Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
Cuidado! FRÁGIL
A fragilidade da vida humana, sem sombras de dúvida está no topo de minha TOP LIST de medos, sendo algo que muito me abala, angustia, porque me faz pensar, analisar coisas que não quero, entrar em crise, questionar, para finalmente concluir o quanto somos impotentes diante da ausência de saúde.
Com toda a tecnologia que temos, avanços na ciência, medicina, vacinas, genona decodificado, isto tudo se torna um tanto quanto ínfimo diante de certos fatos, porque quando tudo isto falha, a pergunta que nos fazemos é "então o que nos resta?"
Fatos que acontecem com pessoas próximas, quando passamos a vivenciar uma doença de perto (mais perto do coração do que fisicamente), deixando ela de ser apenas um caso que ouvimos falar, ou um número estatístico, passando a ser de certo modo a nossa dor também.
Vinícius, o filho de minha xará Renata, que conheci através dos Blogs quando estávamos grávidas, e pessoalmente ano passado quando fui ao Espírito Santo, cerca de 10 dias atrás foi diagnosticado com Leucemia, orem por ele e família, tá?
E deste então minha cabeça tem andado por caminhos distantes, me fazendo pensar na vida, questionando os porquês, massacrando os enigmas da vida, e aproveitando cada momento com minha filha, porque me dei conta que não tenho garantias de por quanto tempo terei isto, pode ser até o fim dos meus dias, assim como também pode terminar agora...
Logo que eu soube da leucemia, Luiza ficou doente, passando a sexta meio estranha, chorosa, acordando toda hora, tossindo. No sábado piorou, ficou febril e quando eu percebi que a coisa evoluiria pra valer, levei ao PS para começar logo a medicação. Foi medicada, e mesmo assim um febrão se abateu a noite, durando até o dia amanhecer. Isto acentuou minha percepção de fragilidade da vida, me fazendo pensar que naquele instante estávamos ali, mas quem poderia garantir que no próximo minuto assim continuaríamos?
Não se deve pensar nisto, porque enlouquece, pira, nos mostra como a supremacia humana não é tão superior assim, mas também nos ilumina, dizendo que tudo é mutável, passageiro, e se temos conhecimentos adquirido em anos de evolução, neste momentos é a hora do vale tudo, de correr atrás, de buscar a cura, e para nos sustentar nesta longa caminhada, fazer o uso total da fé, que nada mais é que do que o "firme fundamento das coisas que não se vêem, mas se esperam."
Desde que tive aulas de genética, embriologia, tive a certeza que o corpo humano em toda sua perfeição, onde cada célula executa sua função com precisão, é sem sombras de dúvidas a maior criação divina.
Gerar um bebê é algo sensacional, mas parí-lo com saúde, perfeito, isto sim, é o milagre da vida, que quando algo minúsculo, mas minúsculo mesmo, sem motivos aparentes, ou por propensão genética, ou outros fatores, simplesmente deixa de executar sua função como deveria, expõe nossa fragilidade humana, de seres falíveis, como uma ferida aberta.
Saúde, doença, cura ou morte, coisas tão inversas, e tão ligadas.
Eu já estava abalada pela situação do Vini e na segunda-feira cheguei para trabalhar e fui informada que a filha de uma funcionária, 25 anos, 2 filhas (6 e 1 ano), teve um aneurisma cerebral, ficando 5 horas em casa caída, sozinha com a pequena, até ser socorrida e ir para a UTI, paralisada, ainda sem saber a extensão das sequelas.
Eu moro sozinha com Luiza, e o medo que algo me aconteça sempre bate em minha porta, mas contorno-o de outros modos, oro, peço a Deus que nos proteja, porque em alguns situações, é o que nos resta. Orar, pedir, acreditar e também prevenir e esta semana aproveitei para dar andamento em vários exames que eu precisava fazer a andava adiando.
Eu, que nunca tenho problemas para encontrar palavras, em momentos assim elas sempre me faltam. Só consigo associar a fragilidade de nossa vida a uma teia de aranha tecida com tanto empenho, linda, e exposta, podendo ser (inte)rompida a qualquer momento, por qualquer coisa.
A gente sempre se pergunta porque, né? E infelizmente para isto não há uma resposta exata, porém nem sempre tudo é ruim, porque são situações assim que nos possibilitam pensar, analisar, mudar, fazer diferente, viver realmente como se cada minuto fosse o último.
Vida... que tipo de vida você tem?
Responda a si mesmo, e com sinceridade...

P.S : Post sem pé, nem cabeça, mas exatamente do tipo desabafo, onde eu tentei botar para fora tudo o que tem rodopiado em minha cabeça nos últimos dias e me afligido horrores.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:23:26
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Terça-feira, Fevereiro 20, 2007
Bem Vindo a 2007
E finalmente o ano de 2007 se inicia para os brasileiros, afinal desde que o Reveillon se anunciou e passou, todos aguardavam o Carnaval para oficialmente se considerarem em 2007. Com isto, 2 meses do ano já se foram, e agora esperaremos o feriado da Paixão de Cristo, que antecede a Páscoa, para nos redimirmos totalmente dos pecados cometidos nos últimos 5 dias, para aí, de consciência limpa, fazermos 2007 acontecer, o que já não era sem tempo!
