:
- Biguei com a tia Rose(da escola), ela é feia!
Era mentira, é que sempre digo que ela não pode brigar com a tia da escola e acho que foi um modo de chamar minha atença e irmos logo pra casa Rs...

Luiza me mostrando algo:
- Não é tia? - para imediatamente se corrigir e dizer:
- Mamãe.
Acho que passa tanto tempo com as tias, que dizer tia é automático.Humfp!

Tudo que ela gosta da cor, diz que é rosa, mesmo sendo azul, amarelo ou qualquer outra cor. rs... Menina patizinha desde cedo.

O tempo que ela fica comigo, ela tem pedido pra tomar banho toda vez que faz xixi, que pode ser um pingo, pedindo atrás de mim para tocar a "fóda" o tempo todo, que ela mesma vai buscar.
- Tóca eu, tóca, fiz coco (é usado para os 2).
Será que falta muito para o desfralde? Quantos litros de xixi secarei pelo chão?Ai.. ai.. de novo!

Tenho pensado se ela sofre de TOC, porque é tanto pedido de banho ao dia e tantas lavadas de mão, que me deixa preocupada e irritada. Não pode ter uma sujeirinha na mão que pede para lavar e se for limpar com papel, tem que ser papel toalha, higiênico só serve em último caso, ela fica reclamando:
- Esse papel não, oto.

E é assim... a menina vai crescendo e a gente envelhecendo hahahahahaha, e as fotos abaixo provam isto claramente, com o detalhe que quando fui por o body nela para tirar as foto dos 25 meses, ela me disse que não servia rs.. acredito que só servirá para umas duas fotos e vou ter que arrumar outra roupa medida! E pensar que hoje ainda acham ela careca rs... Careca ela era antes hahahahaha


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PS: O FotoBlog foi atualizado e se você ainda não viu Luiza tagarelando em frente ao espelho, o vídeo continua lá no VídeoBlog.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:52
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Segunda-feira, Setembro 25, 2006


Eleições ?????

2006 tem sido um ano cheio de acontecimentos, fatos que atraíram a atenção a população em massa, como a Copa do Mundo, que mesmo para quem habitualmente não gosta de futebol, acabou fazendo parte da torcida organizada e uniformizada, passado isto foi uma avalanche de escândalos políticos que desviaram a atenção da povo mais uma vez.

Reveillon, Carnaval, Páscoa, Copa do Mundo, Festas Juninas, Aniversário da Luiza e Eleições. E quem é que se lembrou que este também era ano de corrida presidencial?

No meio de tantos outros acontecimentos mais agradáveis, mais saudáveis e menos cansativos que os políticos canastrões e com boa eloqüência verbal, quem se lembraria que 4 anos já se passaram desde que um certo alguém, sem um certo dedo adentrou o Palácio do Planalto??? Heim? Heim?

Não sou uma pessoa engajada politicamente, não tenho ilusões de que restam políticos que um dia mudarão a realidade que vivemos, a sensação que tenho é que não importa o que eu faça, as coisas sempre será assim, aí penso que se golpe de estado e ditadura militar não deram certo, mesmo com todo seu poder aniquilador, o que será de nossa delicada democracia? Não que a ditadura tenha sido algo bom, mas serve como ilustração para mostrar que quem chega ao topo do poder, faz o que quer, o que tem vontade, e dane-se o povo que forma a nação.

Talvez eu, em minha alienação de menina mimada, que cresceu e se tornou mulher sem noção alguma de política, esteja errada por tanto descrédito sobre nossa política, porém abro os jornais e só me deparo com escândalos envolvendo quantidades vultuosas de dinheiro, que nunca verei nem 1% daquilo, dinheiro saído de nossos bolsos, que suamos para ganhar e terminaram por virar confete dos carnavalescos que ficam lá em Brasíli, com um importantíssimo detalhe, colocados lá por NÓS!

Entro na Internet e lá está mais um escândalo sobre algo do Governo Lula. Parece uma guerra, com tiros para todos lados e estilhaços atingindo quem tem pouco haver com o peixe. Não acredito que ele seja o único problema de tudo isto que veio a tona nestes últimos 4 anos, porém ele também não foi a solução para 1/3 do que se propôs fazer e foi seu lema de vida durante todas os anos de derrotas. Se ele era a última esperança e não deu certo, o que será que nos aguarda por aí?

Talvez a melhora venha de onde menos se espera... Ou pensamos isto para não ir ali e pular da ponte... (Dramática eu...)

Apesar do caos político que se instalou no pais, um querendo comer o outro pela perna, pelo menos temos que elogiar a criatividade para as maracutaias e nomes dos escândalos, porque por muito tempo os dólares na cueca serão lembrados, mensalão será referência para golpes de grande porte e Lula o vitorioso, ex-operário que chegou a presidência. com uma história linda para virar conto de fadas, não tendo utilidade para a realidade que vivemos.

Todos os governos tiveram seus podres, seus altos e baixos e na dança do entra presidente, sai presidente, vem impecheament, novo presidente, nada mudou e eu me pergunto, será que um dia mudará?

Com todos os acontecimentos deste ano, só agora eleições me passaram pela cabeça, estando há 6 dias da votação, em que não faço a menor idéia de quem são os candidatos ao Governo do Estado de São Paulo ou a que se propõem. Horário político é o tempo que tenho para tomar banho, arrumar as coisas para o outro dia e entrar na Internet, porque indiferente de quem vença, minha rotina vai continuar sendo esta.

Outro dia recebi um texto falando sobre ser de direita ou esquerda, uma situação que ilustrou bem o que vivemos, em que só damos realmente importância a política, quando ela interfere diretamente sobre nossas vidas (bolsos), nos tirando do ostracismo e alienação em que vivemos, ou que pelo menos eu vivo.

