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Renata, Rêca, Rê, Mãe Solteira, Solteira e a procura. 29 anos, nascida em 25/06 do longíquo ano de 1979. Teoricamente sob o signo de câncer, apesar de não botar fé nestas coisas.
Complicadíssima, com um gênio forte, e um humor tão variável conforme os níveis de hormônios circulando pelo meu corpo. Com uma tatuagem em cada pé, uma no pescoço, Luiza no ombro e outras planejadas para o futuro, que espero seja próximo.
Paulista do Grande ABC, há mais de 6 anos refugiada no interior de SP, depois de já ter morado no Paraná e Japão.
Nutricionista por acaso do destino, gerente de unidade, ou seja, Restaurante Empresarial, escritora por paixão e fotógrafa por compulsão.
Mãe da Luiza, que só nasceu depois de 41 semanas e 3 dias, de parto normal, que doeu pra cacete, como resultado de uma aventura. Depois disto, minha vida nunca mais foi a mesma, e temos uma relação tipo matrimônio, na saúde e na doença, nas noites maldormidas, nas birras, nas descobertas, e maravilhas do dia-a-dia juntas em todos os momentos, até que a vida nos separe. Temos uma cachorra chamada Beth, muitos amigos, uma família que no momento deixou o outro lado do mundo e vive com a gente, numa casa de 5 banheiros.





Luiza,Lulu,Luli, Lu, Shumi, quase 4 anos, nascida em 22/08/2004, sob o signo de Leão, que por acaso ou não, é perfeito para sua personalidade forte, gênio nem sempre domável, ânsia de aprender, inteligência aguçada, paixão em ser o centro das atenções e grande entendimento, apesar da pouca idade.
Estudante de período integral, que apesar de cansativo, é o ideal a nossa o rotina. A Mãe trabalha, a Filha estuda, não dando trabalho a ninguém!
Menina esperta, que só dormiu uma noite inteira com quase 3 anos, quando foi despachada para a própria cama e quarto. Apaixonada pela vida, que curte intensamente a partir das 6:00 da manhã, e como compensação dorme lá pelas 20:30, tirando seu sono da beleza onde for preciso, no meio do barulho que for, seja em restaurantes, festas ou em casa.
Andou aos 11 Meses, falou antes disto, desmamou aos 22, desfraldou aos 29, aprendeu as letras do nome aos quase 3 anos e neste tempo muita coisa boa nos aconteceu, estando registrada em algum de nossos blogs, nos links lá embaixo.


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Sexta-feira, Novembro 24, 2006


Break

As vezes dar uma pausa nas coisas e situações é algo mais do que necessário, porque somente o passar do tempo é capaz de nos fazer importantes revelações, que no calor do momento, ou pelo envolvimento na situação, nunca conseguimos enchergar, já que o brilho das chamas ofuscam nossa visão.

Há cerca de 4 anos e meio me tornei uma internauta compulsiva, daquelas de virar a noite teclando. Alguns contatos ainda são daquele tempo de descobertas extasiantes, e mesmo não nos falando mais como antes, é confortador ficar on line e "ver" um conhecido de anos ali.

Muitos juraram que o tempo diminuiria tamanha obsessão, o que nunca aconteceu, e até hoje eu contínuo danto meu tempo livre na frente desta tela.

AS coisas não foram fáceis, tudo mudou na minha rotina, o tempo livre quase entrou em extinção a partir de 22/08/2004.

Durante a gravidez, que aliás só aconteceu devido uma busca no ICQ, onde eu era o único ser feminino on line na cidade, a blogueira dentro de mim se fortaleceu e hoje sei que ela jamais irá morrer, porém ela pode tirar férias, dar um tempo, mas sempre estará viva dentro de mim, incrustada na minha personalidade, porque escrever é algo que me liberta, que me dá asas (mesmo não sendo Red Bull rs..), que me faz bem, desde que seja espontâneo, sem qualquer nuance de obrigatoriedade.

Fiz dezenas de amizades ao longo destes anos, amigos de verdade, que saíram de detrás da tela para minha casa, para dúzias de festas de aniversário, viagens interestaduais, hospedagem grátis ou visitas simples, como aquelas que fazemos aos amigos de infância.

