Sábado, Maio 31, 2008
Eita trem bom, uai!
Demorou, mas eu fui! Belo Horizonte, finalmente!
Anos de muita vontade e enrrolação para ir até lá. Conhecer mais uma parte de nosso Brasilzão e principalmente reencontrar minha amiga Pri, dos tempos em que ainda ela era do Rafa e Isabela, e hoje já tem até a Laurinha, com quase 2 anos. Pra ver como eu demorei a ir!
Meu "causo" com Priscila vem de muito tempo, na verdade nem tanto assim, mas também nem tão pouco, porque lá se vão 4 anos e meio, de uma amizade que só aconteceu devido a gravidez de ambas as partes, o acesso a Internet e muitas tardes desocupadas, na frente de uma tela como esta.
Na verdade a tela nem era como esta, porque naquele tempo não havia Monitor de LCD Widscreem 21', pelo menos não para os meros mortais como eu, que era muito feliz com um daqueles de 15' mesmo, tipo televisãozinha, e que até pouco tempo me satisfazia plenamente!
Nos vimos pelo primeira vez no ano de 2005, em Alfenas, quando jutamos a fome com a vontade de comer, e fomos para o Aniversário do Lui da Aline (ver post 21/03), também amiga de Blog, que nos recebeu em sua casa, mesmo com a família toda lá, nos proporcionando dias incríveis. Hoje Aline mora no Espírito Santo, perto da minha cumadre Ityara, que por acaso, também me foi apresentada por aqui, a qual visitei em Janeiro de 2006, depois de percorrer meros 1106 Km, passando 15 dias em terras Capixabas.
Priscila também veio aqui em casa, em Junho de 2005, e foi a última vez que nos vimos pessoalmente. Não por acaso, sua vinda aqui foi para um Mega Encontro Blogueiro, que aliás tem pedido "bis" há tempos, e você pode saber mais dele aqui (post 14/06).
Durante estes 3 anos, em que eu ameacei por várias vezes ir até BH, acabei indo para o Espirito Santo, Rio de Janeiro (2 vezes), São Paulo, Curitiba, Campinas (aqui do lado) e as terras mineiras ficaram só para agora.
Melhor assim, com Luiza já grande, companheira de viagem, sem dar muito trabalho, até me ajudando com as parafernália de malas e bolsas, e se comportando feito uma lady na casa alheia, sem nem saírem no tapa vez alguma (sem graça rs...).
Aproveitando umas dessas promoções aéreas, que nem sempre tem do aeroporto aqui perto, fomos para BH no feriado do dia 22, que por incrível, o vôo saiu na hora, chegou na hora, e tudo correu bem, dentro do previsto.
Na meia hora entre o check in e o embarque, na sala de espera nos divertimos com a máquina fotográfica e Luiza dizia assim: "Faz uma carinha bonita", "Manda beijo", "Segura a Bolsa", e eu fazia rs... pagando um mico, mas me divertindo muito com a pequena fotógrafa.
Eu com minha síndrome da idade avançada, que não suporta mais parques temáticos por ficar enjoada, tonta (ainda mais), com dor de cabeça, hoje até o vôo me deixa nauseada. Luiza, com sua afobação, em que o avião nem estava taxiando, já queria saber do lanche hahahaha, porque acha o máximo a mesinha de bordo (preciso de um carro com isto. Ih... elhor não, senão ela sempre vai querer algo para lanchar, como se não bastasse todo dia ela pedir algo para comer, quando vou buscá-la na escola, e quando esqueço, ai de mim!).
Voltando a viagem, Pri, Silvio e Rafa foram nos pegar em Confins, eu com uma crise de rinusinusite das piores, Luiza tomando antibiótico para o ouvido. Viajamos assim mesmo, porque doentes em casa ou lá, o feriado ia acontecer do mesmo jeito, e como sendo o último prolongado do ano, não dava para perder. Sobrevivi e ainda tenho sobrevivido a base de Sinutab, Hidrocin, Allegra, lenço de papel e muita Hipoglós para dar conta do esfolado que virou o nariz.
