Quinta-feira, Novembro 29, 2007
Apesar de não parecer, eu continuo viva, por aqui, trabalhando feito louca, cheia de mudanças, novidades, planos e MUITOS EVENTOS até o final do ano!!!!
Affff... eu vou, mas eu volto, e espero que logooooooooooooo!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:21:18
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Sábado, Novembro 17, 2007
Revelações de uma Dona-de-Casa (de araque)
Tem coisa pior que uma dona-de-casa (de araque) ir ao mercado sem nem ao menos ter tomado o desjejum?
Pior ainda se esta dona-de-casa (de araque!) for uma gulosa assumida, na TPM, com uma vontade incontrolável de mastigar sem parar, de comer tudo quanto for carboidrato e principalmente DOCE!
O mercado ficava no trajeto da padaria, onde a dona-de-casa (de araque) estava indo tomar um café, básico e preto, com no máximo um pão com margarina, mas resolveu parar antes para as compras e assim evitar uma manobra extra no trânsito, tendo que passar duas vezes pelo mesmo local.
Parou no estacionamento do estabelecimento, (nossa quanto "mento" em uma frase tão pequena!), desceu de óculos escuros, e assim avistou as prateleiras brilhantes, repleta de produtos que gritavam "leva eu!", "me coma!", "sou delicioso"!
Não foi fácil manter a concentração e passar incólume entre as prateleiras, mas precisava de suprimentos para o almoço, já que teria que conzinhar para a filha pequena e uma amiguinha.
A vontade de cozinhar era nula, ainda mais diante da pia cheia de louças há dias, devido a ausência da faxineira que se demitiu por motivos de saúde, chorando, deixando saudades e a casa um caos, ainda mais com a dona-de-casa (de araque) de TPM, filha pequena revoltada com a escola, ambas com a imunidade baixa, acumulando 3 semanas de doencinhas e doençonas, com o agravante de ODIAR lavar louças, porque isto destrói as unhas, ainda mais quando pintadas de vermelho!
Fútil? Com certeza! Mas fazer o que, quando você se encontra naqueles dias que quanto menos faz, menos quer fazer, e só de imaginar a maratona que será a próxima semana, já emite um gemido de reclamação e cansaço antecipado.
E caminhando pelo mercado, a a dona-de-casa (de araque, não se esqueça) muda de idéia quanto ao cardápio, o bom e velho macarrão era o prato do dia, apesar de a tal ser Nutricionista, odeia cozinha, preferindo mandar e sempre ter um cardápio delicioso executado por um chef, mas como era feriado prolongado, não haveria expediente, e decide-se por uma polenta, que as meninas adoram, com um molho bem natural, de cenoura e tomate, começando as compras pela sessão de hortifruti.
Mesmo sem ter muito o que comprar, faz um tour, prateleira a prateleira, em busca "daquilo", não sabe o que é? Ela também não, mas mesmo assim sempre o procura, porque está naqueles dias de que quer comer "aquilo" e enquanto não o encontra, vai provando um pouco de tudo, sentindo que o bucho cresce, estufa, as dobras marcam mais que nunca, a balança acusa 1 kg a mais só nesta semana, ela se sente culpada, se entoque de chá verde e activia, tentando eliminar com naturalidade os excessos cometidos!
Deste "passeio" inesperado, vem no carrinho uma caixa de Nesfit, isto depois de ter avisado uma funcionária que havia vários vencidos na prateleira, tendo assim uma idéia de como a população da cidade gosta de coisas saudáveis. Leite desnatado, várias Vonos (coisa de quem mora sozinha e tenta fazer dieta, banana e pêssego, cenoura, molho de tomate, carne moída, iogurtes e leite fermentado para a criança, fubá para polenta, Aquarius, suco de uva, inseticida, bolacha de chocolate para a criança que de uns dias para cá anda esfomeada, pedindo doce e tem um exame de fezes marcado e uma lata de LEITE CONDENSADO, aquele da Moça, para cozinhar depois hahahahahahaha. Ele ainda está lá, guardado no fundo do armário e espero que assim continue, ou pelo menos até o bucho desinchar um pouco, porque depois da orgia de massas durante a semana, isto não será fácil.