Apesar a mídia alardear os casos escabrosos do mundo virtual, eu nunca tive medo de conhecer as pessoas, porque era uma vida dividida ali, através de um simples teclado e uma linha telefônica. Claro que vivenciei casos de contatos e blogs fakes, porém talvez tenha dado sorte e nunca foram pessoas íntimas de meu relacionamento, nunca me desestimulando a escrever, ou a deixar de conversar com meus amigos.

Lembro perfeitamente que por causa disto houve uma onde de Blogs deletados, com senha, em hiatus, e eu lá, firme e forte, como se nada tivesse acontecido.

Me acostumei com a vida pública, mas em um primeiro instante me inibi ao deparar com conhecidos que vinham falar do que haviam lido. Depois relaxei e segui escrevendo para mim, como sempre fiz.

Em meu conceito, ser blogueira é me expressar sem medo da conseqüências, estar acima dos julgamentos alheios, dizer o que se tem vontade ser medo de magoar ou ser feliz, registando momentos e pensamentos, sejam bons ou ruins.

Depois de uma história, que não vem ao caso no momento, mas que me fez pensar muito, resolvi dar uma pausa na minha vida ciberfrenética, o que não significa que abandonarei definitivamente meus Blogs, Flogs, Vídeologs, Orkut, Emails, porque as vezes a vontade de escrever e o faço em qualquer lugar, como este texto, que surgiu em um guardanapo de papel na chácara e levou semanas para ser transcrito, ou aquela foto linda, que preciso mostrar ao mundo, ou aquele vídeo hilário que preciso compartilhar..

Sou viciado, eu assumo, e por isto mesmo quero dar um tempo geral, algo que já venho fazendo há algum tempo, como passar menos tempo no MSN, no Orkut e principalmente focada no BlogWorld, coisas quem fazem chegar em casa e a primeira coisa a ser feita é meter no dedo na CPU e esperar ansiosamente Luiza dormir para navegar em paz.

Vi que minha filha está crescendo, e as poucas horas do dia que passamos juntas acabam sendo prejudicadas por algo que deveria somente acrescentar em nossas vidas, jamais subtrair.

Pretendo utilizar este tempo que não ficarei on line de outros modos, realizar mais coisas na vida real, mas não significa que minha lápide virtual estará comprada, até porque email continua sendo um importante meio de comunicação e MSN um elo com minha família distante.

Blog, é algo que precisa de dedicação, paixão no envolvimento, prazer no desempenho, sentimentos que atualmente não possuo mais e que além disto, exige muito tempo disponível, algo um tanto quanto escasso no momento.

Se a parada é definitiva? Espero sinceramente que não.
* porque amo isto aqui;
* porque uma parte importantíssima de minha história está regristrada aqui;
* porque por aqui conheci pessoas maravilhosas, que saíram da tela, para minha vida real;
* porque aqui chorei, sorri, compartilhei e fui MUITO FELIZ.

Pode ser que isto não dure nem uma semana, que uma síndrome da postadeira se abata sobre mim, como tantas vezes já ocorreu, e eu volte aqui escrevendo frenéticamente, mas também pode ser que este momento dure semanas, meses, e por respeito a quem tanto vem aqui atrás de atualizações, me senti com a responsabilidade de dar uma satisfação e dizer que estou SIM dando uma pausa.

Isto não é um Adeus, mas apenas um Até Logo, sem data de retorno definida.

Se quiser saber quando eu retornar, me mande um email que mandarei notícias, além disto existe Orkut, MSN, algo que por mais que eu tente, não consigo deixar de lado. Então, nos encontramos por aí, em qualquer onda deste imenso mar chamado Internet.

E para finalizar:

Simplesmente porque as vezes é preciso dar um tempo, e como há tempos cantava um poeta:

"O tempo não para..."



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:07:21
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Quarta-feira, Novembro 22, 2006


Luiza

por João Lenjob

Chove alegria em meu coração
Chove ternura como tal sensação
Ventania de Luiza e mais fascinação
É Luiza o universo a perfeição
É Luiza em toda natureza
Em alegria e em toda pureza
No brilho da lua
No encanto da vida
Na viva forma de amar
No amor em seu conhecimento
No amor que respira
Que respira Luiza


_________________________________________________________
PS: Post para não passar em branco mais um mês de vida da minha linda. As coisa aqui no Blog andam devagar, né? Prometo voltar assim que possível com uma definição, notícias, vídeos e fotos.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:40
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Quarta-feira, Novembro 15, 2006


Abstração: ato ou efeito de abstrair(-se);
Abstrair: manter-se afastado; separar-se; concentrar-se, deter toda a atenção em; absorver-se, distrair-se.


