Terça-feira, Outubro 31, 2006
Sem Título... Porque nada poderia traduzir o que eu quero dizer
Olhando para esta tela em branco, que parece rir de mim, zombar da minha confusão de sentimentos e sensações, me desafiando a preenchê-la com o turbilhão de palavras que me é costumeiro.
Turbilhão talvez defina minha atividade cerebral no momento, que já dura alguns dias, como resultado de preocupações, angústias e questionamentos sobre a vida.
Vida... uma palavra tão pequena, mas que engloba significados que dicionário algum seria capaz de traduzir, principalmente quando esta tal de vida, escorre por entre nossos dedos como água, nos escapa em um piscar de olhos, sendo impossível retê-la para conosco, segurá-la com todas as nossas forças, impedindo que abandone pessoas que amamos e conseqüentemente este ser tão amado também se vá, para nunca mais voltar, deixando um oco, onde as lembranças ficarão ecoando, num vai e vem sem fim dilacerante.
Se alguém de minha família morreu? Não... mas vivenciar isto, mesmo como espectadora e amiga, não foi algo fácil, pelo contrário, me deixou destruída diante da minha insignificância e impotência frente a algo tão certo e impossível de mudar, como a morte.
O fato é que eu nunca soube lidar com a morte, e ainda não sei, parecendo que sempre é a primeira vez, porque perco o rumo e não sei como agir e reagir.
Nunca sei o que dizer as pessoas, porque tudo me soa hipócrita, vazio, palavras vãs, incapazes de oferecer algum consolo para aquela dor. Acredito que a presença física já demonstre a preocupação, o carinho, e falar raramente acrescentará algo, porque aquele ditado, "Somente o dono da dor, sabe o quanto realmente dói", é o que sempre penso nestes momentos, e eu nunca me atreverei a dizer que sei como é, porque o mais próximo disto que vivi foi a perda do meu avô, na véspera do meu aniversário de 14 anos, e somente há uns 3 anos atrás foi que eu parei de achar que ele abriria a porta da casa quando chegássemos.
O fato de alguém conhecido ter morrido, sempre me parece algo irreal, que não aconteceu, que uma hora qualquer, aquela pessoa vai bater em minha porta, vai me ligar, ou irei encontrá-la por aí, dar um oi, um sorriso, um aceno. Demoro anos para assimilar que nunca mais irei ouvir aquela voz, sentir aquele cheiro, vê-lo andar, porque algo tão vivo em minha memória, não pode ter acabado assim, de repente, de um dia para o outro, como um simples piscar de olhos, ontem estava aqui e agora não está, nem estará mais, para sempre, e isto é irrevogável.
Difícil de aceitar, para não dizer impossível...Diante do avanço da idade, de doenças, podemos ir amadurecendo a idéia, tentando aceitar a situação, mas diantes de acidentes, onde somos pegos de surpresa, não há como acatar tamanho golpe do macabro destino.
Não me revolto contra Deus, até porque nem tudo é culpa ou permissão dele, acho que em alguns momentos são conseqüências de fatos, de ações nossas, e em outros pura fatalidade, como estar na hora errada, no lugar errado.
Mas que é contra a Lei da Natureza um filho ir antes do pai, isto ninguém tira da minha cabeça, porque a concepção dos fatos da vida são: nascer, crescer, envelhecer e morrer. O que dizer então para alguém que você gosta, quer bem, que sempre te fazia rir, que fazia planos para o futuro ao lado da filha, única por sinal, 20 anos, cheia de vida, que foi em busca do seu sonho, batalhar para vencer e de uma hora para outra, um telefonema, avisando de um acidente de carro em outro continente, que o estado era grave, e 2 dias depois, outro telefonema, desta vez fatídico, a confirmação do óbito.
Ou então para aquela amiga-cumadre, que o filho encontrou a avó infartada, caída no chão, já sem vida?
Até agora eu não digeri isto, meu estômago se revolve enquanto escrevo, me vindo a memória a imagem da garota linda e cheia de vida, e o sofrimento da minha querida amiga.
Passei o final de semana toda me preparando para quando falasse com ele novamente, desesperada por notícias, para saber como estava, tentando calcular o tamanho da dor, da perda, pensando no que dizer, e também no que não dizer, porque falo demais, pergunto demais e as vezes isto é cutucar uma ferida mais que aberta. Penso que em momentos assim, me disponibilizar, mas também me recolher é o certo a fazer, deixar a pessoa te procurar caso tenha vontade, sabendo que você estará ali para o que precisar, nem que seja para segurar na mão e chorar junto, oferecer algum tipo de conforto físico, porque as feridas da alma, somente o tempo poderá amenizar, mas cicatrizar, NUNCA!
Olhava para Luiza, minha filha cheia de vida, linda, faladeira e a idéia de que isto um dia poderá também vir a acontecer comigo, me deixava angustiada, resolvi aproveitar melhor nossos momentos, fazer uso do "Viva cada minuto como se fosse o último".
Uma dor de cada vez,como se fosse possível separar as coisas assim, decidi não sofrer antecipadamente por um futuro ainda distante, que certamente daqui alguns anos eu direi como o tempo passou rápido e ela já será uma mulher, mas sempre meu bebê.
A dor pela perda dele, foi como se também fosse minha, porque sou mãe, porque criamos filhos para o futuro, porque iremos envelhecer quando eles ainda estiverem cheios de vida, porque eles aumentarão nossa família, e independente do tempo que passe, sempre me lembrarei do dia que ela saiu de dentro de mim, e vi aquele rostinho pela primeira vez, algo que ele tinha comentado comigo na segunda-feira. Mudam-se os pais, os filhos, mas não as lembranças guardadas e os fatos marcantes são os mesmos. E de repente, toda esta seqüência de fatos, que em nossa concepção seria o lógico, são bruscamente interrompidos, ficando um vazio imenso, impossível de ser preenchido e tão eterno quando a morte...
A história não é minha, e talvez eu nem tenho o direito de expor tudo isto aqui, mas eu precisava escrever, botar pra fora estes pensamento que estão feito um buraco negro na minha cabeça, sugando tudo o que há em volta. Escrever para tentar entender, para tentar fazer com que doa menos, para seguir adiante, porque independente de qualquer coisa, A Vida segue seu curso, indiferente as nossas dores e vontades...
Rest in Peace (R.I.P)

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:07:30
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Segunda-feira, Outubro 30, 2006
Política, até quando somos "Café com Leite" ela bagunça nossa vida
Obs: Texto escrito na sexta-feira (27/10), quando eu pensava nas eleições de domingo, não refletindo em nada meu pensamento atual, mas que como ficou preso em um disquete que meu PC não aceitava, só hoje pôde vir a luz.