Analisando os próximos feriados que nos esperam, já que sou uma mãe prática, que precisa tomar algumas precauções com bastante antecedência quanto aos cuidados com a cria, concluí que é uma pena que Tiradentes cairá em pleno sábado, em compensação o Dia do Trabalho cairá numa terça, onde muita gente fará ponte, inclusive as escolas, mas eu não :(..., assim como farão com o Corpus Christi em uma quinta-feira. Transtornos, transtornos estes feriados meio no início e meio no fim da semana.
Julho chega sem feriados, porém com as férias escolares, que desta vez não serão um transtorno, porque também serão MINHAS FÉRIAS!
7 de Setembro em plena sexta??? Razoável, mas eu prefereria ele na quinta, pois no dia 8 aqui é feriado municipal, e um final de semana bem prolongado assim, não seria nada mal :P
12 de Outubro e 2 de Novembro também numa sexta, MARAVILHA de final de semana prolongado! Assim dá para se programar, curtir mais e descansar, se bem que provavelmente nesta época eu ainda estarei me recuperando dos gastos com minhas férias e aniversário da Luiza.
15 de Novembro, olha a quinta-feira aí de novo gente!E como o próximo ano será bissexto, os feriados da quinta deste ano, no outro cairão TODOS no sábado! :/ Então aproveite BEM os feriados deste ano, porque no próximo, eles serão um tanto quanto escassos, caindo aos sábados e domingos... ai como sofro por antecipação.
Natal e Reveillon na terça-feira e acabou-se o ano, esperando o próximo Carnaval, que cairá bem mais cedo, no dia 5, para finalmente 2008 alavancar... Isto é Brasil, e eu ADORO, mas é claro que as vezes também odeio rs...
Querido Diário
Já tem algum tempo que não inicio um post assim, né? Realmente tenho andado sem vontade de narrar os acontecimentos diários em suas miúcias, e também porque ninguém merece saber em detalhes, que horas acordei, o que comi, o que fiz, o que deixei de fazer, onde fui, com quem, como, etc e tal. Confesso que detesto aqueles textos sem paixão, sem intensidade, sem magia, sem atrativos extras, do tipo lição de casa feita de má vontade, como algo assim: "ontem acordei as 10, almocei macarronada, depois levei fulano ao parquinho, que brincou na areia com um baldinho amarelo, fomos para casa tomar banho, lanchamos pão com requeijão, leite com nescau, ele dormiu e eu vim aqui escrever para vocês", maçante, e sem tudo o que citei, fica literalmente o SEM graça e eu clico no X vermelho ali no canto direito sem dó. Talvez seja por isto que eu tento evitar o Querido Diário sempre que possível, e quando ele começa a ficar frequente demais por aqui, pode ter certeza que a inspiração anda escassa nesta cabeça.
Não fiz planos antecipados para o feriado, que não foi tão longo assim, já que revezei com a que trabalha comigo e cada dia foi uma das duas, ficando a terça pra mim. Confesso que pelo tanto de coisas que fiz, estes 3 dias renderam muito, como se tivessem sido os 5 como foi para a maioria de vocês.
Segunda-feira da semana passada, minha tia de SBC veio para cá com minha prima e o neto, e na sexta o candidato a futuro genro chegou para se reunir a elas.
Apesar da vontade de comer um costelão de forno a Moda da Rêca, eu definitivamente desanimei no meio da semana para cozinhar e todo o resto, graças a TPM, não tão avassalaroda, mas muito prostrativa, me fazendo só querer dormir e deixando isto para sei lá quando, chamando todo mundo para ir em uma pizzaria na cidade vizinha, onde há tempos eu queria voltar e nunca dava certo.
Cheguei em casa na sexta, depois de ter passado um bom tempo observando Luiza em seu bailinho escolar de Carnaval, aliás chegar mais cedo para buscá-la e ficar observando sua interação com o ambiente em que passa a metade do dia, toda feliz, é algo que adoro, ainda mais com ela toda animada com os apetrechos que havia feito, encontrando Flávia de índia no meio do caminho, e carregando as foliãs para casa, para chegar lá e cairmos todas na piscina, onde os hóspedes já estavam, porque o calor andou e anda torrante e escaldante. As crianças dormiram de cansaço, e mesmo assim resolvemos sair. E lá foi a tropa para dentro do meu carro, eu, Luiza, Goca, Flávia, Tia Jane, Prima Gabriela, primo 2º Gabriel e passamos na rodoviária para capturar o candidato a genro, denominado Edi James, que nos rendeu altas brincadeiras com onome do menino.
