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Renata, Rêca, Rê, Mãe Solteira, Solteira e a procura. 29 anos, nascida em 25/06 do longíquo ano de 1979. Teoricamente sob o signo de câncer, apesar de não botar fé nestas coisas.
Complicadíssima, com um gênio forte, e um humor tão variável conforme os níveis de hormônios circulando pelo meu corpo. Com uma tatuagem em cada pé, uma no pescoço, Luiza no ombro e outras planejadas para o futuro, que espero seja próximo.
Paulista do Grande ABC, há mais de 6 anos refugiada no interior de SP, depois de já ter morado no Paraná e Japão.
Nutricionista por acaso do destino, gerente de unidade, ou seja, Restaurante Empresarial, escritora por paixão e fotógrafa por compulsão.
Mãe da Luiza, que só nasceu depois de 41 semanas e 3 dias, de parto normal, que doeu pra cacete, como resultado de uma aventura. Depois disto, minha vida nunca mais foi a mesma, e temos uma relação tipo matrimônio, na saúde e na doença, nas noites maldormidas, nas birras, nas descobertas, e maravilhas do dia-a-dia juntas em todos os momentos, até que a vida nos separe. Temos uma cachorra chamada Beth, muitos amigos, uma família que no momento deixou o outro lado do mundo e vive com a gente, numa casa de 5 banheiros.





Luiza,Lulu,Luli, Lu, Shumi, quase 4 anos, nascida em 22/08/2004, sob o signo de Leão, que por acaso ou não, é perfeito para sua personalidade forte, gênio nem sempre domável, ânsia de aprender, inteligência aguçada, paixão em ser o centro das atenções e grande entendimento, apesar da pouca idade.
Estudante de período integral, que apesar de cansativo, é o ideal a nossa o rotina. A Mãe trabalha, a Filha estuda, não dando trabalho a ninguém!
Menina esperta, que só dormiu uma noite inteira com quase 3 anos, quando foi despachada para a própria cama e quarto. Apaixonada pela vida, que curte intensamente a partir das 6:00 da manhã, e como compensação dorme lá pelas 20:30, tirando seu sono da beleza onde for preciso, no meio do barulho que for, seja em restaurantes, festas ou em casa.
Andou aos 11 Meses, falou antes disto, desmamou aos 22, desfraldou aos 29, aprendeu as letras do nome aos quase 3 anos e neste tempo muita coisa boa nos aconteceu, estando registrada em algum de nossos blogs, nos links lá embaixo.


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Quarta-feira, Outubro 31, 2007


Nem tudo o que é ruim, é realmente 100% tão ruim assim...

Comecei filosófica, né? E nem demorei tanto assim para voltar.

Na verdade até poderia ter voltado antes, porque senti uma vontade quase que incontrolável de escrever no final de semana, mas fui acometida por um mal súbito, que na verdade depois descobri ser uma virose arrasadora, daquelas de nos tirar todas as forças, contraída de uma criança de 3 anos, que nem de longe ficou tão prostrada como eu.

Mal sabia eu, quando escrevi o post abaixo, que minha semana ainda não havia terminado e havia mais por vir.

Na quinta fui em uma reunião de trabalho há 130 Km daqui, em Atibaia, chegando em casa depois das 20 horas, exausta.

Esta exaustão persistiu durante toda a sexta-feira, que começou com o sumiço da empregada, que nunca havia feito isto, sendo de uma responsabilidade até exagerada. Liguei na casa dela, nada. A vizinha também não sabia, aí pensei o pior, que na verdade foi só o atraso do ônibus com o filho, que ela esperava em Campinas.

Passei o dia sentindo um peso, uma moleza, uma vontade de fazer nada com nada. O dia se arrastou e só de pensar que a noite teria que ir até Campinas no aniversário da Isadora, eu gemia.

Saí as 16 como de costume, já com a idéia de que por consideração a Val, mesmo morrendo eu iria para a Festa. Passei em uma loja perto do trabalho, comprei o presente, mais algumas coisas e saí de lá mais animada. Compras! Sempre um tônico para um consumista nata como eu.

Peguei Luiza na escola, que estava bem melhor da virose, fomos para casa, onde liguei para a Mãe da Flávia, vendo se ela autorizaria levá-la junto, porque chegaríamos bem depois na meia-noite, seria em outra cidade, mesmo assim ela liberou. Melhor, já que assim Luiza teria compania para brincar, não ficando inibida pelo ambiente estranho, tendo quem a olhasse enquanto eu tentava ficar menos cansada. Ponto sem nó, é? Nunca! hahahahaha

Depois de um banho gelado revigorante, arrumei Luiza. Flávia chegou, me arrumei e saímos em cima da hora. Como foi no mesmo local do ano passado, e pelo horário de verão ainda estava terminando de escurecer, chegamos sem grandes problemas.

Não tinha quase ninguém, Isa estava super-hiper-mega simpática e sociável, tanto é que topou tirar duas fotos comigo, depois subiu no tombo legal e posou para uma foto inacreditável, segundo a Val.

Val estava lá, de SAPATOS PRETOS (não entendeu?, leia aqui - post 25/09 ), com o marido Antônio. Ele todo relax, curtindo até, ela parecendo mãe de noiva, toda afoita, e eu sei bem o que é isto rs...

Sempre vou nestas festas para ficar conversando com as outras blogmães, nunca com a da Aniversariante, que desta vez até conseguiu sentar com a gente no chão para papear e destilarmos nosso veneno hahahahaha

Quarteto Fantástico, eu, Val,Laila, Pri das Fadas (temporariamente sem Blog), e enquanto fofocávamos sobre o mundo virtual, Luiza dava sorvete à Manu, Isadora estava perdida pela festa, Juca corria, Flávia brincava ali do lado, e depois já se ouvia Luiza gritando: Jucaaaaaaaaaaaaaaaa... Eu adoro o jeito dela com ele, sempre fica feliz quando se reencontram, não brigam e brincam juntos com prazer.

Para minha surpresa, ela quis ir em TODOS os brinquedos, isto porque há 2 meses atrás tinha medo até da cama elástica. Como em alguns brinquedos ela não podia ir sozinha, tive que ir junto, e dá-lhe rodar, girar, rodar mais um pouco, pular, subir, descer, subir de novo, vai e vem, vem e vai, e nem era sexo! Urgh! Acabei tonta, enjoada, e mais cansada ainda. com o corpo pesado, dolorido, me arrastando, já me considerando um idosa, tamanho era o mal estar. Só não foi pior devido aos monitores "felomenais" do buffet, que fizeram a alegria das crianças, mas ainda mais as das mães, principalmente de uma mãe que já estava com virose e não sabia.

Pensei que meu cansaço fosse a continuação do dia ruim que havia tido, combinado com a maratona do aniversário. Quando a festa estava terminando, comentei com a Laila sobre isto, e para piorar, tinha que voltar para casa dirigindo.

Saímos de lá as 23:45, porque era hora de terminar mesmo a festa, pois pela crianças ficaríamos um bom tempo ainda, já que estava tudo ótimo e lindo! Luiza até dormiu no Dinossauro, porque não queria sair de lá, sempre dorme cedo e estava caindo de sono. Dormiu, ficou um pouco no colo e depois pegou fogo de novo rs...

Chegamos em casa, depois de deixar Flávia, 15 para uma da manhã. Botei Luiza na cama dela, tirei a roupa, deixando de calcinha mesmo, já que estava um calor de derreter, fiz o mesmo e fui dormir.