Passa então na padaria, pede um café, esquece de dizer que era expresso, e recebe uma dose de café em um copo americano. Chocada, ao ver o que a atendente, grávida com cara de acabada igual a própria teve há 3 anos e meio atrás, colocou em sua frente e saiu para fazer outra coisa, só consegue olhar para a tabela de preços afixada na parede, aqueles que as letrinhas são encaixadas em um placar preto, cheio de furinhos, onde se lê Café 0,50. Vasculha a carteira para conferir o que ela já sabe, que não há uma única moeda ou nota de dinheiro, pensando se a caixa vai linchá-la ao pagar o café no cartão de débito. Minimiza a situação levando alguns pão de queijo para a filha que adora, uns deditos de chocolate, um tridente, e tudo não chegou a 5 reais rs...
Pelo comércio da cidade pequena, procura por um presente para o aniversário do dia seguinte, uma carta na manga caso não consiga fazer o que deseja. Aproveita para comprar um cartão de felicitação, para quem sabe assim despachar o pacote pronto há semanas, só não enviado ainda por falta de um cartão!
Entra no carro, pega a filha e a amiguinha, seguem para casa, já mais animada, pensando em chegar, guardar a comprinha, colocar roupa para lavar, lavar a louça, fazer almoço, montar um Scrapbook e assim descansar.
No meio da guarda da comprinha, com a máquina enchendo, toca o telefone, é a ex-sogra da irmã chamando para almoçar. Putz... Justo agora em que a dona-de-casa (de araque) pensava em assumir os afazeres domésticos inadiáveis e até com alguma boa vontade??? Já que nos chamam, lá vão elas fazer a polenta na casa alheia. Almoçam, as crianças brincam, as mulheres descansam enquanto vêem TV, programação da sexta-feira, coisa que não fazia há tempos, voltando para casa por volta das 15 horas.
Aí sim, pendura a roupa que ficou lavando, recolhe os cocos da cachorra, lava a louça, coloca as meninas para ver TV, uma delas dorme, a outra ajuda indo levar o lixo na lixeira, porque finalmente a dona-de-casa (de araque) tomou coragem de esvaziar os vários potes e panelas com restos de comidas há dias na geladeira. Já que pra fazer algo que odeia, o lema é fazer por completo, não deixando nada para trás. Faz o tal do Scrapbook, prepara o lanche da tarde, assa pão de queijo, faz café, se empanturram, bota as meninas para ajudar a desfazer a mesa e manda as duas para o banho. Ajuda para o banho não demorar tanto, também na troca, com os cabelos e descem para brincar na sala, que até 1 hora atrás não havia nada dos trocentos brinquedos espalhados.
Toma um banho também, afinal mesmo neste frio atípico de Novembro, a higiene corporal precisa ser mantida e nada mais relaxante que água quente! Aliás até há coisas mais relaxantes do que isto, porém no voculário da dona-de-casa (de araque), são palavras inexistentes há algum tempo.
Descobre chocada e decepcionada, que o Papai Noel já fez sua chegada no Shoping da cidade vizinha. Como assim? Ainda é 16 de Novembro! Será que o bom velhinho se confundiu devido a mudança deste tempo louco? Ou se antecipou para não derreter dentro daquela roupa de veludo? Que sem graça! Tudo gira em torno de vender, vender, vender... Se bem que a própria já montou sua árvore de Natal, mas para controlar o consumismo de uma pequema menina (que já tem mais de 1 mt), que queria levar para casa todos os enfeites de uma loja de departamento.