É engraçado como as obras públicas só começam vir a tona quando o belo salário que nossos políticos recebem entram em jogo. Eu deveria dizer nossos representantes no poder, mas diante de tantos escândalos nos últimos anos, tanta falta de respeito para conosco, só me resta dizer que eles estão lá em prol da própria conta bancária, em busca de interesses próprios, salvando-se um ou outro idealista, que ainda acredita na honestidade, até ser corrompido também.
Apesar de ser eleições presindenciais, a cidade anda um verdadeiro canteiro de obras, já que o governo tem mandado as verbas e por incrível que parece, estão fazendo o verdadeiro uso.
Cada um defendendo seu partido, aproveitando as inaugurações para começarem a campanha política com bastante antecedência, e nada melhor que perpetuar seu nome para a posteridade, com uma quantidade absurda de obras não necessárias, mas que dão um up no visual da cidade, e sempre lembrarão que fulano é que repaginou o local.
Cidades grandes constroem viadutos para acomodar o trânsito frenético, fazem anéis viários, coisa para facilitar a vida de seus habitantes. Cidade do interior reformam pracinhas, duplicam 1 Km de rua dentro da cidade, enchem as ruas de tartarugas, pintam faixas confusas, causando uma reviravolta sem tamanho.
EU ODEIO estas obras não necessárias, que causam um caos no trânsito da cidade, que interferem na minha rota diária, fazendo com que eu tenha que dar voltas absurdas, torrando minha tão suada gasolina.
Na contramão disto tudo, ainda sobram os buracos das ruas, que eles tapam, para na próxima chuva estar tudo lá novamente. Será que nunca ouviram falar em recapeamento? Isto porque eu moro no mesmo bairro do prefeito, onde passam muitos ônibus, que caem na entrada principal da cidade, fazendo aquilo parecer mais uma colcha de retalhos de tanto remendo, e fazendo uso de um ditado popular pra lá de antigo "Remendo novo, em roupa velha", ou seja, o remendo fica, e o que está em volta se vai.
Pra mim, que possuo uma rotina totalmente calculada, alterações de trajeto me tiram do sério, e vou praguejando imensamente até o local, pensando que ao invés de investirem em tantas futilidades, deveriam fazer mesmo necessário, que pouca gente notará, mas que meu carro e eu agradeceríamos imensamente.
Até mesmo um parquinho infantil decente já me deixaria menos insatisfeita, porque não há um decente nesta cidade, nos restando ir até o Shoping, fazer um programa pra lá de cosmopolita, quando queríamos era um pouco de ar livre...
Há uma rua principal da cidade que sai perto da minha casa, mas está interditada porque a ponte no final dela cedeu, e agora estão a cavar no meio desta, sei lá porque, sendo o trânsito todo desviado para meu caminho diário.. Grrr...
Deveria ser proibido estes tipos de transtornos em nossas rotinas, porque são 20 minutos há mais para chegar no trabalho, mais 20 para voltar para casa, e em 40 minutos eu faria muita coisa.
Coisas da vida moderna, de mulher que trabalha fora, cuida de filhos, casa, administração doméstica e ainda precisa ter tempo pra si.
Como foi que chegamos aqui mesmo? Pleaseee... eu quero voltar para o século passado! Mas andar de charrete não seria nada legal... Melhor ficar no mundo atual, motorizada, e contornando as obras das vias públicas.
Excesso de pensamentos e costumes blogueiros dão nisto, Post sem pé nem cabeça, mas que me alivia horrores!

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:08:12
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Terça-feira, Outubro 24, 2006
Querido Diário...
Final de Semana tudo de bom, planejado de última hora e executado com louvor.
Há dias eu vinha planejando sair a noite com a galera, tipo um Happy Hour de sábado, das 9 as 24, em um lugar legal, que daria para levar Luiza, porque mãe solteira é assim, sai e leva o rebento a tiracolo, junto com um carrinho todo detonado, que mais parece ter sido usado por pelo menos 3 gerações, que comprado novo, mas que a menina adora, e quando cansa, dorme feito um anjo nele. Então dane-se a estética, o pensamento alheio e vamos à diversão com o carrinho encardidão.
Eu sempre vejo uma parte da galera, porque eles vêem me visitar, e a Maris e o Goca já são parte da minha família. Maris porque é sem família feito eu e Goca porque nós roubamos fizemos Uso Capião da família dele hahahaha
Sexta-feira, no meio de um dia muitoruim, fruto de uma noite péssima, recebi uma notícia ótima, de minha querida amiga Dani Apolinário, contato de anos, que apesar de estar tão perto, nunca tínhamos nos visto. Temos um contato meio estranho, de ficar tempos sem falar e em um dia colocar toda a conversa em dia, mas sempre sabendo que a outra está ali on line, pronta para o que der e vier.
A notícia ótima foi que o marido dela, é claro, porque eu não tenho, ainda, graças a Deus rs.. viria fazer um trabalho para estes lados e ela aproveitaria para nos visitar e "conhecer".
Sábado como de praxe, fui para chácara na hora do almoço, porque acho que se eu não levar Luiza lá, Rosana me esfola, me deserda e já basta ter ficado sem família uma vez, para ser deserdada assim sem motivo, além do que, não precisar cozinhar é um incentivo mais que válido para ir até lá.
As 13:30 Dani ligou avisando que estavam saindo de SBC, e 14:55 quando ela ligou novamente avisando que estavam em frente a minha casa, fui lá buscá-los, coisa de menos de 10 minutos da chácara em casa. Deixamos as coisas lá, demos tchau para o Jean-marido, dela é claro, e fomos para chácara, onde Luiza tinha ficado.
Crianças juntas, o melhor negócio é ar livre, muito espaço e muita atividade que não necessite de participação materna, para que possamos conversar, eles brincarem e principalmente cansarem mais ainda para mais tarde dormirem o sono dos justos.
O dia tinha sol, mas não estava quente, com um ventinho chato, mas criança de cidade, quando vê piscina, já viu, né? Thiago se jogou na água gelada com vontade, e mesmo depois de várias goladas, não se intimidava. Luiza e Thaís quiserem enfiar os pés na água, que depois virou uma bateção e molhação. Tiramos as roupas das espoletas, e enquanto Dani ia pegar a calcinha do bíquini, Thaís se jogou para dentro da piscina. Corremos nós duas para puxá-la, assustadas e ao mesmo tempo rindo da situação, porque ela foi com uma naturalidade tão grande, como se sempre fizesse aquilo.