Nem seria preciso dizer, mas vou falar assim mesmo, que fomos super-hiper-mega-ultra bem recebidas, desalojando Laurinha, que nem ficou triste de abandonar o própria quarto e ir dormir com os pais.
Fomos para casa almoçar, onde conversamos muito, as crinanças de imediato se entenderam, Luiza amando o fato de ter uma boneca de verdade, que obedecia, deixando Rafa amuado, por ter sido trocado por uma pirralhinha, por sinal geniosa, que só!
A tardinha fomos no Parque Guanabara, levar as crianças para brincar, gastar energias e começar nosso passeio pela cidade. Filhos brincaram, as mães acompanharam, Rafael ainda tentou agarrar Luiza no passeio romântico do Patinho, mas ganhou um chega pra lá. Como assim chegar-chegando? E ainda dizem que mineirinhos comem quietos hahaha Como vingança, ela quis ir na xícara maluca duas vezes, e ele junto, mas ela danou a rodar, rodar, fazendo com que ele se agarasse no encosto, enquanto ela gargalhava e girava ainda mais, e quando parou, ele estava tontinho coitado, tanto que poft!
Ainda os levamos para comer seus lanches com brindes, onde todos felizes e exaustos voltaram para casa, ficando chocados ao descobrir que Luiza dorme antes das 21 horas! Na verdade ela dorme entre 19:30 e 20:30, indo até as 06:00 do dia seguinte, que como é nossa rotina semanal, eu prefiro que ela durma cedo e acorde sem dar trabalho, ficando somente o final de semana para lidar "melhor" com o hábito madrugador.
Sexta-Feira, Luiza acordou cedo como sempre, mas ficou numa boa brincando na sala, vendo TV, enquanto a casa pairava no silêncio matinal e eu voltava a dormir também. Priscila é que aproveitou a maravilhosa fase da manhã da pequena, que fala pelos cotovelos, ganhando assim a simpatia e virando a "tia Pri", prendada que só, que quase nos matou de tanto dar de comer!
Eu dormi até mais tarde todos os dias, aproveitando minha baby-sitter improvisada, e resolvemos só sair depois do almoço, depois de termos passado a manhã comendo pão de queijo, e reclamando quando as crianças, que dançaram muito com os DVD's, não quiseram almoçar direito rs...
Fomos para Contagem, cidade do ladinho, encontrar a Valéria, leitora das antigas, que apesar de não nos falarmos sempre, tinha um carinho todo especial. Nos encontramos no shopping, para aproveitar e comprar o presente do Chá de Panelas da Ariane, que na verdade já estava fazendo 1 mês de "juntamento".
Val levou também a filha dela, Letícia, já uma mocinha, mas que mesmo assim brincou com Luiza e Rafa. Compramos, passeamos, nos perdemos umas das outras, lanchamos e "bora" pra casa, buscar o Silvio no trabalho (porque alguém tinha que trabalhar, né? rs...) e reecontrar Isa e Laura que haviam ficando curtindo a paz do Lar doce Lar.
Luiza, depois do dia de passeios, dormiu no horário de sempre, e eu, com meu cérebro se liquefazendo e saindo pelo nariz, mesmo dopada de tanta medicação, saí com Pri para um barzinho, onde encontramos uma amiga dela, que estava com um amigo. Ir a BH e não ir em bar algum, é o mesmo que ir ao Egito e não visitar nenhuma antiguidade faraônica!
Foi uma delícia, pertinho de casa para o caso de Luiza acordar, mas a menina nem se mexeu. Só não foi melhor, porque quando a comida chegou, o telefone tocou, avisando que a avó do Silvio, que há dias estava ruim, havia falecido. Como ela era de Uberaba, o corpo foi levado para lá, nos poupando de um funeral.