No sábado, acordei completamente quebrada, enjoada, como se tivesse ido para uma balada bombante e bebido horrores. Depois de dar uma ajeitada na casa, porque estava tudo meio bagunçado pelo sumiço da empregada, tomamos banho e fomos em outra padaria, não na de tod final de semana, para Luiza comer seus pães de queijo e eu tomar um café bem forte, duplo, para tentar me tirar daquele torpor.

Aí seguiu-se uma história engraçada, que daria um outro conto como o abaixo, mas hoje falta-me inspiração para tanto.

Fomos na padaria mais tradicional da cidade, frequentada pela high-society local, onde a tarde não há lugar para estacionar, e sempre se vê uns armários de terno preto na porta, esperando alguém abastado sair.

Luiza quis uma bebida achocolatada, eu um café expresso duplo, e para comer uma cestinha de pães de queijo para dividirmos. Quando restava só um na cestinha, eu disse a Luiza que era dela, porque não estava mesmo com vontade de comer, ela insistiu e disse que era meu, porque ainda estava com um inteiro na mão.

Dei uma mordida no pão de queijo, e quando olhei para ele, vi um pedaço de cílios, ou cabelo, um micro-pêlo na verdade. Era um quase nada, que eu mordi de um jeito que ficou evidente, e por acaso eu olhei para ele antes de morder novamente. Podia ter comido inteiro e nem sentiria, mas por incrível que pareça, eu não enfiei todo na boca e ele estava ali. Mostrei para garçonete que estava passando, e ela disse que já resolveria, sumindo com o tal.

Nâo sei se pelo fato de trabalhar com alimentação, tudo o que pode dar de errado sempre é comigo. Acho que na verdade me tornei mais crítica e observadora quanto a estas coisas, por lutar diariamente para que problemas assim aconteçam, mas sei que as vezes as coisas fogem de nosso controle, e algo escapa.

Então me aparece o gerente, todo impertigado e sem graça, eu sentindo uma vontade louca de rir, porque me via na pele dele, pois já passei por isto, de alguém achar um bicho na salada e eu ter que me explicar, mesmo o negócio tendo sido lavado, clorado, enxáguado. Ele desfiou a mesma ladainha que conheço de cor e salteado, me levou para ver a parte de panificação, que Luiza adorou, pediu mil desculpas, não cobrou os pães de queijo e ainda deu um saco cheio deles para ela levar hahahahaha

Quando contei aos meus amigos, eles queriam saber como tive coragem de reclamar e tal, mas não falei com esta intenção, mas sim por saber que qualidade vem acima de tudo quando lidamos com alimentos, porque afinal interferimos na saúde das pessoas, e é nosso nome que está em jogo.

Tudo isto só para dizer que adorei meu dia na pele de A Consumidora, ao invés de A Nutricionista Responsável hauhauahuahuahu

Fui para a chácara, chegando lá com Luiza dormindo. Meu cansaço tinha chego no que parecia seu máximo, deitei e dormi a tarde toda, não querendo almoçar, nem nada. Quando Luiza acordou, bem tarde já, dei o almoço-janta, comi um pouquinho e fui para casa. Fiquei lá, sem fazer nada, jogada no sofá, enquanto ela brincava e perguntava se iríamos sair a noite. Vai, quem manda criar filha pela rua?

Haveria um churrasco a noite na chácara, coisa entre amigos, e depois de um banho frio me senti melhor, peguei carona com Maris e fui, porque estava sem coragem até para dirigir. Quando Luiza foi dormir umas 23, fui também, e teria ido até o outro dia, se ela não tivesse acordado quase as 4 da manhã, reclamando que o ouvido estava doendo, que queria mamar, que queria ir para casa.

Sorte que Goca tinha ido levar a amiga da prima, que estava bêbada demais para fazê-lo, e estava chegando, assim aproveitou o embalo, nos trazendo para casa. Mediquei nós duas e desmaiamos, indo até as 8 da manhã, quando aí acordei ruim para valer, com calafrios, dor de barriga, no corpo, e o cansaço pior.

Mesmo assim fomos tomar café na padaria com os avós do coração, porque quem estava doente era eu, não Luiza, e isto significa atividade, mesmo quando tudo o que você deseja é que o mundo acabe em barrancos, para se morrer escorada. Criança alimentada, passamos na casa da tia-bisavó, para levá-la na bisavó, onde também descemos, e fomos para a chácara.

Adivinhem? Cheguei, dormi, dormi, e dormi mais um pouco. Do meio dia até mais de 5 horas. Não tinha forças para levantar, nem fazer nada. O povo cuidou de Luiza, que brincou, visitou um amigo lá no condomínio, nadou, dormiu, e quando acordou eu havia acabado de levantar também. Dei o jantar, ficamos mais um tempo por lá, lanchamos e voltamos para casa.

Como havia dormido nestes dois dias, mais que qualquer outro dos últimos 3 anos, Maris e Gu ficaram até tarde em casa, e na segunda-feira acordei descansada, trabalhei com vontade, mesmo ainda sentindo um certo desconforto. Na terça ainda tive um mal estar, mas saí do trabalho voando para encontrar um fantasia de HAlloween para Luiza, e só hoje o mal estar se foi de todo, e se não tivesse ido, teria que ir, pois trabalhei freneticamente, terminando o dia com uma gana assassina de trucidar uma loira oxigenada de farmácia, que certamente nunca deve ter ouvido falar de mechas, tonalizantes, escova de chocolate, para ser loira sim, mas com "catiguria".

E Luiza amou sua 1ª festa de Dia das Bruxas, ficou eufórica de manhã, nem querendo mamar, na pressa de sair. A vó também cooperou fazendo o prato de doces para levar, porque sou uma negação para isto e agora a tarde, peguei uma bruxinha descabelada, suada, cheia de brilhos pelo corpo, exausta, num calor de derreter, que nos fez chegar em casa e cair na piscina.

E afinal porque "Nem tudo o que é ruim, é realmente 100% tão ruim assim"? Ora, até mesmo uma virose ferrada como esta tem seus benefícios, manifesto como perda de peso e desintoxicação total do organismo, porque eliminei tudo o que podia e não podia, se é que me entende hahahaha, além de quase não ter comido, sinal que fiquei ruim mesmo!


P.S : No FotoBlog tem MUITO mais fotos ... e também tem um vídeo atual da Luiza aqui, falando feito um robozinho.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:20:11
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Quinta-feira, Outubro 25, 2007


Conto da Mãedernidade



Eu não sei se são os meus hormônios, ou os meus demônios, o fato é que estou em crise.

Também não sei se crise seria a palavra correta para definir a erupção de coisas que tenho pensado e sentido, coisas sem conexão alguma entre si, mas com tudo haver umas com as outras.

Não entendeu? Nem eu...

Vai entender... Mulher é mesmo um bicho estranho por natureza, então some a isto o 1º dia da menstruação, o fato de ser mãe solteira de uma garotinha geniosa de 3 anos com virose, o trabalho naqueles dias em que todo mundo resolve reclamar de tudo, uma casa que todo dia algo quebra, queima, vaza, e a falta total de alguém para se apoiar e fazer acontecer, eis que surge ME, muito prazer, Renata zucher.

De tempos em tempos tenho crises existencias, daquelas de identidade, típicas da adolescência, mas que me acometem até hoje, tipo quem sou? onde estou? para onde vou?