O bom foi que depois disto as meninas desistiram de enfiar os pés na água, ficando a brincar com uns brinquedos da Luiza e um golfinho inflável, que Thaís queria fora da água e Luiza pegava e jogova na piscina rs...
Fomos ao lago pescar, ver os patos, dar uma caminhada para espairecer e gastar energias. Depois que a linha do Goca virou uma bola de nós, subimos para o parquinho, onde os 3 brincaram muito e descobri que Luiza sobe sozinha em qualquer escorregador, com qualquer tipo de escada, sem medo das alturas elevadas! Ainda ficava em pé no topo do negócio para eu tirar fotos e todo mundo com o coração na boca diante da desenvoltura dela.
Tirando a escorregada do Tiago para quase dentro do lago, a enfiada que Thaís deu com o pé no formigueiro e os trocentos tombos da Luiza-pata, salvaram-se todos! Voltamos para a chácara já estava escurinho, indo para casa, porque já estava frio.
Em casa, rebentos e mães de banho tomado, vimos TV, pedimos uma pizza básica, jantamos e a molecada pegou fogo.Esparramaram todos os brinquedos pela sala, Lego, panelinhas, bonecas,bichos de pelúcia, um auê. Luiza caindo de sono, ficava um pouco deitada e depois voltava a brincar. Só as 22:10 finalmente ela dormiu, indo no outro dia até as 7 (com as acordadas básicas no meio), e só pedindo para descer as 7:55, aleluia...
Falando em dormir, passei uma vergonha imensa. Acostumada com minha rotina e da Luiza, geralmente eu vou dormir cedo, porque começo ver a novela das 9 e durmo, mas com visitas em casa a coisa toma outro rumo, né?
Na sexta-feira eu já havia ferrado no sono na nossa sessão cinema semanal, Maris foi para o computador e só o Goca viu o filme todo hahahaha Eu, imersa nas profundezas de Morpheu, só acordei com eles levantando, dizendo que o filme tinha acabado. Ainda perguntaram se queriam que trancassem a casa pra mim, mas algum princípio da boa educação ainda restava na minha pessoa e consegui levá-los até o portão, indo direto para cama. Terminei de assistir o filme no sábado de manhã, 4 Irmãos, muito bom por sinal e EU RECOMENDO.
No sábado o sono incontrolável bateu novamente, e as 21 horas eu já estava começando a ficar grogue, os olhos pesados, enquanto as crianças estava no gás total. Ainda consegui conversar com a Dani por um tempo, de olhos fechados, porque a claridade me incomoda horrores e manter os olhos abertos neste estado é impossível, mas quando vi que Luiza não iria aguentar mais, subi para trocá-la e coloquei-a para dormir, dando um cochilo profundo, porque não ouvi o Jean chegar, mas ouvi o alarme sendo desligado e o portão aberto. Desci, eram 22:30, ajeitei os lugares para dormirem e as 23 eu já estava de volta em minha cama, nem ouvindo o celular apitar as 24:55.
É, foi-se o tempo em que ao receber visitas, eu ia madrugada adentro conversando. Se não fosse o post abaixo, eu diria que este sono todo é gravidez.
Domingo o dia amanhaceu lindo, sem vento, prometendo um dia gostoso, quente, mas não escaldante. Há algum tempo Dani já tinha comentado em vir aqui para irmos ao Pesqueiro Maeda, então esta foi a chance.
Depois de tentativas frustradas em fazer as mini-furacões dormirem, desistimos, nos arrumamos e saímos, só que antes de cairmos na estrada, eu os fiz dar uma bela volta pela cidade, porque precisei ir receber na casa de um amigo que faz serviço de cobrador pra mim rs.., abastecer, pegar o Goca Fiel Escudeiro e ainda passar em casa novamente, porque eu havia esquecido minha máquina e sem ela eu não existo.
Chegamos no Pesqueiro ainda não eram 13 horas, almoçamos, muito bem por sinal e depois fomos para os passeios. Boi, cavalos, pôneis, dos quais todos Luiza tinha medo de se aproximar, tanques, peixes, barraquinhas, lá há de tudo um pouco e coitado do nosso bolso.
Passeamos de trenzinho, tiramos muitas fotos, as crianças se esbaldaram nos parquinhos, até que cansamos, arrumamos uma sombra na beira do tanque para o Goca pescar, e por lá ficamos. As crianças foram em outro parquinho lá perto, lancharam, correram, se divertiram, caíram, e só quando eram quase 18 horas, com alguns Souvenirs e muitos reais a menos, é que voltamos para casa, onde todos chegaram dormindo.
Foi muito bom tê-los aqui, como sempre acontece nestes encontros, ocasionados graças ao MSN, Blogs e afins, a empatia é imediata, afinal somente contatos com quem tenhamos alguma afinidade é que resistem depois de tanto tempo. Eu sempre a vontade, a anfitriã desencanada, que apresenta armários, geladeiras, casa toda e virem-se, porque com criança, bancar a cerimoniosa é que não dá.
Este ano tem sido um ano de poucos eventos blogueiros, até porque já conheci quem estava ao alcance, e apenas uma ou outra amiga permanece na virtualidade. E as que conheci, já são amigas de infância!Nos vendo quando dá, principalmente em aniversários, e 5ª feira agora é dia de Festa em Campinas! Quem ainda não conheço, é só agendar algo aí meninas!
Ontem fui trabalhar cansada, saindo mais cedo para comprar coisas para a empresa, aproveitando para pagar contas e comprar umas outras que estava precisando. Objetos domésticos, mas que adorei. Estas obrigações bancárias são o ó, né?
Peguei Luiza 20 minutos mais cedo, depois a Flávia e vim para casa terminar de assistir o filme de ontem, já que a noite ainda rolou um filminho com Goca e Maris, e nenhum dos 2 quiseram me contar o final porque dormi nos 20 minutos finais novamente hahahahahaha, e eles deram umas "pescadas", O Plano Perfeito, filmão também e novamente Eu Recomendo.
A noite quando fui entregar o filme e levar Flávia, passei na Rosana para entregar um presentinho que compramos para o Vô Dega e uma coqueteleira Lindaaaaaaaaaa que achei sem querer, e com 1 mês de antecedência, dei de presente para o Goca hahahahahaha , afinal será muito útil para todos nós.
Luiza já chegou em casa dormindo e o que veio depois, bom, aí já é assunto para outro post...
Hoje amanheci exausta novamente, porque ontem tentei terminar de editar as fotos, mas não aguentei. O dia de trabalho foi puxado, aliás aquilo anda um pandemônio, precisando é mandar benzer, oração forte ou qualquer coisa do gênero.