É notável o fato de eu andar numa abstração blogueira um tanto quanto estranha, que não condiz muito com minha face de escritora compulsiva e frenética.

Não sei exatamente o que anda acontecendo, mas o fato é que não tenho tido vontade de escrever, e quando escrevo, tem sido meio por obrigação, tornando os textos em Querido Diário, e estes absolutamente maçantes.

Tenho passado o mesmo tempo on line, acho que conversando demais e produzindo de menos, não que isto seja ruim, até porque tenho me divertido demais com algumas conversas, masas vezes fico de um lado para o outro, sem falar nada e principalmente sem fazer nada, como que perdida no Limbo Virtual.

Acho que meus neurônios entraram em colapso, e não tenho conseguido ter um pensamento inteligente, para escrever algo no mínimo interessante.

Se estou incapaz de escrever algo ligeiramente inteligente e interesssante, acabo apelando para os posts relatos, para não esquecer dos acontecimentos depois, já que a memória não ajuda há um bom tempo.

Aos poucos tenho me sentido mais mulher e menos mãe, não que as responsabilidades maternas tenham diminuído, mas o peso destas sim, e provavelmente isto tem acontecido porque meu modo de ver as coisas está diferente.

Não sei exatamente quando e porque minha visão das situações começou a mudar, mas sinto que estou mais light, mais leve, e principalmente menos culpada, porque quando parimos, junto com o bebê vem um pacote extra de culpa, algo absurdamente massacrante, e a cada acidente de percurso, por menor que seja, sempre nos sentimos a pior mãe do universo.

Já não sinto mais esta culpa toda, deixando para me sentir culpada quando realmente tenha culpa no cartório.

Porque estou falando isto: E desde quando preciso de algum motivo para falar, falar, falar rs...

Mas desta vez tenho motivos sim, não tanto para entrar numa questão tão profunda quanto a culpa materno, mas algo que me fez pensar em como mudei e estou mudando.

Sexta-feira de manhã, viajei a trabalho para Jarinú, cidade do interior, perdida no meio do nada, há umas duas horas daqui. Encontro Regional Campinas da GRSA, empresa que engloba a GR - Restaurante Empresariais, onde trabalho.

Há uns 15 dias eu soube deste encontro e comecei a pensar no que fazer com a Luiza, porque arrumar uma babá, pra mim sempre é um agravante em todas as situações. Pensei, pensei e escalei um trio para ficar com a pequena, porque não queria que nossa primeira separação fosse traumática, ficando com alguém estranho ou numa casa alheia, já que ela adora a casa dela.

Decidi que ela ficaria em casa, e escalei Marcela para pegá-la na escola e ser a chefe da trupe, já que ela leva jeito com criança, e outro dia olhou Luiza por duas horas para que eu resolvesse coisas do meu TCC, que foi para um Congresso em Floripa.

Conversei muito com Luiza durante a semana, explicando que eu iria trabalhar e ela ficaria com o pessoal, que dormiria com eles, iria para chácara brincar e depois eu voltaria. Na sexta ficou normalmente o dia na escola, e Marcela foi pegá-la as 5:30, e Goca foi pegar as duas para levá-las em casa, indo depois para a casa dele deixar o carro do Gui, e Maris indo buscá-los depois para ficarem os 3 em casa, porque nem todo mundo gosta de ficar sozinha naquela casona vazia.

Meu dia lá foi produtivo, mesmo não tendo dormido absolutamente na noite anterior, arrumado as malas as 5 da mannhã e feito tudo voando, como deixar Luiza na escola e ir pra lá de Itu para pegar o bus,onde tirei um cochilo delicioso rs...

Como este é o meu primeiro emprego e nunca participei deste tipo de evento, que integra comemoração com atividades ao ar livre, para depois tudo ser discutido e virar aprendizado, achei tudo muito legal, interessante e cansativo, afinal a boa forma física é algo que há anos abandonou este corpo que vos escreve.

As atividades se encerraram as 20:10 e a noite ainda haveria uma Festa Havaiana, meio lual, para comemorar com muito atraso o dia da Nutricionista, 31 de Agosto, que sempre acontece quando estamos em fechamento de ano financeiro, ou seja, impossível de ser comemorado adequadamente. Fizemos camiseta para o nosso setor e descobri que até levo jeito para picotar os tais abadás, porque fiz tantos que nem lembro, e como sou prevenida, levei tesoura e fitas de casa.

