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Renata, Rêca, Rê, Mãe Solteira, Solteira e a procura. 29 anos, nascida em 25/06 do longíquo ano de 1979. Teoricamente sob o signo de câncer, apesar de não botar fé nestas coisas.
Complicadíssima, com um gênio forte, e um humor tão variável conforme os níveis de hormônios circulando pelo meu corpo. Com uma tatuagem em cada pé, uma no pescoço, Luiza no ombro e outras planejadas para o futuro, que espero seja próximo.
Paulista do Grande ABC, há mais de 6 anos refugiada no interior de SP, depois de já ter morado no Paraná e Japão.
Nutricionista por acaso do destino, gerente de unidade, ou seja, Restaurante Empresarial, escritora por paixão e fotógrafa por compulsão.
Mãe da Luiza, que só nasceu depois de 41 semanas e 3 dias, de parto normal, que doeu pra cacete, como resultado de uma aventura. Depois disto, minha vida nunca mais foi a mesma, e temos uma relação tipo matrimônio, na saúde e na doença, nas noites maldormidas, nas birras, nas descobertas, e maravilhas do dia-a-dia juntas em todos os momentos, até que a vida nos separe. Temos uma cachorra chamada Beth, muitos amigos, uma família que no momento deixou o outro lado do mundo e vive com a gente, numa casa de 5 banheiros.





Luiza,Lulu,Luli, Lu, Shumi, quase 4 anos, nascida em 22/08/2004, sob o signo de Leão, que por acaso ou não, é perfeito para sua personalidade forte, gênio nem sempre domável, ânsia de aprender, inteligência aguçada, paixão em ser o centro das atenções e grande entendimento, apesar da pouca idade.
Estudante de período integral, que apesar de cansativo, é o ideal a nossa o rotina. A Mãe trabalha, a Filha estuda, não dando trabalho a ninguém!
Menina esperta, que só dormiu uma noite inteira com quase 3 anos, quando foi despachada para a própria cama e quarto. Apaixonada pela vida, que curte intensamente a partir das 6:00 da manhã, e como compensação dorme lá pelas 20:30, tirando seu sono da beleza onde for preciso, no meio do barulho que for, seja em restaurantes, festas ou em casa.
Andou aos 11 Meses, falou antes disto, desmamou aos 22, desfraldou aos 29, aprendeu as letras do nome aos quase 3 anos e neste tempo muita coisa boa nos aconteceu, estando registrada em algum de nossos blogs, nos links lá embaixo.


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Domingo, Fevereiro 24, 2008


Luiza - 3 anos e meio = 42 Meses!

Eu tenho observado muito esta menina crescida, a qual eu ainda chamo de bebê, mesmo ela não gostando disto e pensado em como ela está grande.

Grande fisicamente, com suas roupas número 6-8, que aliás, alguém poderia me dizer o que este números significam? Não equiparam-se com as idades, né? Eu heim...

E esta fase encantada, onde tudo é das Princesas (tema da festa é claro!), ou da Barbie, perua e vaidosa ao máximo.

A petulância, assim como a dissimulação tem aflorado mais abertamente, e quando faz algo errado, para não pedir desculpas, diz estar como sono. Outro dia tentou forçar vômito porque eu estava muito brava com ela, e fomos conversar na escada, fui ainda mais dura e parou com aquilo. Posso com uma mini-atriz dramática em casa?

Olho para a menina das pernas compridas, e outro dia alguém me perguntou sobre o que o médico dela diz sobre o tamanho dela, e eu respondi que ela tem tamanho de menino, no que os ouvidos mais do que atentos me interromperam, para dizer:

- Eu não tenho o tamanho do Gui (amigo da escola, 2 dias mais novo), ele é menor!- e toda a classe é, exceto o Caio, que tem quase 4 anos.

Fala pelos cotovelos, não sei de onde tira tanto assunto e saliva. Assuntos dos mais diversos, variados, importantes, sem pés-nem-cabeça, mas que me divertem e emocionam absurdamente.

- Mãe.
- Hmmmm...
- Sabia que eu gosto muiiiiiiiiiiiiiiiiiito de você?
- Ahammmmm...- e sorrio sonolenta.
- Então faz um leitinho lá pra mim.
hahahahahaha, até parece que dá ponto sem nó, né?