Muitas outras perguntam surgem nestes períodos de questionamento, algumas são respondidas, outras ignoradas, umas apagadas, porém é algo que não se acaba, porque novas dúvidas sempre vão aparecendo, e desde que me tornei mãe, estando em crise ou não, todo dia há algo para se perguntar, para se aprender, para exercitar.

Aposto que quem leu o post abaixo, ou que me acompanha há algum tempo, me acha uma super mãe, descolada, moderna, mulher independente, dona do próprio nariz.

Não nego que o seja, mas nem tudo é assim porque eu quis ou escolhi, o acaso do destino, a falta de opções, o fluir natural da vida, e principalmente meu alto índice de auto-exigência cooperaram e ainda cooperam muito para que tudo seja assim.

Minha maior prioridade nos últimos 3 anos tem sido tentar ser a melhor mãe que poderia, porque se decidi o ser, dar o melhor de mim na maternidade é o mínino a se fazer, porém muitas vezes eu não sei dosar isto, fico querendo abraçar o mundo e dá-lo a Luiza e só cheguei a esta conlusão, quando outro dia um amigo me disse que me exijo demais, e acabo sem tempo pra mim.

Tempo pra mim? Oque vem a ser isto? Para alguém que faz o cabelo de madrugada chega a ser hilário hahahahaha

Será? Fiquei a perguntar, porque resolvi que devo ser a mãe - maravilha - elástica - perfeita - infalível, que faz tudo com maestria e um sorriso no rosto?

Onde li que o normal é passar 9 horas trabalhando, sair de lá, pegar a filha na escola, fazer mercado, resolver burocracias, chegar em casa, guardar as compras, cuidar da filha, da cachorra, da casa, do carro e ainda ter pique para malhar, cuidar de mim??? Vivam as inglesas que com seus no mínimo 2 filhos fazem isto e muito mais, né Patrícia?

Dei a isto o nome de Mãedernidade, porque faz parte desta era moderna em que vivemos, cheia de tecnologia, em que abraçamos várias funções e obrigações que nossas mães não tinham, mas também não deixamos de fazer o que elas faziam, acumulando um monte de coisas, das quais damos conta numa boa, mas que em alguns dias pesam, e muito.

É a sociedade que nos cobra e induz a tudo isto, com as milhares de informações chegando a todo momento, sobre como ser a mãe perfeita, como ser a profissional super-competente, como ser a mulher linda e sedutora... tudo ao mesmo tempo, sem se privar de nada. Será que esqueceram de programar alguma parte em mim, porque no meu caso algo sempre fica de lado.

Porque em dias como ontem, sinto que são coisas demais para uma pessoa só. Que não vou dar conta, que por mais que tente, me esforce, corra atrás, sempre ficará algo pendente, e que precisarei delegar obrigações que consideram minhas, se no final quiser tudo completo.

Socorrooooooooooo!! Pára que eu quero descer, lá na mesma plataforma em que minha mãe desceu anos atrás, e passou a vida a fazer somente o que queria, com 3 filhos, mas empregada, cursos de tudo quanto é artesanato que gostava, conta conjunta com o marido, só voltanto a trabalhar quando os filhos já estavam criados e donos dos próprios narizes, ou pelo menos quase-donos.

Se surtei? Não, mas quase, e isto nem é tão sério quanto parece, mas é que eu precisava desabafar, e nada melhor que fazer isto escrevendo.

A história que contarei se passa no Reino Atual, na Era da Modernidade, e como República, não há mais rainhas, reis, princesas, e muito menos um príncipe, que com certeza se existisse, seria gay!

Era uma vez uma Pequena entidade de ensino, que comunicou que funcionaria até o final do ano, e então no próximo a senhora Mãe-Mulher-Moderna-Solteira teria que encontrar outro local para deixar sua Filha-Pequena-De 3 anos-Com rotina de gente grande.

Cansada da troca anual de entidades de ensinos, a Mãe-Mulher-Moderna-Solteira decidiu-se que a Filha-Pequena-De 3 anos-Com rotina de gente grande iria para uma instituição grande, onde poderia ficar até terminar a faculdade se assim quisesse.

Como no Reino Atual nem tudo acontece como se deseja, as coisas se anteciparam, fugiram do controle e ela se sentiu acuada.

E a Mãe-Mulher-Moderna-Solteira ODIAVA se sentir acuada, aliás, que levante a mão quem gosta. Quem? Quem? Hmmmmm... não vejo ninguém!

Então a Pequena entidade de ensino teve a chance de vender o local para Outra entidade de ensino um pouco maior, e assim, fundiram-se, tranformando-se em apenas UMA, passando de 25 crianças, para 81 :O

Neste período de fundição, transição e adaptação a Filha-Pequena-De 3 anos-Com rotina de gente grande sentiu-se ameaçada, deslocada, angustiada, deixando a Mãe-Mulher-Moderna-Solteira ainda mais angustiada e ameaçada, com vontade de meter o pé em tudo, jogar para o alto, virar hippie, pegar a cria e ir morar em uma caverna.

Claro que uma caverna high tech, com Internet Banda Larga, TV a cabo, Microondas e Shoping Center por perto.

Para piorar, a Filha-Pequena-De 3 anos-Com rotina de gente grande passou a ter episódios noturnos, APENAS noturnos, de vômito e diarréia, a chorar durante o sono, a andar pela casa de madrugada, fazendo com que o ato de dormir se tornasse um pesadelo constante.

No meio da semana a Mãe-Mulher-Moderna-Solteira faltou ao trabalho para cuidar da Filha-Pequena-De 3 anos e assim abrandar um pouco esta Rotina de Gente Grande, também levar ao Médico para investigar estes estranhos sintomas que haviam piorado, chegando ao cúmulo da Filha-Pequena enquanto evacuava, também vomitar na madrugada, numa sincronia perfeita! Se é que o fato de ser vomitar enquanto se caga líquido pode ser sincrônico!

Enquanto a Mãe-Mulher-Moderna-Solteira, tentava falar com o médico, olhando para o rosto abatido, com olheiras e pálido da Filha-Pequena-De 3 anos, neste dia sem a rotina de gente grande,lembrou-se então do trabalho (emprego), que haveria um evento neste dia, e sentiu-se infinitamente culpada por estar ali ao invés de estar na empresa, ao invés de estar lá ajudando a montar as coisas, a fazer acontecer.

No auge da culpa lembrou-se do empenho no dia anterior em montar os informativos, das idéias para o mural, do papel crepon verde feito alface dentro do carro, e sentiu-se um fracasso profissional.

Como pôde simplesmente não ir trabalhar, esquecer de tudo, SÓ porque a Filha- Pequena- De 3 anos estava doente? Ah! Uma virose. Bobagem! Nem estava tendo febrão...

Dane-se quem diz isto, dane-se quem pensa assim, porque se o trabalho é mais importante que acompanhar o que saiu do seu ventre, de ter a certeza que apesar de não estar bem, com os cuidados certos ficará, que espécie de chefe esta pessoa seria? No mínimo alguém com alma ausente e coração de pedra.

Sim, ela é e continuará sendo Mãe-Mulher-Moderna-Solteira, se bem que o solteira poderá sair dali de bom grado, porém sempre que a Filha- Pequena- De 3 anos- Com Rotina de Gente Grande precisar vir em primeiro lugar, não tenha dúvidas de que assim será.