- É seu?
- Não, "é di James"... auhauhauhauhuahau - coitado do garoto.Família sem noção e de humor negro é dose.
Sábado, claro que iríamos para a chácara, porque o Goca estava devendo um churrasco caprichado para minha tia, e comida, sossego, piscina era tudo o que queríamos, apesar de haver isto em casa, na os outros é mais gostoso, e lá ainda tem um verdinho para gente curtir a paisagem e relaxar.
Dia todo na piscina, e agora que Luiza entra e sai sozinha, vai lá, pula na água, brinca com o outros, cansa, sai, volta, sem precisar que eu fique lá dentro o tempo todo com ela, apenas do lado de fora de olho, isto é ótimo, porque antes eu saía da água toda dolorida do esforço de segurá-la e tomar tanta pesada nas tentativas dela nadar.
Só fomos embora as 18:30 porque Luciana e João já estavam no portão de casa esperando, ela, minha amiga de net da era pré-Luiza, e real a partir da festa de 1 ano. João o noivo, que entrou bem depois na história, mas agora tão amigo (pra não dizer palhaço) e já de casa, que serei a madrinha dele no casamento em abril de 2008.
Casa cheia, aquele auê, muita risada,falação alta, tanto que estou meio rouca de tanto elevar a voz para ser ouvida. Cidade pequena é uma coisa para sistema delivery, ou você pede pizza, lanche ou pastel, ou pastel, lanche ou pizza! Pizza de novo, ecat..., já que a pizza do dia anterior ainda era algo bem recente, porque em 5 adultos que comem BEM, mais 3 crianças, não deram conta de uma pizza, sobrando ainda 3 fatias para trazer na marmita hahahahahaha. Neste lugar é assim, todo mundo sai de quentinha na mão, porque não dão conta de liquidar a super pizza lá mesmo.
Eu e Luciana havíamos combinado no meio da semana de irmos ao Wet'n Wild para conhecer e aproveitar o calor, e no fim acabou indo todo mundo; eu, Luiza, Flávia (praticamente a adotei nestes dias), Luciana, João, Jane, Gabriela, Gabriel e James. 50 minutos daqui de casa, por pista que o tráfego flui fácil, sem estresse, uma delícia, exceto pelos 23 reais de pedágio.
Chegamos lá logo que abriu, e quando vi aquele mar de gente na portaria, o estacionamento enchendo sem parar, dei uma desanimada, porque tenho horror a multidões, mas no fim foi uma delícia, entramos logo, e curtimos muito.
Só enfrentei fila para comprar comida, já que desta vez deixei os toboáguas de lado, brincando muito com as meninas e não perdendo meu tempo esperando para uma queda de 15 segundos. Foi um dia e tanto, porque só saímos de lá bem depois das piscinas fechadas, que eu ainda me recordo constantemente, já que, apesar de todo meu bronzeado, mais camada de protetor solar repetida várias vezes ao dia, eu ainda sinto minhas costas arder.
Luiza ainda não paga, por uma questão de 2 ou 3 centímetros, e brincou tanto, mas tanto, mas tanto, que as 5:30 dormiu, indo até as 7 no dia seguinte, com uma acordada de 10 minutos no meio para mamar, que eu aproveitei para dar um banho relâmpago e uma hidratação intensiva com óleo na menina clorada.
Era uma graça ver ela toda feliz, como se nunca tivesse visto piscina, nadando de um lado para outro, descendo sozinha no escorregador, sendo a menorzinha da fila, e mesmo assim toda destemida, se virando no meio da queda, caindo com tudo na água, e saindo nadando-pulando, e ainda ficava brava se alguém tentava ajudá-la ao final da queda quando mergulhava, porque queria sair nadando e pulando sozinha. Aquele monte de pais lá esperando a criança escorregar para aparar antes de cair na água, e ela querendo mais é cair com tudo rs...
Havia uns baldes que enchiam e quando derramavam, aquilo caía na cabeça com uma força, que quase destroncava meu pescoço, e a menina queria ficar embaixo, olhando para cima meio que tapando o olho, para ver quando ia cair, e adorando aquela violência da água em cima dela. Eu heim.. Nadou muito na correnteza, nem sei quantas voltas demos no parque, e ainda me dizia sem medo:
- Meu pé não alcança, eu vô megulhá.- ela e suas bóias de Hello Kitty inseparáveis no braço.
Na volta, compramos comida no meio do caminho, esfihas drive-thru, onde seriam, 10 de carne, 5 de frango e 30 de queijo, e só no meio do caminho, o outro carro responsável pelas esfihas de queijo, abriu a caixa devido ao cheiro que não era de queijo, para constatar que eram todas de CARNE também. Ficou por isto mesmo, porque voltar para trás não dava e o cansaço já tinha abatido a galera.
Chegamos em casa umas 8:30, atacamos a comida, fomos tomando banho aos poucos, e as 23 todos já estavam reclusos em seus aposentos, porque a segunda-feira seria um replay de sábado, com um diferencial, o número de pessoas dobrado.