Luiza não dormiu na escola, chegou em casa desmaiada na cadeirinha, me deixando tomar banho em paz e vir aqui!
E hoje de manhã ela me soltou a seguinte frase:
- Noooooooooooooooossa, como é feio!- referindo-se ao fato de haver uns farelos na bandeja do cadeirão dela.
Me acabei de rir por causa deste Nooooooooooossaaaaaaaa..
As fotos são apenas uma prévia, porque se colocasse tudo aqui o blog não abriria nunca mais. Tem muito mais no FotoBlog e Videolog, saciando a curiosidade alheia e meu prazer por fotos!

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:20:59
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Terça-feira, Outubro 17, 2006
Amor é um Livro, Sexo é Esporte...
Hoje quero deixar a Renata mãe para lá e falar mais da Renata Mulher, me desvenciliando do lado materno que geralmente assola estes posts, se bem que para chegar até a Rêca Mulher, a Renata Mãe certamente entrará na roda.
Pouco antes de engravidar, minha vida sexoamorosa era um frenesi que se seguiu de um caos, que virou um marasmo, então namorei, solterei e agora estou a procura.
Digo a procura para ser delicada e não dizer que estou realmente à caça rs.... E se você leitor (a) tiver um amigo, cunhado, primo, conhecido, vizinho, para me indicar como candidato a namorado, passe meu msn para que encaminhem os currículos para avaliação. Coisas da vida moderna, né? hahahahahaa
Eu rio, mas é sério viu? Mas também não estou em desespero de causa, aceitando qualquer coisa, porque sou exigente que só. Fala sério, né? Passando por um período de estiagem total e ainda exigente. Fazer o quê? Plagiando o que dizia Chicó no Auto da Compadecida: "Só sei que sou assim..."
Morando sozinha, as coisas entraram nos eixos, criei uma rotina, onde tudo tem se mantido no lugar, como gosto, mas também tem sobrado tempo livre a noite depois que Luiza dorme, fazendo com que as vezes eu sinta falta de ter alguém.
Alguém para conversar, para compartilhar, para falar das coisas bobas do dia-a-dia, para dividir nossa vida, e claro que também para dar apoio, colo, carinho e SEXO! Não apenas um alguém qualquer, mas alguém do sexo masculino, que goste apenas do sexo feminino original, sem variações.
Já que falei que namorei, farei uma revelação, que muitos já sabem, outros fingem que não, e outros morrem de curiosidade. Depois que terminamos, por vários motivos que não vem ao caso, alguns meses depois ele veio me dizer que tinha resolvido assumir que era bissexual. Por incrível que pareça não entrei em choque, porque isto é algo mais do que na moda hoje em dia, nos falamos na boa, até que a coisa de tornou pornograficamente pública, e para poupar a mim e principalmente Luiza, achei melhor afastar minha vida da dele para manter nossa privacidade, evitando situações constrangedoras. Ainda nos falamos várias vezes , mas já tem algum tempo que sumiu e não sei como está. The End...
Sexo foi algo que não me fez muita falta depois da gravidez, mas namorei depois que Luiza nasceu, e a coisa fluiu muito bem obrigada, mas quando acabou, não fiquei subindo pelas paredes não, só que eu ainda amamentava, menstruava irregularmente, os hormônios estavam loucos, a prolactina mantendo a libido bem guardada e adormecida em algum lugar remoto, sufocando a Renata ninfo que anteriormente havia habitado em mim.
Priscila sempre me questionava sobre isto, se eu não sentia falta, e diante de minha negativa, fazia cara de descrédito rs.. Mas depois que parei de amamentar e voltei a menstruar normalmente, além de ter engordado horrores, meus hormônios entraram em erupção, e consequentemente ando em ponto de bala, se encostar leva choque!
As possibilidades de sair desta situação tem me parecido um tanto quanto remota, o mercado de homens-homens anda em falta, e ponta de estoque, refugo e defeituosos eu não quero, obrigada.
Tenho pensado em canalizar de algum modo todo este desejo reprimido, talvez montar uma associação, e usar o nome de uma peça que a Piovani fez há alguns anos, A.M.I.G.A.S - Associação de Mulheres Interessadas em Gargalhadas, Amor e Sexo.
Pode parecer um tanto quanto amargo, mas amor não é a questão principal do momento, porque eu acredito em paixão a primeira vista, atração física ao primeiro olhar, desejo ao primeiro toque, já amor, hmmm... penso, mesmo que errôneamente, é algo que vem com o tempo, com a convivência, com o lapidamento das outras relações e ações.
Eu quero é sexo, claro que com alguém legal e que valha a pena, mas o amor pode esperar, ou talvez nunca chegar, mas sexo é necessário e faz bem, não só para mim, mas todos aqueles envoltos em meu círculo de vida, como amigos, parentes, filha, funcionários e até a cachorra hahahahahaha
E para finalizar, eu desejo que dane-se a sociedade hipócrita que prega sexo somente para procriaçao, que julgam as mulheres solteiras assexuadas, que considerm o sexo puro somento com o casamento.
Percebo que muitos acham que ser mãe solteira é punição pela afirmação que eu era solteira e transava sim, recebendo o castigo merecido em forma de gravidez. Santa ignorância viu..
Sou mãe sim, mas não morri! Nem você aí do outro lado da tela, que enxerga seu marido apenas como o pai do seu filho, não mais aquele cara que te levava a loucura na cama e fora dela, ou então, você é o cara que vê a mãe do seu filho como uma Santa, como se a maternidade jogasse sobre ela o manto da santidade e pureza.
Saia dessa e Viva a liberdade sexual, o feminismo e seus frutos: camisinha, pílula anticoncepcional e direito de fazer o que quiser, com QUEM quiser, QUANDO e seja lá em que situações for!
Pirei? Não, apenas escrevi um post debaixo de fortes influências hormonais rs...
E quando a vida assexuada fizer aniversário, coisa que eu espero ardentemente que não aconteça, convido vocês para a festa hahahahaha

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:18:59
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Domingo, Outubro 15, 2006
Super Hits - Coletânea dos últimos Fatos e Fotos
Pensei que meu rosto fosse congelar naquele sorriso de RP simpática, e que me minha boca pronunciaria sozinha os 395 Feliz Dia das Crianças que eu disse, depois de 2:35 hrs em pé no mesmo lugar, sem contar a outra 1:30 em pé também, para ajudar fazer os 395 espetinhos de marshmallow, que distribuímos como brinde de Dia das Crianças, sendo obrigada a aguentar as gracinhas dos marmanjos dizendo Obrigada Tia, ou aqueles muito educados, que retribuíam meus votos, fazendo com que eu falasse ainda mais.