Não fiquei muito na festa, porque estava um frio absurdo, eu cansada do dia cheio e da noite não dormida, fora a certeza que teria uma noite inteira de sono, sem ser acordada para dar mamadeira ou sei lá mais o que. Dormi da 1 as 7:30, quando a recepicionista ligou, e se não ligasse, acho que iria até umas 10, porque ser acordada me deixou com dor de cabeça. Analgésico, banho, um café da manhã bem demorado, com um povo todo de ressaca, e chegamos atrasados para as atividades, tendo que pagar um mico de dançar lá no meio, funk é claro! Mas estávamos em tanto que nem deu vergonha rs...

Relembrei meus tempos de facul, onde eu não ligava de apresentar seminários, e fui eleita para falar sobre os resultados de nossos trabalhos e conclusões, confesso que nem tremi, e que falei horrores hahahaha. As atividades do sábado terminaram as 13, um sol de torrar, almoçamos, fizemos as malas e as 3 saímos de lá. Cheguei em Salto um pouco depois das 5, passei no Gu para pagá-lo e só então fui para Chácara pegar Luiza.

Liguei em casa na sexta a noite, depois das 8 e ela já estava dormindo, não tendo dado trabalho, nem perguntado por mim. Acordou as 5:30 da manhã no outro dia, no gás total, e a galera podre hahahaha ou seja, ela ficou muito bem sem mim, e eu muito bem sem ela, não me sentindo culpada em nada, e agora com a certeza que preciso arrumar uma babá esporádica de confiança, para poder levar minha vida social adiante, enquanto ela fica em casa dormindo, e eu me divertindo, porque afinal, também sou filha de Deus, mãe, mas solteira e a caça hahahahaha

Estou tentando montar uma agenda para ter algum tempo pra mim, para fazer minhas coisas, ir na academia ao menos 3 vezes na semana, para fazer algo diferente, puxar ferro não! Porque este horário de trabalhar das 7 as 5, pegar Luiza na escola, vir para casa ficar com ela, me diga onde acho um encaixe para fazer algo fora, e principalmente ter pique.

Isto tudo me fez ver o quanto mudei, senti que o cordão umbilical foi realmente cortado, poque uma situação desta há 1 ano atrás me massacraria, me faria sentir uma droga de mãe, porque sou centralizadora em relação a Luiza, faço tudo para não precisar delegar, para não precisar de ajuda externa e acabava me sufocando. Ainda bem que o tempo passa, e naturalmente as mudanças fluem, porque mudar inevitável, agora aceitar bem estas mudanças só depende de nós... Eu aceitei, e que venham sempre novas mudanças, para a vida não se tornar tão maçante, quanto já é.

E ainda outro dia me disseram, que me acham forte mesmo, mas tem horas quem acham que eu me protejo dizendo que está tudo bem, que não estou reclamando, como se eu fizesse isso para que eu mesma acreditesse que é verdade.. ai ai.. Quem me lê há anos, deve saber que não sou este tipo de pessoa, que quando a coisa está ruim eu reclamo mesmo, grito, berro, esperneio e quando não está, não há motivos para me fazer de coitada, e tornar minha vida um dramalhão mexicana, que apesar de dar Ibope, não faz o meu tipo.

Cansada? Sim.. As coisas podiam ser diferentes? Sim também.. mas já que são assim, vamos vivê-las da melhor maneira possível, ou pelo menos tentar!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:12:04
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Quinta-feira, Novembro 09, 2006


Após uma tempestade, sempre há uma bonanza, pelo menos é o que diz o ditado popular

Eu sempre entro em crise em situações de emergência, reajo no impulso, faço o que é preciso, mas depois desabo, sentindo uma necessidade imensa de me apoiar em algo ou alguém.

Dizem que após uma tempestade, sempre há uma bonanza, mas também que uma calmaria irritante, sempre precede uma tempestade assombrosa, e foi isto que aconteceu aqui.

4 dias em casa, feriado prolongado, muito descanso, nenhuma preocupação com o trabalho, saúde ou outra coisa, mas a segunda-feira chegou nervosa, me fazendo perder horas pela manhã em um determinado convênio médico, que não convém citar o nome e fazer merchandising grátis, e chegar mais tarde no trabalho.