- A gente tem que comprar uma casinha pra Beth, né mãe?
- Não precisa Lu, ela dorme lá no banheiro do fundo.
- Tem sim mãe, pra ela poder entrar na casinha dela e dormir.
- Pede para seu avô quando ele chegar.
- Tá bom. Aí a gente compra uma casinha, uma caminha, um cobertor e travesseiro de cachorro, bem pequenininho para caber tudo lá dentro.
Coitado do meu pai hahahaha

- Tia Bi, o que é planeta?
- A gente mora em um planeta Luiza, que fica no céu também, perto das estrelas, etc...
- Ah! - cara de quem entendeu tudo.
- E são 13 planetas.- acho que a tia vive em outra galáxia ou fugiu da escola.

- Como foi seu dia hoje na escola Luiza?
- Foi legal !! A gente foi lá no quiosque de baixo...
Ô meu Deus, desde quando ela sabe o que é um quiosque?

- Mamãe, eu já peguei tudo lá na sala.
- Recolheu tudinho mesmo Lu?
- Aham! Até guardei os PAPÉIS.- assim, direitinho no plural.

Brincando com a Uniqua, que com sua voz insuportável canta várias canções de ninar para o Sherman, aí olha para a Bilica e diz:
- Ela é tão engraçadinha, né tia?

Ela ganhou um short saia do uniforme escolar, mas sem o logo, e quando fui buscá-la, vem correndo ao meu encontro, segunrando a barra da roupa, para dizer:
- Mãe, tem que mandar colocar a figura do Fulano (nome do colégio) neste short, porque não tem, olha!

- Luiza, vem calçar o tênis para ir para escola.
- Mas eu vou ter que ir TODO DIA, com este tênis? Não posso colocar outro?
- Pode sim, então vai lá buscar.
Posso com isto? Tem que variar os tênis.

A gente conversando com uma menininha na saída da escola, no pátio. Entramos no carro e Luiza me diz:
- Você viu mãe, a sapatilha daquela menininha do Maternal era da Nike, né?
- Eu vi Lu, era sim, igual o seu.
- Não! O meu é tênis da Nike, o dela era sapatilha.
Observadora que só e aspirante a patricinha? Afff...

Ela tem um amiguinho do integral, bem acima do peso, engraçadinho na verdade, porque ainda é um bebê, mas com 1 ano e 5 meses, pesando 16 Kg, altamente preocupante, e ela fala assim:
- O "beltrano" é tão gordinho, né? Bunitinhu!

Estávamos comendo na mesa, pediu refrigerante, a tia deu um resto do copo dela, que olhou bem e soltou na hora:
- Só istooooo??? Coloca mais!

Tem horror a sementes, o que é um saco, até mesmo da uva.
- Mãe, tira a semente da melancia pra mim?
- Ah não Lu. Come assim mesmo, semente faz bem para o cabelo crescer (olha a chantagem barata aí hahaha)
- Faz? E as outras sementes?
- Também;
- Ah! Mas é tão ruim e dura de mastigar!
hahahaha ela tem razão tadinha, mas então que tire as próprias sementes.

- Mãe, eu gosto muito de você.
- E de quem mais Luiza?
- Meu coração é pequininho, né?
- É, mas cabe bastante gente?
- Não... só um pouquinho, mas eu gosto de todo mundo.
Fofo né?

- Hmmmmmmmmm... isto tá gostoso mãe. DELICIOSO!

- Coma Luiza, isto faz crescer a perna.
Terminou de comer, ficou ao lado da cadeira e comparou sua altura.
- Olha mamãe, já tô um pouquinho maior. - feliz da vida hahahahah

- Mãe, mãe, levantaaaaa!
- Pra que Luiza?
- Pra gente se trocar pra ir na escola!
- Hoje é sábado Luiza, não tem aula.
- ah... - com um muxoxo de decepção.

- Você nunca me dá nada mãe.
- Como não Lu?- já te isto, aquilo, aquele outro.
- É, né? Mas eu queria mais.
- Entã tá bom. Vou te dar mais coisas e não dou a festa de aniversário.
- Nãooooooooo... Eu quero a festa e ganho os presentes do aniversário!