Um adendo por favor, para uma pequena observação.
Seria eu a Dona Morte das avós dos maridos das amigas? Garanto isto não ser impossível, pois a primeira vez que fui ao Rio, a avó do Thiago, marido da Alê morreu, que estava ruinzinha morreu. Da segunda vez, foi a avó do Renato, marido da Taíssa, que também estava doente, morreu! E agora a do Silvio também? PQP! Vai ser pé frio, ou cova quente, sei lá onde!
Sábado era o Dia do Chá de Panela da Ariane, e também a oportunidade de conhecer outras meninas de blogs, que conheço já há algum tempo, umas com mais intimidades, outras menos, porém todas conhecidas, e a chance das crianças brincarem juntas. Fico pensando em quando elas forem adolescentes se farão uso destas amizades, ou acharão um mico mortal.
Mesmo atrasadas, fomos as primeiras a chegar, o nosso trio se divertindo sozinho com o Téo, filho canino da Ariane. Logo depois chegou Gabi com o Pedro, com quem eu tinha pouco contato, mais coisas de scrap, mas que ADOREI! Telma, sem a Sofia, que estava com os avós e chegou mais tarde. E não poderia faltar minha charazinha, mãe da meiguinha Duda, que o que tem de meiga, tem de espuleta hahahaha, ambas um amor, daquelas que dá vontade de levar para casa rs...Conheci também o marido-noivo, que acompanhei o namoro, desde o começo. Enfim, casados! Eeeeeeeeeee...
Foi super divertido, comemos muito, judiamos do casal, e também sofremos, cada uma com seu castigo. Sobrando pra mim dar uma de Alzira hahahaha... Nem ligo que agora descobriram minha segunda profissão hauhauahuahua
Domingo! Dia de feira de artesanato é claro! Adoro fuçar nestas coisas, mas quando são grandes demais, como a de lá, acaba me incomodando, ainda mais com Luiza, que no final já estava exausta. Comprei algumas lembrancinhas, muitas coisas para menina e só! Gabi nos acompanhou neste passeio, e de lá a levamos na casa dela, para depois irmos para outra cidade vizinha, Matozinhos, almoçar em um restaurante tipicamente mineiro.
Perdoe-me o linguajar chulo, mas PUTA QUE PARIU, o que era aquele restaurante?!?! Uma quantidade absurdamente-absurda de comidas deliciosas, em uma variedade infindável, altamente desesperador para uma glutona feito eu! Almoçamos maravilhosamente bem, e até Luiza "bateu" um pratão de braçal, com direito a muito doce de leite fresquinho, como sobremesa.
Dizer o que comi, seria um pecado e uma vergonha, ficando somente as fotos como prova do pecado que cometi, e não me arrependo!
Depois disto, só nos restava voltar para casa e por lá ficar, se bem que se dependesse da minha anfitriã com rodinhas nos pés, teríamos saído a noite sim, mas eu me recusei, ficando a receber e conhecer Aline, a pirralha que hoje já tem um bebê de quase 1 ano.
Como assim? Quando a conheci ela tinha 15 anos. QUINZE! Mas agora já tem 19, mas pra mim será sempre uma piralha hahahahaha Foi lá sem Dudu, que já estava em casa dormindo, e Luiza, depois de uma má-educação básica, devido ao cansaço, tirou fotos e mandou todo mundo sair da frente, porque ela queria ver TV para dormir, com direito a cafuné de Bebela, que se apaixonou por ela e vice-versa.
E a segunda-feira chegou.Nos dizendo para arrumar as malas e voltar para casa, mas antes disto, um rápido encontro no Shopping, para rever Aline, desta vez com Dudu, que nada entendeu daquelas mulheres doidas e aquelas crianças barulhentas, se bem que ele atacou a Laurinha, que se assustou com tamanho descaramento.
