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Renata, Rêca, Rê, Mãe Solteira, Solteira e a procura. 29 anos, nascida em 25/06 do longíquo ano de 1979. Teoricamente sob o signo de câncer, apesar de não botar fé nestas coisas.
Complicadíssima, com um gênio forte, e um humor tão variável conforme os níveis de hormônios circulando pelo meu corpo. Com uma tatuagem em cada pé, uma no pescoço, Luiza no ombro e outras planejadas para o futuro, que espero seja próximo.
Paulista do Grande ABC, há mais de 6 anos refugiada no interior de SP, depois de já ter morado no Paraná e Japão.
Nutricionista por acaso do destino, gerente de unidade, ou seja, Restaurante Empresarial, escritora por paixão e fotógrafa por compulsão.
Mãe da Luiza, que só nasceu depois de 41 semanas e 3 dias, de parto normal, que doeu pra cacete, como resultado de uma aventura. Depois disto, minha vida nunca mais foi a mesma, e temos uma relação tipo matrimônio, na saúde e na doença, nas noites maldormidas, nas birras, nas descobertas, e maravilhas do dia-a-dia juntas em todos os momentos, até que a vida nos separe. Temos uma cachorra chamada Beth, muitos amigos, uma família que no momento deixou o outro lado do mundo e vive com a gente, numa casa de 5 banheiros.





Luiza,Lulu,Luli, Lu, Shumi, quase 4 anos, nascida em 22/08/2004, sob o signo de Leão, que por acaso ou não, é perfeito para sua personalidade forte, gênio nem sempre domável, ânsia de aprender, inteligência aguçada, paixão em ser o centro das atenções e grande entendimento, apesar da pouca idade.
Estudante de período integral, que apesar de cansativo, é o ideal a nossa o rotina. A Mãe trabalha, a Filha estuda, não dando trabalho a ninguém!
Menina esperta, que só dormiu uma noite inteira com quase 3 anos, quando foi despachada para a própria cama e quarto. Apaixonada pela vida, que curte intensamente a partir das 6:00 da manhã, e como compensação dorme lá pelas 20:30, tirando seu sono da beleza onde for preciso, no meio do barulho que for, seja em restaurantes, festas ou em casa.
Andou aos 11 Meses, falou antes disto, desmamou aos 22, desfraldou aos 29, aprendeu as letras do nome aos quase 3 anos e neste tempo muita coisa boa nos aconteceu, estando registrada em algum de nossos blogs, nos links lá embaixo.


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Sexta-feira, Agosto 31, 2007




Escrito pela:Rêca Zucher Hora:09:14
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Segunda-feira, Agosto 27, 2007


Eis os vídeos do Aniversário da da Luiza.Se não conseguir ver, acesse aqui ou aqui .





Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:38
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Quinta-feira, Agosto 23, 2007


Festa dos 3 anos

Quem me acompanha há algum tempo, este ano deve ter percebido que pouco falei sobre os preparativos do aniversário da Luiza, e se assim o fiz, não foi por querer manter o mistério e fazer uma surpresa, mas sim porque fiz tudo meio de última hora, depois de muito pensar sobre o que faria, como faria e finalmente conseguir agir no meio da minha costumeira leseira.

O tema estava definido desde o começo do ano, a partir do dia em que Luiza me disse que queria um aniversário de palhaço, porque fomos em um e ela amou, e eu por gostar muito do colorido da idéia, acatei! Claro que ela vacilou no meio do caminho, e quis mudar, mas aí as coisas já estavam encaminhadas e eu disse que não dava mais para trocar. Ela não causou nenhum problema quanto a isto e ficou bem contente em continuar sendo de "palhaço" mesmo.

Eu sempre gostei do tema Circo, e quem me conhece deve rapidamente deduzir o porque do gostar. Colorido, animação, tudo over, onde o excesso é que dá o charme? A minha cara, porque sofro horrores quando tenho que ser clean, básica, minimalista, discreta. Ai como dói!

Porque eu gosto é de mostrar que estou aqui e não passar desapercebida, mostrando a que vim. Longe de mim exibicionismo gratuito, mas fazer parte da mobília? Isto Não!

Tema definido, comecei a pensar no que faria, que tipo de festa iríamos ter. E resolvi que seria algo pequeno, para os mais chegados, em uma chácara, para se curtir muito e gastar pouco.

Pensei inicialmente em churrasco e fui atrás do lugar que estava na minha cabeça, procurei, procurei, e não encontrei nada viável financeiramente. Depois pensei melhor, cotei alguns buffets, mas a idéia de lugar fechado e 4 horas cravadas de festa não me agradaram em nada. Defini que seria em lugar aberto, mas não sabia exatamente o que ainda.

O Goca me falou de um cara, pra quem ele havia feito cartão, que alugava barraquinhas de alimentação e brinquedos, e também tinha um local bom para a festa, oRecanto Cia da Festa. Fui atrás e adorei o serviço, que combinava totalmente com o tema circo, e pra ajudar, acima de um certo valor, o local da festa era um bônus. Fechei com ele no início de Maio, na data que eu queria, porque prefiro fazer a festa antes que depois, e geralmente nunca tem a data que eu quero.

Definido o dia, comecei a trabalhar no convite, mas estava sem inspiração e detesto fazer as coisas por obrigação. Só depois de várias tentativas é que saiu algo simpático, que acabou sendo o oficial.

Na minha ida a SP no feriado de Corpus Christ, e numa volta relâmpago pela 25 "inferno" de Março, encontrei os porta-fotos de palhaço, e assim as lembrancinhas dos adultos estavam definidas. Detalhe que a foto eu só montei 3 semanas antes da festa, para ainda mandar revelar via web, e só então ensacar tudo e despachar os convites.

Quando eu estava montando a imagem para o porta-fotos, testando algumas coisas, Luiza viu e decidiu que queria o chapéu de mágico, e assim ficou, até porque eu já estava irritada em ficar recortando a cabeça dela e nunca ficar bom rs...

Apesar da preguiça e lerdeza, eu gosto de fazer estas coisas que domino razoavelmente, como o convite, lembrancinha, dar palpite na decoração, deixando tudo mais com a cara da Luiza e minha.