Eu adoro ficar em casa no meio da semana, ligar a televisão e ver aquela programação que nunca vejo, que faz parecer que estou em dia errado. Dar bom dia a Ana Maria, ver a Xuxa, desenhos, que me fazem pensar e suspirar: "Hoje é segunda e não irei trabalhar. Que delícia...Hmmmmmmmmmmm..."
Tínhamos que ir ao mercado, mas antes disto esperar minha amiga VirtuREAL Dani Apolinário chegar com a família, que há tempos vinha enrrolando para voltar aqui, e aproveitou a viagem de levar a mãe embora, para passar aqui na volta, pena que não ficaram para curtir um pouco da terça também, mas a segunda foi até o final.
Sol, calor, churrasco, comidas, bebidas, piscina, chuva, chuva com piscina, e o pessoal se divertiu muito com esta combinação de coisas, só indo embora para minha casa quase as 19, porque queriam passar no mercado para comprar os ingredientes para Tia Jane fazer goiabinha (beliscão), o que fizeram até quase as 23.
Luiza, Thaís, Flávia e Thiago brincaram muito, quando Flávia foi embora, Thiago capotou no sofá, e as pequenas continuaram brincando, só parando quando foram embora quase meia-noite.Eu nunca havia visto Luiza brincar tanto, ainda mais sem dormir durante o dia.
Aqui ninguém caiu no samba, porém folia tivemos de monte, e em ótima compania.
Agora é botar a casa em ordem, reestabelecermos nossa rotina e finalmente encaramos 2007, em um clima tão bom quanto estes últimos dias. Feliz Ano Novo à Vocês, que venha 2007!
Fotos? Além destas aí embaixo, existem muitas outras no FotoBlog, e ainda há um video da Luiza escorregando sozinha no Wet'n Wild aqui.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:22:11
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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007
Filhos = Marcas da e NA Vida
Diálogo Surreal Matinal
7:15 da manhã, e isto não tem nada haver com o hit do Jota Quest, mas sim com uma pequena menina que neste horário já estava totalmente acordada, com as baterias regarregas e louca para conversar.
- Mãe, me dá real? - Luiza me disse domingo de manhã
- O que? - eu havia entendido mas baratinada de sono esta resposta era mais simples.
- Me dá dinheiro. - ela repetiu a pergunta de modo diferente.
- Pra que? - tornei a perguntar quase monossilábica.
- Pra eu comprá!- a consumistinha me disse.
- Pra ter dinheiro tem que trabalhar, ganhar tutu. - eu repliquei já achando graça na conversa.
- Eu não sou mãe... - ela me respondeu com um muxoxo, ou seja, como ela não é mãe, ela não precisa trabalhar e eu que tenho que dar dinheiro à ela, esperta esta pequena, né? E eu nem sabia que ela tinha conhecimento do nome de nossa moeda "Real", ai, ai...
Isto de não sou mãe não é novidade, porque a primeira vez que ouvi foi em uma brincadeira nossa, de fazer comidinha, que ela adora:
- Luiza faz papá pra mim?
Ela foi lá e fingiu que fez, como sempre brincamos, aí eu disse:
- Faz papá pra mim Lu, mas eu quero de verdade.
Ela foi lá e tornou a fingir que me trazia comida.
- Não quero este, quero papá de verdade! - eu disse.tornei a repetir.
Ela me olhou bem, pensou e disse:
- Eu não sou sua mãe! - com uma carinha bem de esnobe e eu rachei de rir rs...
Pra ela é tudo assim, obrigações de mãe são minhas, e ela como não tem filha, não tem obrigações além de brincar e curtir. Certa ela, bons tempos aqueles em que eu só era filha : )
Quem me conhece, sabe que já reclamei muito da maternidade, que desconjurei a sociedade secreta de nossas mães que nunca nos revelaram a verdade por detrás de um sorriso singelo desdentado, e por isto falar a verdade sobre a maternidade e revelar suas agruras é minha missão rs... mas como hoje a fase mais negra já passou e vivemos bem, também tenho o prazer de relatar aqui tudo o que temos vivido, e como consigo me deliciar com coisas pequenas, como estas situações acima, com observações sobre minha casa, que assim como eu, mudou muito após a chegada de Luiza.
Não consegui dormir enquanto não vim esboçar isto aqui, em pleno final de domingo, 23:52 o relógio me olhava acusadoramente, me lembrando que no outro dia seria segunda-feira, mas minha cabeça fervilhando, com algo que pensei o dia todo, mas não consegui digitar, não me deu trégua, afinal inspiração não é algo com hora marcada para chegar, né?
Em minha sala de visitas há uma barraca amarela do Looney Tunes amarda, coisa impensável há 3 anos e meio atrás, cheia de brinquedos dentro, com alguns saindo para fora e não tem me incomodado em nada.