Estou tão desanimada quanto isto, que acho que votarei branco ou nulo, mas como ainda faltam 5 dias, posso pegar um destes muitos papéis jogados em minha caragem e fazer uma caridade, deixando que um cidadão tenha 1 voto, ao invés de nenhum...

Quando eu estava no Japão eu achava muito estranho a votação lá ser voluntária, e a população comparecia em peso, exercendo seu poder de cidadania, porque lá eles votam e cobram depois. Fiquei pensando que aqui também deveria ser assim, mas se votando por obrigação já dá no que dá, imagine sendo o voto voluntário, nunca se elegeria ninguém pelo número necessário de indicações e seria uma repetir sem fim de eleições.. Ecat...

É, isto é Brasil, que mesmo com este picadeiro que se tornou o Congresso Nacional, continua sendo nossa "Pátria amada Brasil!"

Então, Vota Brasil... por obrigação, ou esperança, ou convicção, não importa, porque como cantava o Jota Quest, "Vivemos esperando, o dia em que seremos melhores...MELHORES EM TUDO!"


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PS: E para não ficar só nas minhas palavras, depois de muito tempo atualizei o FotoBlog e o VídeoBlog.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:13:17
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Sábado, Setembro 23, 2006





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Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:20
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Quarta-feira, Setembro 20, 2006


Sayonará...

As pessoas se espantam com a naturalidade de minha família em encarar distâncias e sempre que me perguntam sobre isto, eu respondo com outra pergunta: "Você espera o que? Que eu fique me descabelando e chorando pela rua o tempo todo, só porque minha família mora longe?"

Eles apenas moram longe, não morreram e isto basta! Quando eles voltarão? Eu não entendo porque tanto me perguntam isto, não temos planos fixos e enquanto tiverem saúde e pique para ficarem por lá, certamente que irão aproveitar. E quando nos veremos novamente? Pessoalmente não sei, mas nos vemos quase que diariamente via WebCam, nos falamos e dá até pra rolar aqueles estresses familiares básicos!

Claro que ficar longe da família é ruim, que sentimos saudades, que bate uma solidão esporadicamente, ainda mais quando cerca de 25.000 Km nos separam, e não dá pra pegar a estrada e ir até lá, mas não é para sempre, não é eterno, e como a vida é algo em constante transformações, hoje estão lá e amanhã poderão estar aqui.

Acredito que nada vem sem algum tipo de sacrifício, e se estarmos separados momentaneamente é preço pelo bem-estar geral da família, então pagaremos, ué...

Como sabem, morei no Japão de 1997 a 2001, e sábado passado, 9 anos e 1 dia depois de nossa 1ª ida, Bilica também retornou para a terra do Sol Nascente. Sem traumas, sem dramas, sem eu me rasgar em praça pública, apenas com muita trapalhada até que ela conseguisse fazer as malas, chegar no aeroporto e finalmente embarcar.

Não rolaram grandes festas de despedidas, mas também tal acontecimento não poderia passar em branco, afinal, depois de 1 ano e meio de enrrolação, para ir ou não ir, finalmente a ida saiu.

Sexta-feira o dia foi puxado no trabalho, porque estamos no meio de transições e está tudo uma loucura. Peguei Luiza e ela também estava cansada e chatinha, ainda com a roupa de Ballett. Depois de passar em trocentos lugares para resolver pendências que Bilica só enrrolava e não resolvia, ainda ficando metade para trás. Chegamos em casa, e depois de um impasse, resolvi também ir com a galera para o Happy Hour, deixando Luiza em casa com minha prima Gabriela.

Muito estranho sair sem ela, e as vezes me peguei pensando onde ela estava, lembrando que ela estava em casa. Quando voltei, já estava dormindo, tendo chorado um pouco, indo no portão perguntando cadê a mamãe. Gabriela disse que tínhamos saído e traríamos um presente pra ela, que parou de chorar e disse tá, deixando ela e minha tia abismada com a obediência e conformismo.

No outro dia, acordou e viu o presente sobre o criado-mudo, ficando toda feliz:
- Você compô pa mim? - ela me perguntou rasgando o presente em cima da cama.
- Sim - eu respondi.
- Bigada! - ela agradeceu.
Fofa demais esta minha pequena. Adorou o bebê da Estrela da promoção do Extra, e com 19,90 deixei minha filha mais do que feliz e ainda limpei minha consciência de mãe culpada que foi para a baladinha hahahahahaha

Voltando ao nosso Happy Hour, foi tudo de bom. Mesa reservada para 10 pessoas e no final estávamos em 17 rs.. Foi um tal de junta mesa, que parecia a Mesa do Tide de Páginas da Vida e o de uma ponta, para falar com o da outra ponta, só por celular rs... Os garçons estavam enlouquecendo com a gente, era tanto do Chopp e caipirinha, que não venciam e o ponto alto da noite foi cantarmos Parabéns pra Você pra Bilica e o bar todo acompanhar, cantando e batendo o pé no assoalho!

Rimos muito, bagunçamos mais ainda, bebemos a vontade e depois ainda fomos jogar boliche, todo mundo quase sem mira, mas com muito humor para rir dos nossos erros e principalmente dos alheios.

Cheguei em casa quase meia-noite, me deparando com Gabriela na sala balançando Luiza no carrinho com o pé, e com o sobrinho sobre o peito, uma perfeita Baby Sitter. No outro dia Luiza me contou que a "Gabiela" tinha dado banho nela na banheira da vó, "tocado" a roupa, dado mamá e feito ela naná.

