Sábado, Janeiro 27, 2007
RêVivendo...
Apesar de Luiza estar em seu 2º ano escolar, estou considerando este como o Number One.
Porque? Pelo simples fato que este ano recebi uma lista de material escolar para comprar.
No ano passado, como ela só faria 2 anos depois do meio do ano, foi matriculada na recreação, mas quase no final do ano, com a mudança de professoras e por vontade dela, passou a ficar no maternal, mas aí não precisava mais dos materiais, porque o ano já estava no fim, terminando por ter este fim antecipado demais devido ao fechamento da escola. Águas passadas, que hoje já não nos atingem mais, porque Luiza está bem adaptada na nova escola, e indo muito bem, obrigada.
Fui, e ainda sou uma pessoa fanática por artigos de papelaria, e fiquei muito frustrada em não ter lista de material ano passado, apesar de ter gostado da economia.
Dos tempos que morei no Japão, ainda tenho uma caixa cheia de relíquias, com bloquinhos, papéis de carta, lápis, canetas, adesivos e uma infinidade de quinquilharias do tipo, coisas que sei que Luiza irá me pedir muito e acabarei dando uma ou outra coisa à ela, mas que quando eu estiver bem velha, elas ainda estarão lá, amareladas, na caixa de mogno, que veio o faqueiro de casamento de minha mãe, há 28 anos atrás, completados sábado passado.
Quando recebi a lista, primeiro fiquei assustada com a quantidade de itens e exigências, tesoura marca tal com nome gravado, como lápis de cor Jumbo, marca tal, sendo que eu nem sabia que isto existia! E vendo JN, vi que isto é geral, tendo listas contendo giz de cera inquebrável. Onde tem? Onde tem?
Recebi a pensão e tratei de providenciar a compra do material, uniformes (tudo de novo pela mudança de escola :/ ), e para fazer isto chamei Luiza para ir junto, vendo ela toda feliz em escolher o estojo, em segurar os objetos, em provar o "unifóme", e eu com tanta euforia, que parecia que era eu e não ela que iria ter a volta às aulas. Em 2 dias tudo foi providenciado, inclusive os itens de higiene, e os extras, tal como Gibi, caixa de camisa, descartáveis, para ser entregue até dia 26, devidamente encapado com plástico xadrez vermelho e etiquetado com o lindo nome: Luiza Zucher B., grafado exatamente desta maneira :P
Segunda-feira, apesar da TPM avassaladora, que na base de um tarja-preta estava menos pior, saí do trabalho com a cabeça fervendo, mas até que animada, indo pegar Luiza na escola, passando no Goca para pegar as etiquetas e ver o pessoal, já que semana passada não fui lá, por ter visitas e pela correria mesmo.
Fomos para casa com milady já banhada, porque ela ADORA tomar banho na avó, com os minis xampus que o avô trás dos hotéis por onde passa, chegando em casa dormindo profundamente.
Sei lá porque, talvez até como parte do surto da TPM e do circo dos meus hormônios, senti vontade de cozinhar, vontade mesmo, ao invés do costumeiro impulso de pegar o telefone e pedir algo pronto, ou então de enfiar um congelado no forno.
Cozinhar para apenas uma pessoa é algo que desestimula qualquer um, então convidei o Goca para jantar comigo. Cheguei, ajeitei a casa enquanto o peixe descongelava e alguém saberia me responder porque empregadas em geral limpam, mas nunca devolvem nada no lugar e a decoração da casa fica toda sem nexo?
Arroz no fogo, coisa rara, porque já tem 10 anos que aderi a panela elétrica japonesa para fazer arroz e nem sabia se ainda seria capaz de fazer arroz do modo tradicional. Arroz, feijão, salada de cenoura com vagem e uma posta de cação ao molho branco leve DIVINO. Modéstia a parte, tudo uma delícia.
Enquanto o peixe terminava de cozinhar em fogo baixo, aproveitei para tomar um banho, porque sabia que depois do jantar isto ficaria mais difícil, devido a leseira pós-comilança e eu detesto ficar cheirando a comida, sendo que logo que comecei a trabalhar isto era um problema, porque eu me sentia um PF ambulante rs...
Comemos e enquanto Goca lavava a louça, sim, eu cozinhei, mas lavar já era demais para esta que vos escreve, que detesta cozinhar, mas lavar, realmente ODEIO de paixão!, aproveitei para mexer com o material escolar dela, que ainda não havia sido encapado.
Tudo o que contei até agora, foi para chegar na parte que inspirou este post, porque a simples tarefa de encapar os cadernos, me remeteu há um passado bem remoto, onde nas listas de materiais constavam papel almaço, papel linguagem (que nem existe mais), sulfite no lugar do moderno A4, plástico para cobrir a carteira, cadernos brochuras, caderno de caligrafia, TUDO encapado com papel pardo.
Lembro com tanto carinho destes momentos, da ida as compras ou da alegria em ver minha mãe chegando com as sacolas cheias, do ritual de ajudar encapar caderno por caderno, livro por livro, sendo o ápice disto tudo, ganhar uma caixa de lápis de cor com mais cores que a do ano anterior, na seqüência 12, 24, 36, 48...
A imagem de minha mãe sentada na mesa da sala, encapando tudo, eu ao lado, eufórica, ajudando a segurar para o papel ficar esticadinho, é algo bem vivo na minhas memórias infantis.