Sobrevivi, meio manca, mas ainda em pé, e aí fiquei pensando em como eu conseguia trabalhar 11 hrs em pé, e ainda ir embora pedalando no Japão rs... É, a idade chega para todos.
Canseiras trabalhistas a parte, há dias eu não me sento para escrever um post Querido Diário, daqueles bem detalhistas, contando como foram nossos dias.
Na verdade pretendo falar em como nossos dias tem sido, porém sem o detalhismo habitual, que me era tão característico e consumia dezenas de linhas.
Se no post anterior eu reclamei de nossa semana caótica e cansativa, o final de semana que a sucedeu não foi dos melhores, e o início da outra semana foi pior ainda.
Pode parecer insano, mas estou implorando pela chegada do horário de Verão, porque assim, ao invés de Luiza levantar as 5:30 pedindo banho e café da manhã, já serão 6:30, não no meu relógio biológico, mas ao menos no real, porque esta vida de mãe sonolenta com filha madrugadora, tem acabado comigo.
E assim foi nosso final de semana, no sábado, as 5:10 da manhã eu estava na cozinha fazendo o café da manhã dela, levando para a cama, pensando que talvez assim eu conseguisse enrrolá-la e tirar um cochilo. Doce engano. Comeu e quis banho, prontamente atendido e estes banhos em horários tão impróprios têm me dado uns 20 minutos pela manhã, para que eu desperte e me prepare para encarar o dia, tudo bem que minha conta de água e gás vão bombar, mas meu sono e despertar valem mais do que isto!
Só sei que as 7 da manhã eu já estava cansada de tanta bandalheira da menina, desistindo de tentar dormir. Deixei ela brincando e fui assistir um filme que estava em casa desde quinta a noite, Separados pelo Casamento, filminho bom, mas eu adoro finais felizes e este não tem, me deixando frustrada.
As 8 e pouco ela dormiu de novo, indo até as 10 e eu aproveitei para terminar o filme, tomar banho, me trocar e arrumar as coisas dela para irmos ao mercado e de lá para a chácara, já era caminho. Fazer compras com ela é um caso a parte, que quer de tudo um pouco, mas pelo menos aceita trocar o item anterior pelo o desejado no momento.
Almoçamos e passamos a tarde lá, eu louca para dormir, tirar um cochilo e ela não deixou, só choramingando mãe para tudo, e agora anda preguiçosa, derruba as coisas e pede para eu pegar, só para não abaixar! Eu não pego e ela fica resmungando horrores.
Fomos para casa, mas passamos no lago porque o Goca estava lá pescando e ar livre ainda era uma opção melhor que a solidão de nossa casa, no meio de tanto mal humor-mirim.
As 19 ela dormiu e eu precisava ir na locadora, antes resolvi ligar para a Maris para ver se ela iria numa festinha da turma da minha meia-sogra, já que eu não namoro nenhum dos filhos dela, mas ela é avó de coração da Luiza. Maris e Marcela já estavam a caminho, eu me animei, resolvi sair da toca, já que teria mesmo que ir até o centro levar os DVD's.
O tema da festa era Noite do Cinema, com apresentação de números musicais que marcaram filmes e épocas, o que exigia um visualzinho mais caprichado e um certo penteado, né? Me arrumei, arrumei Luiza dormindo, que não se mexeu nem quando a coloquei no carro, passei na Locadora e fui para a festinha. Cheguei lá as 9, ficando até 24:30. Luiza acordou e brincou também, achando o máximo os números músicais, querendo sentar na frente para ver o povo dançar. Foi bem divertido.
Luiza chegou em casa dormindo e no outro dia dormiu um pouco mais, até as 6:40 hahahahahahahaha
No domingo,fomos novamente para a chácara, estava um sol escaldante e Luiza quis ir na piscina, mas quem aguenta ficar enfiando e tirando da água 15 kg, que ainda pede mais, mais...E agora ela deu pra ter pavor de "xumiga" (formiga) e quaisquer insetos, saindo apavorada quando vê alguma no chão, pedindo para eu matar e colo, complicado já que é algo que sempre tem por aí ao montes, sem contar a mania das sujeiras no banheiro e na água da piscina também, seja qualquer cisco.
Fomos para casa mais cedo, porque eu ainda tinha que terminar de lavar a roupa, limpar a piscina e ajeitar as coisas para começarmos a semana. A noite o Leite e a Maris ainda foram lá para conversarmos e dar um pouco de risada.
A noite Luiza estava com um pouco de coriza, mas nada demais, na segunda coriza + tossinha, e da segunda para a terça a coisa degringolou, coriza + tosse interrupta + secreção = Vômito.
Na 2ª feira eu havia saído a serviço para fazer uns orçamentos de utensílios e comprar outros que já estavam aprovados para a compra, mas a poeira das lojas me destruiu. Tive uma crise de rinite medonha, com tantos espirros, choros e coriza, que meu nariz pingava sem parar, isto fez com que minha cabeça virasse um oco, pronta para explodir a qualquer momento. Tudo isto, mais noite mal dormida com Luiza tossindo e choramingando, mais acordar as 5:30 com a menina querendo tomar banho, para as 6 ambas serem vomitadas, ninguém merece, né?
Nos arrumamos e ao invés dela ir para a escola e eu trabalhar, fomos é para o PS, onde fomos medicadas e voltamos para casa. Agora já curadas, obrigada, mas tosse maldita ainda incomoda, piorando somente a noite e o nariz entupindo só para dormir também! Alguém saberia explicar porque as mazelas de saúde sempre pioram durante a noite?
Como mãe & dona-de-casa não tem folga nem quando está doente, aproveitei para organizar algumas coisas, arrumar gavetas, já que a faxineira estava em casa. Também cochilei no meio da manhã com a Luiza e a tarde de novo. Bendito anti-alérgico.
A tarde passei com o pediatra dela, que confirmou o diagnóstico de resfriado, mas sem secreção nos pulmões.Na saída passei para mandar terminar o álbum de aniversário, já que nunca acabam as fotos e para comprar o presente do Dia das Crianças.
O feriado foi mais do que merecido no meio da semana, e sexta-feira eu trabalhei, tendo acordado com dor de cabeça, já que a noite ainda não foi das melhores e chegando ao trabalho, foi uma bomba atrás da outra. Socorroooooooooo ! Pare o mundo, porque eu quero descer.
No meio disto tudo, coisas engraçadas não deixaram de acontecer, e as cenas da Luiza continuam:
* Eu sentada na beirada da piscina, com os pés dentro d'água, ela chega, me abraça por trás e diz:
- Oi Gata!