E esta é Luiza, com 3 anos e meio, crescendo e nos surpreendendo, fazendo do seu desenvolvimento uma experiência incrível!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:09:43
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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008


Criança é Infância, é mudança, é Renovação!

Eu sempre falei sobre as mudanças que um filho trás em nossas vidas e mesmo depois de 4 anos, ainda me pego a pensar no assunto com bastante frequência.

Que um filho muda tudo, isto já é slogan de propaganda há tempos, mas concluí que não é apenas um filho que muda tudo, e sim a chegada de uma criança, seja na vida de quem for, não importando ser for pai, mãe, avós, tios, amigos, parentes, conhecidos ou vizinhos.

Uma criança modifica a vida de todos ao seu redor, àqueles da sua convivência, seja idoso, jovem, criança, ou até mesmo bicho!

Sim!!! Porque não também, a vida dos bichos de estimação? Afinal quem é que não conhece um gato enciumado por causa de um bebê que ainda está na barriga? Quem nunca ouviu uma história de cachorro amuado por se sentir trocado pelo bebê que chegou?

Quando digo que uma criança modifica, certamente que me refiro a uma mudança para melhor, muito melhor aliás...um verdadeiro upgrade, versão Top de Linha!

De início, Criança em uma casa, transforma tudo em um caos, tenha ela a que idade for, não importando o modo como chegou até ali.

Seja uma gravidez planejada ou inesperada, uma gestação do coração, uma adoção que finalmente aconteceu, os sobrinhos que vieram passar umas férias, não importa, criança em casa, é um tremendo "auê", até conseguirmos colocar tudo nos eixos, ou melhor, em novos eixos adaptando nossa vida à delas, e não o inverso, porque isto de que a nossa vida continua na mesma, e a criança é apenas um novo acessório que nos acompanhará aonde for, NÃO EXISTE.

Na verdade até existe, com suas profissionais de uniforme branco, séquito de serviçais, mas não é isto que quero discutir hoje.

Criança exige doação.

Doação de tempo, de atenção, de cuidados, de amor, tudo isto dosado com muito pacência, jogo de cintura, pensando que por pior que pareça aquele momento, vai passar e quando aquele sorriso banguela (ou não), se abrir para você, os piores fardos ficarão bem mais amenos, e ás vezes até parecerão recheados de pluma de ganso.

Criança na vida da gente, é sangue novo, injeção de ânimo (mesmo quando elas nos esgotam totalmente rs...). Significa alegria, renovação, vida nova, com a possibilidade de reviver uma infância distante, relembrar bons momentos e também uma segunda chance de fazer melhor os momentos que não foram tão bons assim.

Que mãe de menina nunca comprou uma Barbie Lançamento, só porque na própria infância era tudo o que mais desejava na vida? Luiza quando fizer 5 anos, ganhará uma casa da Barbie completa, para NÓS! É um trato desde o ano passado hahahahaha, e uma solução para resolver uma frustração que tenho desde os meus 5 anos rs...

E que mãe não se aperta, rala horrores, se vira do avesso, economiza nos próprios sapatos, roupas, acessórios, empregada, para conseguir fazer uma festa de aniversário, e ver aqueles pequenos olhos brilharem ainda mais, ao se deparar com seus personagens favoritos em sua festa?

Outras ainda fazem mais, colocando a mão na massa, descobrindo os dotes artísticos, fazendo a decoração, lembrancinhas, salgadinhos, docinhos, tudo isto a noite, depois do expediente e de ter dado conta da casa, do marido, do papagaio e da criança, que ressona tranqüilamente no quarto ao lado, fazendo de você um verdadeiro exemplo de Mãe-Bombril.

Me diga se você faria tudo isto em outros tempos, ou do quanto você reclamava ao ter que fazer trabalhos da faculdade a tarde ou noite, ou quando você só estudava e não trabalhava, achando-se Super-Hiper-Mega atarefada, pelo simples fato de ter que fazer um relatório em um sábado???