Revivi cada etapa do processo fazendo o mesmo para Luiza, aliás, já tem tempos que venho observando situações e acontecimentos, e me sinto constantemente em "déja vu", não que eu tenha já passado por tudo isto como protagonista, mas sim como observadora.
Ter filhos, é Reviver várias coisas de modos diversos, e penso nisto constantemente, como em cada vez que levo Luiza dormindo em meu ombro para a cama e lembro de meus pais carregando meus irmãos escada acima.
A cada vez que coloco Luiza dormindo para fazer xixi e lembro das histórias que minha contava sobre fazer isto comigo, e também vi ela fazer isto com Bilica.
A cada vez que Luiza diz "compa tá mim?" e me lembro de todos os anos que passei ouvindo minha mãe dizer o quanto eu era consumidora ao 2 anos de idade, repetindo a cada propaganda na TV "ce pompa mãe?" e pra tudo ela dizia sim para não contrariar, mas não comprava rs...
É o que sempre digo, isto é o Ciclo da Vida, revivo com Luiza o que minha mãe viveu comigo, que já tinha visto a mãe dela fazer com minha tia, que minha avó tinha vivido com os irmãos ao perder a mãe muito cedo.
Falando em gerações passadas, sábado o membro mais antigo de nossa família se foi, dormindo tranquilamente, simplesmente não acordando para o café da manhã. Vó Véia, era assim que a chamávamos carinhosamente, já que Vó Maria havia outra. Mãe de meu avô, avó de meu pai, minha bisavó e tataravó da Luiza. Dona Maria Zucher 1915 - 2007.
Não importa como, Viva, Reviva, com ou sem filhos, porém o faça sempre da melhor maneira, porque trabalho sempre dá e a energia gasta para fazer algo bem ou mal feito é a mesma, então faça BEM FEITO SEMPRE, porque os resultados, aí sim são diferentes, gerando uma força positiva, que alimentará o futuro, não aquele que pensamos daqui muito anos, mas o amanhã, que chega, a cada segundo que se passa!

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:14:05
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Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Escrito pela:Rêca Zucher
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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007
Uva, pêra, maçã, salada mista... e uma TPM Avassaladora!
Antes que pense que enlouqueci de vez, ou que a convivência exagerada com o universo infantil tenha deteriorado meu cérebro, eu explico, somente um título deste poderia definir a miscelânea que este post promete, porque são tantas coisas para contar, que não consigo clarear o pensamento e fazer uma separação lógica, mas quem disse que o que escrevo precisa ser lógico? e nem esta pretenção eu tenho, então, Let's Go Girl...
Pois é, já voltei, na verdade não sei se voltei tão rápido quanto gostaria ou em um tempo inferior ao normal, mas é que comecei a escrever 1 dia depois do post anterior, para não esquecer das coisas e também não sobrecarregar o texto com tantos fatos. Se bem que pra mim, post bom é post longo, minucioso, detalhista, que te faz ter vontade de ler mais e mais, chegando logo ao final para ver as fotos.
Pois é, depois de muita enrrolação, muitos desencontros, muitas conversas via MSN, finalmente Sandra conseguiu chegar a Salto City, para umas férias mais do que merecidas.
Chegou domingo a tarde, mas antes do almoço, já que o nosso na chácara só sai lá pelas 3. É, eu vou para casa dos outros almoçar e ainda levo minhas visitas (carudaaaaa) hahahahaha
Ficamos lá o resto da tarde, aproveitando o bom tempo, indo ao campo, porque Luiza queria soltar pipa, que só viu subir e já deixou pra lá, indo para o parquinho. Ela e Marquinhos até que se entenderam, ela não ficou com ciúmes, e na base das trocas dividiu numa boa suas coisas.
Brincando na areia, com um palito de sorvete e uma garrafinha pet de água, sei lá o que fez, escorregou e bateu o nariz no gira-gira, saindo sangue. Ela chorou pela dor do momento, parando assim que beijei o dodói, e quando viu o sangue, nem ligou, eu limpei e ficou tudo bem.
Por culpa do Goca que nas férias levava ela lá, agora pensa que toda vez que vai na área social do condomínio, tem que comer coxinha e tomar Coca, mas desta vez não tinha e ela mesma foi lá perguntar ao vendedor se tinha rs... fazendo um muxoxo quando ele disse que não.
A noite ainda rolou um churrasquinho em casa, que era pra ser mini, mas acabou sendo normal mesmo, com o pessoal de sempre, mais minhas visitas, terminando a noite com Luiza dormindo sentada no cadeirão, porque agora ela pede para sentar ao invés de dormir no colo rs...
Eu adoraria também estar de férias para passear com eles, fazer compania, não chegando exausta depois de um dia de trabalho, louca por um banho e para ficar quieta no meu canto, com o raciocínio já lento, pouco propício para conversas inteligentes. Na quarta-feira eu até sofri um daqueles apagões básicos ao levar Luiza para dormir, só acordando porque minha mãe ligou e o telefone estava ao meu lado, que atendi de primeira, achando que era o despertador hahahahaha
Como eu disse à Sandra, ela que viesse pra cá para descansar, respirar ar puro, fugir da metrópole que engole quem lá habita e acho que isto ela conseguiu fazer.