A tarde quando fui pegar Luiza na escola, volto eu para o PS, desta vez para passá-la, porque tinha enfiado bolinhas de isopor dentro do ouvido.É, bolinhas de isopor e foi aí que a crise começou para valer.

De onde? De um bicho de pelúcia que jamais deveria estar ao seu alcance na escola, que ela tirou o nariz, pegou as bolinha de dentro, tapando o nariz depois.
Como? Não sei, afinal quanto tempo ela não ficou brincando sozinha, para enfiar 5 bolinhas de um lado, e 5 de outro, sem que a professora visse? Diz Luiza que foi a amiguinha da mesma idade que fez isto, mas vai saber.
A gravidade? Não muita, mas o corpo estranho deveria ser removido.

O transtorno? Sem palavras, porque tive que estar as 8 horas da manhã no hospital, para a Assistente Social encontrar um encaixe para o dia, para eu ter que ir até Itu, para passar 3 horas, que valeram por 3 dias dentro de um consultório médico, com Luiza esperneando horrores, gritando até perder o fôlego, a cada tentativa de remover as bolinhas, pedindo Socorro, precisando ser enrrolada em um lençol para ficar imobilizada, e eu fazendo força para segurá-la no meio das minhas pernas, ou em cima da maca, junto com a assistente que quase a enforcava para segurar o rosto no lugar do microscópio.

O estresse? Total. Minha raiva? Imensurável. Minha vontade de matar a iRResponsável? Digna de Jack o Estripador. Meu estado emocional? Esbagaçado, ao ver o sofrimento da minha pequena e eu tendo que fazer aquilo. Minha vontade de aconchegar minha filha novamente dentro de mim e livrá-la de males como este? Plena. E mesmo assim, tive que deixá-la na escolinha, e ir trabalhar, porque a coisa lá estava pegando fogo, LITERALMENTE, e os incêndios precisavam serem apagados, e outras providências tomadas.

O Pior? Quando fui pegá-la as 5, havia saído outra bolinha do ouvido, ou haviam colocado mais, não sei dizer, e vi que havia mais dentro, ou seja, hoje tivemos a Sessão Tortura Parte II, para acabarmos com isto de vez.O médico disse que isto era um absurdo, que em 26 anos de clínica nunca viu algo parecido, e que se eu quiser processar a escola, ela fará o laudo, e irá a juízo. As providências na escola foram tomadas, e espero que não ocorra mais, nem com Luiza ou qualquer outra criança, porque perder a confiança em quem olha nossos filhos, é o pior, ainda mais quando dependemos disto para trabalhar. Convoquei o progenitor para me dar uma ajuda, porque passar tudo aquilo de novo sozinha e ainda vir embora dirigindo seria demais para meus nervos já em frangalhos. Hoje não mandei-a para a escola, ficou com a diarista, para não haver chances de dizerem que as bolinhas saíram mais por causa da lavagem.

É a vida, né? Ainda mais vida de mãe solteira, sem família, mas isto não é um lamento, apenas um desabafo para que eu não esgane um, ou quem sabe até uns pares deles, ou saia dirigindo sem rumo, feito doida, com vontade de parar nunca.

Parece que só tenho vindo aqui com problemas, fazendo com que os momentos maravilhosos que temos passado, fiquem em um passado não registrado em palavras, para ser esquecido na memória, mas vamos dar a volta por cima, como sempre fazemos e então se você está sem tempo para se dedicar a leitura de nossa vida novelesca, clique no X em vermelho ali no canto direito e volte depois. Se está com um pouco de tempo, leia em partes e faça disto um livro, agora se está com tempo de sobra, se refastele na cadeira, e boa leitura, porque aí vamos nós..................

Querido Diário:

Depois de 4 dias merecidos em casa, voltar ao trabalho, no horário de verão, tendo ido dormir as 3 da manhã, com Luiza choramingando a noite toda, não foi uma tarefa das mais fáceis, porém, ainda bem que eu não sou vidente e não tinha idéia da semana que me aguardava, senão teria ficado na cama, só levantando quando o sábado chegasse! Na verdade, quando o celular despertou, tive vontade de atirá-lo longe.