Emprego? Sempre existirão outros. Funcionários? Eles devem ser capazes de agir por si e executar o planejado mesmo que ela não esteja lá, mas saúde, é algo que pode ir e nunca mais voltar...

No final, mesmo a Mãe-Mulher-Moderna-Solteira sentindo-se culpada por ter faltado ao trabalho, consolou-se porque tudo deu certo, o evento aconteceu, a Filha- Pequena- De 3 anos foi medicada e continuará sendo observada até que tudo volte ao normal, ou piore, o que espera-se que não aconteça, voltando a sua rotina estressante, que no final ela reclama, reclama, mas adora, pensando no que vestir na reunião anual de trabalho do dia seguinte... hehehe...e principalmente bem mais leve e sorridente devido ao desabafo!

E entrou por uma porta, e saiu pela outra, e quem quiser, que conte outra...



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:21:19
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Terça-feira, Outubro 23, 2007


Trabalho, Amigos, Feriado, Luiza, Eu, etc e tal...

Sumi, eu sei e cada vez que penso em começar um post assim, é com uma certa tristeza que percebo o quanto isto tem se tornado familiarmente repetitivo.

Os períodos de jejum não são voluntários, envolvem uma gama de coisas, tenho crises de abstinência, mas mesmo contra minha vontade, acontecem cada vez mais. Então acomode-se, porque se geralmente eu já escrevo muito, com crise de abstinência isto deve ser elevado a potência 10.

Se penso em desistir do blog? Jamás! E por mais tempo que demore para escrever, eu sempre volto ou voltarei. As vezes com mais entusiasmo e intervalos menores, em outras um tanto sem graça, depois de uma longa pausa, mas o final é certo, sempre acabo aqui.

O título do texto não quer dizer que as coisas sejam exatamente neste ordem, mas sim que foram assuntos que me incomodaram para escrever nesta ausência, e fui anotando-os mentalmente, sem me mexer para discorrer sobre o assunto.

É sempre assim, ou tenho assuntos demais ou de menos para escrever, e nos dois casos acabo caindo no vácuo do silêncio, porque assuntos demais exigem tempo para organizar as idéias, coragem para sentar e escrever, coisas cada vez mais raras no meu cotidiano, enquanto os assuntos de menos me fazem ficar na caça de idéias que gerem um post decente, coisa que DETESTO!

O trabalho me absorveu bastante no último mês. Minha partner entrou de férias, acabei fazendo o trabalho das duas e para me pirar de vez, o sistema caiu por uma pane no servidor, ficando fora do ar a semana toda, a papelada empilhando sobre a mesa, várias coisas para se resolver dentro do programa, e na sexta-feira eu apelei, indo trabalhar a noite, porque tinha serviço acumulado da semana toda. Fiquei lá das 19:45 as 02:15 hrs e o negócio fluiu que foi uma maravilha, sem o servidor estar sobrecarregado por tantos usuários, dando para pôr ordem na casa.

E Luiza?, você deve estar se perguntando. Luiza ficou em casa com os amigos, e quando cheguei as 02:30 da manhã, ela dormia profundamente no sofá, com a casa acesa feito uma árvore de natal, toda aberta, com um enxame de pernilongos circulando por lá. Aiiiiiiii estes amigos que nunca tiveram filhos rs...as picadas foram um detalhe a parte, sendo a sorte a nosso favor, já que ela não é alérgica.

Falando em amigos, outro dia me peguei a pensar no que seria de minha vida por aqui sem eles? Porque se aos poucos tive minha família indo embora para longe, Deus foi me aliviando o peso da cruz, da saudade, da solidão, das dificuldades, me dando uma família adotiva e amigos-irmãos que enchem a casa e quebram verdadeiras árvores, ao invés de apenas galhos.

Gosto de ficar sozinha, o silêncio me faz bem, mas também adoro receber os amigos, da casa cheia (por pouco tempo, é claro hahaha), porque assim Luiza fica no canto dela, com suas coisas, não estressa e eu relaxo sem sair de casa.

Se trabalhei feito doida, saindo mais tarde, me estressando, também aprendi muito, aprimorei, desenvolvi, me garanti e no final me orgulhei. Tive até minha primeira estagiária, que me fez lembrar que há menos de 2 anos era eu que ocupava aquele lugar, e mesmo com o caos pessoal que vivi, profissionalmente segui em frente.

Nem preciso dizer que o feriado do Dia das Crianças foi mais que esperado, e já que eu não viajaria por motivos de situações financeiras precárias maior, convidei o Casal 20 para vir pra cá.

Invadindo a privacidade alheia, vem ao caso descrever que o namoro deles funciona assim, 90% das vezes é João que vai para Curitiba, e nas 10% que Luciana vem, em 9,9% delas João tem a namorada por perto, e nós ou a família dela também hahahahaha

Voltando um pouco, na sexta-feira em que trabalhei a noite, durante o dia eu não fui, e aproveitei para ficar em casa com Luiza, arrumar umas coisas com a diarista, e ir almoçar no shoping com a família do coração, já que "vó Rosana" estava de férias, "Vô Degá" saiu mais cedo, Goca só trabalha meio período de sexta. Tivemos uma tarde de sábado em plena sexta, aproveitei para comprar os presentes de Luiza e Flávia, não deixando tudo par a última hora.

No sábado teria a festa antecipada de Dia das Crianças na escola de Flávia, e ela com sua turma apresentaria Aquarela. Fui na Galeria local almoçar com Luiza, que depois brincou um pouco no Game, ficando toda frustrada por não conseguirmos pegar o golfinho na máquina. Comemos um yakisoba básico e me diverti com Luiza indo comprar sozinha gelatininhas, esquecendo nas duas vezes de dar o dinheiro rs...

Fomos para a casa da Flávia, para ajudar na maquiagem e a fazer o coque, ficando Luiza toda enciumada, dizendo que a mãe dela é que deveria arrumá-la, não eu hahahaha Meninas arrumadas, maquiadas e fomos para a escola. Sol escaldante, e nunca que chegava a vez da 2ª série C aff... Luiza se enturmou, divertiu, aplaudiu e eu suei, cansei, indo várias vezes comprar água e coisas para refrescar.

No domingo chamei Gi com Isabela, Marcela, Gustavo e Maris para aproveitarem aquela piscina lá em casa, que no geral só serve para dar trabalho, criar musgo e gastar água rs.... e me dispus a fazer o almoço.No fim Gi trouxe mais uma amiga com uma bebê, Dega e Rosana passaram lá e acabaram ficando, Goca também subiu e acabou sendo um domingo de casa cheia.

Na semana do feriado, a escolinha fez uma programação especial, e na quarta-feira foram ao teatro ver O Casamento da Joaninha, que Luiza amou, ainda mais quando soube que o diretor da peça era um amigo do Gu e uma das atrizes era uma recém-amiga nossa. Mas o melhor de tudo mesmo, foi na quinta, em que ela pôde ir sem uniforme, com roupa de passeio, levando o brinquedo preferido.

Mini-perua do jeito que é, de cara me disse que iria com o vestido de princesa da Bela, que a super tia mandou do Japão, daqueles originais carésimos, com o corpo de veludo molhado, e com o calor escaldante que tem feito, tive que usar de muita sutileza e psicologia para que ela mudasse de idéia, e se contentasse em ir com o vestido que "roda", aquele, do aniversário.