Em nenhum dia Luiza quis ficar em casa, porque e eu saio para trabalhar, ela também tem que sair para a escola ou para ficar na casa de alguém. No meio desta semana agitada, ainda busquei os uniformes da Luiza, comprei todo o material escolar dela, a primeira lista de muitas que virão por aí, fui ao dentista, à ginecologista, na mesma clínica do pediatra, que ficou me olhando e procurando Luiza, isto depois da recepcionista já ter ido pegar a ficha dela rs..., que havia ficado em casa com Sandra, me coisas que eu andei adiando por diversas vezes devido a agenda complicada, e ainda resolvi trocentes pendências, tudo depois do expediente, nunca chegando em casa antes das 6.
Sinto saudades de uma vida socioblogueira mais ativa, mas isto tem ficado mais complicado a cada dia, o que me anima é que logo começam os aniversários e aí a gente acaba se reencontrando por livre e espontânea pressão rs... aliás, já andei pensando no aniversário de 3 anos! Precoce? Não.. porque já será daqui 7 meses e programação é tudo para não ser danar quando chegar a hora.
Canseiras e desencontro a parte, achei uma delícia chegar em casa e ter gente lá, casa com jeito de habitada e não um mausoléu com ar viciado. sendo uma semana gostosa, e depois de tanto tempo, eu ainda fico pensando nestas amizades blogueiras, que tanto acrescentaram a minha vida, tanto me ensinaram, tornando tudo muito mais colorido.
Sexta-Feira, finalmente, com uma madrugada turbulenta, em que Luiza acordou as 5:30 toda mijada, porque tinha dormido de fralda, pedindo para fazer coco e tomar banho. Levantei, coloquei ela no vaso, depois no banho, troquei a roupa de cama, tomei banho também porque o xixi veio até mim, nos trocamos, dei mamadeira, dormimos de novo e perdemos a hora é claro rs...
Pastelada básica a noite, com a galera de sempre, amigos na magreza e na obesidade, até que um piriri nos separe rs... Eu tomei uma Smir Ice, comi muito, fiquei mole, enjoada, dormindo logo. O pessoal ainda ficou aqui bebendo e conversando até quase duas, nem vi sairem rs.. Anfitriã ótima, né?
Sábado, mais chuva e em casos assim qual o melhor programa? Shoping é claro! Se bem que ficar em casa também é uma delícia, mas com duas crianças agitadas, de 2 anos, não seria uma idéia tãoa boa assim.Crianças dormiram antes do almoço, eu também e quando acordaram lá fomos nós para o Shoping de Itu, para depois eu deixar Sandra na tia dela lá. Passeamos muito, gastamos um pouquinho também, comemos, cansamos e fomos para o condomínio da tia dela, onde rodamos 40 minutos perdidas, e eu odiei cada conto de fadas, porque as ruas lá tem este nome e nunca encontrávamos a maldita Bela Adormecida, que eu já confundia com a Branca de Neve tamanha era minha irratação.
Noite coroada com a Injeção Eletrônica do meu carro indo para o saco, ou seja, lá vem mais gasto com este carro, que eu não aguento mais. Saldo do dia: humor do cão, indo para a pizzaria do condomínio, para tentar esquecer que nem tudo é tão ruim quanto parece.
Domingo amanheceu melhor, fazendo valer aquele ditado "Nada melhor que um dia após o outro, com uma noite bem dormida no meio".Acordei mais animada, tomei banho, dei banho em Luiza, e nem o fato dela ter vomitado no chão do quarto logo após o banho me tirou do sério. Botei ela no chuveiro de novo, dei banho, limpei a sujeira, troquei, me arrumei e fomos tomar café na padaria, porque eu precisava de uma boa dose de cafeína, de máquina, por favor! Deu para dar uma relaxada, ler um jornal local, comer, alimentar Luiza, conversar com o Goca e finalmente irmos para a chácara, onde ficamos até as 4 da tarde.
Diazinho de domingão mesmo, com chuva, mesmo assim lavando roupa,TPM apertando, hormônios em polvorosa, dor pelo corpo, tensão e aquela vontade louca de ficar no meu canto, quieta, curtindo minha pequena carinhosa, sem qualquer outro contato humano, para não precisar pensar em respostas educadas, quando minha vontade era dizer F***-se! hauhauhuahuahua
Fala sério, né? TPM é algo que só quem sente sabe o que é, coisa louca que vem de dentro e te domina. Percebo que vai se agravando conforme meus gritos no trânsito também vão aumentando de volume e com maior freqüência rs... Que passe logo, porque já tentei fugir de mim e não consegui!!!
Eu avisei que o negócio seria meio sem pé nem cabeça, mas fiz tantas coisas nesta semana, que não estou conseguindo focar somente em uma, culpa da TPM macabra que tem me assolado nesta semana e piorado a cada dia afff..
Só para constar, Luiza entrou na era da Barbie, com direito a querer coisas dela, como roupa e acessórios, e sabe quem é a Gisele Bündchen, por causa do chinelo Ipanema, saindo doida para mostrar toda vez que vê a própria em alguma vitrine ou revista. Te cuida Giseleeeeee..

P.S 1: Há mais fotos aquPróximo post, o desfralde, nova escolinha, meu trabalho e vários outros assuntos que surgirem em meus pensamentos, nem sempre tão racionais.
