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Renata, Rêca, Rê, Mãe Solteira, Solteira e a procura. 28 anos, nascida em 25/06 do longíquo ano de 1979. Teoricamente sob o signo de câncer, apesar de não botar fé nestas coisas.
Complicadíssima, com um gênio forte, e um humor tão variável conforme os níveis de hormônios circulando pelo meu corpo. Com uma tatuagem em cada pé, uma no pescoço, Luiza no ombro e outras planejadas para o futuro, que espero seja próximo.
Paulista do Grande ABC, há mais de 5 anos refugiada no interior de SP, depois de já ter morado no Paraná e Japão.
Nutricionista por acaso do destino, gerente de unidade, ou seja, Restaurante Empresarial, escritora por paixão e fotógrafa por compulsão.
Mãe da Luiza por acaso, que só nasceu depois de 41 semanas e 3 dias, de parto normal, que doeu pra cacete, como resultado de uma aventura. Depois disto, minha vida nunca mais foi a mesma, e temos uma relação tipo matrimônio, na saúde e na doença, nas noites maldormidas, nas birras, nas descobertas, e maravilhas do dia-a-dia juntas em todos os momentos, até que a vida nos separe. Temos uma cachorra chamada Beth, muitos amigos, uma família que no momento deixou o outro lado do mundo e vive com a gente, numa casa de 5 banheiros.





Luiza,Lulu,Luli, Lu, Shumi, quase 4 anos, nascida em 22/08/2004, sob o signo de Leão, que por acaso ou não, é perfeito para sua personalidade forte, gênio nem sempre domável, ânsia de aprender, inteligência aguçada, paixão em ser o centro das atenções e grande entendimento, apesar da pouca idade.
Estudante de período integral, que apesar de cansativo, é o ideal a nossa o rotina. A Mãe trabalha, a Filha estuda, não dando trabalho a ninguém!
Menina esperta, que só dormiu uma noite inteira com quase 3 anos, quando foi despachada para a própria cama e quarto. Apaixonada pela vida, que curte intensamente a partir das 6:00 da manhã, e como compensação dorme lá pelas 20:30, tirando seu sono da beleza onde for preciso, no meio do barulho que for, seja em restaurantes, festas ou em casa.
Andou aos 11 Meses, falou antes disto, desmamou aos 22, desfraldou aos 29, aprendeu as letras do nome aos quase 3 anos e neste tempo muita coisa boa nos aconteceu, estando registrada em algum de nossos blogs, nos links lá embaixo.


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Segunda-feira, Junho 30, 2008


A lingüiça
( Arnaldo Jabor )

A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30;
Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar;
Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando… vai fazer alguma coisa que queira fazer…
E geralmente é alguma coisa bem mais interessante;
Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer.

Elas definitivamente não ficam com quem não confiam;
Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados… elas sempre sabem…

Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens… Por que será, heim??
Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela.Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça…

Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!
Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy, e bem resolvida, existe um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de 19 anos…

Senhoras, eu peço desculpas por eles : não sabem o que fazem!
Para todos os homens que dizem: “Porque comprar a vaca, se você pode bebero leite de graça?”, aqui está a novidade para vocês: hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?

Porque ” as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!”.

Nada mais justo!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:27
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Quinta-feira, Junho 19, 2008




Escrito pela:Rêca Zucher Hora:20:51
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Sábado, Junho 14, 2008


De novo, novamente, outra vez...

Se eu acreditasse em reencarnação, teria a certeza absoluta que na vida passada eu morri de inanição, faminta, esquelética e sem poder comer o que gostaria. Então agora voltei com a oportunidade de superar isto, podendo comer tudo e um pouco, aliás, muito mais, sem passar vontade de nada.

Algo assim, sobrenatural e de nível espiritual, poderia justificar a gula imensurável que tenho, aliada a uma tendência absurda para engordar.

Lá se vão 8 anos, desta briga desleal com a balança, onde já pesei 118 Kg, 102, 81, 89, 70, 97, 74, 99, 87 e estabizei.

Estabilizei uma "ova", na verdade a manutenção aparente, se dá a boca pequena e uso de sibutramina.

Sou Nutricionista sim, e daí? Mas o tiro há muito saiu pela culatra, porque passei de quem foi estudar Nutrição para entender estas coisas todas de obesidade, para quem é responsável por um restaurante empresarial. Refeição coletiva, para 400 pessoas/dia, tendo o que comer até se fartar, sempre ao alcance das mãos, ou melhor, boca!Affff...

Gosto de comer, isto é um fato que não nego. Degustar é uma obrigação do trabalho, mas comer em casa ou pela rua, é uma opção, a qual raramente resisto!

Com mãe em casa, família gulosa, sempre cozinhando, ou então comprando pão fresco, fazendo pão na chapa nno café da manhã, armários cheios de tentações calóricas, quem consegue manter a linha???

Com tudo isto, eu, Rêca Zucher, consegui realizar a proeza de ganhar 7,5 Kg em menos de 2 meses !!!

Fala sério, né? Desculpe o linguajar, mas puta que pariu, quem merece isto??? Tudo porque a voltei a comer normalmente, tipo, almoço e jantar, e as porcarias da vida nos finais de semana.

Será o carma de mesmo tendo o que comer, não poder e o eterno sem fim de passar fome??? Provavelmente...

Para cooperar com a tendência absurda de engordar, agora tenho também hipotiroidismo, não é dos mais graves, mas se fico sem o medicamento, alguns kilos a mais me acompanham...

Porque tudo isto agora? Sei lá. Vontade de extravasar a revolta com a infindável guerra com a balança, que ao menos, em 5 dias de acusou 2,5 Kg a menos, só retornando a dieta espartana com reeducação alimentar, e o remédio da tireóide, me abstendo totalmente do pecado capital gula.