Minha sala de TV há tempos virou um reduto de brinquedos, dentro da estante que foi desocupada para eles que não ficassem tão espalhados, coisa que não resolveu muito, já que eles atualham todos os cantos da sala, e parte do banheiro anexo a ela.
Na cozinha pendurada em uma cadeira há minha bolsa do dia-a-dia, na cadeira ao lado há duas outras bolsas, uma em forma de Poodle, e uma outra rosa, minúscula, cheia de lacinhos e carinha de menininha.
Toda vez que uso a tolha de rosto em meu banheiro eu sorrio, porque pendurado no porta toalha, também há uma camisetinha de boneca, e eu nunca lembro de tirá-la, na verdade eu acho que gosto de ver aquilo lá, porque sempre penso que preciso tirar, não tiro e acabo sorrindo ao vê-la lá.
Meu armário de copos tem dois andares, e o de baixo agora só tem copos plásticos, mamadeira, garrafinhas desenhadas, ou seja, nem o armário passa imune a chegada dos filhos.
Agora é tudo assim, um meu, um dela, seja na pequena escova de dentes ao lado da minha, nos tubos de pasta diferenciados, nos cremes hidratantes adulto e infantil, nas toalhas de banho lado a lado peduradas no box, pequenos detalhes de nós duas...
Nos preparamos para a chegada de um filho montando um quarto, como se somente aquele cômodo da casa fosse recebê-lo, quando na verdade deveríamos criar novos espaços para tudo, já que um bebê literalmente preenche uma casa. Eles chegam com estardalhaço e aos poucos é que nós vamos inserindo-os completamente em nossas vidas, nos adaptando àquele novo membro da família, porque o nascimento radicaliza tudo, mas é no dia-a-dia que as coisas vão mudando sem que a gente se dê realmente conta.
As marcas registradas deles vão ficando pela casa, seja no brinquedo no meio do caminho, ou marcas mais profundas, como a falta dos cantos das paredes, levadas pelas passadas de carrinhos, a tinta faltando na parede, que foi muito esfregado para remover rabiscos, aquele bibelô que por anos ocupou um lugar na mesinha da sala e um dia sumiu porque alguém espatifou-o no chão.
Filhos são assim, marcam nossas casas e vidas para sempre!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:20:16
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Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007
Luiza & Situações
Eu tenho sentido necessidade de escrever, porém a inspiração anda baixa, a vontade menor ainda, e com isto as idéias ficam martelando, implorando para saírem da cabeça.
No meio do dia-a-dia, várias situações me fazem pensar que aquilo daria um bom post, mas o dia acaba sem que eu consiga escrevê-lo, ou ao menos fazer uma anotação para escrever depois, aí acabo esquecendo ou o assunto perde a graça, porque post bom mesmo são aqueles inspirados, que os dedos voam pelo teclado sem que você se dê conta, tentando acompanhar as idéias que fluem natural e livremente, sem precisar que você se obrigue a fazer sinapses.
Luiza anda uma coisa de tão engraçada, com umas tiradas ótimas, um vocabulário e pronúncias avançados demais para a idade dela, me fazendo rir, ficar de boca aberta e ao mesmo tempo já nostálgica, ao ver que meu bebê não mora mais aqui. Outro dia fomos em uma pizzaria e a garçonete trabalha em outro lugar com uma amiga minha, que comentou que havíamos ido lá no sábado, e ela explicou quem era, pra moça responder assim:
- Ah, da meninha superdotada?
- Hã? Superdotada porque? - perguntou minha amiga
- Porque ela é pequena e fala demais, tudo direitinho.
Espetem uma mãe inflada de orgulho aqui gente hahahahaha
Vendo Luiza e observando crianças da mesma faixa etária, noto como eles absorvem as coisas do cotidiano, situações do meio em que vivem, fixando algumas mais que outras, demonstrando assim suas preferências e escolhas, cada vez mais maduras. Algo que achei muito fofo foi o Otávio da Lelê afoito para fazer os serviços domésticos, sendo que a menina daqui de casa nunca deu sinal algum de algo do tipo. Simples, nunca me viu fazendo nada do tipo hahahahahahah
Ontem, eu disse a ela que fui ao banco e lá havia uma menininha de 5 meses, fofucha e careca, igual ela era de faixinha na cabeça e tudo. Hoje de manhã enquanto eu ajuntava nossas coisas para sairmos, ela me perguntou se eu iria trabalhar, eu disse que sim e aí entendi a preocupação dela, que me afirmou que então eu não iria ao banco ver a menininha e sim trabalhar. Eu demorei um pouco para assimilar do que ela estava falando, porque na verdade foi apenas um comentário que fiz com ela ontem a noite, dizendo que estava com saudades dela pequena.