P.S 2: Depois de séculos, atualizei o VídeoBlog, e tem Luiza lá tagarelando e revoltada com a Gisele B. rs....
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:00:55
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Terça-feira, Janeiro 16, 2007
Mãe Coruja eu? Imagina...
Que toda mulher fica meio abestalhada depois que se torna mãe, isto não é novidade para ninguém, afinal todo mundo já conviveu com alguma mãe, seja a própria mãe, ou a mãe do primo, mãe do amigo, mãe do vizinho, mãe do conhecido, ou seja, o mundo é povoado por mães, sendo impossível fugir da presença de alguma delas.
Eu e a Maternidade temos uma relação de amor e ódio, afinal ela veio morar comigo, ou seria em mim?, sem ter sido convidada, mas depois de 3 anos de ajustes, temos uma relação cordial, com um saldo positivo ao final do balanço.
Tive e tenho uma relação saudável com minha mãe, com direito a todas as brigas e desentendimentos que povoam um relacionamento deste, principalmente na instável fase da adolescência, como também na infância rebelde, e na adulta geniosa e bocuda que sou.
Eu fico pensando no tipo de Mãe & Filha que Eu e Luiza seremos, se consiguirei colocar em prática as coisas que penso sobre educação, companheirismo, amizade, cumplicidade, carinho, família, e todo o necessário para a formação de uma elo forte, inabalável, firmado com anos de dedicação, com o melhor estilo do famoso dar e receber.
Não faço planos mirabolantes para nosso futuro, até porque boa parte dele será conseqüência do hoje, onde invisto minhas fichas, e Luiza será o que tiver que ser. Como eu já disse há uns meses atrás, Emo? Patricinha? Hippie tardia? Careta? Clássica? Rebelde sem causa? Só o futuro dirá e eu espero poder ajudá-la nestas escolhas, orientando, mas nunca impondo.
É engraçado, porque enquanto muito pais impõem suas vontades acima de tudo, obrigando os filhos a estudarem o que querem, a fazerem coisas que eles gostariam de terem feito, meus pais foram totalmente frouxos com isto, nunca impondo nada, nunca cobrando quanto a estudo e escolhas, e quando cheguei na idade de ter que escolher, eu chiliquei, briguei com minha mãe, disse que a culpa de eu ser tão indecisa era por eles jamais terem me cobrado algo assim, de não terem imposto algumas coisas, que eu poderia odiar, mas pelo menos saberia que não gostava, ao invés de ter um leque imenso e infindável de opções, que ao invés de me maravilharem, me piravan! Acredito que Uns sabem o que querer ser "quando crescer" por dom, por vocação, mas a grande maioria descobre por influência do meio em que foi criado.
o porque deste texto? Porque eu queria, queria não, ainda quero e vou falar da fase atual da Luiza e do meu trabalho.
Vamos primeiro a Luiza, que é muito mais interessante do que eu, e antes que pensem que tenho complexo de inferioridade, falo isto porque muita gente me diz que lê só a parte que falo dela, né Cumadre Capixaba? rs...
Já tem algum tempo que as pessoas que convivem conosco ou as que nos conhecem pessoalmente, comentam sobre o comportamento da Luiza, coisas que me fazem sorrir, agradecer e pronto!, mas este final de semana eu comecei a ver a situação de modo diferente, porque não foi apenas um ou outro comentário, mas vários, fazendo com que eu sorrisse, agradecesse, me inflasse de orgulho, exercesse totalmente minha porção mãe-coruja e pensasse realmente naquilo.
Quem nos acompanha há anos, lembra do meus posts depre-suicidas, em que eu reclamava absurdamente do bebê histérico que Luiza era, não me deixando sair de casa para nada, porque cada saída era um espetáculo de choro e estresse pior que o outro, que me deixava em frangalhos, com os nervos a flor da pele, pronta para entrar na hidro, e me afogar é claro, porque sou o tipo de pessoa que não mede conseqüência quando está com dor ou raiva, estes dois fatores associados pioram tudo, me tornando uma Renata Atômica, pronta para aniquilar a humanidade. Só que com Luiza isto era e ainda é diferente, mas meu bom humor sofria muito com isto, e quem estava por perto mais ainda.
O tempo passou e a menina estressada foi crescendo, e ficando mais sociável. Eu não sei porque ela chorava tanto, não sei porque era tão histérica, não sei porque ela não dormia a noite toda, mas sei que eram berros de fazer todo mundo olhar, como se eu fosse uma mãe assassina, que estivesse torturando a cria.
Em nossa viagem ao ES as coisas já estavam diferentes, melhores, ela não teve chilique, não me estressou, e todas nós nos divertimos, sendo aí que percebi que ela havia crescido, que aquele bebê histérico, aspirante a enlouquecedor de mãe, tinha ido embora (Graças a Deus), e uma menina mais bem educada havia tomado seu lugar.
Criança dá trabalho, todo mundo sabe. Criança é imprevisível, todo mundo também sabe. Criança te faz passar vergonha, todo mundo mais do que sabe, e que criança precisa de limites, isto todo mundo diz, mas poucos o fazem.