Se isto me incomoda? Simmmmmmm!!! Mas não absurdamente, ao ponto da neurose.

O que realmente me irrita é perder as roupas, de a blusa favorita não servir mais, de "aquela" calça jeans apertar as banhas e tudo me transformar na lagarta do Bug's Life.
Ano que vem serei madrinha em um casamento, e não quero ser uma madrinha gorda, porque vestido de festa é uma arma para transformar uma gorda descolada, numa imensa gorda cafona, então Dietas Já, de novo, novamente, outra vez...

Não é também só uma questão de estética, e sim de saúde, bem estar, de investir no corpo a longo prazo, porque me assusta a quantidade de casos de pessoas novas infartando, tendo AVC, e outras complicações devido a má alimentação. As vezes a pessoa nem está muito acima do peso, mas a qualidade do que se come é assustadora.

Então tá, vamos ver até quando todo este empenho e vontade de correr atrás dura, e quando esmaecer, puxem minha orelhas!

Abril 2008 = Rêca atual - 15 Kg. See You!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:17:14
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Sábado, Maio 31, 2008


Eita trem bom, uai!

Demorou, mas eu fui! Belo Horizonte, finalmente!

Anos de muita vontade e enrrolação para ir até lá. Conhecer mais uma parte de nosso Brasilzão e principalmente reencontrar minha amiga Pri, dos tempos em que ainda ela era do Rafa e Isabela, e hoje já tem até a Laurinha, com quase 2 anos. Pra ver como eu demorei a ir!

Meu "causo" com Priscila vem de muito tempo, na verdade nem tanto assim, mas também nem tão pouco, porque lá se vão 4 anos e meio, de uma amizade que só aconteceu devido a gravidez de ambas as partes, o acesso a Internet e muitas tardes desocupadas, na frente de uma tela como esta.

Na verdade a tela nem era como esta, porque naquele tempo não havia Monitor de LCD Widscreem 21', pelo menos não para os meros mortais como eu, que era muito feliz com um daqueles de 15' mesmo, tipo televisãozinha, e que até pouco tempo me satisfazia plenamente!

Nos vimos pelo primeira vez no ano de 2005, em Alfenas, quando jutamos a fome com a vontade de comer, e fomos para o Aniversário do Lui da Aline (ver post 21/03), também amiga de Blog, que nos recebeu em sua casa, mesmo com a família toda lá, nos proporcionando dias incríveis. Hoje Aline mora no Espírito Santo, perto da minha cumadre Ityara, que por acaso, também me foi apresentada por aqui, a qual visitei em Janeiro de 2006, depois de percorrer meros 1106 Km, passando 15 dias em terras Capixabas.

Priscila também veio aqui em casa, em Junho de 2005, e foi a última vez que nos vimos pessoalmente. Não por acaso, sua vinda aqui foi para um Mega Encontro Blogueiro, que aliás tem pedido "bis" há tempos, e você pode saber mais dele aqui (post 14/06).

Durante estes 3 anos, em que eu ameacei por várias vezes ir até BH, acabei indo para o Espirito Santo, Rio de Janeiro (2 vezes), São Paulo, Curitiba, Campinas (aqui do lado) e as terras mineiras ficaram só para agora.

Melhor assim, com Luiza já grande, companheira de viagem, sem dar muito trabalho, até me ajudando com as parafernália de malas e bolsas, e se comportando feito uma lady na casa alheia, sem nem saírem no tapa vez alguma (sem graça rs...).

Aproveitando umas dessas promoções aéreas, que nem sempre tem do aeroporto aqui perto, fomos para BH no feriado do dia 22, que por incrível, o vôo saiu na hora, chegou na hora, e tudo correu bem, dentro do previsto.

Na meia hora entre o check in e o embarque, na sala de espera nos divertimos com a máquina fotográfica e Luiza dizia assim: "Faz uma carinha bonita", "Manda beijo", "Segura a Bolsa", e eu fazia rs... pagando um mico, mas me divertindo muito com a pequena fotógrafa.

Eu com minha síndrome da idade avançada, que não suporta mais parques temáticos por ficar enjoada, tonta (ainda mais), com dor de cabeça, hoje até o vôo me deixa nauseada. Luiza, com sua afobação, em que o avião nem estava taxiando, já queria saber do lanche hahahaha, porque acha o máximo a mesinha de bordo (preciso de um carro com isto. Ih... elhor não, senão ela sempre vai querer algo para lanchar, como se não bastasse todo dia ela pedir algo para comer, quando vou buscá-la na escola, e quando esqueço, ai de mim!).

Voltando a viagem, Pri, Silvio e Rafa foram nos pegar em Confins, eu com uma crise de rinusinusite das piores, Luiza tomando antibiótico para o ouvido. Viajamos assim mesmo, porque doentes em casa ou lá, o feriado ia acontecer do mesmo jeito, e como sendo o último prolongado do ano, não dava para perder. Sobrevivi e ainda tenho sobrevivido a base de Sinutab, Hidrocin, Allegra, lenço de papel e muita Hipoglós para dar conta do esfolado que virou o nariz.

Nem seria preciso dizer, mas vou falar assim mesmo, que fomos super-hiper-mega-ultra bem recebidas, desalojando Laurinha, que nem ficou triste de abandonar o própria quarto e ir dormir com os pais.

Fomos para casa almoçar, onde conversamos muito, as crinanças de imediato se entenderam, Luiza amando o fato de ter uma boneca de verdade, que obedecia, deixando Rafa amuado, por ter sido trocado por uma pirralhinha, por sinal geniosa, que só!