Passeando pelos blogs, resolvi visitar o Trevisart (olha o Merchandising gratuito Ilana!), e gostei dos vidros com fotos da criança, e ainda mais do preço. Encomendei para dar as crianças com bala de goma, mas depois de ver o tamanho dos vidros, achei melhor encher de doces variados mesmo, fazendo a alegria da criançada e a tristeza de mães como eu, que odeiam as sacolinhas surpresas cheias de coisas que em contato com a saliva, viram uma baba melequenta! Urgh!

Vidros encomendados, o afilhado João e a amiga Luciana, lá de Curitiba, foram os incumbidos da tarefa se receber os vidros lá e trazer até nós aqui, enconomizando 30 reais de frete.

Na semana de sair de férias e ir para o Rio de Janeiro é que fui ver a decoração, levando Gustavo junto para me dar mais idéias e conseguir passar para a dona da loja o que queríamos. Tudo definido, viajei e nada do orçamento chegar.Só chegou uns 3 dias depois que eu retornei, porque liguei lá para cobrar.

Como já estava em cima da hora e por gostar muito do serviço dela, fechei, mas fiz aquele descarte básico do que realmente queria e dava para pagar, do que não faria tanta diferença assim. Fechei a decoração e as toalhas e arranjos de mesa orcei mais barato em outro lugar.E só na semana anterior a festa é que realmente fechei e paguei tudo, com um empréstimo salvador da Super Tia, que este ano não participou da palhaçada, literalmente.

A lista de convidados montei baseada na dos que compareceram ano passado, excluindo quem tivemos pouco contato este ano, e incluindo as que tivemos mais, e também aquelas pessoas que apesar da distância e pouco contato, o carinho é imenso. No final consegui chegar em 65 convidados, para que comparecesse os 50 do pacote, me cercando de gente que realmente nos quer bem!

Foi o ano que mais tivemos crianças e uma outra parte da família compareceu pela 1ª vez. Para quem não sabe, somos de São Bernardo e Santo André, mas hoje em dia a parte de Santo André continua lá, mas a de SBC, nós aqui, minha família no Japão e a outra metade mora em Ribeirão Preto, que até não é tão longe, mas pagar só de pedágio 80 reais, é uma coisa a se pensar e MUITO rs...

Como sempre, as amigas que conheci por aqui e se tornaram constantes em nossas vidas não poderiam ficar de fora, e compareceram quase todas. As meninas daqui perto, Rejane com Amanda e Anna, Val e Rodrigo = Isadora, Karina e Fábio = Henrique, Laila com Manu e as de nem tão perto assim Danny Apolinário e Jean = Thiago e Thaís, Uiara e Douglas = Sueli , Luciana & João.

A família por parte de mãe foi representada pela minha avó, tia e prima, que também passaram parte do domingo conosco e foi muito bom! A família paterna, prima Gabi com "diJames", avó, tia, mais duas primas e um priminho. Que continuaram por aqui até segunda-feira a noite, onde se agregou no domingo, Tia Jane, com Thaís, marido e filho, e na segunda até tio Marcos, que eu não via há anos, passou por aqui para ver todo mundo, virando um circo familiar!

No sábado, dia 18, Luiza acordou sem noção de que dia era exatamente, e do que a esperava. Só quando eu disse que seria a Festa de aniversário a tarde é que ela pegou fogo, tanto que não quis dormir antes do almoço.

Acordei cedo e quando fui sair de casa para tomar café na padaria e depois ir pegar os arranjos de mesa e toalha, revelar umas fotos para o mural, mas quem disse que meu carro ligava? O coitada não dava nem sinal de vida, não acendia uma luz, nem engasgava. Nada. Tentei várias vezes e quando ia descer do carro para pedir socorro, ele ligou.

Fomos na padaria, tomamos café, na saída ele deu uma engasgada, achei que era algum curto do rádio e pedi pra tirar. Peguei tudo o que precisava e voltei pra casa, onde montei o mural, separei tudo o que iria precisar, para não esquecer na hora de sair, e na hora de ir para o lugar onde seria a festa, óbito do carro, sem chances de ressucitação.

Tinha que quebrar logo neste dia? Liga para a amiga, que passa o tel do cunhado mecânico, que indicou um eletricista, que demorou para chegar, e neste tempo eu já havia pedido uma carona para o "Vô Degá". 90 reais depois, e uma bateria nova, o carro voltou a viver!

Eu estava com um humor tão bom, que nem isto me abalou ou tirou do sério, foi apenas um transtorno de leve.

A festa foi perfeita! M A R A V I L H O S A!

Eu falei para Luiza pedir ao Papai do Céu que mandasse sol no dia da Festa dela, porque meu maior medo em escolher um lugar aberto era o tempo, mesmo tendo as tendas. Deus não só ouviu, como caprichou um monte, porque as 15 horas quando fomos para o lugar, o sol estava estralando e só umas 19 é que deu uma esfriadinha, porém bem menor do que andava acontecendo.

Coisa mais chique o povo todo de óculos escuros numa festa infantil hahahahaha

O espaço era ótimo e com o tempo bom, a criançada se divertiu até! Contratei uma equipe de animação ótima, que conheci no aniversário do Juca, e ao invés do Palhaço só fazer palhaçada, ele brinca e interage com os pequenos e nem tão pequenos assim o tempo todo.

Para começar ele se trocou e se maquiou com a ajuda das crianças, se transformando em palhaço aos poucos, vencendo um pouco aquele pavor que muitos têm. Brincaram de caça ao tesouro, coelhinho sai da toca, passar no túnel, acertar a boca do palhaço de madeira, pintura corporal, teatro de fantoches, esculturas de balões. E tudo muito gostoso e divertido, não deixando ninguém frustrado, mesmo quando era eliminado das brincadeiras.

Quando ele estava se arrumando, ela disse à ele:
-Eu fiquei com um pouco de medo de você, outro dia, né?

E no final da festa quando perguntaram do palhaço eu ouvi ela respondendo:
-É o moço, ele já trocou de roupa e tirou a maquiagem...
Nada boba esta menina, né?

Teve um momento em que parei e fiquei olhando a festa, gente sentada pela grama, adultos no tobogã, as crianças na caça ao tesouro, pessoas nas mesas, outras nas barraquinhas, todo mundo pra lá de confortável e descontraído.