Não sabia era nada de nada da vida rs... Não se culpe, eu também não sabia e fico pensando no que tanto eu fazia, ou porque não fazia já que devia ter um tempo ocioso imenso!

Realmente eu não sabia de nada, até ter que estudar empurrando carrinho de bebê, de ter que fazer estágio meio-período, fazer relatórios a noite e passar a madrugada amamentando hahahaha. Dei conta? Sim... e minhas notas foram as mesmas de quando eu tinha a tarde inteira livre, noites bem dormidas e finais de semana inteirinhos para fazer tudo o que eu quisesse, ou seja, Porra Nenhuma !!

Eu e Bilica sempre comentamos como seria nossa vida sem a Luiza. O que estaríamos fazendo? Que tipo de pesssoas seríamos, porque sinceramente, eu era intratável em tudo que se relacionava a crianças antes de ser Mãe. Concluímos sempre que seria um tanto quanto muito sem graça.

Com uma criança junto de nós, uma simples joaninha se torna "A Joaninha", uma aranha "A dona Aranha", os porquês tornam-se engraçados, ao invés de angustiantes, e os questionamento mais banais, nos mostram quantas coisas passam em brancas nuvens.

Criança era algo que me irritava profundamente, que me tirava do sério, um transtorno, ao contrário de minha irmã, que sempre amou os primos menores, adotava as crianças da vizinhança, dava uma de babá sempre que possível, enquando eu queria distância delas.

E agora, aquele ser intratável de anos atrás, que "malemá" tolerava uns minutos com seres menores de 15 anos, vos escreve este texto e tem ganas assassinas quando vê algum animal, que se diz humano, tratando mal ou com desprezo estes verdadeiros seres humanos em minituaras, que apesar de pequenos no tamanho, possuem uma grandiosidade de alma gigante.

Ironia do destino? Que nada! Uma super chance que o Senhor lá de cima resolveu me dar, para mostrar como tudo pode ser ainda melhor, quando você é que proporciona a alguém uma infância feliz e em como a alma fica leve com uma criança por perto.

Sábado foi aniversário da minha irmã caçula, aliás, nem tão caçula mais, com seus 23 anos! Afff... que velha! E eu com meus 28? Nem ligo, porque estou louca para que os 30 cheguem logo e eu faça uma big party, já que casar não vou mesmo. Quer dizer, casar eu vou, mas comigo mesma, aos 30!

Mas se ela é minha irmã caçula, deveria ter 18 anos pra sempre rs... porque ainda ontem ela enlouqueceu a família toda para tirar carteira de motorista e agora a tal já venceu, nos dizendo que 5 anos se foram...Como assim? Ainda outro dia ela era uma pentelha insuportável, de 6 anos, até uns 11, que chorava para tudo, e fazia da minha vida um martírio de irmã mais velha.

E na comemoração do aniversário dela, foi que novamente pensei em como uma criança muda nossas vidas, vendo todo aquele povo meio bobo, de chapéuzinho, bricando com bexigas, voltando a ser criança também, valorizando pequenas coisas da vida, maravilhando-se diante de um simples apagar de velinhas, pagando micos homéricos, porém sempre com um sorriso rasgado no rosto...

Do fundo do meu coração, desejo ardentemente que a criança dentro de nós renasça a cada dia, nos mostrando a vida em sua essência mais pura e descomplicada.

Saberemos que ainda somos crianças sempre que pudermos sorrir diante do soprar das velas, pular e correr na chuva quando uma tempestade nos pegar desprevinido, bater palmas pelo simples poder bater, gritar para extravasar a felicidade de estarmos vivos, andar sem destino, porque um dia alguém nos guiou para dar os primeiros passinhos, celebrar por estarmos vivos, com saúde (claro que com um problema aqui e outro lá, ê idade!), prontos para darmos o melhor de nós, não só para esta jornada chamada vida, mas à todos que nos rodeiam e fazem de nossa existência uma infância sem fim!

Hoje, eu mesmo rio diante de situações que 4 anos atrás seriam "a morte" pra mim, e que agora, dou risada, enfrento com bom humor ou então ligo o F* e resolvo em outro momento.

Delegar, doar, priorizar, são as palavras de ordem do meu momento criança-feliz.