Foi toda linda e feliz para a escola, e voltou toda linda, feliz, imunda, com lembrancinhas e cheia de coisas para contar. E mal sabia que seu Dia das Crianças só estava começando!

Da saída da escola fomos na Vó Rosana, e ela ganhou a tão esperada pia, que desde o aniversário andava querendo. A noite fomos para a chácara e lá ganhou outro presente adiantado, desta vez do Goca, um cachorrinho que faz xixi :o

Churrasquinho básico muito bom, mas quando Luiza foi dormir eu fiz o mesmo, e dormiria por lá se ela não estivesse tão agitada, estranhando a cama, aliás a falta da cama dela, e quando percebi que quem não dormiria seria eu, fui para casa.

Mesmo chegando em casa mais de 1 da manhã, fui arrumar os presentes para o dia seguinte.Um posto de gasolina, carrinhos avulsos, uma imitação da Barbie, aliás bem mais bonita que a original, para ela por no carro que havia ganho na semana anterior, e uma roupa, porque não sei para quem puxou, que a menina ama ganhar roupas.

Coloquei a caixa maior no quarto dela, o pacote com a roupa em cima de minha cômoda, e a quase Barbie na sala de Tv. De manhã ela acordou e foi para o meu quarto, vendo de imediato o pacote em cima da cômoda. Ajudei ela abrir, mostrei e pedi para ela ir no quarto dela desligar o rádio, ela foi e mesmo assim não viu a caixa grande no quarto meio escuro rs... Voltamos lá, com a desculpa de arrumar a cama e aí ela viu. Ajudei a abrir, a montar, e levamos para baixo, onde ela viu mais presentes e ficou toda boba.

Confesso que me realizo nestas datas comemorativas, porque faço as vontades da minha filha, mas principalmente as minhas!Adoro a difícil tarefa de comprar os presentes escondidos, embalar e fazer as surpresinhas do dia. E já prometi que quando ela fizer 5 anos, comprarei uma Casa da Barbie para NÓS!

Feriado né? Então fomos para a padaria tomar café, depois de nos certificarmos que o Casal 20 estava a caminho, mas presos pelo trânsito e ainda em SP.

Ao lado da padaria fica a melhor loja de brinquedos da cidade, e chocada vi pais insanos com filhos histéricos, no meio de uma multidão estressada comprando os presentes. Valha-me Deus que nestes casos eu sempre peco pela antecipação exagerada.

Passamos para levar o presente da Flávia, e a carreguei junto com a gente para a chácara, com um pit stop em casa para encontrar João e Luciana que já haviam chegos e nos esperavam para entrar rs.. Já viu isto? As visitas chegam e a dona da casa não está hahahahaha



Tivemos um dia 12 memorável na chácara, onde almoçamos e caímos na água, com um calor delicioso. Nos divertimos absurdamente com os brinquedos de água de Luiza, que foi completado com um atirador de água, mas o melhor foi o novo brinquedo de Luciana, uma máquina fotográfica subaquática! Perfeita! Eu queroooooooooo!!!

A noite estávamos todos exaustos, e mesmo assim fomos na pizzaria em Indaiatuba, porque há tempos João e Luciana queriam comer a pizza gigante. Luiza foi dormindo, assim permaneceu lá e voltou para casa. Flávia e Rosana foram um caso a parte, em que só faltou dormirem em cima da mesa. Isto que Flávia havia passado o dia com a gente, e como não tinha roupa para sair, vestiu uma calça da Luiza, que virou uma corsário nela, e foi rs...

Sábado acordamos cedo, tomamos café e fomos para Holambra passear. Eu nunca havia ido lá, e mesmo estando fora da época da Expoflora, foi um ótimo passeio, mas até chegar exatamente em Holambra, percorremos caminhos tortuosos, e bota tortuoso nisto hahahaha

Goca imprimiu o mapa, e me disse que achava que precisava passar dentro de Campinas. Eu disse que não, expliquei como fazia para contornar e não me preocupei mais, porque se o problema dele era evitar o centro da cidade, isto resolvi. Andamos, andamos, e nada de placa que indicasse Holambra ou alguma das cidades vizinhas. Luciana resolveu pedir o mapa, e quando olhamos, desacreditamos, porque estávamos andando na diagonal, nos afastando cada vez mais da linha reta que deveria dar em Holambra.Seguiu-se o diálogo surreal:

- Goca, você não viu que estamos fora do caminho.
- Mas você não falou que era por aqui?
- Não! Eu falei que era pra pegar a saída para Limeira para contornar a cidade.
- E a gente pegou.
- Mas depois você tinha que seguir o mapa. Pegar a saída para Mogi, igual quando fomos para Poços.
- Ah! Eu não sabia. Achei que era só entrar na saída e ir direto.
Engoli em seco, olhei para Luciana, e demos as diretrizes.

Homens! Afff... E olha que sou ruim de senso de direção, e péssima com mapas, mas até eu vi claramente que estávamos fazendo o caminho oposto, e pensei que ele lembrava do caminho que fizemos para Poços, já que erramos na mesma saída, pegamos um retorno de uma hora, para sairmos no mesmo lugar e pegar a tal saída que ele jurava não existir.Eu vi quando passamos a entrada, mas não falei nada, porque como ele estava com a mapa, pensei que poderia estar fazendo um outro caminho rs...

Pagamos um pedágio a mais, paramos em um posto e nos informamos. Demos uma volta enorme, por uma estradinha miserável, cheia de canavial nas beiradas e caímos em Cosmópolis, que com este nome tinha só podia ter algo haver com ET's, e João me para o carro no meio da rua e pergunta bem sério para uma passante:
- Você poderia me informar onde fica o museu de Et's de Cosmópolis?
Isto cada um de nós dentro do carro olhou para o lado oposto e morreu de tanto rir.
- Onde fica o que?
- O museu de Et's de Cosmópolis.
- Sei não - reposnde a moradora e perguntou para a amiga que vinha atrás.-
- Fulana, você sabe onde fica o museu de ET daqui?
A amiga também não sabia, João agradeceu e fomos embora nos acabando de tanto rir rs...

Lá encontramos as placas que indicavam Holambra, mas eram todas assim: Cemitério, Holambra/ Velório, Holambra, sempre a cidade das Flores associada a algo fúnebre. Eu heim...

Chegamos em Holambra e entramos pela saída, que acabou sendo bem mais interessante, e nos rendeu lindas fotos turísticas.

Luiza dormiu todo o caminho, chegando lá bem descansada. Demos uma volta pela cidade e fomos para o Parque Lindenhof, onde havia roupas típicas para se tirar fotos, plantação de gérberas e comigo-ninguém-pode, mini-sítio, parquinho. Luiza amou os animais de "veidade", ainda mais o teatro de fantoches disponível para brincarem, e se vestiu de holandesa toda feliz.

Resolvi que se nada der certo por aqui, me mudo para Holambra, me visto de Holandesa e vou ser guia de informação lá, porque quando eu estava vestida para tirar fotos, um cara veio me perguntar onde era a entrada do aviário hahahahaha, levando uma bronca da mulher dele rs...