A tardinha fomos no Parque Guanabara, levar as crianças para brincar, gastar energias e começar nosso passeio pela cidade. Filhos brincaram, as mães acompanharam, Rafael ainda tentou agarrar Luiza no passeio romântico do Patinho, mas ganhou um chega pra lá. Como assim chegar-chegando? E ainda dizem que mineirinhos comem quietos hahaha Como vingança, ela quis ir na xícara maluca duas vezes, e ele junto, mas ela danou a rodar, rodar, fazendo com que ele se agarasse no encosto, enquanto ela gargalhava e girava ainda mais, e quando parou, ele estava tontinho coitado, tanto que poft!

Ainda os levamos para comer seus lanches com brindes, onde todos felizes e exaustos voltaram para casa, ficando chocados ao descobrir que Luiza dorme antes das 21 horas! Na verdade ela dorme entre 19:30 e 20:30, indo até as 06:00 do dia seguinte, que como é nossa rotina semanal, eu prefiro que ela durma cedo e acorde sem dar trabalho, ficando somente o final de semana para lidar "melhor" com o hábito madrugador.

Sexta-Feira, Luiza acordou cedo como sempre, mas ficou numa boa brincando na sala, vendo TV, enquanto a casa pairava no silêncio matinal e eu voltava a dormir também. Priscila é que aproveitou a maravilhosa fase da manhã da pequena, que fala pelos cotovelos, ganhando assim a simpatia e virando a "tia Pri", prendada que só, que quase nos matou de tanto dar de comer!

Eu dormi até mais tarde todos os dias, aproveitando minha baby-sitter improvisada, e resolvemos só sair depois do almoço, depois de termos passado a manhã comendo pão de queijo, e reclamando quando as crianças, que dançaram muito com os DVD's, não quiseram almoçar direito rs...

Fomos para Contagem, cidade do ladinho, encontrar a Valéria, leitora das antigas, que apesar de não nos falarmos sempre, tinha um carinho todo especial. Nos encontramos no shopping, para aproveitar e comprar o presente do Chá de Panelas da Ariane, que na verdade já estava fazendo 1 mês de "juntamento".

Val levou também a filha dela, Letícia, já uma mocinha, mas que mesmo assim brincou com Luiza e Rafa. Compramos, passeamos, nos perdemos umas das outras, lanchamos e "bora" pra casa, buscar o Silvio no trabalho (porque alguém tinha que trabalhar, né? rs...) e reecontrar Isa e Laura que haviam ficando curtindo a paz do Lar doce Lar.

Luiza, depois do dia de passeios, dormiu no horário de sempre, e eu, com meu cérebro se liquefazendo e saindo pelo nariz, mesmo dopada de tanta medicação, saí com Pri para um barzinho, onde encontramos uma amiga dela, que estava com um amigo. Ir a BH e não ir em bar algum, é o mesmo que ir ao Egito e não visitar nenhuma antiguidade faraônica!

Foi uma delícia, pertinho de casa para o caso de Luiza acordar, mas a menina nem se mexeu. Só não foi melhor, porque quando a comida chegou, o telefone tocou, avisando que a avó do Silvio, que há dias estava ruim, havia falecido. Como ela era de Uberaba, o corpo foi levado para lá, nos poupando de um funeral.

Um adendo por favor, para uma pequena observação.

Seria eu a Dona Morte das avós dos maridos das amigas? Garanto isto não ser impossível, pois a primeira vez que fui ao Rio, a avó do Thiago, marido da Alê morreu, que estava ruinzinha morreu. Da segunda vez, foi a avó do Renato, marido da Taíssa, que também estava doente, morreu! E agora a do Silvio também? PQP! Vai ser pé frio, ou cova quente, sei lá onde!

Sábado era o Dia do Chá de Panela da Ariane, e também a oportunidade de conhecer outras meninas de blogs, que conheço já há algum tempo, umas com mais intimidades, outras menos, porém todas conhecidas, e a chance das crianças brincarem juntas. Fico pensando em quando elas forem adolescentes se farão uso destas amizades, ou acharão um mico mortal.

Mesmo atrasadas, fomos as primeiras a chegar, o nosso trio se divertindo sozinho com o Téo, filho canino da Ariane. Logo depois chegou Gabi com o Pedro, com quem eu tinha pouco contato, mais coisas de scrap, mas que ADOREI! Telma, sem a Sofia, que estava com os avós e chegou mais tarde. E não poderia faltar minha charazinha, mãe da meiguinha Duda, que o que tem de meiga, tem de espuleta hahahaha, ambas um amor, daquelas que dá vontade de levar para casa rs...Conheci também o marido-noivo, que acompanhei o namoro, desde o começo. Enfim, casados! Eeeeeeeeeee...

Foi super divertido, comemos muito, judiamos do casal, e também sofremos, cada uma com seu castigo. Sobrando pra mim dar uma de Alzira hahahaha... Nem ligo que agora descobriram minha segunda profissão hauhauahuahua

Domingo! Dia de feira de artesanato é claro! Adoro fuçar nestas coisas, mas quando são grandes demais, como a de lá, acaba me incomodando, ainda mais com Luiza, que no final já estava exausta. Comprei algumas lembrancinhas, muitas coisas para menina e só! Gabi nos acompanhou neste passeio, e de lá a levamos na casa dela, para depois irmos para outra cidade vizinha, Matozinhos, almoçar em um restaurante tipicamente mineiro.

Perdoe-me o linguajar chulo, mas PUTA QUE PARIU, o que era aquele restaurante?!?! Uma quantidade absurdamente-absurda de comidas deliciosas, em uma variedade infindável, altamente desesperador para uma glutona feito eu! Almoçamos maravilhosamente bem, e até Luiza "bateu" um pratão de braçal, com direito a muito doce de leite fresquinho, como sobremesa.