Tantas coisas se passaram desde a última vez que fiz um post deste tipo, que reatar o fio da meada e relatar tudo o que aconteceu, daria um jornal tipo o Estadão, que você lê, lê, pula umas partes, volta a ler e quando acha que leu tudo, ainda encontra partes inéditas.

Na ordem dos acontecimentos mais recentes, para os mais passados e já quase esquecidos, ou então conforme minha fraca cabeça aloirada pensar, vale a pena lembrar que domingo a noite Maris e Leite vieram aqui, indo embora uma da manhã, depois de termos rido muito, na verdade rimos absurdamente e ficamos totalmente perdidos por causa do horário de verão, achando que ainda era cedo, quando não era, e teríamos que trabalhar no dia seguinte.

Maris me lembra muito Bilica com sua estabanação e perguntas absurdas, e no final tudo acaba em gargalhadas. Leite vai me prestar serviços de pedreiro qualquer dia destes, porque meu vizinho (por sinal chatoooooo), veio outro dia me dizer, as 7 da manhã, quando eu estava atrasada porque tinha perdido a hora, que há uma trinca na minha calçada e outro dia saiu um enxame de baratas (barata tem enxame?), que foi para casa dele. Mereço, né? Mas antes na casa dele que na minha hahahahaha

Nem precisaria dizer que fui para a Chácara todos os dias, mas vou dizer mesmo assim rs.. e isto boicota minha dieta, já meio furada, mas fazer o que? Rosana e família nos intima a comparecer, Luiza agora mais do que nunca ama ir lá por causa das piscinas, como se ela não tivesse em casa, uma verde é claro rs... Eu aproveito e descanso, durmo, relaxo, e curto o ambiente família.

Quinta choveu né?(Hoje estou cheia dos nés e perguntinhas). Dia xoxo, bem com cara de Finados mesmo, logo de manhã eu e Goca no MSN, nada para fazer, ninguém para conversar, sugeri ele subir aqui para vermos filme, vimos Tudo pela Fama, que eu esperava mais, mas deu para passar a manhã, fomos para a chácara, levamos a Flávia, mas voltamos cedo devido ao mal tempo, e mesmo assim, as meninas ainda entraram na piscina de plástico que Luiza ganhou de dia das crianças e só usa quando não há ninguém dentro da piscina grande.

Já na sexta, um sol de torrar, Dega veio tentar socorrer minha piscina, eu e Rosana fomos bater perna, comprar umas coisas que ela queria, também comprei umas coisinhas e marquei minhas tattoos, que eu queria ter feito no dia, mas não havia horário.Fomos para a chácara, nos esbaldamos na piscina, almoçamos e depois dormimos todos. Acordamos quase 6, deixei Luiza lá, voltei para casam porque as 18:30 o Gu viria fazer meu cabelo. Acabei não cortando, porque agora ele me obrigou a deixar crescer, mas fiz luzes loiras, que segundo ele em breve tomarão conta do cabelo todo, e fiz também a tal escova de chocolate, que deixou o cabelo uma delícia, mas ficar 72 hrs sem lavar o cabelo, é o pior!

Então chegou o sábado de manhã, deixei Luiza na ex-sogra da Bilica, que estava morrendo de saudades, já que nunca consigo passar lá, e fui para o estúdio fazer as tattoos, que ganhei de presente o ano passado, gastei o $ e acabei adiando até agora. Se doeu? Um pouco mais do que eu lembrava, mas quase nada diante da satisfação de ver o resultado!

Vale contar que depois de muito pensar, resolvi levar Luiza ao cinema. Fazia tempo que eu estava ensaiando e nunca dava certo, porque algo que detesto é encarar Shoping de final de semana, programinha cosmopolita e capitalista, que não encaro como diversão para criança. Mas domingo a tarde, lá fomos eu, Goca e Luiza para o Shoping almoçar, dar uma volta e pegar a sessão das 15:30, para ver Deu a Louca na Chapéuzinho Vermelho. Luiza tranquila no trailers, e até os 15 minutos do filme, quando apareceu um sapo, que ocupava a tela toda para falar e a menina entrou em desespero, começou a gritar que estava com medo do sapo, que queria ir pra casa e não tive como controlar o surto. Saí do cinema, e fomos andar no Shoping, sem chances dela querer voltar para sala, porque não queria nem ir perto das entradas rs.. Goca ficou lá assistindo, quer dizer dormindo rs.. e assim foi a primeira ida de Luiza ao cinema! Ô derrota!