Almoçamos em um restaurante típico e comemos a sobremesa em uma confeitaria deliciosa, charmosa e aconchegante. O bom é que lá tudo tem atração para criança, e Luiza não deu trabalho, se divertindo muito e como eu concluí com o Goca, é passeio família, para idosos ou gente com criança, porque nenhuma galerinha vai se juntar para ir pra lá hahahaha

Cansados, de barriga cheia, souvenirs na sacola, voltamos para casa. Luiza dormiu todo o caminho de volta, e quando chegou em casa, quis ir para a chácara com o Goca, ver a avó e brincar com a Laís que estava lá. Aproveitei para descarregar as fotos, descansar, e tomar banho. A noite vimos BOPE - Tropa de Elite, um filme bom, forte, violento, e infelizmente a realidade de nosso amado Brasil.

Sábado a noite choveu e com isto desistimos de no dia seguinte ir almoçar no Pesqueiro Maeda, até porque lá é bom mesmo ir passar o dia. Domingo então o programa foi tomar café na padaria, algo que pelo menos 1 dia no final de semana faço com Luiza, que adora o suco de laranja, o ovo mexido, o pão de queijo, e eu sempre como demais :(

Convidei Maris e Marcela para almoçar com a gente em casa, afinal que anfitriã eu seria se não cozinhasse pelo menos 1 dia? Fiz um almocinho simples e delicioso. Salmão ao molho cremoso de limão, acompanhado de arroz, batata e saladas, com sorvete de sobremesa. O fim do almoço anunciou que nosso feriado também estava chegando ao fim. O casal foi arrumar as malas, todos ainda meio grogues por causa do horário de verão e logo depois foram para SP.

Os amigos também foram embora cedo, e a noite a casa ficou sob um silêncio sepulcral, quase palpável, deixando um vazio físico e emocional, porque estar com gente que gostamos é bom demais!

Tive um feriado prolongado, porque combinei de não ir trabalhar na segunda-feira, pois precisava resolver umas coisas para o meu pai no cartório, na polícia civil, federal, tendo que ir até Sorocaba para isto. Como era dia 15, Dia dos Professores, não haveria aula, então levei Luiza comigo nesta odisséia de lugar em lugar, resolvendo burocracias. Depois de passar na PF, fomos para o Shoping Esplanada, e dei sorte de haver uma área de diversão da Turma da Mônica, onde Luiza passou uma hora, brincou, se pintou, e eu aproveitei para tomar um café bem forte, ver vitrines e ter um dia agradável com minha pequena.

A semana se arrastou devido ao horário de verão, que eu adoro, mas até me adaptar a acordar uma hora mais cedo, dormindo uma hora mais tarde, tudo fica um martírio, mas eu adoro chegar em casa e ainda ter sol, dá mais pique, coragem, e num dia até limpei a piscina, Luiza ficou lá rodeando e se molhando toda, para no final cairmos na água, sem vontade alguma de sair.

No trabalho as coisas estão voltando ao normal, minha partner retornou das férias, mas mesmo assim quando a sexta-feira chegou tudo o que eu queria era um final de semana tranquilo, e foi o que tive.

Na sexta fizemos um clube da Luluzinha com crianças em casa, eu com Luiza, Gi com Isabela, Marcela, Maris e é claro, Gustavo. As meninas brincaram muito, bagunçaram mais ainda, Isa caiu e cortou a boca, comemos e Luiza foi dormir sozinha, Gi foi embora e eu apaguei, não vendo mais nada até as 3 da manhã, quando acordei com Luiza chamando, fui ver o que ela queria e perdi o sono. Aproveitando a hora para montar um scrap com as fotos dela de palhaça. Aliás ando produzindo scraps semanais para o album do orkut dela, e com isto acabo passando horas on line, só baixando kits, sem falar com ninguém ou fazer algo mais produtivo.

Sábado de manhã fomos visitar a "vó Cida", que na verdade é avó do Goca, porque Luiza queria achar tatu-bolinha no quintal dela, mas com este tempo seco não encontramos é nada.Levamos umas fotos, que tiramos lá há muito tempo atrás, e eu intimei Goca a mandar revelar, afinal a avó é dele rs...

Chácara, sol, piscina, comida, sono e TV, era tudo o que eu precisava e foi tudo o que tive. Sábadão totalmente família, com direito a cachorro e tudo, porque levei Beth junto, só que ela pisou no molhado da piscina, sapateou na terra vermelha, ficou imunda e sujou tudo! Grrr... dei banho, mandei ela dormir e quando ela e Luiza acordaram no final da tarde, depois de ter ido dormir sozinha, pedindo para colocarem um colchão no chão para ela dormir, fomos no parquinho e chupar picolé, com Beth correndo feito louca pelo condomìnio. A noite ainda fui levar Luiza para visitar uma amiga da antiga escolinha, que há tempos não se viam, e mesmo assim as duas brincaram, até pedir para dormir e eu voltar para casa, depois de termos jantado um bobó de camarão divino.

Domingo levantei assim que Luiza acordou, ficando na cama dela a conversar, até nos trocarmos para ir tomar café na padaria com os avós. De lá, Luiza foi com eles na casa das tias, e direto para chácara, e eu acabei cochilando na casa deles, esperando passarem por lá para irmos juntos, só que foram direto rs...

Quando cheguei na chácara, Luiza já estava de bíquine, brincando, cheia de coisas para me contar. Tivemos outro dia de Sol, piscina, comida, sono, TV e foi lá que comecei a rabiscar este post, só terminando hoje, porque escrevi mais um tanto no horário de meu almoço e o restante em casa.

E ontem? O dia se arrastou, rendeu demais, custou a passar e Luiza completou 38 meses!


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P.S : No FotoBlog tem MUITO mais fotos destes dias...



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:23:37
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Sexta-feira, Outubro 12, 2007




Escrito pela:Rêca Zucher Hora:02:11
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Quarta-feira, Outubro 10, 2007


ORAÇÃO DA MULHER MODERNA

Meu Senhor,

Até agora fiz tudo certo: não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta,chata e nem irônica.
Controlei minha TPM, não reclamei, não praguejei, não gritei, não enchi o saco do meu marido, nem tive ataques de ciúmes.
Não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito (nem de ninguém) e nem dei cheques pré-datados.
Mas peço a sua proteção, Senhor, pois:

"Estou para levantar da cama a qualquer momento."



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:07:57
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Quinta-feira, Outubro 04, 2007


Nostalgia Boa...

Sábado, quando fomos ao Shoping, me deparei com algo deliciosamente nostálgico, uma exposição de brinquedos da Estrela, sendo a maioria deles da minha infância.

Luiza não entendeu nada, nem achou graça alguma, se interessou mais pelo espaço montado lá por eles, com recreação. Então deixei-a lá e fui curtir a exposição. Era um tal "óh!, olha, você lembra?", ou seja, um bando de marmajos nostálgicos.

Até hoje penso que brinquedos de verdade deveria ser da Estrela, e odiei quando a Mattel adquiriu o direito de produzir a Barbie.

Que menina não sonhou em ter um bebê da Estrela? SIM, tinha que ser da Estrela, né?

Perdi as contas de quantos Aquaplays tive e eles tricaram de cair no chão. Bolinha de Sabão? Tippy? Bate Palminha? Eu tinha uma vizinha que tinha todas e eu morria de inveja rs... Não me lembrava do Boca Rica e tive um também. Aliás tive muitos brinquedos e não sobrou nenhum, porque brinquedo bem usado é aquele que a criança curte, brinca, quebra, perde e ninguém se lembra como ou quando acabou.

Tem uma história que jamais esqueci, sobre o Ding-Bô, no Natal de 1985 mesmo, quando eu tinha 6 anos.