Falando em barraquinhas, toda a comida e bebida foi servida assim, as pessoas iam até lá e enchiam os pratinhos ou travessinhas com o que queriam. Tudo frito, assado, montado ou feito na hora.

Como boa Nutricionista, eu não poderia pecar no cardápio, né? E para combinar com o tema Circo escolhi: Mini Cachorro-Quente, Pastéis (Carne, Pizza, Queijo), Churros (doce de leite e chocolate), Mini-Hambúrguer, Mini-Pizzas, Crepe Suíço Doce e Salgado, Salgadinhos (Coxinha, Kibe, Risóles, Bolinha de Queijo) e Algodão Doce.

claro que não poderia agradar a todos e ouvi muitas reclamações, do tipo: Comi Crepe demais, não posso nem ver!, Me entupi de Churros (né Val?), Comi vários mini-hambuguer!, Engordei uns 5 Kg hoje!, rs... todo mundo comeu, que se fartou e só fomos embora quando a comida acabou e começaram a desmontar as barracas hahahaha

O tempo passou muito rápido, cantamos Parabéns as 18:30, por causa da luminosidade para as fotos rs... mas ainda ficamos por lá até as 20:30, quando realmente a festa acabou.

A saída foi triunfal, Luiza deu tchau para sua festa, sendo que não queria ir embora, já havia estourado todas as bexigas da decoração e quando estávamos indo embora, vi que as colunas da entrada ainda estavam intactas. Pedi para o Goca prender no carro, já que eu estava presa no assento com o tabuleiro e uns 2 Kg de bolo no colo.

Prendeu uma coluna em cada lado do carro, e fomos para casa, pelo centro da cidade, ao invés de ir pela estrada que já sai perto de casa. João que ia atrás, nos ajudou com o auê, buzinando e quase nem chamando a atenção com um carro cheio de bexigas rs... E ainda tivemos uns colaboradores no buzinaço, terminando assim a comemoração dos 3 anos da Luiza!

Posso dizer que Luiza amou cada minuto, que aproveitou ao máximo, a sandália foi só para chegar ao local, porque depois nem vi mais, deixei ela livre para correr e fazer o que quisesse, fazendo meu papel de anfitriã com o maior sossego!

Se valeu a pena? Cada minuto, segundo e centavo e ano que vem? Tem mais é claro!

A história hilária para ser lembrada? Guilherme e Ingrit que foram parar na festa errada hahahahahaha

Texto longo? E ainda ficou muito coisa perdida nesta cabeça oca e alguns ajustes de edição farei depois.

E as fotos? Tem um Preview aí embaixo e no final de semana colocarei MUITAS outras no Fotoblog.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:23:14
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Quarta-feira, Agosto 22, 2007









Escrito pela:Rêca Zucher Hora:18:46
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Quinta-feira, Agosto 09, 2007


Férias, ah as férias...

Parte I (Porque o blogger rejeitou parte do texto por ser muito longo hahahaha)

Cheguei em Salto as 00:50 hrs da segunda-feira (23), e logo fui saudada com uma tempestade torrencial que durou até a quarta.

Quase morri de saudades do Rio de Janeiro, do sol que queimava, daquele calorzinho bom, de poder andar de shorts, tomara que caia, vestidos, dormir de pijama de malha ao invés de passar o dia agasalhada, embolorando dentro de casa, sem poder botar o nariz na porta devido a água que não cessava e depois ao frio que cortava e doía nos ossos, chegando a 7ºC as duas da manhã de sexta.

Parei de trabalhar na sexta (6), deixando aquilo lá um caos, e se não fosse pelas passagens marcadas, o ingresso comprado para a abertura do PAN, e o fim das aulas da Luiza, tenho certeza que as férias teriam sido adiadas.

Cheguei em casa e ainda fui para o aniversário da irmã da Maris, e só quando voltei, quase as 23 hrs é que criei coragem de fazer as malas. Fiz a da Luiza, depois conversei muito com o pessoal que estava em casa, e então fui fazer a minha, porque eu ODEIO fazer malas. Deitei as duas, para levantar as 6:30, tendo dormido muito mal, com medo de perder a hora.

Fui para o Rio dia 7(Sábado), para aproveitar junto com Taissa seus últimos 3 dias de férias, nosso vôo era para as 8:45 e só saiu as 10. Goca e Marcela que nos levaram para o aeroporto de Viracopos, 20 minutos daqui de casa e ainda tomamos um café por lá antes de entrar para a sala de embarque.

Luiza estava super eufórica, porque quando ela acorda de manhã, parece que ficou a noite toda na tomada carregando a bateria e parece um brinquedo com pilha nova, falando e pulando sem parar, aliás o ato de pular é um fato a parte, porque a menina quando está excitada não anda, saltita e pula o tempo todo, caindo sem parar.

Esperou o atraso numa boa, brincou, escreveu, e quando eu disse que nosso avião tinha chego, começou a pular e bater palma gritando:
- Ebaaaaaaaa... Chegô!Chegô!Chegô! - todo mundo riu no saguão e um homem comentou que só assim para não desanimar com o caos aéreo.

Tagarelou durante todo o vôo, fazendo a alegria dos passageiros, se remexendo na poltrona, vendo a revista, olhando pela janela. Lanchou numa boa, queria saber porque tudo lá embaixo era pequeno e quadrado, não aceitando muito bem minhas explicações e quando avisei que estávamos no Rio de Janeiro, ela só queria saber onde era a praia e cadê a areia. Ainda me soltou a seguinte frase quando o avião já havia pousado e estava parando:
- Eu peidei - e só ouvi risadas e comentários de como criança fala tudo, sem constrangimentos. Pra ela, né? Porque eu morri de vergonha rs...

Desembarcamos, e ela já estava ficando cansada, porque como acorda muito cedo, sempre dorme antes ou após o almoço. Esperamos a mala na esteira, ela sentada encostada numa pilastra, até que apareceram e saímos para encontrar Taíssa que havia ido nos buscar.

Fomos para a casa dela deixar as malas e a cuia, porque quem é que consegue viajar e levar pouca coisa, ainda mais para ficar 15 dias e com criança? Uma vergonha rs... e depois de constatar que o frio de lá, nada tem de frio, eu separei todas nossas roupas de inverno, guardei em uma mala só e coloquei na despensa.