Me considero um tanto quanto relax, incentivo a independência dela ao máximo, porque detesto trabalhos não necessários, deixo muito ela viver a vida dela, brincar do que quer, ficar no próprio canto e mundo. Outro dia um amigo me perguntou algo sobre animais de estimação, e eu disse que não queria porque não gosto de nada que dá trabalho, ele riu e quando ele ia dizer porque tive uma filha, eu já respondi: "Tive sem querer, mas já que tive, faço o necessário e bem feito. Não significando que quero outros trabalhos do tipo por minha escolha!"
Sou impaciente com criança, e este era o fator determinante pra eu não ter filhos, só que eu tive e esta paciência teve que ser criada, trabalhada diariamente. Acho que tenho o mínimo necessário, seguro bem a onda, mas descobri que se tenho segurado a onda quase sempre, não explodindo a todo instante, é porque Luiza é uma CRIANÇA ÓTIMA!
Há tempos eu venho observando, comparando com outras crianças da idade dela, conversando com várias outras mães e principalmente vendo a reação embasbacada de outras pessoas diante do comportamento dela nas mais diversas situações e agora se estou falando disto, é porque tenho certeza. Pode ser apenas uma fase de bonanza, que ela se torne uma monstrinha daqui algum tempo, mas o momento atual é de Lady Lu...
Ela é bem obediente, claro que as vezes me desafia, mas no final acaba recuando, baixando a crista. Também é compreensiva, demonstrando entendimento para tudo, muito superior ao normal para a idade dela. Birra? Ataques de se jogar no chão ou dar show é coisa rara aqui em casa e quando acontece é porque há alguma coisa extra no contexto, como sono atrasado, doença, cansaço e mesmo assim é algo leve, perto do que já vi por aí. Sou adepta do fica aí no chão fazendo o que quiser, que eu vou embora.
Depois da análise toda fiquei me perguntando, será que sou uma mãe-general, impositora, ou será que tenho feito um bom trabalho mesmo? Dúvidas, dúvidas, dúvidas... mas sei que tenho a filha que eu merecia ter, porque se ela fosse uma criança birrenta, histérica, seguindo a linha de quando era bebê, certamente uma de nós duas já não estaria mais aqui (dramáticaaaaaaa).
Sábado fomos ao aniversário de 2 anos do filho minha amiga de trabalho, ou seja, cheio de crianças da faixa etária da Luiza, que se comportou como sempre, algo normal pra mim, mas que todo mundo veio comentar comigo.
Sobre? O fato dela ser independente e andar sozinha por lá, de pedir para ir pegar suco na máquina, pegar gomas na mesa de doce, de posar para as fotos, de dançar feito doida as músicas da Xuxa, de ir pedir pra dona da festa por mais música quando acabou, de ficar sentada no chão esperando a vez dela para brincar com o palhaço, enquanto outras crianças atacavam o pobre. A cena dela sentadinha, prestando atenção no palhaço e esperando, foi linda demais e eu só via os olhares das pessoas, e ouvia os cochichos desacreditados diante de tão bom e maduro comportamento.
Minha explicações para isto são: a personalidade dela e a minha, meu modo de educar, a linha que eu dou, a corda que não dou, a liberdade que dou para ela voar, a poda nas asas para limitar até onde ela pode ir, o traquejo social adquirido na escola e a convivência com os mais diversos tipos de pessoas e situações.
Agora ela vai comigo pra todo lado, quando cansa, não quer ir dormir na cama não, dorme apoiada na mesa ou no que tiver, mas não sai do meio da muvuca.
Ah... desde domingo temos Blogvisita, Sandra com Marquinhos, que fugiu da metrópole esfumaçada, para uns dias de paz e descanso no interiooor.E a BlogVida social de 2007 teve seu início, que venha muito mais!
E o meu trabalho? E o Querido Diário dos últimos dias? Fica para outro post... 
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:20:48
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Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Hoje, é um novo dia, de um novo tempo, que começou...
Faço minhas, as palavras desta canção, que nos é tão familiar, e as vezes passa batido, literalmente entrando por um ouvido e saindo pelo outro.
Ontem pela manhã, no trajeto, casa-escola-trabalho, foi isto que me veio a mente, enquanto eu pensava que minha vida estava voltando ao normal, se não tão normal assim, pelo menos a rotina, com Luiza matriculada, toda feliz por estar indo à escola a nova escola, enquanto eu vou trabalhar, ao invés de ficar em casa, enquanto eu saía. Mal sabe minha pequena, que chegará um dia em que ela vai querer ficar em casa e aí já será tarde demais para isto.
Com a falência da antiga escola, as aulas encerradas antes do previsto, minha vida virou um caos, em pleno final de ano, porém, eu em minha lerdeza tão peculiar, onde vou pelo acostamento para não ser atropelada, com o botão do F***-se ligado há tempos, me descabelei para encaixar bem Luiza no meio do caos instalado, mas consegui contornar os estrago e segui nossa vida.
Dia 4 minha prima que estava aqui desde o dia 19, retornou para a cidade dela, e na sexta Luiza ficou com a mãe da Flávia que ela adora, voltando ontem a ir a escola. Na quinta-feira, quando eu disse que a tarde iríamos na escola pra ela conhecer e depois comprar o uniforme, passou o dia todo perguntando a Gabi se iria ir na escola "di taide".