Ganhei uma Susie do meu avô materno e meu irmão um Ding Bô, só que ele era muito danado, para não dizer um peste mesmo.

A irmã de um tio estava em São Bernardo fazendo tratamento de Saúde, hospedada em nossa casa e trouxe junto uma das filhas, porque elas eram do Paraná. Eu não sei porque, mas Júnior resolveu colocar o robozinho para andar na cabeça da menina, que era 2 anos mais velha do que eu e tinha cabelo comprido. O que fazia ele andar eram umas engrenagens minúsculas, que puxou todo o cabelo da menina, e não tinha como desenrroscar o negócio, porque enrrolou o cabelo até a raiz, ou seja, para tirar tiveram que cortar o cabelo!

Sorte que não puxou tanto cabelo assim, era um maço até fino, mas ela ficou com uma moitinha de cabelo espetada na cabeça por um bom tempo hahahahahahahaha

Pelo visto eles estão tentando voltar ao mercado e competir com os gigantes atuais, que tem se queimado com tantos recalls, e em época de Dia das Crianças, tem me enlouquecido com tantas propandas na TV, onde eu só escuto "Mãe, eu quero um deste.", "Mãe, você compra?", "Mãe, era este que eu queria ó!"

E dando seqüêcia a minha vida blogueira, fui intimada pela Danny para indicar 10 blogs amigos e também fui indicada como BlogStar pela Val e Telma.

Convenhamos que eu não ando lá muito blog-amiga, tanto que isto já tem 11 dias, mas vamos lá!

And the Oscar goes to:

* Gravidez e Maternidade - A 1ª BlogMãe que vi na vida.

* Pumpkin Juice - Nos conhecemos através da Pri das Fadas e ficamos amigas.

* Cantinho da Pri - Luiza só nasceu depois que o Rafa nasceu no dia 21/08, sendo a última de nossa turma de blográvidas.

* Lu Brasil - Como ela está grávida de novo? Éramos um trio - eu, Pri e ela.

* Coisas de Isis - Nem sei como a conheci, só sei que leio sempre que dá e quando der vamos nos ver.

* Perdida no Japão - A primeira grávida que tive contato via ICQ.

* Patrícia, Djem Tammer And Friends - De leitora a amiga real, mesmo morando em Londres.

* As Aventuras de Manu - De leitora sem filhos, a também BlogMãe.

* Arte da Vida - Ana, decisiva na minha opção em ter Luiza, e só veio saber disto anos depois.

* Devaneios da Insanidade - Minha xará das fotos ótimas.

E continuando com as brincadeiras, vamos as 8 coisas que ninguém sabe ou pouco sabe sobre você, no casou EU.

1 - Nasci em São Bernardo do Campo, ainda tenho família lá, e apesar de ficar há 130 Km daqui, eu nunca vou lá. Sinto como se nunca tivesse morado lá, realmente uma Estranha no ninho;

2 - Fiz vestibular para Fisioterapia, pensei em fazer Psicologia, Jornalismo e acabei em Nutrição, que deveria me ajudar a resolver meus problemas com a balança, já que com 18 anos eu pesava 118 Kg;

3 - Transei 1 ano e meio sem camisinha e não engravidei, quando usei, fiquei grávida;

4 - Apesar do sobrenome alemão, também sou descedente de Japonês, e deveria me chamar Renata Nagashima Zucher;

5 - Sou evangélica,na verdade o melhor termo seria protestante, mas também já fui daquelas de só usar saia, cabelão e não ter TV em casa;

6 - Roí unha até os 17 anos, tanto que elas ficaram todas tortas e somente há uns 2 anos que voltaram ao normal. Hoje não vivo sem unha feita;

7 - Morei 4 anos e 3 meses no Japão e não falo Japonês. Lá andei de trem bala, desci de uma montanha russa há 135 km/h de 80 metros de altura e conheci visitei ícones capitalistas como Hard Rock, Disney, HMV, GAP, Tower Records, etc...

8 - Tenho um ex-namorado que depois que terminamos se assumiu bissexual e namorava um travesti :o

Teoricamente eu deveria passar a brincadeira para outras pessoas, mas deixo livre para quem quiser aderir ou não.

E para não ficar somente em palavras, vamos as fotos do final de semana...



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:17:49
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Segunda-feira, Outubro 01, 2007


Insanas Banalidades...

Sumi, né? Juro que não foi por vontade própria, que na verdade eu até tive vontade de postar, que comecei escrever empolgadíssima na quarta-feira passada, mas a Garota-Enxaqueca deu as caras, se apoderou do meu corpo, não foi mais embora, e aí, affff... o resto dos dias foram dolorosamente um caos.

Também andei envolvida em outras coisas, organizando meus 80 Cds com arquivos de fotos dos últimos 4 anos, e quem quiser conhecer um lado diferente da Rêca Fotógrafa, recomendo passar e também colaborei com uma matéria aqui, mesmo professando outra fé. Também andei atualizado o Flog e vídeos do Orkut.

Mas deixando o momento informativo de lado, Jesuis, como sofro com estas oscilações hormonais, este sobe e desce do estrógeno e da progesterona, que na fase pré-menstrual aumentam, durante a menstruação caem drasticamente e depois voltam a subir. Será que eles não podem ser mais estáveis por um tempo, ou pelo menos enquanto um sobe o outro ficar lá quietinho, em seu nível normal?

Não é sempre, mas de tempos em tempos tenho crises "felomenais" de enxaqueca na TPM, que na realidade é pré, durante e depois, até tudo se estabilizar novamente, e aí não há Rêca que resista a tanta dor, aliás não só eu, como todos que me rodeiam, porque fico intratável. Para ajudar, sou fotofóbica, a enxaqueca piora com a luz solar, e apesar do vento, o sol andou escancarado, daqueles bem luminosos de inverno. Que não esquenta nada, mas em compensação, nos cega!

E só de imaginar que devo ter mais uns 20 anos de vida fértil por aí. 20 anos, vezes 12 meses, ou seja, ainda sofrerei de TPM umas 240 vezes nos próximo anos... Porque não é o inverso? Ao invés de tomarmos anticoncepcionais, deveríamos tomar fertizantes quando quiséssemos engravidar, né?

Estava lendo um artigo aqui e encontrei isto sobre sintomas mais comuns relacionados a TPM.

Físicos
· Enxaquecas (tive e ainda estou tendo)
· Acne (não tive desta vez, ufaaaa...)
· Edemas (tive e ainda estou tendo)
· Dor e Desconforto nos seios (não tive)
· Dor nas Juntas e nos Músculos (tive e ainda estou tendo ABSURDAMENTE, me estralando toda)
· Inchaço Abdominal (tive e ainda estou tendo ABSURDAMENTE)
· Alterações do Apetite (tive e ainda estou tendo ABSURDAMENTE, só penso em mastigar. Mmmm.Mmmm)

Psicológicos ou Comportamentais
· Raiva (tive e ainda estou tendo ABSURDAMENTE, e em plena segunda de manhã eu já queria esganar todos na empresa)
· Irritação e alterações de humor (tive e ainda estou tendo ABSURDAMENTE, e acho melhor não falarem comigo hihihi)
· Ansiedade (não tive, pelo contrário, liguei o FODA-SE e deixei que mundo que se exploda)
· Depressão (não tive, porque eu adoro ficar só quando estou assim)
· Instabilidade Emocional (Ri até de raiva hahahaha, ou será loucura mesmo isto?)
· Insônia (dormi tarde, acordei cedo, perdi o sono durante a madrugada :/)
· Perda de interesse e de Prazer (só não perdi o interesse e o prazer de comprar hahahahaha, muito melhor que sexo COM CERTEZA)
· Stress (Que stress? Quem disse que tô estressada? Heim? Heim?)