Dormi feito uma pedra e Luiza acordou antes da 6 grrrr.. e ainda me perguntam porque raramente eu saio para baladas madrugada adentro!

Sábado o dia voou e quando vimos, já era hora de nos arrumarmos para levar Bilica no aeroporto. Confesso que odeio estas idas ao aeroporto, que longe pra K**, para não dizer cacete, quase 2 horas de viagem no meio do trânsito infernal de SP, chega lá tem que ficar esperando até entrar na sala de espera, para depois dar um tchau xoxo e encarar a volta para casa.

Um monte de amigos queriam ir, então fretamos uma Van. Até que assim a viagem foi menos ruim. Chegamos lá já atrasados, porque Bilica deveria chegar antes devido ao Overbooking desde a venda da Varig, mas deu tudo certo. Fez o check in, pegou as passagens e documentos, e claro que fomos comer, naquela rede de junkie food do M amarelo. Claro que se não rolasse umas trapalhadas básicas, não seria a Bilica, porque a tribulação já tinha embarcado e a menina não aparecia, porque de última hora resolveu fazer um cartão de milhagens! Senhor, se ela ficasse por mais alguns dias, acho que me enfartaria.

Eu já vinha preparando Luiza há tempos, falando sobre a viagem, que a tia iria pra junto dos avós, porque ela tem noção que meus pais moram longe e que só os vê pelo computador. Na 2ª feira chegou uma caixa de coisas que minha mãe mandou e ela adorou, e isto ajudou mais, porque eram coisas que ela havia visto pela WebCam.

No aeroporto ela viu os aviões, e eu tornei a explicar que Bilica iria para o Japão, encontrar com a vó Dóris, o vô Sérgio e o Tio Ju, de avião. Agora quando perguntam da Tia ela diz que foi no avião, faz o gesto de avião e barulho com a boca. Ela ameaçou chorar quando a tia foi pra sala de espera, mas contornei rápido. No outro dia ela perguntou e depois já se viram pelo MSN, sendo a primeira coisa que ela notou foi uma caixa de brinquedo que estava atrás da Bilica, perguntando se era "pisente" pra ela hahahahahaha Mercenária em miniatura rs...

Estas mudanças todas, da rotina escola e a ida da tia mexeram com ela, refletindo no funcionamento do intestino. Foram uns 5 dias com ela chorando para evacuar, a gente tendo que ajudar e agora parece ter voltado ao normal. Mesmo assim eu continuo com uma dieta laxativa.

Desde 2ª feira passada minha tia Jane estava aqui com a prima Gabriela e o Gabriel, filho da outra filha, por isto Luiza sentiu menos a falta da Tia, já que tinha o "Guegue" para se distrair. Hoje elas também se foram, e agora é que nossa nova rotina vai entrar para valer. Tenho amigos por aqui, gente que em casos de emergência poderei pedir socorro e sei que me acudirão. Me acham até exagerada, porque tomei precauções para todos os possíveis acidentes, até mesmo morte rs... Vai saber, né? Humor negro este meu hahahaha e também uma pitada de precaução ué, porque mais vale uma mulher morta precavida, do que uma viva despirocada.

Como estou me virando sem Bilica? Normalmente, porque Luiza já está numa idade mais companheira, então fomos juntas ao mercado, ao posto de gasolina, faço o que dá quando a pego na escola e o que não dá, fica depois. O mais chato são as pendências bancárias, por causa do horário restrito, mas uma vez no mês tiro um dia pra isto e saio do trabalho na hora do almoço pra resolver. Tanta mãe solteira se vira sozinha por aí, porque comigo há de ser diferente? Mais complicado, eu concordo, porém não impossível!

Que venha mais esta batalha, porque estou sedenta de vitórias, mesmo que lute me arrastado rs.. !


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PS 1: Demorei para postar porque estou sem tempo, e quando tenho tempo, não tenho mais neurônios.
PS 2: Não fiz outro FotoLog, apenas não tenho tido paciência e tempo para editar as fotos, mas um dia eu volto e aviso.
PS 3: O Nutricionista Cobaia não foi ainda excluído, porém estou sem idéias para postar lá.
PS 4: Estou de saco cheio destes posts Querido Diário, que foram meus últimos 3, mas é mais fácil postar que explicar 1 a 1 o que está acontecendo comigo.
PS 5: O próximo post não sei quando sairá, mas certamente não será mais um Capítulo desta novela.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:33
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Terça-feira, Setembro 12, 2006


Recapitulando a semana com Feriado ProLooongado

O início da semana passada se arrastou, porque a eminência de um feriado prolongado fez com que eu quisesse antecipar o final da semana, fazendo com que na quarta, eu já sentisse o cansaço da sexta.

Semana gelada, que me deixou sem coragem para sair de casa além do necessário, fazendo apenas o trajeto casa, trabalho, escolinha, mercado.

Na 2ª Feira Luiza começou a ir para a Escola em período integral, para estar adaptada quando a Tia debandar no próximo sábado, porém mesmo ela indo bem, acordando sem problemas, já que quase sempre ela acorda comigo mesmo, eu fique de coração apertado ao deixá-la ainda de manhãzinha.

Não fiquei me culpando pela necessidade disto acontecer agora, mas apreensiva por mais esta mudança em nossa rotina e também agradeci a Deus por ter podido adiar este momento até os 2 anos dela, que eu sempre soube que um dia chegaria.

Apesar da semana passada ter tido apenas 3 dias úteis, nestes 3 dias ela foi bem, sem reclamar, sendo o único problema o fato dela não querer dormir na escola, e as 2 hrs de sono do meio da manhã, se resumiram a 1 depois do almoço, com muito sacrifício, fazendo com que ela volte pra casa exausta, pedindo pra dormir logo.