As manhãs são sempre mais produtivas e surpreendentes, provavelmente devido ao frescor cerebral do momento. E mais uma cena da semana foi ela tomando uma bebida fermentada de caixinha, quando terminou, tirou o canudo, que é daqueles curvos com a dobra sanfonada, colocou ele em cima da mesa, com a pontas sobre o tampo, fazendo um V invertido, e me disse:
- Olha, parece uma ponte.
- Hã? Parece o que? - perguntou a mãe abestalhada
- Uma ponte, e a ponte caiu - disse soltado o canudo.
hahahahahahahaha até agora eu ainda não me recuperei da história da ponte rs....
Aliás, eu tenho pensado se já algum sangue de engenheiro nas veias de Luiza, que outro dia vendo uma foto de uma criança dentro daqueles túneis de passar por dentro engatinhando, olhou e me disse:
- Olha, o túnel.
É, ela sabe o que é túnel, ponte, e me disse que as grades do ralo do quintal eram igual o trilho do trem hahahahahaha
Luiza esperando na calçada eu fechar o portão, olho pra ela parada com as pernas abertas,que me fala:
- Passa por baixo - apontando para o meio das pernas dela (tem foto da cena ali embaixo)
- Não cabe eu aí Lu - respondi.
- Agora cabe - falou ela abrindo mais a pernas e quase fazendo uma abertura perfeita.
hahahahaha até parece que iria caber.
A gente olhando as roupas novas que eu havia comprado pra ela, que pegou uma daquelas caixas de presentes que lojas de departamento usam, enfiou a mão dentro e fez alguns movimentos dizem:
- Olha, o meu pantofe.
- O que? - eu perguntei já deduzindo o que ela queria dizer.
- PANTOFE! (fantoche)
huahuahuahuahuahuahuahua
Outro dia fomos na casa de uns amigos que moram 2 quarteirões abaixo de casa, eu coloquei-a na cadeira, mas não prendi, porque era muito perto. Quando fui fechar a porta do carro ela me chamou e disse:
- Prende eu, senão eu caio.
Pior que ela estava certa, né?
Ela sentada, abrindo e fechando as pernas, dizia:
- Abre o livro (abrindo as pernas).
- Fecha o livro (fechando).
- Quem te ensinou isto Luiza? - eu perguntei.
- O Goca - disse ela.
E foi mesmo, porque sempre que ela está de perna aberta ele diz:
- Fecha o livro Luiza.
Eu sempre compro bijus da Ana da Laura, cada coisa linda que eu nunca resisto, uma coisa muito louca, porque este mês eu ainda nem tinha pago o que havia escolhido e já estava aqui em casa, isto que é confiança, porque nunca nos falamos a não ser via email e comentário de blog. Luiza viu, abriu a caixinha, olhou bem e disse:
- Aiiiiiiiiiiii, que lindo seu "colá" mamãe!
E era lindo mesmo, eu recomendo!
Sempre que eu abro a porta de manhã a Beth vem ao nosso encontro. Outro dia ela parou no meio e ficou olhando pra Luiza, que chamou:
- Vem aqui Beth, pra eu te fazer um carinho.
A mudança de escola eu achei que fez muito bem à ela, pois tem desenvolvido novas habilidades, aprendido novas músicas, se inteirado completa e muito a vontade com a nova didática, aparecendo sempre com algo novo, seja na fala, nos movimentos, no modo de agir. As professoras, sim, ela as chama de professoras, porque lá tem aquele negócio de "tia", elogiaram muito minha pequena, dizendo que ela tem uma sede de aprender que dá gosto, que é toda aplicada, esforçada, um encanto, xodózinho da escola e séria candidata a mascote já que é a mais nova da turma.
Perdeu o medo de ficar na piscina com as bóinhas de braço, porque antes eu soltava e era um desespero, porque ela não entendia que tinha que ficar com a cabeça pra cima, o pescoço firme, para não entrar água pela boca.Agora que descobriu isto, parece um golfinho dando cabeçadas e um peixinho mexendo as perninhas feito doida, para ir de um lado para o outro na piscina.
Está cada dia mais mocinha, fazendo exigências quanto ao modo de vestir, as músicas que quer ouvir, o que quer assistir em DVD como ela mesma diz, comendo que é uma maravilha e desfraldada há um tempinho, com acidentes esporádicos e cada vez mais raros.
Eu pretendia falar mais sobre o desfralde, mas na verdade não sei o que dizer exatamente, começou em Novembro, na antiga escola, passava o dia de fralda e eu mandava várias calcinhas, lá começou a pedir para fazer no vaso, mas em casa não vazia e eu tinha pena de deixá-la de fralda com o calor todo. Foram muito xixis no chão, eu me estressei muito, aí acho que ela meio que traumatizou, fazia com os outros, mas não comigo, aí desencanei e a coisa fluiu. Agora ela pede mesmo, o coco demorou mais e só de uns 10 dias para cá deslanchou, ela tem pedido sempre, seja xixi ou coco, e dorme sem fraldas numa boa, eu colocando-a para fazer xixi quando eu vou deitar e logo que acorda de manhã.