Cheguei lá no dia do Live Earth e como a mãe da Taissa mora em Copacabana, quase de frente onde foi o palco, participamos um pouco do agito todo, passeando com as crianças pela orla, para que Luiza pudesse finalmente brincar na tão esperada areia e ver a praia. Praia que detestou, porque quando foi ver a água, o mar era bravo e mesmo uma ondinha de nada a derrubou, se molhando toda rs...e aí não quis mais saber de chegar perto da água, sorte minha que detesto água salgada e areia juntas, tolero a areia, mas o bife a milanesa, urgh! dispenso.

Diego ainda se recuperava da mordida do cachorro, nas férias na casa do avô, e com tanto antibiótico pegou uma pneumonia. Mesmo assim ele e Luiza brincaram muito e brigaram ainda mais rs...

As diferenças entre meninA e meninO ficaram nítidas, pois ele queria brincar de luta e ela achava que era briga! Para ele era um boneco MaxSteel, e pra ela era um príncipe. Da convivência com o menino, aprendeu todos os nomes de super-heróis que nunca tinha visto, se uniram no consumismo para pedir lanches com brindes e ambos tiveram que lidar com o fato que ali não eram únicos e dividir era preciso.

Aproveitei os primeiros dias no Rio para descansar mesmo, desacelerar, fazer nada demais com Luiza, coisas simples como ir brincar na pracinha, no play do prédio, cuidados do dia-a-dia, como dar almoço, banho, colocar para dormir a tarde, ver TV, comprinhas indicadas por Taissa pelo bairro, sem obrigações ou compromissos, criando uma rotina nossa, totalmente flexível.

As pessoas acham que porque se está de férias em uma cidade turística deve-se passar o dia todo turistando por lá. Eu concordo que passear é bom, mas não o tempo todo! Ficavam me expulsando do MSN rs...Luiza e Diego dormindo, Taissa e Renato trabalhando, Jussara a empregada fazendo as coisas dela, só me restava curtir a paz tão merecida e esperada das férias, fazendo uma das coisas que mais gosto, e ultimamente pouco venho fazendo, ou seja, jogar conversa fora no MSN!

Eu preciso me sentir à vontade em um lugar para começar a me arriscar, então primeiro senti a cidade, apreciei as paisagens pela janela, andando pela rua, para depois ir bater perna a pé, de táxi, ônibus, e com Luiza a tiracolo é claro.

Alê e Madu foram nos encontrar lá na casa da Taissa, já que Renato tinha ido visitar a amiga que havia parido, Thiago ido jogar bola, numa noite Clube da Luluzinha, com Pizza e crianças brincando, rindo e claro que também brigando rs.. aliás, como brigam! Aí fiquei pensando naquelas mães que levam as dores do filhos a ferro e fogo e acabam brigando com as outras mães também... Tão infantil quanto e se fossémos assim, eu teria ficado sem teto em 2 dias hahaha

Nós mães-amigas, tivemos que ter muita paciência, intervir, mas também deixar eles se entenderem, resolverem por si, e não estressar, porque se uma amizade resiste a uma semana de hospedagem em casa com duas crianças filhos únicos da mesma idade, é sinal que a coisa é forte mesmo hahahaha FOREVER!

Mas teve situações muito engraçadas por causa do conflito de vocabulário, como Luiza com uma bexiga na mão, que para eles é balão, e Diego:
- Me dá a bola.
- Eu não tenho bola
- respondeu Luiza.
- Tem sim! Me dá! - ele insistiu.
- Num tenho bola não, né Mãe? - ela pedindo uma confirmação que não estava com bola alguma rs...
Aí tive que explicar que lá bola era também bexiga, e ela fez uma cara de tipo " ai como são tontos, isto é bexiga, bola é outra coisa" rs...

Luiza e Madu no circo:
- Que cara maluco! - disse a Madu
- Não é cara, é moço! - corrigiu a Luiza
- CARA MALUCO! - replicou a Madu.
- NÃO É CARA, É MOÇOOOO! - tornou Luiza a corrigir já se alterando rs...
Torna eu explicar, no que ela me disse:
- É moço, cara é isto aqui ó! - me mostrando o próprio rosto.

Porém nos dias de ir embora já estava falando cara também, dizendo "Caráááca" por nada, e quando perguntei o que ela tinha comido um dia que fomos ao rodízio de pesticos, ela me disse:
- Petixxxxco!
Mais duas semanas e a menina seria carioca da gema :)

A pracinha onde íamos na verdade era a casa do Ruy Barbosa, que tinha um jardim imenso e lindo, e uma biblioteca infantil para quem quisesse, com teatrinho de fantoche para as próprias crianças criarem. Luiza brincava, enquanto eu lia, e como li. Também fomos ao Shoping, restaurante da Taissa, e até o Copa D'or eu conheci hahahahaha

Fiquei na Taissa até a Sexta-feira, dia 13, abertura do Jogos Pan-Americanos, e durante a semana havia chovido um dia, ficado nublado, os cariocas berrando que estava frio, e eu dizendo que não, que estava apenas nublado, mas não frio rs... Justo na sexta-feira o sol resolveu arder e lá fomos nós para o Maracanã debaixo de um sol escaldante.

Comprei o ingresso no site no dia que começou a vender, na verdade ficamos esperando dar a hora de comprar, eu não, André, porque eu tava azul de sono e deixei isto com ele que vive virando madrugadas trabalhando e estudando. Ele comprou, pagou e depois eu o paguei. Coisa de confiança de 5 anos e meio de amizade via ICQ --> MSN.

Nos encontramos no Metrô, depois de muitas complicações, que aliás tem nome, mas é melhor deixar para lá, e fomos para a abertura. Eu, Luiza, André e a recém-namorada.

Andar com Luiza na colo, mais de 18 Kg, quase todo o trajeto a pé, deveria me dar o prêmio de mãe do ano, porque depois fiquei 3 dias toda dolorida, como se tivesse malhado intensamente, principalmente os braços!

Maracanã! O que é aquilo gente? Eu que nem gosto de futebol fiquei louca de vontade de ver um jogo lá, imagino o que sentiu um torcedor fanático! E quem sabe ano que vem Brasil x Argentina, heim Goca? Aquela imensidão ao invés de dar medo, ou proporcionar um vazio, tem uma energia contagiante e inexplicável, e só mesmo estando lá para saber.