E pensar que na quarta-feira, há somente 5 dias atrás, este post começou assim:

Por incrível que pareça hoje não estou pilhada e depois de muito tempo, consegui sentar aqui e pensar, "Ah! Não tenho nada pra fazer, acho que vou escrever alguma bobagem no Blog"...(quando escrevi isto, mal sabia eu da tempestade enxaquequítica que se formava no meu horizonte hormonal)

Antes vi a novela, que agora na última semana eu não perco por nada (e já que estou terminando o texto depois, vale comentar que achei o final muito bem amarrado, de uma criatividade imensa e adorei a Bebel ter se dado bem rs...) e como não gosto de futebol (da-lhe São Paulo, huhuhuuuuuuu), desliguei a TV e um silêncio bom paira no ar, com Luiza dormindo em sua própria cama lá em cima e Beth aqui ao lado, roncando, esparramada no sofá.

Falando em Luiza dormindo em SUA PRÓPRIA CAMA, pois é, depois de quase 3 longos anos de muito padecimento noturno, este dia finalmente chegou. Enquanto todas as mães esperavam os bebês completarem 3 meses para dormir melhor, eu esperei pelos 3 anos, recomendação do nosso pediatra.

As coisas começaram assim:

Primeiro com o bebê que não dormia mais que duas horas seguidas, depois com o bebê que dormia comigo e mamando a noite toda, depois com o bebê que dormia comigo e mamava 3 mamadeiras na noite e fazia horrores de xixi, depois a criança que dormia comigo, mamava só para dormir, mas tirou as fraldas e fazia xixi em mim, depois a criança que dormia comigo e me chutava a noite e finalmente eu me cansei de acordar toda torta, dolorida, passar a noite preocupada se a criança iria cair da cama, se estava ou não coberta e mandei-a dormir em sua própria cama, porque o berço há tempos eu havia me desfeito dele.

Se foi fácil? Não, mas também não foi tão difícil quanto eu imaginava, e falando a verdade, fiquei até decepcionada por ter sido abandonada tão facilmente, sniff....

O Segredo? Paciência, persistência, uso de muita, mas muita MESMO, psicologia infantil e tempo.

Antes de sairmos de férias eu comprei uma grade para a cama dela, não abri, mas falei o que era, conversamos sobre o assunto e viajamos.

Durante a viagem, continuei falando sobre o assunto, mostrando que o Diego dormia na cama dele, com grade, etc, e o fato de dormirmos em camas separadas, mesmo que lado a lado, neste período também ajudou.

Voltamos das férias, abri a caixa junto com ela, instalamos a grade, tivemos outra longaaaaa conversa, principalmente sobre o quarto dela que não era usado e começamos as tentativas.

Mesmo dormindo comigo, ela dormia mal, acordava várias vezes na noite choramingando, eu ajeitava, pegava a chupeta dava tapinhas nas costas, e ela dormia novamente, ou então acordava só para ver se eu estava lá. E se eu não estava, ela choravaaaaaaaaaaaaaaaaaa...E eu tinha que deitar com ela.

Comecei com ela dormindo comigo, mas ciente que depois eu a levaria para a cama dela. Ela acordava várias vezes durante a noite e reclamava que estava sozinha. Eu ia lá e ficava com ela, explicava que estava no quarto ao lado, ela dormia e eu voltava para minha cama, ou então eu dormia antes dela e amanhecia lá, toda torta e espremida na cama de solteiro. Também acordava porque queria a chupeta e eu mostrei que na grade havia um bolsinho, onde ficavam outras chupetas.

Foram dias ruins, porque ficar andando pela casa, de um quarto para o outro ninguém merece, até ela ter consciência que eu estava mesmo no quarto ao lado, que não sumiria pelo fato de dormirmos separadas, que havia outras chupetas a mão caso a dela sumisse pela cama, e que quando ficasse de dia, ela poderia ir para o meu quarto.

Em 1 mês estava adaptada na cama, dormindo muito melhor, indo das 20 as 5:30-6:30, me chamando as vezes e eu respondendo que estava no quarto ao lado.Depois levantava e ia pra minha cama fazer um pouco de hora até levantar de vez.

Só que passada a fase da adaptação, começou a ficar sem vergonha, levantar ainda de madrugada e ir para minha cama, eu disse que compraria um berço, porque se ela voltou a dormir comigo, é porque era bebê e precisava de um berço hahahahahaha Rapidinho parou e só vai para meu quarto quando está de dia, e as vezes me grita pergutando se já está de dia mesmo rs...

Claro que tem um ou outro dia que ela levanta um pouco antes e vai para a minha cama, ou me chama para ir lá com ela, porém quem é tem dia que tudo o que gostaria de ter é o aconchego da cama da mamãe? Conforme o dia eu cedo sem problemas, mas nunca deixo de dizer que é uma exceção, porque afinal é uma "criança grande", como ela mesma se define, e por isto tem que dormir na cama dela.

O hilário disto tudo, é que eu não me adaptei a ficar sozinha na cama King size, acordando ainda mais dolorida, dormindo mal, perdendo o sono e isto só melhorou quando mudei para outro quarto, com uma cama de solteiro hahahahaha Vai entender...

Eu fico olhando para Luiza e me pego a pensar no que estaria fazendo se ela não estivesse aqui. Na verdade eu sei que geograficamente aqui eu não estaria, mas é algo tão estranho, porque parece que ela esteve aqui durante toda minha vida, e outro dia tentei explicar isto à ela, dizendo que ela ficou no céu esperando para nascer, que antes eu não tinha ela. Ela ficou tão chocada, sentida e chorou desconsoladamente hahahaha, mas depois assimilou, e até usou algo parecido conversando com a "avó Rosana".

Passando com a avó em frente ao Laboratório da Unimed, ela disse:
- Vó, sabia que eu tirei sangue aqui, quando eu era bebê?
Aí como a Rosana não sabia do caso, e Luiza sabe que ela é uma avó adotada, respondeu:
- É, mas eu ainda não tinha você Vó. - rs... igual eu respondo quando é alguma coisa antes dela ter nascido rs...

Tem sido uma compania e tanto a menina de 3 anos e 1 mês, altas conversas, brincadeiras, sessão cineminha em casa, e por incrível que pareça, ela ainda não gosta de computador e me tira daqui para ficar com ela.

Esta semana desacelerei, literalmente meti o pé no freio, porque depois de tantos dias de carona, sempre passando na casa dos outros ou bandolando de ônibus, quando o carro ficou pronto, eu só quis saber de sair do trabalho e vir para casa.

Reflexo também da garota enxaqueca é claro, mas mesmo assim, toda Maria das Dores, eu ainda consegui ter um final de semana legal, trazendo Flávia para brincar aqui em casa, indo ao Shoping levar Luiza que agora me cobra que quer ir lá e comer no Mac, esticando uma noitinha com uns amigos no sábado, fazendo comprinhas, visitando amigas de mamis e fofocando horrores, terminando com um domingo beeeeeeeemmm preguiçoso, para começar a segunda para lá de pilhada, e é melhor não encostar, porque senão vai morrer eletrecutado rs....



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:21:37
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