Chega o momento de levar a amiguinha da filha, afinal já está quase no horário da novela das 9, estão todas cansadas, e junto com as meninas, leva também uma bacia cheia de roupa para passar, pois arrumou uma alma caridosa para lhe auxiliar neste fazer sem secretária do lar, reconhecendo que ela, a tal dona-de-casa (de araque), passando roupa é uma boa nutricionista!
Ela contou que teve a fase do ir e vir das bacias de roupas sujas e limpas? Sim! Quando a máquina de lavar se rebelou, quebrou e até o técnico lerdo arrumá-la, foram 15 dias passeando com baldes, bacias, sabão em pó dentro do carro, enchendo a máquina e o saco dos outros!
Coisas miúdas do cotidiano, que quando vão bem, ótimo, nem nota-se o que se passa, mas quando algo sai dos trilhos, o descarrilamento é desastroso, daqueles ribanceira abaixo.
E como ela diz, com aquela cara de estar nem aí, do tipo, "deu, deu, não deu? que espere para quando der", são coisas da vida moderna, "fatos e conseqüências", mas com a certeza que logo tudo voltará aos trilhos e ela só se lembrará da coisas boas ou dos quilos a mais, pulando para fora do cós das calças.
Assim o dia chega ao fim, depois de ter feito a filha resfriada (de novo, ou será o mesmo resfriado que ainda nem havia ido embora?) dormir, pensando com alívio que apesar dos 2 dias em casa, o final de semana apenas está começando, e a noite promete ser "daquelas"! Daquelas com crise de tosse e episódios de vômitos :P
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:09:02
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Domingo, Novembro 11, 2007

Obrigada...
Hoje, depois de ler alguns blogs, comecei a pensar em duas capacidades humanas.
Imensa quando se trata de reclamar, lamentar, pedir, chorar, lamuriar e Mínina quando se trata de agradecer ou compartilhar as coisas boas da vida.
Já parou para pensar o porquê de ser muito mais fácil criticar do que fazer um elogio? Reclamar e choramingar pelo o que deu errado, mas não agradecer ou comentar o que deu certo?
Temos um pré-conceito de que as coisas sempre devem dar certo, e quando isto não acontece, sentimos como se o Universo conspirasse contra nós e em momentos realmente ruins, questionamos tudo e todos, até mesmo a existência de Deus ou se ele esqueceu de nós.
Mas como poderíamos comemorar sem restrições as vitórias e os bons momentos, se já não tivéssemos sentido o gosto da derrota, a dor da perda ou o amargo da decepção?
Pollyana demais pensar assim? Talvez, mas é o que condiz com meu modo de pensar, agir, ser e a Vida Real...
Reclamamos porque trabalhamos demais e também quando estamos desempregados;
Reclamamos porque estamos estressados e também quando estamos entediados;
Reclamamos porque nossos filhos são elétricos e também quando estão amuados;
Reclamamos porque estamos sem dinheiro e também porque gastamos demais;
Reclamamos porque a Família é barulhenta e também da Saudade porque estão longe;
Reclamamos porque comemos demais e também quando estamos de dieta;
Reclamar faz parte da Natureza humana, o problema é que ela começa a nos dominar.
Então pensando em tudo isto, hoje isto não será o Muro das Lamentações, mas sim um agradecimento e registro de tudo de muito bom que tem nos acontecido diariamente, que:
Apesar dos mals bocados que passamos, continuamos vivas!
Apesar do meu trabalho estressante, eu tenho um emprego!
Apesar de às vezes adoecermos, sempre saramos e no geral temos muita saúde!
Apesar da Família morar longe, estão todos bem por lá!
Apesar dos amigos malucos que vem e vão, mas são sob medida pra mim e sempre voltam!
Apesar das decepções sofridas, eu sempre aprendo algo com elas!
E apesar de nem sempre adorar a Deus como se deve, ele jamais esqueceu de mim!
Vi que a maravilha do simples fato de todo dia acordar, ou melhor, ser acordada por Luiza.