A segurança estava super rigorosa, e eu previnida e econômica, mesmo sabendo que não poderia levar alimentos ou líquidos, levei o lanche da Luiza, e água. Passamos pelo detector de metais e quando a bolsa passou pelo Raio X, pediram pra abrir e disseram que não poderia entrar com a comida e bebidas. Agora apresento-lhes meu lado atriz e totalmente cara de pau :

- O lanche é da criança que é fenilcetonúrica. - eu disse mostrando Luiza
Moça me olhando com cara de interrogação.
- Moça, ela não pode comer nada que tem fenilalanina, um aminoácido, que é parte da protéina.
- Ah! - ela me respondeu com cara de quem ainda não havia entendio.
- Mas isto aí não é lanche normal? Que vendo no mercado?
- É sim moça, mas sem o componente.
- eu toda solícita explicando.
- É, mas não pode entrar não.
- E se não tiver nada pra vender que ela possa consumir?

Vai a moça e chama o responsável, que olhou a bolsa, me olhou e disse:
- Pelo amor de Deus, não diga pra ninguém que eu te deixei passar, mas tem certas situações que a gente não pode barrar.
- Obrigada!
:) - agradeci com minha cara de pau, que não iria pagar 4 reias por casa lata de refri, água, e sei lá quanto os comes. Além da demora e transtorno de ter que ir buscar.

O espetáculo foi lindo, me fazendo ter "Orgulho de Ser Brasileira!". Luiza quando estava cansando, depois de toda as delegações entrarem, se animou com o espetáculo da abertura e até hoje está falando nas cobras, no jacaré, borboletas.

Fomos embora quando a Daniela Mercury começou a cantar, para evitar o tumulto da saída, que foi bem tranquila, exceto pelo fato de Luiza estar com sono, e eu ter que carregar ela no colo o tempo todo novamente, que acabou dormindo no metrô e tive que pegar um táxi pra chegar em casa, porque andar mais 4 quarteirões com ela no braço seria impossível.

Cheguei no apê vazio, Taissa tinha ido trabalhar no restaurante, que eu conheci durante a semana, lugarzinho super charmoso, aconchegante, com boa comida e Luiza dormiu lá sentada, apoiada na mesa pra variar. Terminei de arrumar minhas coisas, peguei as roupas de calor e fui de táxi para a casa da Alê, mesmo estando exausta, porque eu tinha dito que iria e Madu estava esperando. Ai promessas para crianças...

Luiza que tinha acordado quando chegamos ao prédio, dormiu novamente no carro, e foi até o dia seguinte, mesmo a gente ainda tendo saído a pé para ir comer numa pizzaria ali perto, no Catete, com ela devidamente acomodada em um carrinho, com Thiago empurrando, porque meu cansaço era tanto, que eu mal me aguentava sobre minhas pernas, quanto mais empurrar o carrinho rs...

Thiago, marido da Alê, que entrou de gaiato nestas loucuras de amizade blogueira, que conhecemos ano passado, quando passamos por lá e agora já é parte da turma. Aliás, isto de dizer que é amizade de internet nem é mais adequado, porque é coisa real, presente, do dia-a-dia, que aconteceu apenas de modo diferente, dando uma forcinha para algo que talvez o destino jamais conseguisse concretizar sozinho. Visito e vejo mais esta gente do que minha família ou amigos antigos.

Para para respirar, já que o blogger me boicotou, e continua abaixo, depois das fotos, é claro!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:39
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Parte II (porque senão a história ficaria sem final e foi colocada na ordem que deveria ser o texto inteiro, sem o corte do blogger)

Depois da semana de descanso e calmaria, programas Lights, a coisa ferveu, abertura do PAN na sexta, Pão de Açúcar no sábado, Circo e barzinho no domingo.

Sábado o dia amanheceu lindo e quente, aliás, lá eu quase só usei roupas que há meses estavam enfiadas dentro do guarda-roupa fedendo a guardado. Delícia usar shorts, tomara que caia, saias, regatas, vestido, sandália. Ai como eu adoro sol, calor, verão e não vejo a hora de poder torrar no sol novamente, porque sem bronzeado, me sinto embolorada e feia, feia...

As pequenas quiseram ir de ônibus, e lá fomos nós para a Urca de transporte coletivo, com as duas vibrando. Duas que não podiam botar o pé na rua que queriam lanchar ou água, ou colo e dormiam. Então era assim, ou a gente saía com elas ainda de manhã ou só quando já estava anoitecendo, depois do sonão da tarde, e quando demoravam a pegar no sono, quem ficava grogue era a mãe.

Quando descemos do bondinho, lá em cima, a primeira coisa que pensei ao ver a paisagem foi "Puta que pariu, o Rio de Janeiro é mesmo lindooooooo!".

Olhar aquilo foi extasiante, a paisagem deslumbrante, numa junção perfeita de terra, mar e céu, numa combinação de cores incríveis! Estava bem tranqüilo, pouca gente, e quase tudo só "gringos" e depois de uma volta, nossa vontade era ficar lá o dia todo, sentadas, apreciando a paisagem, como se o tempo não existisse mais.

Meninas com sono e fome, fomos para o Shoping almoçar e descansar, colocamos elas nos carrinhos, Luiza já tinha dormido no táxi e Madu fingiu que almoçou. Nós almoçamos e Madu ficou febril, febre que se repetiu em outro dia, e eu diagnostiquei como emocional, já que o médico nada encontrou, porque foram situações iguais, em que ela estava com sono, queria colo, fez manha, ficou contrariada e tal. Alê ficou boba e eu dei muita risada rs... Literalmente chantagem emocional!

Taissa iria com a gente, mas a avó do Renato (marido dela), que estava muito doente acabou falecendo no dia e ela não pode ir. Aliás eles riram muito da minha cara, porque da outra vez que estive lá, a avó do Thiago é que faleceu, também já estava doente, e eles disseram que sou responsável por 2 óbitos e sou muito pé frio. Portanto se tiver avó doente, não me convide para visitar foi a recomendação deles.

Domingo(15/07) almoçamos em casa, e depois de uma soneca na marra das meninas a tarde, fomos para o Circo. Luiza como sempre, em lugares de pouca luz, ficou com medo, mas depois curtiu. É assim em cinema, teatro, circo, toda vez tenho que convencê-la para entrar, depois ela gosta e ainda me diz que ficou só um pouco com medo, mas gostou.