Dizer o que comi, seria um pecado e uma vergonha, ficando somente as fotos como prova do pecado que cometi, e não me arrependo!

Depois disto, só nos restava voltar para casa e por lá ficar, se bem que se dependesse da minha anfitriã com rodinhas nos pés, teríamos saído a noite sim, mas eu me recusei, ficando a receber e conhecer Aline, a pirralha que hoje já tem um bebê de quase 1 ano.

Como assim? Quando a conheci ela tinha 15 anos. QUINZE! Mas agora já tem 19, mas pra mim será sempre uma piralha hahahahaha Foi lá sem Dudu, que já estava em casa dormindo, e Luiza, depois de uma má-educação básica, devido ao cansaço, tirou fotos e mandou todo mundo sair da frente, porque ela queria ver TV para dormir, com direito a cafuné de Bebela, que se apaixonou por ela e vice-versa.

E a segunda-feira chegou.Nos dizendo para arrumar as malas e voltar para casa, mas antes disto, um rápido encontro no Shopping, para rever Aline, desta vez com Dudu, que nada entendeu daquelas mulheres doidas e aquelas crianças barulhentas, se bem que ele atacou a Laurinha, que se assustou com tamanho descaramento.

As crianças brincaram e correram, enquanto tentávamos provar roupas numa loja de departamentos. Luiza acabou caindo e batendo o quadril no chão, na hora achei que fosse nada, dei um beijinho e disse que já melhoraria. Ela reclamou um pouco mais tarde, mas só vi como tinha ficado feio, quando fui trocá-la para ir ao aeroporto. Fez um mega hematoma, roxo, porque ela bateu bem a crista-ilíaca no chão, e como não há mais aquela camada de tecido adiposo dos bebês para proteger, deu com tudo no chão. Levei ao médico quando chegamos em casa, que disse não ser nada grave, que teríamos que esperar o hematona ser absorvido, estando hoje quase sumido. Foi um susto!

Voltamos para casa a noite, com um atraso de 40 minutos do vôo, nada comparado as mais de duas horas da vez do Rio. Luiza não dormiu, me poupando de sair com ela no colo, mais a bolsa e malas. Na verdade ela até me ajudou, e fez questão de tentar carregar a própria mala, coisa que só conseguiu por alguns minutos rs...

Viagem ótima! E mesmo num apartamento com 4 crianças dentro, eu consegui descansar e relaxar um monte.

Reencontrar a rotina na terça-feira é que foi triste, ainda mais depois de 5 dias sem trabalhar, tudo acumulado, reunião com a equipe marcada há 10 dias, e que não dava para adiar, pois já havia protelado o suficiente.

Mal-humor, TPM, acumulo de trabalho, servidor de email com pau, literalmente eu estava uma bomba-relógio para gerir uma reunião com a equipe, para tratar de coisas cruciais, para pegar no pé e botar ordem no ninho. Respirei fundo e fiz a reunião, ficando o restante da tarde pensativa que só, com vontade de fugir logo de lá.

O objetivo maior da reunião era nossa auditoria anual de ISS (Índice de Segurança e Saúde), que sempre acontecia no mesmo mês do ano anterior, ou seja, sabíamos mais ou mesmo quando seríamos auditados, só que no começo de Maio recebemos um comunicado dizendo que isto havia mudado e as unidades poderiam ser auditadas a qualquer momento, estando a gerente lá ou não, ou seja, não havia mais aquela segurança de colocar a casa em ordem antes, tudo devendo estar 100% sempre! A equipe reclamou até, eu respondi a altura, dizendo que cada um sabia o que deveria fazer, estando com menos gente na equipe ou não, era pra fazer bem feito, se demorasse um pouco mais, paciência.

Eu já estava de saco cheio, do dia massacrante, o email que não funcionava, e pensando em ir embora, pois já passava das 16, quando minha gerente ligou, pedindo para eu ajudar outra unidade, em que o cliente estava pedindo um evento Mexicano para depois de amanhã, e como eu já tinha pesquisado sobre o tema outro dia, era bastante criativa, tinha contato com a empresa de festa, podia ajudá-la.

O que?????? Acabei ficando lá até 17:30, me atrasando para pegar Luiza e fui até tarde em casa montando um cardápio, curiosidades sobre o país, enquanto a mulher da decoração se virava pra montar algo típico afff...

Sexto-sentido? Providência divina? Um pouco de tudo na verdade, pois no dia seguinte a auditora foi nos visitar!

Cheguei cedo na empresa, uma hora antes do normal, pois Bilica tinha prova na primeira aula e eu a deixo antes na faculade. Estava lá perdida nas coisas mexicanas, quando a Cozinheira Líder veio até minha sala dizer que a Rosana da GR estava descendo. E eu pra ela "Que Rosana da GR?", e ela, "Você não está esperando?", "Não, porque não conheço nenhuma Rosana".

Tive um estalo de lucidez e lembrei que outra colega de trabalho já havia recebido a auditora surpresa e me dito o nome dela, porque eu perguntei se era uma outra, que tinha nos auditado no ano anterior. "É a auditora, Nice.", "Tá falando, sério?", "Tô, porque só pode ser". Depois disto, foi um Deus nos acuda para ver se estava tudo Ok, eu recebendo a mulher, apresentando a cozinha e o restaurante a ela, a equipe nervosa, porque eles sempre ficam uma pilha, para no final, dar tudo certo, GRAÇAS A DEUS! Nossa meta era 92, e tiramos 93, mesma nota do ano anterior, em que eles passaram 1 mês se preparando. Aeeeeeeeeee... Como eles mesmo dizem, eu sou boazinha, mas sou exigente, e gosto de tudo em ordem sempre, porque afinal lidamos com pessoas, saúde, e com isto não se brinca! E no final, missão cumprida!