Confesso que não é a escola que eu gostaria de tê-la colocado, porque depois daquele meu discurso de não querer escola grande e tal, eu me apaixonei por uma que tem até curso superior hahahahaha. Fiquei entre esta e outra, porém tive que escolher a que se adequava melhor as minhas necessidades atuais, ou seja, nesta as aulas dela começaram ontem, na outra, só dia 29, e o que uma mãe que trabalha fora, não tem parentes por perto, nem ninguém de confiança disponível faz no momento de uma decisão tão crucial quanto esta? Faz o que eu fiz ué... e apesar de não ser o que eu queria, pouco sofri, pensando da seguinte forma, "fica para o ano que vem ué, ou para quando der..."
Pra mim, 2007 está começando pra valer agora, porque sinto que retomei as rédeas da minha vida, pois ODEIO depender de favores do outros para olhar Luiza, mesmo quando sei que fazem isto com prazer, porque esporadicamente é uma coisa, agora a responsabilidade de olhar diariamente, isto ninguem merece, a não ser os pais é claro, no caso aqui, a mãe rs...
Arrumei uma nova auxiliar para o serviço doméstico, porém ela tem me irritado profundamente, com coisas simples, como deu ter deixado a roupa sobre a cômoda, com um bilhete detalhando que tudo aquilo era para por no cabide, e o que ela fez? Botou tudo de volta na gaveta rs... Se ela sabe ler? Sabe sim, porque me escreve bilhetes rs... eu heim.. mas enquanto não encontro outra, esta vai quebrando o galho, porque não nasci com espírito de Amélia, para ficar o dia todo fora, chegar em casa e ainda fazer serviços gerais. Minha teoria é, pago para não fazer e pronto, mas Deus, dai-me paciência para não cometer um empregaticídio!
Post sem pé nem cabeça, né? Mas andaram me perguntando tanto sobre estas coisas, e eu estou tão feliz por ter sobrevivido a este último mês, que claro que um post teria que sair.
Luiza, já tem algum tempo que não falo apenas dela, né? Ela está ótima, hoje tivemos consulta de rotina, pois no final do ano andou com tosse, secreção, reclamou de dor no ouvido, mas como ela é hipocondríaca, pedindo remédio todo dia, eu relevo muito as dores dela.
Há tempos não faço um post Luiza, mas como sempre digo, nossas vidas estão ligados e vão sendo levados no meio da correria, ficando impossível de separá-las, indo tudo no meio do bolo, mas sempre vale a pena registrar aqui os atos-comédias da garota, que está cada dia maior, me deixando um tanto quanto-muito assustada!
Não é novidade para ninguém que sofro de enxaquecas homéricas, e semana passada elas me infernizaram absurdamente, então domingo voltando da chácara ouço o seguinte:
- Mamãe, minha cabeça tá doendo, leva eu no médico?
- Vai passar Luiza, logo vai sarar seu dodói - eu respondi.
- Então me dá um remédinho - fazendo uma cara bem sofrida, com as costas da mão na testa.
huahuahuahuahua mereço uma filha hipocondríaca?
Mais tarde quando íamos para o banho, tirei a roupa dela no andar de baixo e mandei subir que eu já iria lá ligar o chuveiro:
- Eu nu vô lá em cima não, tem "dagatixa".
- Tem o que? - eu me segurando para não rir, porque queria entender como ela estava pronunciando lagartixa.
- "Dagatixa" - ela repetiu pausadamente.
huahuahuahuahuahua
Sábado de manhã, Goca procurando o celular dele, conversando com Luiza:
- Não sei onde coloquei meu celular - ele disse procurando até encontrar, para ouvir:
- Goca, você compra um celulá tá mim? Da show Kitty?
É, pede um celular, e ainda exige que seja da Hello Kitty rs..
A tarde, a gente assistindo Caldeirão do Huck e o concurso da Musa do Carnaval, Luiza toda concentrada, prestando a maior atenção, sentou no chão, pegou a sandália da Barbie, aquela que tem um saltinho plataforma, que eu odeio, mas ganhou de aniversário e quando vi já tinha usado.
- Coloca ta mim - ela me pediu.
- Não precica Lu, fica descalça.
- Nãoooo, igual a dela - apontando para a mulata dançando, naquela sandália com salto imenso.
Calcei e a menina saiu pulando feito doida pela sala, como se estivesse sambando rs... então tá, né? Luiza, futura Globeleza rs...
Eu sempre conto uma história pra ela que a personagem é uma menininha, então vira e mexe ela pede. Sei lá porque, sexta eu resolvi dizer que a menina tinha um irmão, pra que fui fazer isto? Coincidência ou não, ela tinha ido na casa de uma menina vizinha da Flávia, que tem um irmão de uns 2 anos também. Com isto, mais a história ela se encantou com a idéia e pediu um irmão. Quando eu disse que seria um bebê e ela não seria mais meu bebê, e sim uma moça, ela não mudou de idéia, apenas pediu:
- Compra um irmão gande tá mim?
Rs... Não quero irmão grande nem pequeno rs...
E filha de consumista que é, ela pensa que família é algo comprável, pois o diálogo na saída da escola me provou isto:
- Mãe, cadê meu primo?
- Que primo Luiza?
- O primo que você vai compá ta mim!
Eu e Goca olhamos um para o outro e caímos na risada rs...
- Luiza, a tia contou história pra você na escola? - perguntei após o 1º dia de aula.