As crianças brincaram e correram, enquanto tentávamos provar roupas numa loja de departamentos. Luiza acabou caindo e batendo o quadril no chão, na hora achei que fosse nada, dei um beijinho e disse que já melhoraria. Ela reclamou um pouco mais tarde, mas só vi como tinha ficado feio, quando fui trocá-la para ir ao aeroporto. Fez um mega hematoma, roxo, porque ela bateu bem a crista-ilíaca no chão, e como não há mais aquela camada de tecido adiposo dos bebês para proteger, deu com tudo no chão. Levei ao médico quando chegamos em casa, que disse não ser nada grave, que teríamos que esperar o hematona ser absorvido, estando hoje quase sumido. Foi um susto!
Voltamos para casa a noite, com um atraso de 40 minutos do vôo, nada comparado as mais de duas horas da vez do Rio. Luiza não dormiu, me poupando de sair com ela no colo, mais a bolsa e malas. Na verdade ela até me ajudou, e fez questão de tentar carregar a própria mala, coisa que só conseguiu por alguns minutos rs...
Viagem ótima! E mesmo num apartamento com 4 crianças dentro, eu consegui descansar e relaxar um monte.
Reencontrar a rotina na terça-feira é que foi triste, ainda mais depois de 5 dias sem trabalhar, tudo acumulado, reunião com a equipe marcada há 10 dias, e que não dava para adiar, pois já havia protelado o suficiente.
Mal-humor, TPM, acumulo de trabalho, servidor de email com pau, literalmente eu estava uma bomba-relógio para gerir uma reunião com a equipe, para tratar de coisas cruciais, para pegar no pé e botar ordem no ninho. Respirei fundo e fiz a reunião, ficando o restante da tarde pensativa que só, com vontade de fugir logo de lá.
O objetivo maior da reunião era nossa auditoria anual de ISS (Índice de Segurança e Saúde), que sempre acontecia no mesmo mês do ano anterior, ou seja, sabíamos mais ou mesmo quando seríamos auditados, só que no começo de Maio recebemos um comunicado dizendo que isto havia mudado e as unidades poderiam ser auditadas a qualquer momento, estando a gerente lá ou não, ou seja, não havia mais aquela segurança de colocar a casa em ordem antes, tudo devendo estar 100% sempre! A equipe reclamou até, eu respondi a altura, dizendo que cada um sabia o que deveria fazer, estando com menos gente na equipe ou não, era pra fazer bem feito, se demorasse um pouco mais, paciência.
Eu já estava de saco cheio, do dia massacrante, o email que não funcionava, e pensando em ir embora, pois já passava das 16, quando minha gerente ligou, pedindo para eu ajudar outra unidade, em que o cliente estava pedindo um evento Mexicano para depois de amanhã, e como eu já tinha pesquisado sobre o tema outro dia, era bastante criativa, tinha contato com a empresa de festa, podia ajudá-la.
O que?????? Acabei ficando lá até 17:30, me atrasando para pegar Luiza e fui até tarde em casa montando um cardápio, curiosidades sobre o país, enquanto a mulher da decoração se virava pra montar algo típico afff...
Sexto-sentido? Providência divina? Um pouco de tudo na verdade, pois no dia seguinte a auditora foi nos visitar!
Cheguei cedo na empresa, uma hora antes do normal, pois Bilica tinha prova na primeira aula e eu a deixo antes na faculade. Estava lá perdida nas coisas mexicanas, quando a Cozinheira Líder veio até minha sala dizer que a Rosana da GR estava descendo. E eu pra ela "Que Rosana da GR?", e ela, "Você não está esperando?", "Não, porque não conheço nenhuma Rosana".