Esta noite eu dormi mal e para ajudar ela acordou muito cedo, ainda estava escuro, eu me irritei e briguei com ela, que chorou, ficou lá deitada no canto dela choramingando até parar, depois veio, me deu um abraço, beijo e ficou lá juntinho. Quando chegamos em casa eu conversei com ela, expliquei porque briguei, ela ouviu, pensou bem e depois abriu os bracinhos, dizendo:
- Um "abaço".
E só para esclarecer, eu não estava revoltada, nem de mal com a vida no post abaixo, apenas um pouco-muito de saco cheio de tanto pepino. Hormônios, o que é ruim se torna péssimo com eles, e o que é bom, mais ou menos rs...
P.S : Depois de séculos, atualizei o FotoBlog, e tem muitas outras fotos de nossos últimos dias lá, assim como no VídeoBlog tem Luiza destemida pulando na piscina sozinha.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:22:15
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Sábado, Fevereiro 03, 2007
O Médico ou o Monstro?
Quem não me conhece bem, em uma primeira impressão ao vivo, sempre me acha calma, tranquila, sossegada, ou então antipática, seca, chata, porque na maioria das vezes algumas destas duas situações é o que eu aparento ser. Percebo que com o passar dos anos, me torno cada vez mais intolerante e impaciente, e geralmente isto se manifesta diante de perguntas imbecis ou atitudes que considero inadequadas, sendo que a pessoa nem percebe o porque da minha rosnada básica e irritação latente.
Há muito tempo, alguém sábio disse: "As aparências enganam" e isto se encaixa muito bem à minha pessoa.
Transformar uma amizade virtual em real é algo que sempre me deixa desconfortável, porque sou boa com palavras escritas, mas medíocre quando elas são faladas, ainda mais acompanhadas de uma presença corporal que pode demonstrar sinais de desinteresse, quando na verdade é insegurança, medo de desagradar, decepcionar, de não saber o que dizer, fazendo anos de contato não passar de um fábula moderna, em forma de BlogMãe. Então eu garanto, sou sempre melhor aqui do que ao vivo.
Ultimamente pararam de me taxar de antipática e sisuda, algo que ocorria há anos, talvez porque eu fique com uma cara muito brava quando estou séria, e acabei virando a tranquila, light, boazinha (ui credo!), algo bem contraditório para quem se considera o cúmulo da impaciência, da falta de boas maneiras,e principalmente do estresse, que faz com que eu estoure rapidinho. Estou tentando mudar, porque meu corpo tem manifestado os sinais de um colapso eminente de vários modos, seja na forma de uma TPM avassaladora, uma enxaqueca do cão, os hormônios em parafuso, ou a imunidade com níveis mínimos, tudo isto fruto desta rotina louca de mulher moderna, que concilia trabalho, filha, casa, cachorra, amigos, projeto de vida social e afins, e são estes afins que tem acabado comigo.
Apesar de ser um tanto quanto estressada demais, mesmo já tendo ligado o F***-se há anos, ainda sou do tipo que fica elétrica e não consegue desligar dos problemas ou situações, pensando repetidamente nas coisas, maquinando o que pode ser feito, sofrendo por antecipação, ou então faço o oposto, desligo geral, apago qualquer referência ao problema, ignoro, finjo tão bem que ele não existe, que eu mesma acabo acreditando, deixando as coisas explodirem, e eu dizendo apenas: Alguém ouviu este estrondo? O que será que foi? rs.... Depois quando me dá coragem, eu corro atrás para consertar o estrago, no geral tendo menos dor de cabeça do que se tivesse encarado o negócio de frente e travado uma luta praticamente perdida.
Um exemplo de um afim que me tirou noites de sono, que me custou muitos neurônios, que me fez perder um dia de trabalho e principalmente a paciência com meu pai, aconteceu nesta semana, quinta-feira.
Lá fui eu, levei Luiza 15 minutos mais cedo para escola, voltei voando para casa, deixei o carro na garagem e fui até a avenida pegar o ônibus para Campinas. Porque de ônibus? Porque não sei andar lá, porque me estresso dirigindo, porque tenho pavor de ficar perdida e principalmente porque ODEIO ter trabalho extra para chegar em algum lugar, ficar rodando até achar, procurar vaga para estacionar, manobrar e sinceramente, trânsito é algo que me irrita PROFUNDAMENTE, onde xingo, grito, faço gestos obscenos ou de impaciência, estravasando de algum modo meus vários níveis de stress.
Cheguei onde precisava as 8:55 da manhã, depois de ter descido na rodoviária e pego um táxi até meu destino, e qual não é minha cara de tacho refletida no vidro insufilmado, ao ler num cartazete: Horário de Atendimento ao Público, das 13 as 17:00, Senhas a partir das 12:30. Eu queria morrer e matar um, porque por dias tentei ligar neste lugar e não consegui falar, estando o número errado, que outra repartição pública havia me dado em um papel impresso. Isto é Brasil...