De lá fomos para um barzinho no Flamengo, e Thiago que havia ficado em casa para ver sei lá que jogo do Pan, foi nos encontrar, empurrando um carrinho de bebê vazio hahahaha. Como sempre Luiza dormiu, por isto o carrinho, Madu se acabou tirando fotos, nós nos acabamos comendo e bebendo, e depois de 2 caipirinhas de vodka, com meses de abstinência, passei o outro dia de ressaca até a hora do almoço (Que derrota rs...). Ainda fomos embora andando, com Luiza no carrinho, Madu pendurada nele, Thiago empurrando as duas, Alê andando meio assim, eu totalmente, e como sempre tentando tirar fotos.

Na segunda-feira, Alê pediu para a empregada nos levar até o trabalho dela a tarde, que de lá iríamos passear em Santa Tereza, de bondinho, que ela nem sabia que passava por cima dos Arcos da Lapa. O tempo não estava dos melhores, estava nublado, mas mesmo assim fomos. Chegamos na estação dos bondes e esperamos, esperamos, a fila cresceu, Madu chilicou, o chilique passou, e depois de um tempo o bonde chegou. Aí segue diálogo na fila:

- Moça, você sabe quando é o bonde? - perguntou a Alê revirando a bolsa atrás da carteira.
- É sessenta. - respondeu a moça solícita.
Alê parou o que estava fazendo atônita, com a mão ainda no ar no ato de revirar a bolsa, olhou bem pra mulher e disse:
- SESSENTA REAIXXX?
- Não moça, sessenta centavos. - respondeu a mulher com uma cara de "Ela é louca? Sessenta reais..."

hahahahahahahahahaha, eu ria, ria, ria e ainda rio ao lembrar da cara dela rs... porque se no dia anterior havíamos pago R$ 35 por adulto no Pão de Açucar, qual seria o problema custar 60 o bonde? hahahahahahahaha

Paga-se o bonde, que o homem todo atrapalhado nem sabia quanto me dar de troco, entramos e da-lhe entrar gente, gente, gente, espreme, espreme, e eu e Alê nos olhando com aquela cara de "que diabos é isto?", quando não cabia mais nenhum alfinete o bonde saiu. Isto eram umas 17:30, mas como estava nublado, já estava anoitecendo.

Vai o bonde com gente meio pendurada pra fora, passa em cima dos Arcos da Lapa, quase sem proteção alguma, e quando começa a subir uma das ladeiras de Santa Tereza, parou. O motorista, maquinista, seja lá o nome de quem dirige um bonde, tenta algumas manobras, e diz que quebrou. Como assim quebrou? É, quebrou, e tínhamos que nos virar pra subir ou voltar embora. Como estávamos com crianças, quando o outro bonde estava descendo, o cara se dispôs a nos conseguir um lugar, que recusamos, porque tinha mais gente pendurada para fora que no outro rs...Aí segue outro diálogo enquanto tirávamos fotos:

- Moça, é melhor guardar a máquina. - nos alertou uma passageira.
Guardamos.
- Moça, passa táxi aqui? - Alê perguntou.
- Ihhhhh... muito difícil moça.
Alê já me olhando como quem queria me esganar com estes passeios de turista doida, mas mesmo assim me disse:
- Já que estamos aqui, vamos subir né?- mesmo alguém tendo nos dito que o centro do bairro era longinho.
- Cê tá doida Alê? Quero mais nada não, tá ficando de noite, eu quero é ir pra casa. - e pensei, junto com minha máquina e bolsa Adidas de preferência rs...

Alê liga para o Thiago que do outro lado da linha só ria, mandou a gente se virar e enquanto Alê o xingava, um táxi passou, nós gritamos, ele parou e nos resgatou para a segurança do lar, que antes de chegarmos uma chuva desabou. Para as meninas foi uma aventura, para nós um fracasso, mas que rendeu uma história pra lá de hilária, e por dias passamos falando "Quanto é? SESSENTA REAIS?" hahahahahahahahaha

Como todo mundo trabalha e só eu estava de férias, acabei fazendo umas coisas só com Luiza mesmo, indo as compras, off course, e um dia o tempo deu uma virada e precisei ir na Taissa buscar minha outra mala. Fomos de ônibus, para alegria da Luiza, almoçamos em um Shoping lá perto, ela dormiu e fui para o apê de Taissa de táxi, passando a tarde lá enquanto Luiza dormia. Aliás nunca gastei tanto táxi, e morri de saudades do meu carro!

Depois que Alê chegava em casa, ainda saíamos por perto, porque Luiza e Madu só queriam saber de colo, dizendo que estavam cansadas, e Lu inventou um tal de "minha perna tá mole, pega eu?".

Na quarta Taissa foi trabalhar no restaurante de novo, e como Alê não conhecia, combinamos de ir comer lá. Foi uma noite ótima, comemos, rimos, as meninas dançaram até, se encantaram com a dançarina de dança do ventre e morreram de medo do cara que a acompanhava tocando um instrumento de percussão. Depois disto, tudo era, "se vocês não pararem, o homem do tambor vai vir aqui" hahahahaha

Quinta-Feira fomos ao Forte de Copacabana, tinha sol, mas estava ventando, e como levamos agasalho para as pequenas, elas ficaram bem, já eu eu Alê, passamos horrores de frio, uma de macaquinho e a outra de vestido frente única!

Passeio ótimo, com uma paisagem linda, lugar que transmitia uma paz, uma vontade de ficar horas lá só olhando o mar quebrar nas rochas. No museu que existe lá, as meninas amaram, e nós também rs... ainda andamos um pouco pela praia, Madu quis brincar na areia, tomamos uma água de coco e fomos para a Praça das Medalhas.Chegamos exaustas em casa, as meninas felizes da vida, porque tinham ganho um monte de brindes, tirado foto com o Cauê grande, que aliás estava por toda a cidade, e toda vez que avistavam um faziam um "auê para o Cauê".