Tive um estalo de lucidez e lembrei que outra colega de trabalho já havia recebido a auditora surpresa e me dito o nome dela, porque eu perguntei se era uma outra, que tinha nos auditado no ano anterior. "É a auditora, Nice.", "Tá falando, sério?", "Tô, porque só pode ser". Depois disto, foi um Deus nos acuda para ver se estava tudo Ok, eu recebendo a mulher, apresentando a cozinha e o restaurante a ela, a equipe nervosa, porque eles sempre ficam uma pilha, para no final, dar tudo certo, GRAÇAS A DEUS! Nossa meta era 92, e tiramos 93, mesma nota do ano anterior, em que eles passaram 1 mês se preparando. Aeeeeeeeeee... Como eles mesmo dizem, eu sou boazinha, mas sou exigente, e gosto de tudo em ordem sempre, porque afinal lidamos com pessoas, saúde, e com isto não se brinca! E no final, missão cumprida!
Quinta-Feira, bem que eu queria fugir lá para o evento mexicano, mas acabei é trabalhando até as 22, só saindo da empresa depois de terminar tudo o que precisava fazer e assim respirar, porque eu tenho PAVOR de coisas acumuladas, e depois de 3 dias que valeram pela semana toda e um pouco mais, tudo ficou em ordem e a sexta-feira foi um dia normal, podendo eu começar escrever este post, para terminar hoje, porque ontem a noite fui para chácara, e lá comi, dormi, só voltando hoje as 11, para terminar o cabelo, que havia começado a fazer na véspera de viajar hahahahaha
Ah! E sabe a Ana de 3 posts atrás? Foi para o Recife sim, onde reencontrou os filhos, a família dos 2 ex-maridos, os irmãos por parte de pai que ela não tinha contato, passando um Dia das Mães pra lá de especial, história com final feliz, para nunca mais se perderem outra vez!
Me empolguei, né? Falei-Escrevi demais, mas esta é a boa e velha Rêca postadeira em ação, coisa que há tempos não acontecia, mas finalmente, vamos as imagens, e se estas não bastarem, em meu Orkut tem muito mais!
E eu estou tentando me desfazer de umas coisas da Luiza aqui.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:22:52
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Segunda-feira, Maio 19, 2008
Passada Quase Mensal... quase...
Escrito em 17/05/08
Que a passagem do tempo tem me engolido, isto é um fato concreto há tempos e deixou de ser novidade há mais tempo ainda.
Pensava-se que com a família de volta, eu acabaria por ter dias menos corridos, algumas horas de bobeira, mas que nada, venho me mantendo fiel a rotina doida-corrida, trabalhando mais do que nunca, e quando alguma hora fica vaga, eu quero mais é fazer nada!
A casa cheia me cansa, pois estava acostumada a ser apenas eu e Luiza, Luiza e eu, e os amigos que habitualmente nossa casa frequentavam.
Aí em novembro veio Bilica, espaçosa, bagunceira, como se ao invés de apenas uma pessoa ter se mudado para cá, 10 tivessem feito isto, e para piorar como se estas 10 fossem adolescentes enlouquecedoramente barulhentos, bagunceiros e sem noção!
Em Março, vieram pai e mãe, depois de 3 anos hora, as saudades eram imensas, só que depois de 2 meses elas já foram sanadas e com a convivência familiar normal, voltamos aos estresses de sempre!
Reconheço que sou impaciente, perfeccionista, intolerante, gosto das coisas do meu jeito, no meu momento e deixar de ser a dona da casa está sendo mais difícil do que eu pensava.
Para quem não sabe, se é que também quer saber, eu adoro ficar sozinha, amo o silêncio, a solidão me proporciona um bem-estar iluminador, e os 3 anos sem pai e mãe, e o último sem pai, mãe, irmãos, foi revigorante! Chegar em casa depois de um dia cheio, e encontrar a casa limpa, arrumada e principalmente silenciosa, era um oásis no meio do caos diário, e agora... afff... me sinto no meio do sambódromo em domingo de Carnaval. Não há bom humor que resista.
Claro que há suas compensações.