- O que Luiza? - eu perguntei achando que não tinha entendido direito.
- Oi gata - repetiu apoiando o queixo no meu ombro.
* Nós duas tomando a café da manhã, quando ergo meu copo, ela diz:
- Faz assim - batendo o copo dela no meu.
No dia anterior ela viu na festa, viu o pessoal brindando e passou o resto do dia pedindo para brindar quando via alguém com um copo e hoje pediu de novo rs...
* Luiza indo ao sacolão com a avó do coração, que com ela no colo disse que estava muito pesada:
- Luiza, você está um chumbinho. Luiza Chumbinho. - dizia a avó, pra ser interrompida por uma menina categórica:
- Não! É Luiza Zuki - corrigiu a neta
hauhauahuahuahuahuahuha
* A mãe guardando as coisas da menina, tentando fazer caber na sacola pequena, que ela olhou bem e disse:
- Tá toito (torto), arruma!
Agora tudo que está torto ela pede pra eu arrumar.
* - Luiza, pega para a mamãe seu copo?
- Eu não, pega voxê.
Desaforada! Humpf...
* Luiza de manhã, pouco depois de ter mamado um resto da mamadeira:
- Faizi um mamá pra mim.
- Mas Lu, você mamou agora pouco. - eu disse para continuar tentar dormindo.
- Mas só tinha um pouquinho - ela reclamou rs...
* Sábado de manhã, eu pagando para ficar em casa:
- Luiza, vamos ficar em casa hoje? Brincar aqui, eu faço papá pra gente.
Uma menina me olhando profundamente, com uma raiva contida no olhar me disse:
- EU NÃO QUERO FICAR EM CASA! QUERO IR NA ROSANA.
Fomos né rs...
O jeito dela conjugar alguns verbos no passado anda muito engraçado, porque usa a mesma finalização para tudo. Por exemplo, tomar banho, é tomei, limpar é limpei, e o ei ficou para tudo, eu fazei, eu comei, eu domei (dormi), as vezes sai um feize (fiz), mas o ei anda dominando tudo.
Está naquela fase super sincera, que nos faz passar vergonhas impagáveis, como olhar alguém, as vezes até apontar e dizer que é FEIO! E se tornam a perguntar, ela repete que é feio.
O pediatra dela sempre se encanta com a falação e esperteza dela, que não importar em ir visitar o "Tio" Sérgio, ainda mais que lá tem parquinho e tartarugas. E ver um profissional elogiar a cria, faz a baba escorrer ainda mais, né?
Que Luiza tem um gênio forte e é toda independente é algo que sei desde quando estava grávida, mas agora estas características estão visíveis a todos que convivem com ela e os tios da escola começaram a comentar isto comigo, porque um dia ela brigou com a amiguinha e não pediu desculpas, mesmo tendo ficado pensando na cadeira, e me disse depois que a menina não era mais amiga dela.
Na quarta-feira tiveram uma comemoração do Dia das Crianças na escola, e eles vieram me contar que ela não pedia ajuda para ser servir, ia até a mesa onde estava tudo disposto, pegava o que queria e se estava embalado, ela abria sozinha, até mesmo o saco de pipoca doce.Comentei com eles que ela é assim mesmo, que outro dia conseguiu abrir até minha escova de dentes, naquelas embalagens que sempre apanhamos, e também abre os vidros das coisas, como mostarda, catchup, tirando a tampa para tirar o lacre interno, tampando e apertando para sair o produto.
Espero que esta independência continue, que esta atitude toda seja para a vida toda, porque quem sabe o quer e luta para conseguir, vai longe! Criar uma filha para o mundo não é algo fácil, mas é o ideal, poupando sofrimentos futuros para ambas as partes.
Ufa.. falei horrores, e para completar, horrores de fotos também, lembrando que o Fotoblog e o videolog andam sendo atualizados com frequência, inclusive hoje. Quanto ao feriado, melhor deixar para outro dia, né?

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:21:51
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Quinta-feira, Outubro 12, 2006

Eu ainda me lembro de alguns longínquos Dia das Crianças que vivi, lembro até do último presente que ganhei nesta data, ainda em 1996, já com 17 anos rs... Meus irmãos eram pequenos (13 e 11 anos) e iriam ganhar, eu que adorava bicho de pelúcia vi uma chance de aumentar os habitantes da minha prateleira.De todos os brinquedos desta data, nada restou, mas tenho até hoje o bicho dos 17 anos, que resistiu a tantas mudanças, idas e vindas e hoje Luiza que as vezes brinca com ele, sendo que após uma boa lavada na máquina, ficou novo em folha.
Por ser de criação evangélica, o feriado de 12 de Outubro nunca teve cunho religioso algum pra mim, e eu pensava seriamente que era feriado pelo Dia das Crianças. Somente na adolescência me dei conta do real motivo deste dia ser feriado e haver tantos estouros de fogos, fiquei em choque e inconformada com tamanho descaso, porque na minha concepção, as crianças eram e ainda são muito mais importantes que a santa.
Apesar de ser considerada adulta há uma década, meu lado criança sobrevive bravamente e eu ainda enlouqueço dentro de uma loja de brinquedos.
Quem ainda não sente uma queda pelas Barbies e dezenas de acessórios, hoje dentro de nossas possibilidades e poder aquisitivo. Tenho uma de edição especial, no alto da prateleira, intocável pela Luiza.
Quando eu morava no Japão, na falta do que comprar, eu sempre passava numa loja de brinquedos gigantesca que ficava no meio do caminho, passava horas olhando as prateleiras, com o mesmo olhar brilhante de quando eu tinha uns 7 anos e meus pais iam fazer compras no mercado, e na CooperRhodia havia um corredor inteiro de brinquedos, que aos meus olhos de crianças, as prateleiras pareciam ir até o teto.
Comprei vários brinquedos Made in Japan, alguns eu trouxe, outros não couberam na mala, mas a maior insanidade deste tempo, certamente eram os bichos de pelúcia, que na ida a Disney, eu e Bilica gastamos cerca de R$ 1.200,00 só em bichos, para desespero de meu pai, que nada pode fazer, já que nós trabalhávamos e o dinheiro era nosso. Ainda temos MUITOS bichos ensacados, e eles tem sido de grande utilidade nas decorações de aniversário da Luiza e para presentear amigos.
Hoje, eu ainda surto em lojas de brinquedos, mas com moderação, porque aqui o dinheiro e muito mais suado e menos valorizado, e agora os objetos de desejo não são para mim e sim para a Luiza, para a qual também tenho que comprar roupas, sapatos, e uma infinidade de coisas de primeira necessidade.