Sexta? Hmmm.. a semana estava terminando, sinal que a hora de ir embora se aproximava, e eu não poderia ficar novamente sem ir ao Cristo. O dia amanheceu com sol, céu azul, perfeito! Chegamos e a fila estava bem grande, mas até que a espera não foi longa, com as meninas brincando e se exibindo, aliás a exibição delas era um caso a parte, porque era a gente chegar ao metrô que as duas começavam o espetáculo. Cantavam, inventavam músicas, dançavam, contavam histórias, e eu estava quase passando o chapéu para arrecadar uns trocados, tamanho eram os elogios.

Imagine então que na espera do trêm para subir no Corcovado, havia um palquinho bem ao lado??? Show da duplinha na certa rs... Subimos pelo meio da Floresta da Tijuca, um trajeto super gostoto, bonito e diferente, fazendo valer os R$ 36 pagos.

Mais paisagem linda vista lá do alto, aliás a maior beleza do Rio é ser visto de cima.Eu já vi e revi as fotos e não me canso. Até revelei algumas, coisas rara, e pretendo montar um álbum de viagem.

Tiramos muitas fotos, tendo que deitar no chão para encontrar o ângulo correto, nem aí para o tropéu de gente a nossa volta, botando as pequenas para sentar no meio do caminho mesmo rs...Lanchamos lá em cima, descemos e fomos almoçar em um restaurante para eu conhecer, com antes uma passada na feirinha do bairro para comprar mais coisinhas!

Almoçamos e "bora" pra casa, descansar, porque já tínhamos compromisso a noite.

Fomos numa petiscaria em Copacabana, pode falar, eu sei que a gente só comia mesmo! Todo programa envolvia comes e bebes.

Aproveitei a deixa para ver o Átila, amigo esporádico de ICQ/MSN, que conheci através do André, e alternamos fases de muito falar e fases de falar nada! Foi ótimo, porque depois de 5 anos, claro que rolava uma certa expectativa e no entando foi tudo tão natural quando on line. Pena que foi quase as vésperas de ir embora.

Só neste dia é que conheci aquele Rio de Janeiro, que nos assusta com as manchetes violentas dos jornais, que eu só lembrei que existia ao ver um policial correndo atrás de um bandido lá em Copacabana, sacando a arma e atirando com a rua cheia de gente, como se fosse algo normal. Me senti um nada, totalmente impotente diante daquela situação sobre a qual não temos controle algum, mas que acabamos nos adaptando quando não há escolha, como uma mulher que foi pedir informações sobre o prédio onde Taissa mora, perguntando se era bom o lugar, se tinha crianças, preço e também se tinha muito tiro no morro ali atrás, igual eu pergunto aqui se tem alguma padaria perto rs...

Em contrapartida, ADOREI a educação do povo carioca em ônibus e metrô, sempre nos dando lugar para sentar com as meninas, mandando entrar pela porta traseira para não precisar passar na roleta com elas, atendendo preferencialmente e com diferença na maioria dos lugares. Além de ter muita gente bonita e de bem com a vida.

Esperamos passar, e fomos para a petiscaria. A noite acabou cedo, porque estávamos acabadas do dia cheia e desta vez fiquei em uma caipirinha só rs...

Sábado? Dia de fazer nadaaaaaaaaa durante o dia, porque a semana tinha sido bombante e merecíamos um descanso, mas a noite combinamos com a Taíssa e Renato de irmos em um rodízio de pizza (sim, comer again!), porque era meu último final de semana lá e a gente tinha que aproveitar ao máximo. Comemos, comemos e só aí Taissa chegou, com um monte de escultura de balões, porque tinha ido em um aniversário antes. Terminamos de comer, enquanto as crianças brincavam pelo meio do salão, quase derrubando os garçons, abalando geral rs... Fomos para a casa da Alê, que era perto, para vermos algum jogo do PAN, e na hora de ir embora, quem disse que Diego queria? Então combinamos ir ao Jardim Botânico domingo de manhã, e depois decidiríamos o que fazer.

Alê tem que agradecer, já que apresentei a cidade natal a ela, que não sabia que o bonde passava em cima dos Arcos da Lapa, muito menos andado em um, que não havia subido o Corcovado de trem, que não tinha ido em 26 anos ao Pão de Açucar, nem ao Forte de Copacabana! Agora quando precisarem de uma guia turística, ela estará a altura para atender rs...

Fomos ao Jardim Botânico, mas não tão cedo assim, e quando chegamos lá, Luiza já reclamava de sono, que queria colo, e o que deveria ser um programa para relaxar, curtir a natureza, acabou me estressando um pouco, além de não encontrar nunca o banheiro, porque aquilo é imenso, e acabar botando as meninas para fazer xixi no mato hahahahaha

Alê, mulher da metrópole, também cansou logo do passeio natureba, e como já tinha passado da hora do almoço, resolvemos ir embora. Alê e família para a casa deles e eu com Taissa para a casa do primo dela ali perto, onde Luiza comeu, por fim não dormiu e brincou, brincou e brincou no parquinho.

Saímos de lá mais de 5 horas, sendo que meu vôo era 20:15. Cheguei no apartamento da Alê as 6, com Luiza cochilando, e nisto trocou de pano com o Diego e eu nem vi! Ela ficou reclamando porque queria o paninho dela, chorosa porque não havia dormido, e eu ainda tinha quer terminar de ajuntar minhas coisas, que no dia anterior já havia deixado quase prontas. Ignorei a choramingação e pedi para Alê dar banho nela, soquei o que faltava nas malas, que não sei como consegui fazer caber, depois eu é que tomei banho, esperei uns 5 minutos e o táxi chegou para nos levar ao aeroporto.

Escândalo básico na porta do prédio, porque Madu queria pegar as malas e Luiza não queria que ela mexesse, e por fim eu acabei gritando, porque Luiza chorava, Madu provocava, as malas caíram e eu me enchi hahahaha, para chegar no aeroporto, e Luiza ficar perguntando se iria voltar para a casa da Madu, porque queria ir lá rs... Vai entender?

Meu Vôo atrasou 2 horas para embarcar e mais 40 minutos para decolar, fazendo com que eu chegasse as 23:50 em Viracopos, ao invés de 21:15. O avião nem havia decolado e a pequena já dormia, exausta. Desembarquei cheia de bolsas, frasqueira, sacola e ainda Luiza no colo, com um scarpim altésimo, depois de um dia cheio e uma semana bombante. Nunca o trajeto da saída do avião até o saguão pareceu tão longo, e quando vi o Goca, antes mesmo de pegar as malas, entreguei Luiza pra ele e só aí voltei para esperar a bagagem.