Quinta-Feira, bem que eu queria fugir lá para o evento mexicano, mas acabei é trabalhando até as 22, só saindo da empresa depois de terminar tudo o que precisava fazer e assim respirar, porque eu tenho PAVOR de coisas acumuladas, e depois de 3 dias que valeram pela semana toda e um pouco mais, tudo ficou em ordem e a sexta-feira foi um dia normal, podendo eu começar escrever este post, para terminar hoje, porque ontem a noite fui para chácara, e lá comi, dormi, só voltando hoje as 11, para terminar o cabelo, que havia começado a fazer na véspera de viajar hahahahaha

Ah! E sabe a Ana de 3 posts atrás? Foi para o Recife sim, onde reencontrou os filhos, a família dos 2 ex-maridos, os irmãos por parte de pai que ela não tinha contato, passando um Dia das Mães pra lá de especial, história com final feliz, para nunca mais se perderem outra vez!

Me empolguei, né? Falei-Escrevi demais, mas esta é a boa e velha Rêca postadeira em ação, coisa que há tempos não acontecia, mas finalmente, vamos as imagens, e se estas não bastarem, em meu Orkut tem muito mais!




E eu estou tentando me desfazer de umas coisas da Luiza aqui.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:52
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Segunda-feira, Maio 19, 2008


Passada Quase Mensal... quase...
Escrito em 17/05/08

Que a passagem do tempo tem me engolido, isto é um fato concreto há tempos e deixou de ser novidade há mais tempo ainda.

Pensava-se que com a família de volta, eu acabaria por ter dias menos corridos, algumas horas de bobeira, mas que nada, venho me mantendo fiel a rotina doida-corrida, trabalhando mais do que nunca, e quando alguma hora fica vaga, eu quero mais é fazer nada!

A casa cheia me cansa, pois estava acostumada a ser apenas eu e Luiza, Luiza e eu, e os amigos que habitualmente nossa casa frequentavam.

Aí em novembro veio Bilica, espaçosa, bagunceira, como se ao invés de apenas uma pessoa ter se mudado para cá, 10 tivessem feito isto, e para piorar como se estas 10 fossem adolescentes enlouquecedoramente barulhentos, bagunceiros e sem noção!

Em Março, vieram pai e mãe, depois de 3 anos hora, as saudades eram imensas, só que depois de 2 meses elas já foram sanadas e com a convivência familiar normal, voltamos aos estresses de sempre!

Reconheço que sou impaciente, perfeccionista, intolerante, gosto das coisas do meu jeito, no meu momento e deixar de ser a dona da casa está sendo mais difícil do que eu pensava.

Para quem não sabe, se é que também quer saber, eu adoro ficar sozinha, amo o silêncio, a solidão me proporciona um bem-estar iluminador, e os 3 anos sem pai e mãe, e o último sem pai, mãe, irmãos, foi revigorante! Chegar em casa depois de um dia cheio, e encontrar a casa limpa, arrumada e principalmente silenciosa, era um oásis no meio do caos diário, e agora... afff... me sinto no meio do sambódromo em domingo de Carnaval. Não há bom humor que resista.

Claro que há suas compensações.

Luiza depois do início difícil de adaptação e irritação, tem adorado a vida familiar, mas a idéia de ir para minha casa voltou a ganhar vulto, porque eu tenho uma casa que adora, mas está aluganda, e mudar para lá vai sendo adiado por causa da troca do carro, que me gera uma impossibilidade de nível financeiro. :/

Começo de mês estranho, né? Começando pra valer no dia 5, e por causa disto fui engolida pelo trabalho, numa lista de obrigações que nunca tinham fim, só conseguindo colocar tudo em dia sexta-feira, para semana que vem o caos se instalar novamente, já que outro feriadão está e BH, aí vou eu, finalmente!

Depois de uma avalanche de aniversários de gente mais velha, em que ninguém mais aguentava ir, finalmente Luiza teve um aniversários de criança para ir, amiguinha da escola, festa só para crianças, em que ela foi toda orgulhosa, porque não haveria mãe ou tia por perto, e sim gente para cuidar, como ela mesmo disse, e se comportou super bem, ficando até o final, mesmo sendo fora do horário dela dormir. Disse que nem quis bolo, porque estava muito cheia.

Falando em Luiza, que daqui 3 meses ela fará 4 anos e as coisas do aniversário estão totalmente cruas.

Ela anda hilária, com umas tiradas ótimas e se eu fosse escrever aqui tudo o que ela tem falado e nos feito rir absurdamente, a coisa não teria fim e minha cabeça fundiria antes disso.

- Tia Bi, vc não vai casar nunca?
- Vou sim Luiza, pq vc vai crescer e também vai casar.
- Nãoooooooooooo tia, eu não vou casar não.
- Mas a tia vai ficar velhinha Luiza, e se eu não casar, não tiver filhos, quem vai cuidar de mim?
- Eu que não vou limpar sua bunda! (com a maior cara de nojo) hahahahahaha

- Tá bom Luiza, eu vou comprar outra criança, já que vc nem é uma boa netinha.
- Mas aqui não tem vó, só em Indaiatuba!(com uma cara de que ia ser complicadoooo)

- Desculpa Luiza - gritou o avô do andar de cima.
- Mas eu não tô ouvindo direito, quero aqui emabaixo.
Desce o avô.
- Desculpa Luiza, o vô tava brincando e jogou o urso em vc para tirar do chão. Vc desculpa eu?
- Não!(tinhosaaaaaa)

- Mãe.
- Hmmmm...
- Outro dia eu falei puta que lobão, né?
- Falou Luiza.
- E não pode, né?
- Não, porque é palavrão, é feio.
- É, eu nem vou falar mais, tá?
- Tá bom Lu, isto mesmo.
- Só vou falar "puta que lua!"
hahahahahahahahaha para ela o palavrão era lobão, que ela tem pavor hahahahaha

- Tia Bi, esta camiseta do Mickey é tão linda.
- Vc gostou Lu?
- Gostei e quando vc ficar grande e não servir mais, vc dá ela pra mim?