Ela me olhou com uma cara, virou as duas mãos para cima, com um muxoxo e me disse:
- Não, nós ficamos brin-can-do!- com uma entonação do tipo, você não sabe de nada rs...
Um dia desses, com estas chuvas fenomenais, Luiza no carro em sua cadeira, e um pingo de água caiu sobre ela:
- Socorrooooo, tá chuvendu ni mim!
Tem falado super bem ao telefone, travando conversas inteligentes com a pessoa do outro da linha. Minha família andou ligando só para falar com ela e dar risada. Claro que a primeira coisa que ela pergunta é dos presentes, e até Ityara caiu nesta rs... Mercenária esta pequena, não sei a quem puxou hahahahahaha
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:19:09
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Quinta-feira, Janeiro 04, 2007
Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo...
2006 se foi, e eu ainda não me conscientizei que estamos em 2007.
A virada do milênio ainda é algo recente em minhas lembranças, porque não sinto que 7 anos já se passaram, desde paramos de escrever 1999 e pulamos para 2000.
Lembro que na minha infância o ano 2000 era coisa de um futuro distante, carros voando, pessoas com roupas pratas, e para quem nasceu nos idos de 1979, viveu toda a década de 80, se lembra perfeitamente dos anos 90, encarar que mais da metade da primeira década do ano 2000 se foi não é muito fácil.
Claro que o ano passou rápido, aliás, parece que somente quando eu era criança que ele não tinha fim, que as aulas não terminavam nunca, que as férias não chegavam jamais, e que depois elas duravam longos dias intermináveis.
E recapitulando 2006 que se foi...
Janeiro se foi, no meio de um caos doméstico, que ignorei e fui para a praia, curtindo a liberdade de ter concluído a faculdade de Nutrição e perdida no limbo, esperando a colação, com a clássica pergunto fervilhando meus botões: "O que fazer agora que me formei?". Tivemos uma virose fenomenal em família pós-praia, a visita de Taissa e Diego em nossa casa e Luiza foi matriculada na escolinha.
Fevereiro me saldou com a colação de grau, um calor escaldante, para no dia seguinte pós-beca botar o pé na estrada, com Bilica, Luiza, a cara e coragem, para rodar 1106 km até a porta da casa de Ityara , numa viagem cheia de histórias, onde conheci ao vivo e a cores muitas amigas que eram apenas um contado do MSN, o que deixou uma saudade imensurável. Dei adeus a este mês, juntamente com um tchau a Ale e família no Rio de Janeiro, vindo desfrutar o Carnaval em casa e sem um tostão rs...
Março, não vi passar, com Luiza já mais do que adaptada na escola, por meio período, eu vivendo a vida de dona-de-casa, perdida em meus afazeres, ainda me refazendo da longa viagem e do clima de Carnaval, curtindo o crescimento da minha pequena, que avançava em seu vocabulário, exigindo mais e mais quanto a verdadeira arte de Educar. Flávia de BH baixou aqui em casa e nos proporcionou momentos hilários e deliciosos.
Abril chegou juntamento com uma crise quanto a minha descendência nipônica, fazendo 1 ano 2 meses sem meus pais, 6 meses sem meu irmão e minha irmã dando início a papelada dela para também ir para o outro lado do mundo, literalmente.A Páscoa chegou, com muito chocolate, muita farra por conta da pequena, juntamente com a certeza que faríamos sim, uma festa de 2 anos.
Maio me saudou com uma sessão nostalgia, me fazendo pensar em como minha filha estava crescendo e mesmo com todo cuidado, uma Pneumonia sempre pode vir nos cumprimentar. O dia das Mães também se foi, com presentes, almoço especial e o post deste dia ainda vale a pena ser lido.Desta vez eu que fui até as meninas em Campinas e tivemos um mini-encontro na casa da Pri das Fadas.
Junho veio para me lembrar que os 27 anos chegam para todas, mas que comemorados com quem se ama, é uma delícia! Também tivemos muita Festa Junina, muita roupa típica, e claro, muita curtição, porque com uma criança pequena, toda data comemorativa, vira realmente uma FESTA! Revimos Taissa e Diego, e também Renatinha com Rogério, indo encontrar a todos em Piracicaba, num único dia, que acabou em Arraiá! E a Copa do Mundo chegou...
Julho levou o sonho dos Brasileiros em serem Hexacampões do Mundo,e me trouxe meu PRIMEIRO emprego Made in Brasil, fruto do meu último estágio. Com isto também veio o desmame, mudanças em nossa vida doméstica, milhares de estresse da vida Mothern, mas também a deliciosa sensação de estar começando uma vida profissional, tentando me descobrir, pra saber para onde vou. Aniversário do Juca da Pri das Fadas, onde revimos Rejane com Anna, Karina com Henrique, Val com Isa, e conhecemos Laila com Manu ainda na barriga.
Agosto acho que atingimos nosso ápice em idas a chácara, pescas no lago, e definitivamente entramos para a família Hauser por adoção rs... foi um mês de contagem regressiva para o 2º ano da pequena, onde Bilica se desdobrou para agilizar todas as minhas ordens. Luiza passou a ir em período integral para escola e contratei uma faxineira 2 vezes por semana, preparando nossa rotina para quando a tia viajasse. Quantas comemorações, Festa na Escolinha, Festa no Buffet, e Festa na Chácara, tudo com direito a diversão de alto nível e alta satisfação pessoal. Com presentes chegando de todo lado, EUA, Portugal, Japão, e convidados também. Foi também meu 1º ano como Nutricionista credenciada.