Quarta-Feira a tarde fomos as compras, nada de exageros, até porque eu sempre procuro comprar algo que ela esteja precisando, desejando muito ou que eu considere útil e assim foi. Comprei um balde de blocos para montar, para completar um pouco que ela tinha, uma boneca pequena, porque as que ganhou são grandes e ruim de carregar, e ela escolheu um outro presente, que grudou e não soltava por nada, uma sacolinha de perua, com escova, pente, espelho, secador e tiara de princesa numa bolsinha, de R$ 6,90 hahahahahahaha e isto ela trocou por um Pônei carésimo que estava na mão, pois sabe que para pegar outra coisa, tem que ser na base da troca.
Qual não foi minha surpresa, ao tirar a roupa da boneca, que já ganhou nome de Meg em homenagem a uma amiga nossa, para tomar banho na piscina que ganhou dos avós do coração, e foi estreiada embaixo do chuveiro, já que estava chovendo, a boneca não era boneca, e sim bonecO, com pipi e tudo rs... Foi riso geral e Luiza encantada com "pepéca" diferente, sendo que quando viu a do priminho Gabriel no aniversário de 2 anos, falou: - Olha a pépeca dele que bonitinha" rs...
Dia chuvoso, básico, passada na chácara com a família adotiva e vários amigos, muito bom!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:09:25
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Sexta-feira, Outubro 06, 2006
Hoje é Sexta? Aleluia.. Amém...
Sabe aquela semana em que tudo que poderia dar errado dá, em que tudo o que podia desabar na sua cabeça desaba, e quando chega a terça, você tem certeza que já é sexta, devido ao nível de cansaço, stress e seu clamando pelo final de semana?
Esta foi a minha semana!
Em casa até que as coisas estavam bem, somente problemas bancários, que me fizeram 1 dia sair mais cedo do trabalho, no meio de um caos sem tamanho, mas fui intimada a comparecer ao local em 48 horas rs... Valeu porque resolvi, peguei Luiza 1 hora mais cedo na escola, e pudemos curtir este tempinho juntas e descansar mais cedo também.
O caos foi no trabalho, muita coisa de uma só vez, porque tivemos mudanças consideráveis, algo como se ao invés de você fazer sua compra do mês e mandar para alguém pagar sem grandes preocupações,de repente você passasse a comprar e pagar com um orçamento apertado, controlando tudo o que sua empregada gasta na cozinha, limpeza, palito de dentes rs... Agora imagine você controlando 17 pessoas, que fazem comida para 660 pessoas? É o caos...
Para ajudar, tivemos almoços especiais para a diretoria diariamente, servido em outro local, outro cardápio, tirando 4 pessoas de suas funções e indo só para este almoço.E um dia ainda houve jantar também! Socorroooooooooo.. Sem contar o vários coffees breaks da vida.
Há dias as coisas andam fora de rítimo aqui, funcionário com catapora, outro com virose, outro tendo que sair mais cedo por problemas jurídicos.. affff...
Achou pouco? Estes só foram os problemas de produção, sem contar os administrativos, como pedidos que não chegaram, notas fiscais erradas, toneladas de mercadorias que chegaram e não conseguíamos colocar no lugar, e somente ontem conseguimos, sendo que trabalhei feito ajudante de predreiro, porque colocamos no estrado 780 kg de arroz, fora as outras toneladas de produtos. No começo da semana tivemos visita da nossa Gerente Setorial, entrega de fechamentos dentro do prazo, final e início de mês financeiro, previsões, etc e tal porque minha cabeça não funciona mais!
Para coroar, tivemos uma visita surpresa da Vigilância Sanitária, sorte que sempre trabalhamos dentro do correto e pegamos muito no pé do pessoal! É pouco ou quer mais? Também fiquei menstruada ontem, ou seja, estava de TPM a semana toda!
Ontem cheguei em casa acabada, só passei na locadora para pegar uns filmes para Luiza ver algo diferente, se entreter e me deixar respirar. Tomamos banho e ficamos na cama assistindo, Pooh e o Efalante, ela dormiu no final e eu terminei vendo sozinha rs... e aproveitei pra ver X Men III, e ainda fiquei no PC até mais tarde, porque já tinha descansando vendo os filmes.
Hoje tenho que levar um funcionário na cidade vizinha para a etapa de uma Olimpíada Culinária do Setor, que vai terminar sei lá que horas.. Espero que cedo, porque eu estou IMPLORANDO pelo final de semana!
Senhor, que venha o Sábado, com muito descando, tranquilidade, revigoro físico, paz de espírito e que a segunda-feira demore muito para chegar. Amém...

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PS:Só cheguei em casa depois das 6, exausta, porque o evento da competição foi muito mais elaborado e demorado do que eu previa, ainda mais com um scarpin enfiado no pé, mas pelo menos meu funcionário ficou em 2º lugar na competição, com uma diferença de meio ponto. O tema era risoto, e o dele se chamava Risoto Plebeu. Fiquei feliz por ele, mas mais feliz ainda depois que peguei Luiza na escola, passei na locadora, chegamos em casa, tomamos um banho e deitamos rs... e para coroar a semana, ela estava bem chatinha, me fazendo subir e descer várias vezes, até pegar no sono, no andar de baixo.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:12:18
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Terça-feira, Outubro 03, 2006
Coisas da vida Single *Mothern
Andei pensando que ser mãe, pode ser comparado com tipos de regimes governamentais, é como se repentinamento deixássemos de ser república e passássemos a algum regime autoritário de governo.
Ao contrário do que acontece com a nova política governamental, que passa a ser imposta pela violência, o golpe de estado que sofremos, vem na forma de um ser rechonchudo, que te impõe as coisas na base do grito (choro), te convencendo e fazendo derreter, ficando sem arma alguma diante daquele mini-ditador, com um singelo sorriso banguela.
Sou mãe solteira, coisa corriqueira nos tempos atuais, porém até algum tempo atrás (2 semanas), sempre tive um respaldo familiar para administrar os cuidados com Luiza, mas agora que somos apenas nós duas, o regime semi-totalitário, passou a ditadura total, tendo como agravante, que além de estarmos sozinhas, sem aqueles familiares mais próximos (pai, mãe, irmãos) que sempre nos quebram um galho, na verdade uma árvore, não tenho parente algum em um raio de 150 Km, não tenho amigas da infância, daquelas tipo irmã, que confiamos cegamente, não tenho com quem deixar Luiza para fazer certas coisas, até porque ela não fica mesmo.