Luiza depois do início difícil de adaptação e irritação, tem adorado a vida familiar, mas a idéia de ir para minha casa voltou a ganhar vulto, porque eu tenho uma casa que adora, mas está aluganda, e mudar para lá vai sendo adiado por causa da troca do carro, que me gera uma impossibilidade de nível financeiro. :/
Começo de mês estranho, né? Começando pra valer no dia 5, e por causa disto fui engolida pelo trabalho, numa lista de obrigações que nunca tinham fim, só conseguindo colocar tudo em dia sexta-feira, para semana que vem o caos se instalar novamente, já que outro feriadão está e BH, aí vou eu, finalmente!
Depois de uma avalanche de aniversários de gente mais velha, em que ninguém mais aguentava ir, finalmente Luiza teve um aniversários de criança para ir, amiguinha da escola, festa só para crianças, em que ela foi toda orgulhosa, porque não haveria mãe ou tia por perto, e sim gente para cuidar, como ela mesmo disse, e se comportou super bem, ficando até o final, mesmo sendo fora do horário dela dormir. Disse que nem quis bolo, porque estava muito cheia.
Falando em Luiza, que daqui 3 meses ela fará 4 anos e as coisas do aniversário estão totalmente cruas.
Ela anda hilária, com umas tiradas ótimas e se eu fosse escrever aqui tudo o que ela tem falado e nos feito rir absurdamente, a coisa não teria fim e minha cabeça fundiria antes disso.
- Tia Bi, vc não vai casar nunca?
- Vou sim Luiza, pq vc vai crescer e também vai casar.
- Nãoooooooooooo tia, eu não vou casar não.
- Mas a tia vai ficar velhinha Luiza, e se eu não casar, não tiver filhos, quem vai cuidar de mim?
- Eu que não vou limpar sua bunda! (com a maior cara de nojo) hahahahahaha
- Tá bom Luiza, eu vou comprar outra criança, já que vc nem é uma boa netinha.
- Mas aqui não tem vó, só em Indaiatuba!(com uma cara de que ia ser complicadoooo)
- Desculpa Luiza - gritou o avô do andar de cima.
- Mas eu não tô ouvindo direito, quero aqui emabaixo.
Desce o avô.
- Desculpa Luiza, o vô tava brincando e jogou o urso em vc para tirar do chão. Vc desculpa eu?
- Não!(tinhosaaaaaa)
- Mãe.
- Hmmmm...
- Outro dia eu falei puta que lobão, né?
- Falou Luiza.
- E não pode, né?
- Não, porque é palavrão, é feio.
- É, eu nem vou falar mais, tá?
- Tá bom Lu, isto mesmo.
- Só vou falar "puta que lua!"
hahahahahahahahaha para ela o palavrão era lobão, que ela tem pavor hahahahaha
- Tia Bi, esta camiseta do Mickey é tão linda.
- Vc gostou Lu?
- Gostei e quando vc ficar grande e não servir mais, vc dá ela pra mim?
E por aí vai, mais poser de nunca, pedindo para tirarmos fotos, esperta que só, já sabendo escrever sozinha o próprio nome e várias palavras que soletramos. Na escola só elogios, bem comportada, educada, inteligente. Um alívio para todo mãe, que vê sua cria vivendo, crescendo, aprendendo, virando gente grande a minha menina.
Semana passada foi Dia das Mães, e todos já conhecem bem minha posição sobre isto, com a data não me afetando em nada na empolgação de escrever ou dissertar sobre o tema, onde tudo é dito e feito neste dia, só neste...
Luiza fez uma apresentação muito fofa, cantando uma parte em espanhol. Durante a semana, em cada dia me trazia um cartão e um vale-alguma coisa, como um beijo, um abraço, um cafuné para ficar relaxado e uma massagem, que só não podia ser no pé, porque tinha chulé!
Ela curtiu muito os preparativos para o dia, e acho que foi o primeiro ano que ela realmente entendeu a importância da data, escolheu o presente, mesmo eu dizendo que não queria nada, mas a questão é que ela queria a almofada de Mamãe Coruja que viu em uma loja, e enquanto a tia não comprou, não sossegou!