Acordar...Quantas pessoas não conseguem fazer isto novamente?
E melhor ainda acordar com saúde, com preguiça de levantar para executar aquela rotina de todo dia, como sair da cama, me trocar, arrumar Luiza, levá-la para uma escola de período integral, por conseqüência de eu ter um emprego de período integral também.
É a mais simples da Leis: "Causas e Efeitos" ou "Fatores e Conseqüências".
Se não sinto culpa? Sim, porque é claro que gostaria de ter mais tempo junto com minha filha durante a semana, mas sei que me sentiria ainda mais culpada e derrotada se não pudesse dar a ela os confortos e pequenos luxos que somente o dinheiro pode proporcionar.
Amor, carinho, atenção, dedicação, isto e muito mais temos de sobra por aqui e na minha concepção de vida é o básico de tudo.
Materialista eu? Só o normal, e por isto sei que dinheiro não é tudo, mas também sei que a vida pode ser tornar um inferno quando ele escasseia, porque é como cantavam os Titãs na década de 80, "Capitalismo Selvagem".
E diferente do que muitos imaginam, não tenho tudo o que gostaria, materialmente falando, mas ao invés de me lamentar, corro atrás para conseguir e agradeço a Deus por ás vezes ter mais que outros menos afortunados, e sempre que possível me dar ao prazer de saborear coisas bobas, como pequenas viagens, ou como ontem, um dia no shoping, depois de semanas com Luiza insistindo, onde o dinheiro se vai e nem vemos em quê.
Se tenho dívidas? Sim... Se faço carnês? Sim! Se o carro está velho? Sim! Se tenho dinheiro para trocar? Não! hahahahaha e nem por isto a vida deixa de ser menos interessante ou boa, pois como eu já disse, são as dificuldades que dão o prazer imenso da conquista, no melhor estilo, quanto mais difícil, mais eu quero e melhor será quando eu tiver!
Se der? Ótimo !!!! Se não der? Muito obrigada assim mesmo! Até mesmo por estar aqui decepcionada, triste ou insatisfeita.
Fugi um pouco de foco do início do texto, mas as palavras foram fluindo naturalmente, conforme fui pensando na vida, no quanto não é fácil educar uma criança, passar valores morais, éticos, comportamentais, sentimentais, coisas que ficam mesmo quando o dinheiro se vai, ou que se não instituídas agora, mais tarde, nem todo o dinheiro do mundo poderá comprar.
Como dizem por aí, só entendemos nossos pais e suas atitudes, quando também o somos. Assim digo não quando é preciso, e sempre o é, explicando que na maioria da vezes as coisas não são do nosso jeito ou como queremos, e espero que assim Luiza dê o verdadeiro valor a vida, assim como hoje eu o faço, entendendo as atitudes de meus pais, tantos os acertos, quanto os erros, mas sempre com o desejo de fazer o melhor!
E para terminar, DEUS! Obrigada por jamais ter me faltado, mesmo quando eu pensei que sim! E por aqui estarmos, com força total para ir além, venha o que vier. Amém...
E também obrigada à você, que mesmo do outro lado da tela, sem eu saber, vibrou com nossas vitórias, sofreu com nossas decepções, mas acima de tudo, torceu e orou por nós!
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:23:52
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Quarta-feira, Novembro 07, 2007
Confissões & Confusões de uma Muda
Estou muda, e isto não é uma figura de linguagem, mas sim que acordei totalmente afônica! As vezes sai um fio de voz desafinado, com muito esforço, mas é quase nada!
Então já que não posso falar, preciso de algum modo verbalizar meus pensamentos, e nada melhor que escrever, pois como sempre digo que "Escrever é preciso!", ainda mais quando não se poder dizer o que vai dentro desta cabeça, que serve para algo além de crescer cabelos.