Ainda bem que até dormir ficamos de chamego, e depois que parou de mamar no peito, sua paixão por ele não diminuiu, ficando a apertar o tetê até dormir. Grrrr.... Haja paciência pra estes hábitos adquiridos tão facilmente e tão terríveis para tirar. Nestas horas eu fico pensando se falta muito para ela crescer e as coisas serem sim, não, e pronto! Doce ilusão, porque sei que nunca será assim hahahahahaha

Quinta-Feira, início do feriado, acordei com a corda toda, já que meu despertador ambulante não me deixa dormir mesmo, levantei e antes mesmo de descer para tomar café, comecei uma arrumação, que durou o dia todo. Sabe aquelas coisas que você precisa arrumar, mas vai adiando, adiando, até o dia que elas quase caem na sua cabeça? Foi isto que fiz, gavetas, em cima da estante, caixa de comprovantes de pagamentos, brinquedos e roupas da Luiza, sapatos. Dei uam geral e tirei sacolas de coisas para doar e outras tantas para jogar fora. Até o computador entrou na faxina, e gravei uns 8 Cd's de fotos, porque a memória dele já estava pedindo arrego.

Na quinta o dia foi mais quente, mesmo assim eu ainda não havia decidido se iria ao Hopi Hari, já que o vento do dia anterior tinha sido cortante e ir para um lugar para passar o dia com Luiza, cheio de vento, estava fora de cogitação.

Fizemos um jantar em casa para um casal de amigos dos meus pais, que os filhos deles são nossos amigos também, rimos muito, comemos mais ainda e sentimos uma falta imensa do restante da família.

Sexta o dia amanheceu ensolarado, sem vento, e com feriado em Salto. Catei o telefone e saí ligando nas cidades vizinhas para comprar passaporte para o Hopi Hari, já que na hora lá era bem mais caro. Depois de vários telefonemas, achei em um Supermercado em Indaiatuba, que fica no caminho mesmo. Isto eu já tinha arrumado as coisas da Luiza, faltando só a gente se arrumar. Liguei para Flávia, que levei junto, acordamos a tia Bilica e o Franklin, que passou o feriado todo conosco, e lá fomos nós, de mala e cuia para o parque.

Luiza foi dormindo e lá ficou bastante no carrinho, que mesmo estando um cacareco levei, porque se me enchesse dele lá, eu largaria num canto qualquer para que fizessem bom proveito rs.. No fim Luiza ficou nele quase o tempo todo, além de servir de carrinho para nossas trocentas bolsas.

Fez um dia quente, de torrar os mais branquelos, mas que na gente só acentuou um pouco o bronze. Lá encontramos Luciana e João, o casal 20 que nos acompanhou em mais esta aventura, indo depois dormir lá em casa, para aproveitar as férias da Lu e o fato que ela estava por perto, porque se ver de ano em ano não dá, né?

Brincamos muito, revezando os cuidados com as meninas, que enquanto uma parte ia em algum brinquedo que elas não podim ir, outro ia com elas nos brinquedos infantis. Luiza foi em uns brinquedos que achei que não fosse gostar, que seria muito forte pra idade dela, mas que nada, amou e na compania da Flávia, sentiu-se bem segura.

Flávia quis um spray de tinta rosa para pintar o cabelo e Luiza também pediu para pintar o dela rs... Parecia um bebê clubber, e no outro dia, só o couro cabeludo estava rosa, e ela dizendo que estava linda, com o cabelo "osa". Imitava até o barulho do spray quando a moça passou nelas.

Só voltamos pra casa quase as 9 da noite, exaustos. Luiza dormiu no carro e foi direto pra cama. A gente ainda pediu pizza, comeu, conversou, viu um pouco de TV, até o João dormir sentado e o resto do povo resolver se recolher. Franklin, ainda saiu de baladinha, eu heim!

Sábado de manhã fomos no centro, porque Luciana queria comprar pijamas de uma famosa marca de menininhas, que estavam com um preço ótimo. Franklin de um pra Luiza de presente de aniversário atrasado. Lindo, lindo.. Aproveitei e passei no depósito para comprar sifão para as pias do fundo e uma tampa para a caixa de gordura da cozinha, que Bilica um dia toda atrapalhada, saiu da piscina correndo, pisou em cima com tudo, quebrou e enfiou o pé dentro, arrancando um bife da perna.

Vida de dona-de-casa macho-do-lar não é fácil! Tenho que ir atrás destas coisas também. Cheguei e já coloquei tudo no lugar, estando mais uma etapa eliminada do game "Um dia a casa cai".

Luciana e João voltaram pra Sp, me fazendo pensar em como amizades cibernéticas podem ser maravilhosas.