Cidade grande, 3 horas e meia para matar, o que fazer? Shoping é claro! Táxi por favor, o shoping mais perto. E lá fui eu, em plena quinta-feira de manhã, enquanto a maioria dos mortais necessitados trabalhavam, eu batia perna no shoping, e fazia comprinhas, porque não sou de ferro, e que mulher resiste a promoções de final de estação? Ainda mais eu, consumidora assumida rs...
Confesso que foi uma manhã deliciosa, e não imaginei que numa situação que tinha tudo para ser ruim, acabou tendo algo muito bom, me aliviando para enfrentar o que viria depois. Eu estava precisando dar uma relaxada deste tipo, bater pernas sem pressa, sem criança exigindo atenção, podendo olhar vitrine, escolher, escolher, desescolher e comprar, comprar,comprar e como disse Luiza: "Quanta roupa!"
Não é dando que se recebe? E digo isto sem qualquer analogia sexual que esta frase poss vir a ter hahahahaha, mas é que outro dia fiz uma limpeza nas gavetas da Luiza, coisa que eu estava adiando há meses, e que tristeza ao organizar tudo e terminar com duas gavetas vazias e duas sacolas enormes cheias de roupas para dar. Doei tudo, e estas compras todas foram para repor o que se foi, e claro, dar um up em nosso guarda-roupa.
Voltei ao centro na cidade, não consegui resolver o que precisava, mas me disseram onde procurar a solução e hoje pela manhã consegui quase que resolver o problema, crendo que na segunda-feira tudo terá terminado, depois deste circo todo. O que seria isto que tanto me apurrinhou? Pendências jurídicas do meu pai, decorrentes de uma empresa não fechada, que acumulou impostos, e mesmo agora estando tudo pago, o processo continua correndo, chegando a intimação para leilão de bens, no caso, o terreno da minha casa hahahahahahaha É tão trágico, que chega a ser engraçado rs... e um humor negro como o meu, acaba sendo útil em situações assim rs...
Andando por Campinas, vendo a paisagem correr pela janela do táxi, fiquei pensando na minha vida de pacata cidadã, que apesar de ter nascido no ABC, se sente uma estranha em metrópoles. Porque eu me sensibilizo com os ambulantes do sinal, porque eu sofro com o pedinte da rua, porque aquele tropéu de gente indo e vindo me sufoca, porque aquela imensidão de prédios e comércio faz com que me sinta minúscula, que por mais que eu ande, jamais chegarei a lugar algum, e acabarei sem energia no meio do caminho.
Coisa louca, né? E quem disse que a sanidade é meu forte?
Eu adoro os 6 minutos que demoro de casa até na escola de Luiza, precisando de apenas mais 6 para chegar ao meu trabalho. Porque eu gosto de conhecer todo o centro da cidade e saber onde posso encontrar exatamente o que preciso. Porque me alivia o fato de amigos poderam buscar Luiza na escola caso eu não possa, porque aqui nada é longe o bastante. O shoping mais perto fica há 10 minutos de carro, isto porque é em outra cidade rs...Porque eu adoro não me preocupar MUITO com bala perdida, assaltos, sequestro, sabendo que isto existe, mas Graças a Deus ainda estão um pouco distantes de nossa realidade. Porque me conforta saber que numa necessidade de cidade grande, São Paulo está há apenas uma hora daqui, Campinas e Sorocaba há meio hora.
E ainda dizem que a criação não interfere tanto assim no modo de ser de alguém. Eu cresci em SBC, mas passei minha adolescência toda em uma cidade minúscula, daquelas que você brinca na rua até as 10 da noite, que pede açucar para o vizinho, que deixa seus filhos com eles, que empresta o telefone, que a rua toda sabe da vida de todo mundo, aliás, a rua não, a cidade, onde não havia serviço de carteiro, a gente é que ia até o correio buscar a correspodência rs... Voltei lá algumas vezes, sendo a última quando estrava grávida de 3 meses. Hoje aquilo é demais pra mim, ou melhor, de menos, afinal cidade sem banda larga, não é cidade, né? rs... Fico com o meio termo, cidade pequena, no meio de cidades grandes.
Ainda não decifrei se tenho medo da cidade grande, ou pavor mesmo rs.. medo do desconhecido. Sei lá.. só sei que sou assim rs...
E só para avisar, coisas que me irritam absurdamente: TPM, perguntas idiotas, coisa mal feita, telefone, má-vontade, falta de dinheiro, mal-humor alheio e próprio, burrice, ser acordada, dirigir muito, minha gula, serviços domésticos, ser mandada.
E para finalizar, e me deixar ótima, nada melhor que Luiza feliz, COMPRAS, fotografia, dinheiro no bolso, contas pagas, ausência de problemas, computador, amigos, um bom livro, orgasmos, comida e o blog em dia!
AME ou DEIXE-ME!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:00:46
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