Fazer coisas do dia-a-dia com uma criança de 2 anos, mais que ativa, a tiracolo é um pouco cansativo, porém não impossível, e isto tem me rendido muita maturidade, muitas risadas e experiências incríveis, sem contar aquela sensação deliciosa de estar dando conta do recado, muito bem, Obrigada!
Outro dia cheguei em casa e comecei a pensar na rotina louca que temos, neste novo período de adaptação, em que estamos modelando o encaixe das coisas, para não deixar elas de lado, porque a maternidade nos torna irmãs da caridade, daquelas doadoras em potencial, e quando percebemos, doamos tudo o que tínhamos, vivendo em torno de fraldas, mamadeiras, pediatras e afins...
Socorrooooooooooo... já saí parcialmente desta vida e não quero voltar mais, porque senão eu pulo da ponte.
Segunda-feira a noite virou dia de manicure, mas como Luiza vem insuportável da escola, só querendo a casa dela, o jeito foi fazer a unha em casa.
2ª Feira retrasada, eu fazendo o pé, enquanto com a mão balanço a menina no carrinho, que dormiu antes que chegasse a vez da mão. Terminamos as unhas, mas a fome bateu, a panela de arroz estava suja e a unha da mão não completamente seca. Simples ué, lavei a panela, que era antiaderente, com uma escova que usava para lavar mamadeira rs...
Quando chego em casa, preciso de um banho para me livrar daquela nhaca de cozinha, para tirar o uniforme e me sentir gente de novo, mas novamente a terrorista mirim que tenho, não suporta o fato de ficar sozinha enquanto tomo banho, então desenvolvi um método de urgência, que tem dado resultados.
- Menina no carrinho, Xuxa no DVD, mamadeira na mão, e quando faço isto, já estou despida, pronta para subir correndo e tomar uma chuveirada rápida, que não é a sonhada, mas revigora. Quando termino, ela já está reclamando que a mamadeira acabou e é pra eu ir pegar, porque não aceita jogar no chão ou por no carrinho,e também quer minha presença, desço e me troco no andar de baixo mesmo, e ficamos as duas felizes com estes primeiros instantes de volta ao lar doce lar.
Dia de resolver coisas na rua, bato recordes de velocidade, e ainda acho que acabarei no Guiness Book de tanto que tenho me saído bem.
Outro dia saí do trabalho as 3:45 porque precisava passar no banco, onde paguei uma conta, indo de lá numa loja de comésticos comprar xampu e coisas de primeira necessidade feminina, rumando para o 1,99 para pegar tranqueiras úteis, de lá na papelaria para pegar meu carimbo, passando na fotógrafa para selecionar as fotos do albúm de aniversário, algo simples, como escolher 30 fotos, no meio de 300, olhando uma a uma, para as 5:15 em ponto estar pegando Luiza na escola e finalmente poder ir para casa.. Ufa... Depois disto, me neguei a fazer qualquer coisa após o expediente.
O cansaço tem vindo em forma de leseira, e tenho feito umas coisas, que até eu rio de mim, como chegar na escola e ver que Luiza estava com tênis errados, pé direito no esquerdo e vice-versa.
Luiza tem feito horrores de xixi a noite, acordando quase que diariamente toda mijada. Certa noite, o xixi vazou todo e ainda era de madrugada, eu dopada de sono, tirei a calça, peguei uma fralda no criado mudo, que já enchi de fraldas para não precisar ir até o outro quarto. Meio no escuro, troquei-a e fui ao banheiro também, jogando a calça para lavar. Quando voltei para o quarto, comecei a procurar a fralda suja, sacudi edredon, olhei embaixo da cama, atrás do criado, mas não encontrei, concluindo que levei para o banheiro e nem percebi, de tão automático que é. Quando acordamos as 6, ela quis uma mamadeira, desci com ela no colo, fiz meia mamadeira e subimos para começar o dia. No meio da escada, começou a pingar xixi no meu braço, e não me conformei de novamente este tanto de xixi, desci ela do colo, tirei a fralda e quando olhei pra ela em pé no meio da escada, eu com fralda na mão e ela ainda continuava de fralda! uahuahuahuahuahuahuahuahauhuahauhuahua Como? De tão sonolenta de madrugada, coloquei a fralda em cima da mijada, pensando que tinha tirado rs...
E nossa vida vai seguindo, com as canseiras do dia-a-dia que afligem, mães, pais,solteiros, casados, sem filhos e toda a população que trabalha ou até mesmo aquela que morre de tédio em casa rs... Porque quando eu não trabalhava, eu vivia cansada de não fazer nada, e tinha dores de cabeça fenomenais por dormir demais rs..
Depois deste discurso sobre as dificuldades de ser Mãe Solteira, administradora doméstica e provedora familiar, não quero que pensem neste texto como uma reclamação, porque não estou reclamando, apenas comentando e registrando aqui, pois tenho achado uma experiência e tanto, para finalmente amadurecer e virar gente grande, porque ser Peter Pan para sempre não é possível e sinceramente chega um momento que cansa e é preciso crescer, afinal vivemos na era do Upgrade.
Semana passada, em nossa sessão semanal de cinema em casa, vimos Click, na versão camelô, já que o filme ainda está no cinema, e quem raramente pode ir até lá, o trás para casa ué, coisas da SingleMother Life
Filmes do Adam Sandler, sempre são comédias, com uma liçãozinho de moral por trás (O Paizão, Mrs. Deeds, WaterBoy, etc...), mas este me surpreedeu pela Liçãozona de Vida por trás de um filme simples, mas bem pensado, que me fez apreciar ainda mais o que tenho vivido, até mesmo as miudezas burocráticas e financeiras do cotidiano.
No filme o protagonista tem o poder para visitar o passado, porém não alterá-lo, paralizar o presente e alterar as situações, ou então avançar tudo aquilo que não gosta, coisas simples como se arrumar para ir trabalhar, não encarar o trânsito, dar uma rapidinha quando está a fim, pular o capítulo quando começa a discutir com a esposa, avançar o tempo quando está doente, quando quer ser promovido. Com isto ele chegou a velhice, em um futuro horroso, sem ter vivido os detalhes deste tempo em que pulou, colhendo a glória profissional e o fracasso pessoal, porque nem tudo o que parece ruim, será ruim para sempre. Falando assim não tem muito graça, mas assistindo é ótimo. EU RECOMENDO!

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PS: *Mothern = Blog de Juliana Sampaio e Laura Guimarães, que narram os sabores e dissabores da maternidade, de um modo realista e cômico, tipo um Manual de Instruções básicas. O Blog virou livro, que virou série no GNT e Eu recomendo TODOS!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:20:59
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