Mini Flash back por favor: Conheci Luciana logo que comecei a blogar, bem antes de engravidar, quando ainda tinha um namorado que de vez em quando eu traía hahahahaha, e ela sabia.
Como nos conhecemos? Não me lembro, achei o link dela perdido em algum outro blog, aí de comentário em comentário fomos ficando amigas, depois pelo MSN, até que engravidei e ela foi uma das primeiras a saber. Aliás ela sabe de todos os meu podres hahahahahaha tenho que morrer amiga dela!
Na fase de decisão sobre o que fazer com a gravidez não desejada, ela foi de grande ajuda, me ajudou a pensar, a decidir, não me julgou nunca, mesmo tendo pensamentos totalmente diferentes dos meus em relação a filhos. Parace que foi há tanto tempo que ela ainda não namorava o João, eu ainda não tinha a Luiza, e agora os 2 fazem parte de nossas vidas de um modo tão profundo, que é impossível pensar em como seria se não existissem.
Ano passado esta amizade se tornou realidade, ela se abalou de Curitiba até aqui para a festa de 1 ano da mocinha, trouxe João junto e a empatia foi instântanea. Parecia que sempre tínhamos nos visto e este ano tudo isto ficou ainda mais evidente. Praticamente amigos de infância.
Lu, quero aproveitar aqui para agradecer todos os bons conselhos, por todo o apoio quando eu precisei, por ter sido amiga acima de qualquer julgamento ou preconceito, porque sem isto talvez Luiza não estivesse aqui hoje e talvez nunca teríamos nos encontrado. Obrigada também por aqueles conselhos nem tão bons assim, mas muito úteis em outras áreas, porque as vezes ser uma menina má é muito bom hahahahahahaha

Ufa.. voltando ao Querido diário, depois que o casal In Love voltou pra SP, nós fomos para a chácara, porque Rosana já estava querendo nos esfolar pelo sumiço, porque durante a semana não passei lá e nos feriados um dia fiquei em casa faxinando e no outro saí. Passamos uma tarde gostosa lá, eu até dormi, ou melhor tentei, com Luiza toda hora entrando na sala, vindo subir em mim.

Sábado a noite? Galerinha lá em casa e Pizza de novo rs... Comemos, conversamos, vimos TV e logo fui dormir porque eu já estava exausta. As 2 da manhã quando Luiza quis uma mamadeira, eles ainda estavam por lá, um pouco dormindo, babando na sala e a outra parte indo pelo mesmo caminho.

Domingo de manhã Luiza acordou quando ainda estava escuro, consegui enrrolar um pouco com ela no andar de cima, mas chegou uma hora que não deu. Mostrando seu lado bem junkie, comeu pizza fria assim que viu as caixas em cima da mesa, coisa que ela ama, e quando desceu novamente com a tia que tinha acordado, comeu pizza de novo rs.. E eles pensando que o Franklin tinha comido as outra fatias rs...

Bilica saiu com a Luiza, coisa que há tempos não fazia, me deixando sozinha, meio dormindo das 11 as 13. Foram para chácara da tia do Vinícius, almoçaram lá. Eu e Franklin fomos só depois das 13, e antes passamos no mercado, porque iríamos na chácara do Goca fazer peixada. Melhor nem relembrar este dia, que comemos horrores, tenho que comer em duas casas para não ofender ninguém, exceto é claro nossas gorduras mais do que localizadas.

A tarde fomos na beira do lago, os meninos pescar e a gente pegar amora, tirar fotos também é claro. Só voltamos pra casa no meio do Fantástico, tendo que arrumar um monte de coisas, aguardando com tristeza a segunda-feira que se aproximava, e que daria início a uma semana inteiraaaaa...

Já que isto virou um post Querido Diário, melhor recapitular logo o início desta semana também, que Luiza continou indo para a escola em período integral, e acho que estava com saudades, porque durante estes dias falou muito de todos da escola.

Nossa noite foi caótica, porque ela acordou quando minha Tia Jane, chegou com a prima Gabriele e o neto Gabriel, queria brincar com ele, mas estava caindo de sono. Chorou horrores e o resto da noite foi assim, dormindo grudada em mim, pedindo sei lá quantas mamadeiras, querendo ficar de luz acesa, dizendo que o ouvido dava doendo e na boca tinha dodói. Marquei consulta hoje, as 5, para checar isto, e deu mesmo que ela estava com princípio de otite, que já estamos tratando. No mais continua crescendo, com seus 90,5 Cm e 14,500 gramas, se divertindo com o priminho que está aqui em casa e se adaptando a nova rotina, que tem interferido no intestino, já que ela se recusa a fazer coco na escola, ficando com o intestino preso.
E só pra não esquecer, tem vídeo novo no VídeoBlog e o FotoLog continua abandonado!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:39
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Sexta-feira, Setembro 08, 2006


Luiza no dia-a-dia

Pela manhã, Luiza na cozinha, de repente uma nuvem esconde o sol, diminuindo a claridade, e ela disse:
- Ai, tá escuro, mas tá calorzinho.

Bilica de manhã, mostrando para ela o adaptador de assento para a privada, coloca ela sentada, que só quer saber de apertar o nariz do urso para tocar musiquinha. Pede pra ela fazer xixi e ouve:
- Eu não - disse ela com desdém, para menos de 2 minutos depois fazer o xixi na fralda.

5 horas da manhã, a Luiza acorda, me cutuca e pede:
- Mamãe, canta a "Cuca pigá". (Nana nenê, que a cuca vem pegar).
Mereço, né?

Luiza vendo um cachorro da raça da Priscila da TV colosso. Olha pra ele com cara pensativa e diz:
- É feio, tá sujo.
E toda vez que passa no lugar e vê este cachorro fala isto.

Nós andando pelo condomínio e um cachorro insano latindo sem parar, Luiza olhou bem pra ele e sei lá porque disse:
- Eu tenho a Beth (nossa cachorra), lá em casa.

Bilica e Luiza andando pela rua com a Beth, que corre na frente, até Luiza gritar:
- Beth feia! Vem aqui do meu lado!

Logo depois que ela começou a fazer balé, um dia no quarto, ela sentada na cama, dobrou as pernas, passou as mãos por baixo, segurou e disse:
- Eu faço assim no balé. - era um exercício de alongamento.
- Pontinha, pontinha. - disse ela em outro dia, com o pé e perna estidos, batendo a ponta no chão.
- Piê, piê. - diz ela subindo e agachando com as pernas meio abertas, ou seja, Pliê, pliê... rs..
Portanto o balé vai indo de vento em popa.