E por aí vai, mais poser de nunca, pedindo para tirarmos fotos, esperta que só, já sabendo escrever sozinha o próprio nome e várias palavras que soletramos. Na escola só elogios, bem comportada, educada, inteligente. Um alívio para todo mãe, que vê sua cria vivendo, crescendo, aprendendo, virando gente grande a minha menina.

Semana passada foi Dia das Mães, e todos já conhecem bem minha posição sobre isto, com a data não me afetando em nada na empolgação de escrever ou dissertar sobre o tema, onde tudo é dito e feito neste dia, só neste...

Luiza fez uma apresentação muito fofa, cantando uma parte em espanhol. Durante a semana, em cada dia me trazia um cartão e um vale-alguma coisa, como um beijo, um abraço, um cafuné para ficar relaxado e uma massagem, que só não podia ser no pé, porque tinha chulé!

Ela curtiu muito os preparativos para o dia, e acho que foi o primeiro ano que ela realmente entendeu a importância da data, escolheu o presente, mesmo eu dizendo que não queria nada, mas a questão é que ela queria a almofada de Mamãe Coruja que viu em uma loja, e enquanto a tia não comprou, não sossegou!

Eu, em meu idealismo romântico, ainda prefiro isto aqui (Leia o do dia 7, quase ao pé da página).

Deixando as coisas maternais para lá, e o trabalho também, que eu não aguento mais falar dele, se bem que me envolvi em alguns outros projetos, bem legais, mas que não vem ao caso agora.

Gustavo fez aniversário, Maris também. Ele arrasou numa festa, em que fui e fiquei até as duas da manhã, mesmo sendo um dos dias mais frios do ano. Maris, nós fizemos uma micro-festa-surpresa na casa dela, e os vizinhos devem ter ficado assustados com a barulheira em plena segundona hahahaha

Como não estão em minha melhor fase de palavras, vamos logo as fotos então! Que já são de alguns dias atrás, porque as máquinas estão cheias e eu com uma preguiça imensa de descarregar!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:18:44
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Quinta-feira, Maio 15, 2008


Os filhos de 'papais'...

Silvana Cervantes


Há tempos venho observando as contradições presentes em alguns pais...

Trabalho com educação há 22 anos, e acho que posso falar sobre este assunto.

De uns anos pra cá, as famílias têm 'acobertado' os erros de seus filhos, como quem acoberta os seus próprios. É preciso achar um culpado para atos maldosos e fora de propósitos, e não raro a 'culpa' recai sobre os professores, ou sobre quem estiver mais próximo.

Semana passada, ouvi de uma mãe que foi chamada para um papinho:

- Meu filho me conta tudo o que acontece aqui na escola, conta que os amiguinhos batem nele, e o que vocês professoras dizem, ele conta realmente tudo.

Eu respondi:

- Pois é mãe, acontece que ele também conta tudo o que acontece em casa, na sua casa!

A senhora empalideceu...

Eu continuei:

- Esta semana ele nos contou, como a senhora resolveu uma questão com o filho mais velho, enfiando a cabeça do menino na privada!

Não preciso nem contar com que cara ela ficou...

Não importa o nível cultural, nem social, o que venho notando é que valores como assumir o próprio erro, ficou no passado.

Os pais vêm encobrindo e pior, vêm ensinando os filhos a burlar a verdade.

Antigamente, quando um filho chegava em casa e mostrava um bilhete da professora, recebia advertência em consonância com a escola.

Agora o que se ouve é: Vou lá tirar isso a limpo com a 'louca' da sua professora! Ela terá o que merece!

E eu pergunto: Como afinal isso vai acabar? Quando a humildade de se reconhecer um erro, retroceder, pedir desculpas, pedir ajuda para se endireitar, reerguer e se tornar 'gente' de verdade vai prevalecer?

A resposta é simples...

Quando os pais servirem de EXEMPLO aos filhos.

Simmmmmmmmmmmmmmmmmm, atenção: Filhos aprendem com exemplos mais que com palavras! Quando os pais através de atos, se auto condenarem por seus erros, assumirem suas culpas, quando condenarem os atos errados de seus filhos, e os fizerem também assumir suas culpas.

Senhores pais, ouçam o apelo de quem vive para educar...

Proteger seus filhos, não é isentá-los de culpa!

Proteger é fazê-los saber que humanos erram, E QUE ACERTAM, TODA VEZ QUE ASSUMEM SEUS ERROS COM TODAS AS SUAS CONSEQÜÊNCIAS...

Isabella estaria viva se o senhor tivesse ensinado seu filho que de nada adianta tentar encobrir um erro e tentá-lo jogar em cima de outrem, muito menos pela janela...

P.S:
E vale a pena pensar nisto, porque eu sempre reforço quando me questionam sobre meus métodos de educar Luiza, que Ama de verdade corrige e não apenas permite, para poupar o sofrimento da criança diante de um Não merecido e necessário.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:20:36
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Domingo, Maio 11, 2008




Escrito pela:Rêca Zucher Hora:09:35
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Quarta-feira, Abril 23, 2008


Boa Menina...