Mudo o slogan para, "Um filho muda tudo, mas uma criança muda tudo e TODOS..."

Pense nisto... eu pensei, escrevi e ainda estou pensando...

E para a satisfação geral dos leitores assíduos e famintos por fotos, eis as imagens abaixo!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:21:18
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Terça-feira, Fevereiro 05, 2008


Olha a Luiza aí genteeeeeeeeeeee!

Descanso, esta foi a palavra de ordem de meu Carnaval.

Digo meu, e não nosso, porque Luiza brincou muito, se divertiu horrores, dormiu tarde todos os dias, mesmo não fazendo nenhum passeio especial, apenas ficando em casa e recebendo as amigas, ou indo na casa delas. Bilica coitada, saiu todas as noites, mesmo que na marra, só para acompanhar a turma, e junto com Marcela e Leonor, dividimos os cuidados com Luiza e Flávia, porque assim faziam compania uma a outra, brincavam, brigavam, cansavam, e nós só cuidávamos quando se fazia necessário.

Percebo nestas horas que não tenho mesmo um bebê, e sim uma pequena menina crescida, que se vira sozinha na maior parte do tempo, só pedindo quando é uma tarefa que ela não pode ou não deve executar, ou quando está com muita preguiça mesmo.E também tem aquilo que se tem fome, pede; se tem sede, se serve; se tem vontade de ir ao banheiro, vai sozinha, só chamando para limpar se for o Nº 2; se tem sono, reclama que quer dormir, não ficando mais aquele enigma de adivinhar o motivo do choro, que agora é de sono, manhã ou doença.

Eu juro que precisava de todo o sono que tive durante estes dias, de tirar uma folga da profissão mãe-fulltime, de fazer programas sozinha ou simplesmente dormir, dormir, dormir, sem uma criança pulando sobre mim, gritando suas frases favoritas pela manhã, quando meus tímpanos ainda estão sensíveis e soa em altos decibéis :
"Manhê, muda de canal, eu não quero esteee!"
"Mãeeeeeeeeeeeeee, quero leitinho"..
"Mamãeeeeeeeee, ce tá dormindo?"
"Mãeeeeeeeeee, ce já acordô?"
"Manhê, eu vô na escola hoji?"
"Mãeeeeeeeeeeee, limpa eu?"
"Mãnhê, ce vai dormi mais?"
"Mãe, põe desenho?"

E por mais que eu dê as respostas, as frases se sucedem initerruptamente. Parece que a noite de sono funciona como uma carga total de bateria, a qual ela precisa gastar logo, e faz isto, falando, falando, como se eu conseguisse continuar a dormir depois que ela levanta e começa a ladainha do manhê, mãe, mamãe, mamãezinha.

Não é uma reclamação, mas sim a constatação que depois que se tem filhos, dormir o sono dos justos não é uma tarefa das mais fáceis, ainda mais quando se tem uma rotina louca durante a semana, sempre perdendo a hora, arrumando-nos correndo, socando coisas dentro das bolsas e mochilas, para entrar no carro e correr de encontro as nossas obrigações.

Até que me acostumei bem com o fato de ter uma pequena madrugadora, mas desde que voltamos de férias, nossos dias foram muito cheios, cansativos, pura novidade, e quando a noite chegava, o cabeção não parava de funcionar, indo dormir tarde, como um sono agitado, sonhos loucos, para acordar ainda mais cansada, para terminar o dia detonada.

4 dias... 4 longos e deliciosos dias de puro descanso, muita comilança, muita preguiça e as baterias regarredas, para aguentar o ano, que agora finalmente vai decolar!

Já falei muito de culpa por aqui, né? Da dose cavalar que recebemos ao parir, e esta semana, percebi que não a tenho mais. Certamente que nunca me livrarei de setir um pouco de culpa, mas somente o normal, de todo ser humano.

Combinando com Bilica de irmos ao cinema no sábado a tarde, sem Luiza, que ficaria na Flávia, ela me perguntou se eu não ficava com dó de ir ao Shopping no cinema e Luiza não. Respondi sem nem pensar "Não! Porque eu também mereço ver um filme só pra mim rs..." , e já tem duas semanas que vou ao cinema, sem filha, vendo Eu sou a Lenda e A Lenda do Tesouro Perdido. AMEI os dois.