Setembro foi um início de mês triste, com a certeza que perderíamos 1/3 da família, e não apenas meu braço direito, mas eu lado direito todo, mas antes disto fomos ao Hopi Hari encontrar meus afilhados Luciana e João, levando Flávia e Luiza para se divertirem, e nós nos acabarmos, de canseira é claro rs... E dia 16 chegou e Bilica se foi, claro que não sem antes termos uma despedida tudo de ótima! Enquanto uns iam embora, outros chegavam e Laura veio para nos iluminar e fazer a casa de minha amiga Pri de Bh ainda mais alegre...
Outubro foi o mês da adaptação a nossa nova rotina, estresse sem tamanho, canseira, exaustão, mas também tivemos o Dia das Crianças, Festa do Cinema, Eventos do Trabalho, Eleições, TPM louca que me fez ficar no cio, e o melhor de tudo, a visita de minha amiga Danny Apolinário e família, e nossa ida juntos ao Maeda, mais o aniversário da Isa da Val. Mês triste, que finalizou com perdas, vivenciando a morte de mais perto que eu gostaria.
Novembro deu as caras, precisei de uns dias para me recuperar, voltar a ter vontade de escrever, e aí veio um post gigante, com a primeira ida traumatizante de Luiza ao Cinema, mechas loiras, novas tatoos, evento da empresa, minha primeira noite longe de Luiza, e a decisão de dar uma pausa com o Blog.
Dezembro chegou junto com a vontade de voltar a escrever, mas também trouxe um caos sem tamanho, com demissão de empregada, falência da Escola, muito trabalho, festas, e eu tendo que conciliar tudo isto ao mesmo tempo. Não surtei, mas quase, e perdida na tentativa de resolver estas coisas, clima de Natal e eventos da empresa, o mês realmente vôou. E no meio de tudo isto, minha filha deu show de maturidade, de compreensão e eu inflei de orgulho! Escrevi menos do que gostaria, gastei mais do que devia, curti o clima Natalino feito nunca, amei cada momento e o ano me deu adeus...
Natal foi tranquilo, entre amigos e família, ou seja, Luiza e a prima Gabriela, que importei de SBC para dar acessoria nos cuidados com a pequena nestas férias antecipadas e forçadas. Repetimos a dobradinha do ano passado, indo para casa de Natalia no Natal, ficando lá até não muito tarde, porque cansamos antes da Luiza, que tinha chego lá dormindo, e só dormiu porque entrou no carro e aí junto com Gabriela apagou.
De dia, fomos para chácara, afinal somos parte da Família Hauser, e nada mais natural que passarmos o dia lá, com tio, avós, bisavós, primos, amigos, vizinhos e afins rs...eu comi e dormi, e como dormi rs.. Luiza tinha compania para brincar, para cuidar e eu tive a chance que precisava para dormir MUITO, afinal no outro dia o batente me esperava.
Semana cortada, começada na terça é tudo de bom, passa mais rapidamente e só de pensar que não precisarei encarar a terça, a coisa flui melhor. E isto me salvou, já que fiquei trabalhando sozinha, pois os outros 2 que trabalham comigo saíram de férias no dia 22, e da-lhe Renata ralar horrores, nem vendo a última semana de 2006 me dando tchau lá longeeee...
Reveillon veio chegando no meio de um dilúvio, que me causou uma certa sensação de mofo, porque de dia enfurnada em um mini-escritório e a noite trancafiada em casa no meio de uma chuva torrencial.
O último dia do ano foi um tanto quanto preguiçoso, daqueles domingões bem típicos, onde você passa o dia de pijama, da cama para o sofá, do sofá para a cama, comendo o resto de ontem rs... e claro, tudo regado com muita chuva, e até mesmo Luiza estava preguiçosa, dormindo até mais tarde e durante a tarde tirando um longo cochilo. E tem sido assim, se eu fico na cama junto, até que ela tem dormido mais tempo, até umas 7-8 horas, mas basta eu me mexer e ameaçar levantar, que a garota estala o olhão e me dá Bom dia!
A vontade de ficar em casa, e entrar 2007 no aconchego do meu lar-doce-lar era grande, porém já tinha combinado previamente que uniríamos as famílias Zucher-Hauser, na chácara de amigos dos amigos. Produção básica, modelitos novos, Luiza toda de branco, com vestido lindo, que ela ficava segurando a barra para não molhar ou sujar.Vaidade infantil neste nível chega ser hilário rs...
2007 chegou tranquilamente, com os fogos espocando no meio da chuva, me dando a certeza que a vida segue seu curso, que os anos passam, como que pulado em capítulos diante de nossos olhos.
4 de Janeiro de 2007, eu ainda não me sinto vivendo esta data, mas também não me sinto presa ao passado, nem afobada quando ao futuro. Vou viver um dia de cada vez e isto basta...

P.S: Há mais fotos aqui aqui, aqui, aqui e aqui... rs... atualizo o Flog assim que tiver pique para mexer nas 300 fotos destes dias rs...
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:22:48
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