Também fomos ao aniversário da Isadora da Val, isto já tem duas semanas, mas também não estamos tão atrasadas assim, já que o post dela só saiu agora também rs... Minha primeira excursão sozinha para Campinas, já que agora não tenho mais a compania da tia Bilica para ir com a gente aos Blogsnivers. Mas foi super gostoso, apesar de Luiza estar enjoada de sono, só se soltando mais ao final. E lá revi Pri das Fadas, com sua barriga de 5 meses quase imperceptível, e sem João, que ficou em casa dormindo com o pai! Revi Val, Isa com o Marido Antônio, e comemorar com eles foi tudo de bom. Sem contar que fizeram a graça de estourar umas bexigas antes do Parabéns, para que, enquanto Luiza não estourou o arco todo com um palito de dentes, não sossegou.

Mico da semana? Fui sair com o carro da empresa, e nunca em minha vida havia dirigido um carro Chevrolet. Liga o carro, aciona o sistema de rastreamento, coloca o cinto, e quando vou engatar a Ré, cadê a marcha ré do carro? 5 tentativas depois, várias analisadas, nada de conseguir encontrar a tal da ré, que no meu carro é mesmo para trás ué. Olho e nenhum segurança a vista para me dar uma explicação. Abro o porta-luvas e peço para minha amiga ler o manual ué hahahahahahaha .. Serão os fios loiros já afetando minha capacidade de pensar? Rs.. aí vi um segurança do outro lado do estacionamento, e enquanto ele vinha me ajudar, descobri como proceder, após interpretar o manual mal escrito, que era preciso puxar uma pecinha para cima hahahahaha e aos solavancos de um carro sem direção hidráulica, lá fomos nós até a Vigilância Sanitária.

E para fechar com chave de ouro, nada melhor que Luiza, que anda hilária, com umas tiradas, que sempre esqueço de anotar e depois não lembro, mas vale a pena registrar as que ainda me fazem rir.

Luiza conversando com a avó Rosana que dizia:
_ O Goca está gordo, barrigudo, aquele relaxado.
Com a menina respondendo rápido e indignadamente:
- Não tá! Ele "magreceu"!
Agora me digam, de onde ela tirou isto de emagreceu?

- Mãe, eu sou "goidona".
- Não é não Luiza, você é linda.
- Sou "goidona" sim.
- E quem te falou isto?
- A Edinéia...
Então tá, né? Se a idéia falou deve ser verdade mesmo rs...

Beth subindo na cama onde ela estava sentada:
- Sai Beth. Você tá fedida, vai pra sua cama!
E a Beth foi ué rs...

Luiza chegou da escola, ficou brincando na sala, de repente olhou em volta e começou a berrar:
- Cadê minha filha, a minha filha - porque a boneca bebê dela não estava a vista.
- Vou pegar Luiza, está dentro da estante.
- A minha filha mamãe, minha filha.
Só parou de berrar quando lhei dei minha neta no colo hahahaha

- Luiza, você quer por fralda - pergunta uma mãe idiota rs..
- Não - responde a menina.
- Então você vai pedir para ir ao banheiro fazer xixi no peniquinho.
- Não!
E não pede mesmo! Por isto o desfralde ainda é uma incógnita aqui, porque pergunto trocentas vezes se ela quer ir ao banheiro, para dizer não e fazer em seguida, mesmo colocando sentada no vaso com adaptador, não faz!

- Luiza, o que a mãe fez aqui - digo eu mostrando as costas.
- Tattoo!
- E o que está escrito?
- Luiza. Sou eu, sou eu.
Ela ficou toda orgulhosa quando contei que era ela na tatuagem, e fica pedindo para ver, me revirando para ver se tem mais rs...

Ela vem, pega o microfone novo que comprei, pede para colocar no ouvido ela e diz:
- Quero falar com a Bilica!
Rs... como se toda hora fosse hora.

Hoje ela cantando uma música que eu ainda não havia escutado:
" O caivo, bigô co a rosa..." rs...

De uma semana para cá, notei que ela tem falado muito mais, se expressado claramente, e temos tido altas conversas cabeças, que muitas vezes me assustam pela complexidade das respostas vindas dela.


PS: O Flog e Vídeolog estão atualizados, vale a pena dar uma passada lá, porque é impossível colacar tudo aqui.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:50
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