Enfim, fizemos um upgrade, tanto mãe, quanto filha, porque depois do cinema, ainda fui comprar "o material escolar" da Bilica, que havia ido em churrasco,e eu só chegando em casa a noitinha, ligando para a pequena que estava dormindo. Liguei mais tarde novamente, já estava acordada e me respondeu com a seguinte frase:

"Vem me buscar só DEPOISÃO,tá mãe? Eu ainda tô brincando!" - só chegou depois das 21 e ainda reclamando que não queria vir embora!

Aliás, as frases andam um caso a parte, e já tem um tempo que não, crio vergonha na cara, ooooops, quer dizer, escrevo aqui.

- Luiza, o Gustavo está perguntando se você quer cortar o cabelo hoje.
- Cortar eu quero. Pintar não! - como se ela sempre fizesse isto hahaha

- Mãe, você vai no médico arrumar suas tetas? - por causa da tia pós-operada.
- Vou Lu, mas ainda vai demorar um pouquinho.
- Ahhhhhhh! Então deixa eu apeitá!- metendo a mão dentro do meu pijama.

- Mamãe, você compra um Pampili pra mim?
- O que Lu?
- Um PAM-PI-LI, que vem com uma bolsinha. - e viva as progagandas!

- Onde você e a Flávia caíram quando estavam brincando Luiza?
- Lá onde não pode atropelar.
- Onde???????????
- Como é que chama mesmo? Ééééé... Na calçada!

- Lu, o que você quer ser quando crescer?
- Uma princesa!

- Mãe?
- Hmmmmmm...
- Eu sou uma princesa?
- É Lu. - e vejo uma menina toda convencida e Feliz sorrindo pra mim.

- Luiza, porque voce se riscou toda ?????
- Num é risco mãe, é tutuagem. - só me resta elogiar, né?

- Olha gente, o que o Vinicíus desenhou pra mim.
- O que é Lu?
- Uma galinha, um pintinho. E eu desenhei um OVO FRITO...
hahahahahaha matou o outro futuro membro da família rs...

Eu espiando ela na escola, porque cheguei para buscá-la antes do final da aula e estavam aprendendo as letras dos nomes dos coleguinhas.
- Que letra é esta?
- Gêeeeee... - respondeu a minha pequena, enquanto mexia com massinha.
- E é a letra de quem?
- Do Goca, tem no do vô EdGar também. - e eu sorri toda cheia, do lado fora rs...

Durante a colônia de férias:
- Luiza, amanhã você vai na aula?
- Eu não tenho aula! Eu vou na escola só para brincar!

Depois de ter levando o material e antes do início das atividades curriculares:
- Mãe, eu não vou ter nunca atividade e usar meu material???

- Mãe, quantas bolinhas tem dentro do nariz? - referindo-se as cacas hahahaha

- Páraaaaaaaa de falar! Meu ouvido tá doendo!!! - mal humorada, e a gente conversando sem parar.

Tio do Vinícius entrou no quarto, falou com ele e nem deu atenção à ela:
- Ôu! Você não viu eu aqui? - as vezes tem que ser ignorada para ser simpática hahahaha

Atende o telefone, fala com as pessoas, desliga e nos dizem assim:
- Era fulano, num queria falar com você. - e em seguida..
- Trimmmm... trimmm... - o fulano dizendo que ela desligou hahahahaha

- Mãe, esta foto parece eu quando era bebê, né?
- Parece Lu.
- Esta também, né?
- É mesmo.
- E esta parece eu quando era grande, né? - e ela não aceita que ainda não foi grande rs...

Chegando da escola, quando estava indo apenas na recreação de manhã:
- Ai, ai... tô tão cansadinha.

- Arruma o meu cabelo, tá igual do Wolverine - hauhauhauhauhua

- A mulher que lava louça vem hoje?
- Não Lu.
- Ahhhhhhh! Eu queria tanto que ela lavasse os meus copinhos...