Lá se vai mais um mês e eu não dei as caras por aqui. Confesso que desta vez foi por pura preguiça e falta de vontade, onde a idéia de fazer um forçado post "Querido Diário" me vencia antes mesmo de vir a tona.

Gosto de escrever por vontade, não obrigação, se bem que ás vezes se não for assim, nada sai e em outras as palavras simplesmente jorram e não dou conta de transcrever tudo, mas acho que desde janeiro isto não acontece hahahaha

Na contramão do silêncio, li muito, vi vários filmes, e me prostituí numa esbórnia culinária, devido a nova rotina com os pais em casa.Foram vários jantares e almoços para e com os amigos, em todas as semanas deste última mês, sempre comendo na casa de alguém ou em algum lugar, e quando digo comer, é COMER MESMO, do tipo cometer um dos pecados capitais, a gula, ficando sem conseguir respirar direito!

Quem consegue não comer, fazer dieta, quando se vive no meio de encontros, onde tudo é celebrado sempre comendo ??? Que atire o primeiro grão de arroz, quem nunca se fartou até ficar sem ar hahahaha

Deixando as comidas de lado, como se isto fosse possível em minha profissão, falarei então do meu ambiente de trabalho, mas não das comidas, por favor!

Lembrando que em Janeiro fui transferida, e na época aquilo foi um drama (nem tão shakesperiano assim), porque justo este ano, que eu havia mudado Luiza de colégio para estudar ao lado do meu trabalho, que ficava há 6 minutos de nossa casa, e então de repente fui mandada para a cidade vizinha, há 25 KM, tendo acabado de voltar de férias, estando totalmente aérea.

Como geralmente não entendemos o agir de Deus, naquele momento temi pelo meu futuro profissional, tive um frio na barriga, dormi mal pensando nas novas e pesadas responsabilidades que ganharia, e somente na semana passada foi que descobri o verdadeiro motivo das coisas terem se encaminhado daquele jeito, numa reviravolta que envolveu a vida de várias pessoas e empresas, culminando com minha transferência.

Eu sou péssima com nomes, fisionomias, detalhes de vida, e me dá um certo desespero quando se trata das pessoas com quem trabalho, porque preciso conhecê-las melhor, para otimizar o fluxo de trabalho, quanto a horários, férias e também para me aproximar delas, afinal passamos mais tempo juntas do que com nossas famílias e um bom relacionamento é essencial.

Quando tudo entrou na rotina no escritório e produção, resolvi perguntar às meninas quem tinha filhos, quantos tinham, que idade, se eram casados ou não, e a primeira a quem perguntei, no meio de um almoço, foi Ana, cozinheira de mão cheia, Pernambucana arretada, pau para toda obra, de bem com a vida, no melhor estilo curta e grossa, feito eu rs...

Sempre ouvia ela falando de um filho, e a gerente anterior havia me falando que este era o xodó dela. Perguntei se ela tinha apenas ele, imaginando que deveria ser o caçula e único solteiro, por isto tanto falatório.

E aí ela me contou, que realmente ele era o caçula, filho do 2º casamento, mas havia também um casal, que ficou em Recife morando com a avó paterna, quando ela veio para cá, e que mantiveram contato por algum tempo, mas há 11 anos não tinha notícias, pois o número de telefone para contato, dizia que não existia e eles também nunca mais ligaram. Imaginava que ainda moravam em Recife, sabia o nome do bairro, da rua, mas não o número da casa.O filho caçula até tentou localizá-los, mas não conseguiu.

As poucas notícias que ela tinha, eram antigas, sabendo que a menina havia se casado aos 16 anos, perdido o primeiro bebê, e depois disto tudo era escuridão. Hoje estariam com 28 anos a menina e 27 o menino.

Fiquei super sem graça por ter tocado no assunto, que fez uma história tão dolorosa assim vir a tona. Pedi os nomes deles e disse que daria uma procurada, porque não conseguia esquecer a triste história. Minha idéia inicial era dar uma vasculhada on line e caso nada encontrasse, apelaria para alguma blogamiga daqueles lados, para me ajudar na investigação.

É claro que comecei pelo Orkut, procurando pelo nome da menina, que me parecia menos comum, Deise Emília, mas as variações de grafia mostraram-se inúmeras, sem contar que por estar casada, poderia ter adotado outro sobrenome. Dei uma vasculhada com o Google e nada também.

Passaram-se alguns dias, e eu sempre pensando naquilo, na angústia de não saber de um filho. Resolvi procurar pelo nome do menino, indo pegar o nome que estava em um papel, dentro de minha bolsa. Novamente comecei pelo Orkut, procurei, procurei e nada. Só que não desisto fácil, vou mudando os nomes, as palavras chaves, até que encontrei uma comunidade, com menos de 50 pessoas, mas o nome batia, o local também.

Fique eufórica e ao mesmo tempo apreensiva, pois se tratava de uma comunidade sobre pessoas que já haviam falecido desta família. Pensei comigo, será que o menino morreu, já que o nome dele está aqui? Mandei um recado para a dona da comunidade e para uma das membras, e foi esta membra que me respondeu.

Primeiro achou que eu estava amorosamente interessada no rapaz hahahaha , aí quando expliquei do que se tratava, ela ligou para a irmã dela, para checar as informações que eu estava passando, porque ela era TIA-AVÓ dos filhos da ANA, e a conhecia também!!!!E a irmã dela, era a ex-sogra, foi que criou os dois.