Pela segunda semama consecutiva, tive um final de semana não muito bom em questões de saúde, mas estando bem ou mal, eu saio de casa, passeio, recebo os amigos, ainda mais em final de semana prolongado, ou seja, histórias sempre há, sejam boas ou más!
Imunidade baixa? Certamente e eu sei o porque disto, como também sei que é uma fase e logo melhorará.
Dieta tem disto, mesmo quando é feita aos trancos e barrancos, adoro o resultado, mas odeio os efeitos colaterais, no meu caso sempre imunidade baixa e fertilidade total! Funciona mais ou menos assim, conforme o ponteiro da balança vai baixando, os glóbulos brancos também vão, até se estabilizarem no novo nível, e sob alto nível de stress, isto piora, e muito.
Duas semanas alternando noites dormidas e noites em claro, ninguém merece! Luiza ainda teve episódios de diarréia até onte,, mas está bem melhor, porém com este tempo louco, a tosse vem e vai, as secreções aumentam do nada, tendo retorno ao médico sexta-feira. Semana passada pesou 17,8 Kg (mas emagreceu nesta semana porque as calças estão caindo), e mediu 101 Cm!
Apesar do certo bem estar físico, sinto que minha menina não está 100% bem psicologicamente, estando abalada com toda a mudança que ocorreu em sua escola. Sinto que aquilo foi uma violência no seu cotidiano, tendo tudo mudado brutalmente de uma hora para outra.
Ainda não sei se estas mudanças foram para melhor ou pior, porém tudo que é drasticamente alterado, gera um choque inicial, insegurança, instabilidade, e se eu como adulta me senti invadida, fico imaginando ela como criança. Minha vontade era tirar licença do trabalho, ficar em casa com ela, e que o resto se F***, só que as coisas não são assim, né? E mesmo angustiada, sou obrigada a deixá-la diariamente, porque a vida não para diante de nossos problemas, até que possamos resolvê-los e seguir adiante sem preocupações.
Seria o mesmo que de repente chegasse mais 10 pessoas para trabalhar em minha sala, colocando suas coisas, mudando tudo sem me perguntar, para depois ficarmos todos ali, gostando ou não, passando o dia naquele caos. Louco, né? E acredito que seja assim que ela tem se sentido.
É certo que ela tem gostado de fazer certas coisas com outras crianças, de ter mais liberdade, porém colocando tudo na balança, perdeu-se mais que ganhou. A história é que a escola dela foi vendida para outra, que mudou-se para lá, passando de 25 crianças para 81!
Uma coisa é certa, caso continuemos a morar no Brasil ano que vem, Luiza vai para outro colégio, desta vez um grande, tradicional, que não corre o risco de fechar ou ser vendido para outro que o engula, o qual sondei este ano, gostei, mas por motivos financeiros deixei para depois, e esta mudança só não acontecerá agora, porque é final de ano.
Mas voltando ao início do feriado prolongado, na Sexta-feira reuni os amigos em casa para um daqueles almoços da galera sem família ou família maluca, porque na quinta eu estava super inspirada para cozinhar e convidei todo mundo.
Fomos a feira pela manhã, comprar frutas, verduras e legumes frescos para o almoço e depois fomos ao Mercado, tarefa que eu adiei durante a semana, por preguiça ou falta de tempo, tendo que encarar as compras com um povo enlouquecido em pleno dia de Finados.
Não me importei com o mercado cheio, porque eu e Luiza nos divertimos assim mesmo, ela dentro do carrinho, arrumando as coisas, e na hora de pegar a fila imensa do caixa, deitou em cima da caixa de leite, nós duas brincando, rindo horrores, fotografando, com flashs para todo lado. Simmmmmm, eu tiro fotos no mercado hahahahaha
Fiz o almoço, o pessoal chegou, comemos e ficamos por lá, com as pernas dentro da piscina, conversando, repetindo a sobremesa várias vezes (salada de frutas com sorvete de creme) , hmmmm... Não nadei e eles foram solidários comigo, porque havia feito o cabelo na véspera, e não podia molhar. Sim, voltei a ser Linda e Loira rica, porque aqueles 3 dedos de raízes pretas estavam para acabar com qualquer pose, me deixando Loira Pobre total!