- Mamãe, mamãe, eu queria um sapato assim, ó?
- Assim como Luiza?
- Com um salto! - nem a pau rs...

- Eu quero por aquela roupa.
- Que roupa Luiza?
- Aquela da barriga de fora... - "Só as cachorras, hu hu hu"

- Vem Luiza, vamos tomar banho.
- Ah não... Tô cansada, mais tarde eu tomo.

- Mamãe...
- Hmmmm... - capegando de sono.
- Sabia que eu gosto muito de você??? - danou-se o sono e apertei muito!

- Mãe, quando eu for grande, você dá esta sua roupa pra mim? - e toda roupa que ela gosta pede pra eu guardar pra ela haahhaah

Juntou dinheiro e pagou seu Lanche Feliz e a ida aos brinquedos no Shopping.
Passa gloss e fala sem mexer os lábios, para não sair ou borrar.
Está na fase do encamento das princesas.
Ai de nós se nos maquiarmos e ela não.
Quer usar brinco de pendurar.
Enche os braços de pulseiras.
Bate boca quando contrariada.
Recua quando se vê acuada.
Fica de Mal.

E o desenvolvimento desta faixa etária é ao mesmo tempo, mágico, hilário e altamente desafiador.

Sobre a escola, (olha eu cumprindo o que prometi!), a adaptação foi tranquila, mas fomos com jeitinho, como se fosse os primeiros dias dela frequentando a escola, ao invés de ser o terceiro ano.

Como era escola nova, e estava traumatizada do final de ano na anterior, visitou-a antes para conhecer, passamos lá em frente várias vezes. No dia 11 começou a ir o meio período da recreação, e no dia 28, quando as aulas realmente começaram, já estava se sentindo a dona do pedaço, com um amigo da mesma turma já feito, não tendo problema algum em lidar com um número maior de crianças.

O clima lá é ótimo. Ambiente aberto, familiar, com funcionários antigos, que tratam as crianças como netos, como o tio do portão, a tia da refeição dos pequenos, professores que um dia foram alunos. Podemos entrar e levar ela até a sala de aula, estacionar a mochila, dar uma volta pela escola, levar ao banheiro, ficando o tempo necessário para ela se sentir segura e me dar tchau sem problemas, com isto, acabo sempre ficando mais e chegando atrasada rs... por uma ótima causa, diga-se de passagem.

Amei uma quinta e sexta-feira que chegamos no colégio e a sala estava pronta, pois as aulas começariam na outra semana, e tudo já estava com o nome e fotos das crianças, com Luiza ficando super feliz, ao ver que estavam lá suas coisas e lugar reservado.

Funciona assim, pela manhã é o que definem como integral. Fazem atividades apenas recreacionais, brincam, se fantasiam, vão à quadra brincar, lancham, tomam banho, almoçam, descansam, não necessariamente neste ordem, e as 13 horas, a aula começa. No integral, há crianças de várias faixas estárias, a partir de 16 Meses, Luiza e o Gui de 3-4, e outros maiores, de 5, 6, 7, 8 anos, que ficam lá fazendo a tarefa e acabam adotando os pequenos, cheios de cuidados, algo bem legal de se ver, principalmente com as meninas, que desde pequena já possuem a maternidade a flor da pele.

Estou tranquila quanto a escola, e espero que fique lá até ir para a faculdade e se resolver fazer uma particular, que faça lá mesmo então! Fiquei pensando no meu adiamento constante em colocá-la em uma escola grande, e se arrependimento matasse, certamente esta que vos escreve, não estaria mais aqui!

Se pago mais por um serviço assim? Certamente, mas a minha tranquilidade e segurança, mais o bem estar da Luiza, são algos que não tem preço. O custo benefício compensa tudo, até mesmo os apertos bancários que possamos vir a ter por conta disto.

E a pequena menina vai crescendo, com seu 1 metro e alguma coisa, 18 kg, calçando 26-27, usando roupa 6-8, me mostrando que há tempos não tenho mais um bebê em casa, como podem ver na foto abaixo.



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P.S: Ando seu tempo para editar as fotos, e como ainda havia algumas inéditas das férias e já editadas, além de lindas, coloquei lá no Flog.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:51
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