Outro dia comentei que compraria uma roupa de balé pra ela, e desde então toda dia ela me cobrava:
- Vai compá, roupa balé meu?
- Vamu no xopi?
- Fazer o que Luiza?
- Compá roupa balé meu.

Luiza de manhã meio dormindo e meio acordada, como estava em nossa hora de levantar, abri os olhos e fiquei olhando pra ela, que ao abrir os olhos e ver que eu já estava acordada, tirou a chupeta e disse:
- Beijo mamãe - me beijando.
- Abraço - me abraçando.
Quer despertar mais gostoso do que este?

Comprei uma pasta de dente pra ela do Barney, que imediatamente me disse:
- É igal da Letícia. (igual da Letícia, amiga da escolinha)

Na volta da escola, Luiza caindo de sono, pedindo para ir pra casa, paramos no caixa eletrônico, numa rua lateral da nossa, e ela desesperada começou:
- Queo i pa casa, pa lá (Quero ir pra casa, pra lá) - dizia apontando exatamente para o lado que nossa casa ficava.

Toda vez que a música "Se os pingos de chuva.." do DVD Xuxa Show começa, ela começa a procurar e pede para pegarmos o guarda-chuva dela.
- Meu chuva, meu chuva, adê? - para dançar igual a Xuxa.

Nestes dias de inverno fora de época, de manhã, morrendo de preguiça ao me ver levantar, ela me olhou bem e disse:
- Tabalhá não. Fazer tutu (dinheiro) não.
Assim como a gente, ela também tem preguiça de sair da cama nestes dias rs...

Ela ganhou uma mesinha de aniversário, que tem uma placa para montar Lego, ela senta lá, começa a montar e quando perguntamos o que está fazendo, ela diz:
- To fazendo catelo (castelo) - mesmo que isto seja um empilhado sem nexo de peças.

Brinca de fazer papá (comida), dando na nossa boca, dizendo :
- Tá gotoso, tá quente. Ou tá ruim, quédo.

Luiza ganhou uma vara para ir pescar também, mas não tinha iscas daquelas artificiais em forma de peixe, prontamente ela perguntou:
- Adê o meu pexe? (Cadê o meu peixe?) rs...

De manhã quando saímos, ela pra escola e eu para o trabalho, olha pra tia e diz:
- Tchau, até amanhã.

- Luiza, amanhã a mamãe não vai trabalhar, vai ficar com você.
- E depois? - me perguntou ela.
- Também não.
- E depois? - e desde quando ela sabe o que é depois?

- Luiza hoje não vamos sair, tá?
- Tá, amanhã né? - responde ela.

- Luiza, você brincou ontem com a Gabriela?
- É, um montão na pixina de bóinha.

Outro dia indo pra escola, perguntei quem ela iria encontrar lá e ela foi dizendo:
- Tio Éveton(Everton), Tia Mácia(Márcia), Tia Iéca(Érica), Jovana(Giovana) e todos os outros amigos.

E assim vai indo me surpreendendo a cada dia, novos fatos sobrepondo os mais antigos, nesta deliciosa aventura de virar gente grande.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:07:45
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Terça-feira, Setembro 05, 2006


Feminista, eu?Não sei...
Mas Mulher em toda complexidade da palavra!


Que o Movimento Feminista foi algo extraordinário, gerando frutos que colhemos até hoje, isto não é novidade para mulher alguma, porém imagino o quanto foi sofrido para todas aquelas mulheres enfrentarem tantos preconceitos, passarem por tantos constrangimentos, lutando por algo que deveria ser delas por direito e não por força, dispostas a tudo para mudar conceitos machistas, subjulgadores, arraigados desde que Eva mordeu a maçã.

Acredito que muitas delas foram rejeitadas por suas famílias, por se tornarem motivo de vergonha pública ao serem taxadas de revolucionárias, feministas, por negarem submissão aos maridos e ao sistema socil opressor em que viviam, querendo apenas direitos iguais aos dos homens, o pelo menos algo menos machista do que tinham, como o direito ao voto, trabalho em indústria, com justa remuneração (Oque não conseguimos conquistar até hoje).

Acho que se eu tivesse vivido naquele tempo, provavelmente não teria aderido ao movimento, porque sou acomodada, gosto do sossego do lar-doce-lar e as vezes até invejo a vida das "do lar", desde que por opção, não imposição. Claro que eu aceitaria ficar em casa, desde que também recebesse por isto, porque ser mãe em tempo integral e dona de casa, é algo qualquer salário de executiva não paga!

Ao meu ver, queimar os sutiãs em praça pública foi algo sensacional, tanto que até hoje se fala nisto e manifestações baseadas neste acontecimento tão longínquo são feitas, porém eu também pensaria bem antes de fazê-lo, porque a Lei da Gravidade é bem ingrata e os peitos iriam pra onde sem a tão famosa sustentação? rs... Pelo menos modernizamos e hoje os modelos vão dos mais básicos, aos mais sexies, todos confortáveis e com arame, por favor!

Voltando a falar sério, tive a idéia deste post ao participar da entrevista de contratação de uma funcionária, que me fez lembrar do frio na barriga que senti na minha.

Somos mulheres, independentes, que trabalham fora e com isto conseguem ser donas do próprio dinheiro, acumulando estas funções adquiridas pela luta de nossas antepassadas, com as mais antigas, para as quais vivíamos exclusivamente até o século passado, como responsabilidade de criar os filhos, cuidar da casa, cuidar das finanças do lar, do marido, do cachorro, do papagaio!