Sábado tomamos café na padaria, passeamos pelas lojas com Marcela, gastando o que não tínhamos, e fomos para chácara. Como sempre dormimos a tarde, e quando acordei passei na casa da Helô, onde estava tendo um churrasco de despedida. Eu só pretendia dar um beijo e já ir embora, mas todos os amigos estavam lá, Luiza se enturmou, e acabamos ficando mais.
Chegamos em casa e ela apagou deitada no tapete.Eu estava com dor de cabeça, uma daquelas irritantes que não passava, não conseguia dormir, ver TV, ficar na internet e quando pretendia deitar, Luiza acordou tossindo, e acabou vomitando.
Alguém poderia explicar porque eles só tossem até vomitar a noite?
Lavou meu andar de baixo de vômito, porque quando eu estava levando-a para o banheiro, vomitou tudo o que havia comido durante o dia, e da altura que estava, espirrou por tudo. Urgh! Resultado, dei banho, mediquei-a, coloquei para dormir e pouco depois da meia-noite, a gata-borralheira que vos escreve estava limpando o andar de baixo, com a casa toda aberta, para ver se aquele cheiro horrível saía!
Até esqueci da dor de cabeça e acabei indo dormir de cansaço, com a casa aberta e cheia de repelente por causa dos pernilongos. Agora é assim, se quero ficar com a casa aberta a noite, da-lhe repelente, senão somos carregadas pelos malditos insetos!
Domingo acordamos super cedo, eu cansada, um chuva torrencial, vontade de fazer nada, até que Maris me ligou e clarooooo, acabamos saindo. Fomos comer algo e quase que vomito em cima da mesa.
A junção perfeita de noites mal dormidas, cansaço, enjôo, deu nisto e se eu não tivesse tanta certeza de não estar grávida, eu diria que estou!
Fomos para a chácara também, mas voltamos cedo para casa, onde ficamos conversando até tarde, Gustavo repaginou meu cabelo porque não estava satisfeito com o resultado e ainda é preciso dar mais uma mão de escova.
Segunda? Acordei com dor no rosto, sinal de crise de rinosinusite a vista, que se confirmou na terça-feira, quando comecei a ficar rouca, amanhecendo hoje totalmente sem voz!
Me senti ridícula indo trabalhar assim, mas tinha muita coisa para fazer, tendo que ficar cutucando os outros quando queria falar, ou assoviando, batendo palmas para chamar a atenção, e todo mundo pensando que passei a noite na gandaia! Quem me dera hahahahahaha
- Mãe, porque você tá falando assim?
- Tem um dodói aqui na garganta da mamãe Lu. - resmunguei em um fio de voz desafinado.
- Hmmmm... Mas fala direito Mãe!
Um dúvida, porque as pessoas associam mudez com surdez? Porque ou falavam totalmente baixo ou berravam, como se eu não pudesse ouvir também!

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P.S : E quanto as tais fotos? Então no FotoBlog !
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:21:21
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Domingo, Novembro 04, 2007
Excentricidades, Manias & Neuroses
Eu sempre fui um tanto quanto muito neurótica com organização, arrumação, detalhes bobos para a maioria das pessoas, como por exemplo guardar as compras nos armários, porém de suma importância pra mim, tarefa que fazia, mesmo quando a família toda morava aqui e ainda faço questão de executar.
Era eu também que separava toda a roupa da família para guardar, sabia de quem era cada peça, onde devia ser colocada, e se visse alguém procurando algo, dizia com precisão onde estava. Depois de um tempo ninguém mais procurava nada, sempre me perguntavam onde estava, porque eu guardava tudo, desde chave em cima do aparador, até coisas maiores.