As malas saíram logo, era uma grande e uma média, discretamente vermelhas, mas adivinhe a bolsa pequena preta, que poderia ser de mão e eu despachei, onde estavam TODOS os meus sapatos???? Não saía nunca na esteira, o saguão esvaziou e ficamos só em 3 a espera das malas perdidas, que tiveram que ir fuçar no bagageiro do avião até encontrar rs.. porque sem meus sapatos, eu não saíria dali jamais hahahahaha

Cheguei em Salto uma da manhã e ainda havia uma recepçãozinho na chácara, com o pessoal acabado, e tendo que trabalhar na segunda-feira. Foi oi e tchau, cada um para suas casas e eu, depois de curtos e deliciosos 16 dias voltei para minha casa, achando ela muito grande, muito vazia e principalmente muito silenciosa.

E o que ficou de tudo isto?

Uma saudade imensa, uma vontade de logo ter mais férias, de estar de novo com aquela gente que me recebeu e hospedou tão bem, uma impressão ótima da Cidade Maravilhosa, e não sei se é porque é cidade com praia, mas o povo vive em outro ritmo, totalmente diferente da loucura que é São Paulo. Lá o povo é mais relax, flui melhor, até mesmo o trânsito, fazendo parecer que tudo é simples e assim mais Feliz!

As fotos desta segunda parte? Prometo colocar amanhã (10/08), porque hoje estou pra lá de cansada, e ou eu colocava isto aqui incompleto, ou sabe-se lá Deus quando sairia.


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P.S : E o resto das fotos, vou colocar no FotoBlog depois, porque separei as que gostei mais e mesmo assim são muitassssssss...



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:39
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Quinta-feira, Agosto 02, 2007


Férias... Ai como dói o fim das férias...

Este post poderia ter saído há alguns dias, afinal já tem 10 dias que retornei da viagem de férias ao Rio de Janeiro, mas voltar para casa fez o tempo ficar mais curto, a preguiça ainda maior e os cuidados de mãe full time pesaram.

E como eu estava de férias, resolvi fazer isto em todos os sentidos, aproveitando para Ler, ver filmes, muita DK com Luiza, e também muito NADA!

O post deverá fluir primeiramente do mais recente para o mais antigo e depois ao contrário, numa segunda parte (quem sabe amanhã) se é que me lembrarei dos detalhes da viagem, que com 4 dias de trabalho, parece mais distante do que nunca.

Será mesmo verdade que há 11 dias atrás eu me encontrava na Cidade Maravilhoso, sob um sol gostoso e não sonhando, toda encapuzada e encolhida de frio numa cama?

Deu para perceber que o período de abstinência de escrita deixou algumas seqüelas, né?

Então um conselho, se é que uma abstêmia-seqüelada pode dar conselho à alguém, sente-se confortavelmente, porque o post promete, promete ser longo, longo e louco, longo, louco e estranho, longo, louco, estranho, e sem pé nem cabeça, ou ainda longo, louco, estranho, sem pé nem cabeça e todo misturado, e o mais certo longo, louco, estranho, sem pé nem cabeça, todo misturado e em duas partes para não cansar tanto assim. Na verdade decidi isto depois, mas gostei tanto desta frase que resolvi mantê-la mesmo assim, para não perder o efeito da espontainedade, coisa de escritora temperamental. :P

Ainda assim vai arriscar? Demorou então!

Ontem voltamos a nossa rotina normal, com Luiza indo para escola pela manhã junto comigo quando vou trabalhar, mas eu voltei ao batente na segunda, e neste dois dias sem aula, ela ficou a mãe da Flávia, minha quebra-árvores nesta terra sem parentes e ajudas deste tipo.

A volta ás aulas de Luiza foi tranquila, apesar de uma certa resistência dela em querer ir à escola, e quando fui buscá-la a tarde, descobri que esta falta de vontade de voltar às aulas era por causa da última semana do semestre, em que somente ela e mais três meninas continuaram indo, ficando aquilo um tédio mortal. A primeira coisa que ela me disse na saída foi que TODO MUNDO havia ido para a escola, com os olhinhos brilhando de felicidade, ou seja, ela esperava encontrar a escola vazia e ao ver que todos voltaram assim como ela, foi só alegria.

Aliás acho que contestar é uma das características desta faixa etária, porque tudo de início ela não quer, como não queria ficar na casa da Flávia e ficou numa boa, como não queria ir pra escola e adorou, como não fazer o que peço de imediato ou fica a perguntar o porque de se fazer aquilo. Nada mais é fácil, tudo é questionado ou pior, contestado e recusado. Ô personalidade.

Ao contrário da tranquila volta as aulas, minha volta ao trabalho foi sofrida e caótica, e estes 4 dias já me fizeram esquecer os 23 que passei em casa. Se bem que a idéia de voltar me fez sofrer muito mais do que a volta em si. Mas só para ter uma idéia de como aquilo está, estamos com 4 funcionários a menos, e entre 18, isto faz MUITA diferença, onde 2 se demitiram, 1 se quebrou todo caindo da bicicleta e uma está de férias.

Socorroooooooo, que eu quero um marido/amante rico para que eu posso ficar viajando, passeando e gastando o ano todo! Mas enquanto isto não acontece, dá-lhe ralação e cabeça quente :/

Nestes dias em casa também aproveitei para agilizar as coisas do aniversário da Luiza, que será daqui 20 dias, sendo a festa 4 dias antes da data oficial, e até 2ª Feira eu ainda não tinha os convites em mãos, que mandei revelar via net e chegaram ontem por sedex, nem terminado de fechar a decoração, nem terminado a restrita lista de convidados. Ô moleza que me consome, sai de mim!

No momento tenho os convites em mãos, quase prontos para serem postados na sexta e entregues no final de semana, lembrancinhas prontas para serem montadas e embaladas, ainda falta encomendar os arranjos de mesa, o bolo (já tinha esquecido) e os docinhos. Será que estou esquecendo de algo?

Quanto a viagem de férias? Ah a viagem férias (suspirando)... comecei o post, que devo terminar até sexta, e na verdade seria um post só, mas como ficaria imenso, resolvi ir por partes, mas não como o Jack, ok? rs...



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:00:51
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