E mesmo depois de tantos anos passados da luta por igualdade dos sexos, pelo menos no setor empresarial-industrial-financeiro, ainda nos vemos diante de preconceitos abusivos, como salários inferiores, dispensa por não se adequar ao cargo ao ser mulher, ou principalmente por ter uma família, que se entende por FILHOS.

Ao ser perguntada se tinha filhos, a candidata titubeou, para em seguida responder rapidamente, sim, mas que havia uma pessoa que cuidava da criança de 7 anos desde bebê, sendo responsável por tudo enquanto esta estivesse trabalhando, inclusive para levar ao médico, não sendo para ela um empecilho para o trabalho, ou um estorvo em situações de emergência.

Percebi pelo seu olhar e modo de falar o medo de ser rejeitada por ser mãe, ainda mais mãe solteira, arcando com toda a responsabilidade de criar aquela criança, de prover seu sustento, educação, ser pai e mãe, precisando trabalhar e ao mesmo tempo podendo perder a vaga justamente por causa do motivo que a faz lutar tanto por algo melhor.

Lembrei do dia da minha entrevista, em que a entrevistadora já sabia que eu tinha uma filha, mas não a idade, e quando ela perguntou sobre como eu faria, respondi rapidamente também, com as justificativas bem amarradas.

É triste perceber que ainda agimos assim, que apesar de sermos as responsáveis pela perpetuação da humanidade, esta função parece nos depreciar diante do mercado de trabalho, onde pensamento machista ainda impera, e muitas vezes até mesmo em nós.

Temos que mudar nosso modo de pensar, e ao ser perguntada se temos filhos, em meu caso, eu deverei responder:

- Sim, tenho uma filha de 2 anos, que crio sozinha. Minha irmã (de viagem marcada para o dia 16) me ajudou até os 2 anos dela, porém agora somos só nós duas, sem parente algum num raio de 150 Km. Não durmo direito desde que ela nasceu, e mesmo assim eu consegui terminar a faculdade, com 1 ano de estágio, cheio de trabalhos, TCC e ela no meio.
Com a maternidade, aprendi a fazer várias coisas ao mesmo tempo, como digitar com uma mão só, enquanto a outra cuidava de um bebê, como estudar enquanto empurrava o carrinho, como ser capaz de fazer uma prova e ir bem, mesmo depois de ter passado a noite em claro com uma criança doente. Sou qualificada para o cargo, ou meu currículo é bom demais para a função que você precisa? Ah, também sou nutricionista, se isto vem ao caso.

Somos multifuncionais, que mesmo quase enlouquecendo com tantos afazeres, no final damos conta de tudo e um pouco mais.

Homens planejam sair de happy hour na sexta, jogar uma bola no sábado, fazer um churrasquinho com cerveja e amigos no domingo.

Nós esperamos a sexta para encerrar a semana, para não precisarmos ir trabalhar no final de semana e assim ficarmos mais tempo com os filhos, diminuindo a culpa que nos consome diariamente ao deixá-los na escolinha ou com a empregada.

Planejamos ir ao Supermercado no Sábado de manhã, ao Shoping para almoçar e não Play. Se tiver pique, coisa que ultimamente não tenho, pegar uma baladinha a noite.

Domingo? Dia de ir a feira de manhã, organizar as coisas para a semana toda e finalmente poder ter uns minutos de descanso, com os filhos a tiracolo, é claro!

E ainda existem uns espíritos de porco por aí que perguntam para nossas heroínas do lar:
- Mas você não trabalha? SÓ fica em casa o dia todo? Para dar conta de tudo em uma casa com crianças, o dia precisaria ter 48 horas e as crianças tomarem Valium para que tudo ficasse no lugar, por pelo menos 1 hora, quando aquela visita chata e reparadora resolve aparecer!

Sou mulher sim, e daí? Vai encarar?



P.S:Filme da Semana: Eu Recomendo:Terra Fria, drama baseado em fatos reais, que tem muito haver com o que eu falei, que me impressionou e me fez ficar pensando muito, em como até pouco tempo atras (coisa de menos de 15 anos), as coisas podiam ser bem ruins ainda. Filmaço, sem sombras de dúvidas.!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:15:00
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Sexta-feira, Setembro 01, 2006


31 de Agosto - Dia do Nutricionista

Eu sempre tive muitos dilemas sobre o que gostaria de ser quando crescesse.

Ao contrário da maioria das crianças, que sonham em ser médico, veterinário, advogado, astronauta, cientista, atris e etc, eu nunca consegui me imaginar em profissão alguma, muito menos fazendo algo com todo prazer até a sonhada aposentadoria decentemente remunerada..

Invejei ardentemente todas aquelas amigas e amigos que enchiam a boca para dizer que fariam direito, administração ou qualquer outra coisa, com a qual sonhavam desde a infância, dispostos a tudo para a realização do sonho tão esperado.

Cresci, e as dúvidas sobre o que "ser" quando crescer, cresceram junto. Talvez eu sofresse e ainda sofra da Síndrome de Peter Pan, mas neste tempo, era preciso pensar em algo, porque não ficaria no colegial o resto da vida. Pensei em cursar história ou arqueologia, devido a paixão por estes temas. Prestei vestibular por desencargo de consciência para Fisioterapia, não passei e 2 meses depois fugi para o Japão.

Foram 4 anos em terras orientais, e as dúvidas sobre o que "ser", agora que eu tinbha crescido, estavam maiores e mais pesadas do que nunca! No meio disto tudo, cheguei a pensar na sorte de minhas antepassadas, que se realizavam sendo "Do Lar", sem a preocupação e obrigação de ser a provedora do lar.