Só que nem sempre foi assim, até meus 14-15 anos, minha mãe implicava e brigava muito comigo por causa de minhas bagunças nos armários e gavetas de roupas. Me perseguiu tanto, que o feitiço virou contra o feiticeiro, ao ponto de anos mais tarde eu arrumar as coisas dela, como despejar todo o conteúdo de dentro da bolsa em cima da mesa, e por minha conta fazer uma arrumação, limpeza, jogando fora tudo o que eu considerava lixo, ou que talvez um dia ela viesse a precisar.
Isto de guardar as coisas para o dia que precisar não é comigo. Jogo fora ou dou embora MESMO, e no dia que precisar, se é que isto chegue a acontecer, compre um novo, que não ficou durante anos ocupando espaço e ajuntando poeira.
Era eu também que entrava no quarto de artesanato dela, revirava as prateleiras, jogava várias coisas fora, arrumava outras, mas tudo em ordem, sem ficar dependurado, ameaçando cair na cabeça de alguém.
A mudança foi gradativa, comecei mantendo as coisas arrumadas, conseguindo tirar uma camiseta da pilha sem revirar ela toda, até que cheguei ao ponto de separar tudo por modelo e cores, fazendo uma escala monocromática. Também separei todas as peças de roupas penduradas por cores, do tom mais claro para o mais escuro, ao ponto de tirar tudo do guarda-roupa, e colocar novamente, para ficar como eu queria.
A escala de cores virou uma obsessão, usava para tudo, Cd's, livros, roupas, e o que não dava para organizar pela cor, eu encontrava um modo, porém tudo era extremamente arrumado e organizado em casa, ao ponto de irritar.
Lembro que já de quase 40 semanas de gestação, na falta do que fazer para matar o tempo, arrumei TODOS os armários e guarda-roupas da casa, e olha que encarar o de Bilica não era algo que qualquer um toparia.
Foi a última vez que isto aconteceu...
Luiza nasceu, e aí minha neuroses e obsessões mudaram de foco,ana verdade se dispersaram, ganhando vários outros pontos de observação.
Confesso que sofri no início, por não conseguir manter todas aquelas gavetas de roupas miúdas em ordem de cor, por não conseguir mais guardar tudo o que via pela casa, por não saber onde estava algo que outro dia eu havia botado naquela gaveta.
Delegar, Relaxar... Coisas nem sempre fáceis de se fazer, ainda mais para alguém com mania de organização.
Hoje as coisas estão guardadas adequadamente, mas sem todo aquele rigor de antes, porque não tenho mais tempo, e quando tenho, uso para fazer coisas mais prazeirosas.
Se morri, não? Na verdade acho que Luiza veio na hora certa, me salvando, porque analisando tudo aquilo, era TOC sem sombras de dúvida.
Até a ladainha de minha mãe era outra, não só dela como da família toda, com minha perseguição constante atrás de todos, guardando tudo, arrumando as coisas de todos rs...
Hoje só arrumo quando é mesmo necessário, uma coisa de cada vez, e as outras? Que esperem a sua vez ué, mas depois de 1 ano e 2 meses morando sozinhas, percebo que outras manias se acentuaram ainda mais com o passar do tempo e a falta de compania doméstica, que a intolerância para certas coisas da vida em conjunto é cada vez mais latente, e me peguei a pensar se um dia conseguirei morar novamente com toda a família ou até mesmo dividir minha casa com um homem?
Sentiu o peso do MINHA casa?
Por mais que eu tente, não visualizo isto (exceto no caso de uma $oma con$iderável de fatore$). Porque eu adoro fazer as coisas como quero e principalmente QUANDO quero. Dar satisfação, rotina, vida doméstica tradicional, urgh!, não mesmo!
E porque falei disto? Sei lá... vontade de escrever, palavras jorrantes com vida própria, para começar a semana bem falante!

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:23:43
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