Eu, em meu idealismo romântico, ainda prefiro isto aqui (Leia o do dia 7, quase ao pé da página).
Deixando as coisas maternais para lá, e o trabalho também, que eu não aguento mais falar dele, se bem que me envolvi em alguns outros projetos, bem legais, mas que não vem ao caso agora.
Gustavo fez aniversário, Maris também. Ele arrasou numa festa, em que fui e fiquei até as duas da manhã, mesmo sendo um dos dias mais frios do ano. Maris, nós fizemos uma micro-festa-surpresa na casa dela, e os vizinhos devem ter ficado assustados com a barulheira em plena segundona hahahaha
Como não estão em minha melhor fase de palavras, vamos logo as fotos então! Que já são de alguns dias atrás, porque as máquinas estão cheias e eu com uma preguiça imensa de descarregar!

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:18:44
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Quinta-feira, Maio 15, 2008
Os filhos de 'papais'...
Silvana Cervantes
Há tempos venho observando as contradições presentes em alguns pais...
Trabalho com educação há 22 anos, e acho que posso falar sobre este assunto.
De uns anos pra cá, as famílias têm 'acobertado' os erros de seus filhos, como quem acoberta os seus próprios. É preciso achar um culpado para atos maldosos e fora de propósitos, e não raro a 'culpa' recai sobre os professores, ou sobre quem estiver mais próximo.
Semana passada, ouvi de uma mãe que foi chamada para um papinho:
- Meu filho me conta tudo o que acontece aqui na escola, conta que os amiguinhos batem nele, e o que vocês professoras dizem, ele conta realmente tudo.
Eu respondi:
- Pois é mãe, acontece que ele também conta tudo o que acontece em casa, na sua casa!
A senhora empalideceu...
Eu continuei:
- Esta semana ele nos contou, como a senhora resolveu uma questão com o filho mais velho, enfiando a cabeça do menino na privada!
Não preciso nem contar com que cara ela ficou...
Não importa o nível cultural, nem social, o que venho notando é que valores como assumir o próprio erro, ficou no passado.
Os pais vêm encobrindo e pior, vêm ensinando os filhos a burlar a verdade.
Antigamente, quando um filho chegava em casa e mostrava um bilhete da professora, recebia advertência em consonância com a escola.
Agora o que se ouve é: Vou lá tirar isso a limpo com a 'louca' da sua professora! Ela terá o que merece!
E eu pergunto: Como afinal isso vai acabar? Quando a humildade de se reconhecer um erro, retroceder, pedir desculpas, pedir ajuda para se endireitar, reerguer e se tornar 'gente' de verdade vai prevalecer?
A resposta é simples...
Quando os pais servirem de EXEMPLO aos filhos.
Simmmmmmmmmmmmmmmmmm, atenção: Filhos aprendem com exemplos mais que com palavras! Quando os pais através de atos, se auto condenarem por seus erros, assumirem suas culpas, quando condenarem os atos errados de seus filhos, e os fizerem também assumir suas culpas.
Senhores pais, ouçam o apelo de quem vive para educar...
Proteger seus filhos, não é isentá-los de culpa!
Proteger é fazê-los saber que humanos erram, E QUE ACERTAM, TODA VEZ QUE ASSUMEM SEUS ERROS COM TODAS AS SUAS CONSEQÜÊNCIAS...
Isabella estaria viva se o senhor tivesse ensinado seu filho que de nada adianta tentar encobrir um erro e tentá-lo jogar em cima de outrem, muito menos pela janela...
P.S: E vale a pena pensar nisto, porque eu sempre reforço quando me questionam sobre meus métodos de educar Luiza, que Ama de verdade corrige e não apenas permite, para poupar o sofrimento da criança diante de um Não merecido e necessário.
Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:20:36
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Domingo, Maio 11, 2008

Escrito pela:Rêca Zucher
Hora:09:35
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