Sempre gostei de ler e escrever, e jornalismo parecia e ainda me parece muito atraente. Psicologia também foi muito cotada, no desejo de melhor entender a humanidade e seguir a trajetória interrompida de minha mãe.

Voltei do Japão, sem nada definido, pensando em fazer cursinho e assim ganhar mais 1 ano para descobri minha verdadeira vocação, se é que ela existiria.

Cheguei no Brasil em Dezembro de 2001, e no final de Janeiro de 2002 encontrei um Folder na garagem, de uma faculdade local, falando sobre processo seletivo e vagas abertas.

Me interessei e fui lá, porque vestibular sempre foi um bicho-papão, pra minha educação de escola pública do interior, com conteúdo paupérrimo.Fiz uma entrevista e redação, passei e fui correr atrás da documentação, tendo que pedir histórico em colégio no Paraná.

Na hora de fazer a inscrição, fiquei entre dois curso:
Fisioterapia, um desejo antigo e Nutrição, um desejo daquele momento, para tentar entender e solucionar uma vida inteira de problemas com a balança, que culminou numa obesidade mórbida, com seu auge aos 18 anos, e 118 kg para 1,70 m de altura.

Com um simples X, optei por Nutrição, uma escolha sem paixão e sem noção alguma do que aquilo significava.

Resolvi me dedicar, afinal estava passando por aquilo, e não faltei nenhuma vez no 1º Semestre. 5 anos longe da escola, e uma infinidade de informações para absorver, coisas nunca vistas. Assustador!

Só no 2º ano é que me senti uma estudante de Nutrição, quando as matérias ficaram todas específicas e aí passei a gostar mesmo daquilo, encontrando grandes afinidades com algumas disciplinas.

No 3º ano Luiza apareceu e tive quase 1 semeste com visitas esporádicas a faculdade. Este tempo deu para desestressar das matérias chatas, sentir falta das que eu gostava e também para começar a visualizar a realidade que me esperava no futuro.

Quando se fala em Nutricionista, as pessoas automaticamente pensam em cardápios, mas envolve muito mais, e no que trabalho agora, acabo sendo um pouco de tudo, uma verdadeira microempresa, sendo administradora, marketeira, controladora, e por fim Nutricionista.

Pensei algumas vezes em desistir do curso, mas não o fiz, porque aquilo era um investimento, que não deveria ser jogado fora, meu lema era: Melhor terminar com um diploma inutilizado na parede, do que jogar na privada alguns milhares de reais.

O 4º chegou pauleira, me pegando exausta com por causa das noitas mal-dormidas. Estágio, seminários, relatórios, TCC, junto com Luiza e a ida dos meus pais para longe, me deixando como a chefe da família.

Me exauri, pirei, surtei, mas dei conta de tudo, adorando o resultado do TCC, um verdadeiro Trabalho de Conclusão de Curso, que nos consumiu muito, mas valeu a pena. O tema foi "Avaliação da Qualidade de Vida Após a Gastroplastia".

Já o estágio, ao invés de clarear a área que eu gostaria de seguir, foi tão cansativo, tão maçante, que me deixou traumatizada no atendimento clínico e elaboração de cardápios personalizados. Depois disto, virei adepta do nada sei ou do até posso te ajudar, desde que a pessoa esteja a fim de colaborar, porque não sou Jesus Cristo para sair fazendo milagres por aí. Agora se não quer se e me ajudar, que infarte, mas não me amole! rs...

O útimo estágio foi em Indústria, área que eu já havia gostado muito, mas que após 1 ano na correria, se tornou mais uma obrigação chata, que feito presidiária, eu contava os dias para terminar.

Finalmente Dezembro de 2005 chegou, e pude ter o final do estágio, conclusão do TCC e o grito de Liberdade pôde ser bradado!

4 de Fevereiro de 2006, colação de grau, numa cerimônia de mais de 2 horas e meia de curação, em um calor escaldante, me declarando Bacharel em Nutrição.

O título não influenciou em nada minha vida, e pude sentir o alívio da sensação de missão cumprida, mas não o prazer de sonho alcançado e realizado. Deixei esta etapa da minha vida para trás e fui é curtir umas férias mais do que merecidas, que acabaram por se prolongar até final de Junho 2006.

Acabei indo trabalhar onde estagiei, sofrendo com as coisas administrativas, com os conhecimentos nutricionais não utilizados, com a realidade em nada parecida com o visto na faculdade. Hoje já me acostumei, e já que trabalhar é preciso, que seja em algo da minha formação, mesmo que o conhecimento adquirido em 4 anos, pouca seja usado.

Agora minha dúvidas sobre o que "ser" quando crescer são outras. Eis as questões: Fazer uma pós na área de Nutrição ou começar outra faculdade? Acho que no momento jornalismo é o sonho do que quero fazer, mas para meu conhecimento e prazer, sem pensar se um dia trabalharei ou não com isto.

Enquanto este desejo não se realiza, vou tentando me encontrar como a Nutricionista Renata, não sonhando em mudar o mundo, mas desejando que quem tem comida, alimente-se direito e quem não tem, que possa vir a ter. Fico para morrere e matar quem deixa comida no prato para ser jogada fora.

Enfim, falei tudo isto para contar como me tornei Nutricionista, já que ontem foi nosso dia e eu estava em treinamento em Campinas, escrevendo este texto pelo caminho, sem tempo de digitar quando cheguei em casa.

Nutricionista por puro acaso do destino, levada pela vida e um impulso, ainda na espera que um disto isto faço um sentido bem maior que meu salário mensal hahahaha



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:17:51
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