Falou comigo, passou o telefone da irmã, me mostrou o perfil deles, me falou quem era quem nas fotos e eu também expliquei o que havia acontecido, o porque do sumiço, a falta de contato, tudo pelas mudanças dos telefones das regiões, prefixos e tal.

Quase não dormi na noite de quarta para quinta-feira passada, mesmo tendo ficado até mais de 11 da noite falando com Socorrinho, já tendo combinado que ligaríamos no outro dia, da empresa, para Ana falar com dona Dadá (a ex-sogra).

Anotei as informações que ela me passou, juntei alguma fotos, montei em uma folha e levei tudo para o trabalho no dia seguinte. Chegando lá, imprimi tudo, chamei a chefe de cozinha e disse que havia encontrado os filhos da Ana, e estava dando um tempo, porque depois ela não prestaria para mais nada e precisávamos estar com o almoço pronto as 10:30 hahahahaha

Ela me disse que podia chamar logo, porque estava tudo tranquilo, só faltava enrrolar os charutos. Fiz de conta que estava mostrando algo que era para todas, perguntando se sabiam quem era nas fotos, mas que nada, nem Ana adivinhou, se bem que a maioria delas não encherga direito sem óculos hauhauhauhauhua

Então perguntei para Ana se ela conhecia Socorrinho, e ela olhou bem na foto, perguntando se era a do Recife, a que ela estava pensando, e aí as 8:30 da manhã de quinta-feira, haviam várias panelas no fogo e um monte de mulher chorando na cozinha rs...

Falei que sim, era a Socorrinho que ela estava pensando, que aqueles das fotos eram a filha e o filho dela, junto com a família toda, que eu havia os encontrado, que estavam bem, ele se formando em Educação Física, ela cursando direito. Que já tinha duas netas (6 anos e 10 meses), filha da Fulaninha, que continua casada e um neto (1 aninho), filho de Beltraninho. Porque lá é assim, chamam todos por apelido ou diminutivo e no final eu já me sentia da família, por chamar a todos com tanta intimidade.

Ligamos para lá, ela falou com dona Dadá, esclareceram os mal-entendidos da falta de contato, choraram, anotaram os novos telefones, endereços, para não perder mais! Logo depois o filho dela também ligou, dizendo que a amava, que não havia esquecido dela durante todos estes anos, e que era para não chorarem mais.

Até agora eu me arrepio ao lembrar da emoção de os ter encontrado, de ter contado a ela, da felicidade de todo mundo, e o mais incrível é que tudo isto foi conseguido com uma coisa simples, Internet, curiosidade e consegui reunir uma família depois de 11 anos.

Ana sai de férias dia 30 agora, coisa que há meses estava planejando e ela reclamava por não ter o que fazer, nem para onde ir. Agora, está contando os dias, agoniada para ir para Recife logo, e finalmente dar o abraço apertado que minimizará a angústia instalada por estes 11 anos de silêncio.

Acredito que fiz minha boa ação do ano, e não parei por aí, depois ainda consegui localizar e pegar o número de celular do pai biológico de um amigo, que não reconhece a paternidade e ele não sabia como entrar em contato.

E na segunga-feira de feriado, fomos ao shoping, levei Luiza ao banheiro e lá encontrei 50 reais. Peguei e fiquei na minha, esperando Luiza sair, e de repente saiu uma moça das cabines, desesperada, fuçando nos bolsos da roupa, no melhor estilo Bilica-atrapalhada, dizendo para a amiga que havia perdido 50 reais que estava no bolso de trás. Olhei bem para a cara dela, estendi o dinheiro e disse, "Tá aqui moça, eu achei!", com outra me olhando espantanda, dizendo "Eu não devolveria". hahahaha

Boa menina eu, né? O que será que Papai Noel me trará em 2008? Heim, heim ???

E Luiza? E eu? E o restante? Fica para um outro post hahahahha, e prometo que volto antes do próximo dia 24, tá Márcia?



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:21:25
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Segunda-feira, Março 24, 2008


Recapitulando

Tanto tempo sem escrever, e quando consigo voltar a fazê-lo, trago uma miscelânea de fatos, com ótimas notícias, e outras nem tão boas assim...

Engraçado como o ciclo da vida é algo que por mais que o tempo passe, continua a nos afetarfortemente.
Nascer e morrer, leis simples da Natureza, que nos emocionam por toda a existência, seja pelo sentimento de ganho, maravilha da perfeiçãoa divina, ou pela perda, por alguém querido ter deixado de conviver conosco.

Quem usa o Orkut (e quem não usa hoje em dia?), deve ter visto as fotos do último mês e tirado algumas conclusões. Sim, já tem 1 mês desde o último post, e quando tive tempo para escrever, faltou para editar as fotos, e no atropelo do dia-a-dia, fui protelando, até chegar aqui.

E voltando a um texto que eu rascunhei no dia 05, vejamos o que aconteceu:

De tempos para cá nossa rotina mudou completamente, e diariamente quando eu consigo tomar um bom banho, deitar no sofá e relaxar, o relógio já acusa 21 horas.

O fim do horário de verão me deixou altamente lesada, e quando são 21:30 - 22 horas, eu já estou capengando de sono, e aí subo para dormir ou as vezes acabo por cochilar no sofá mesmo, sem conseguir ver o BBB, que a Globo está roubando, manipulando e fazendo a Gyselle coitadinha-vítima-songa-monga ganhar.

Final e início de mês é sempre caótico pra mim, e estê mês o meio dele também foi, com tantas datas comemorativas e eventos na empresa. As coisas se atropelaram no trabalho, porque nem terminei um mês direito e o outro já estava a todo galope, me deixando totalmente fora de circulação, caindo na cama exausta, para o outro dia me engolir rapidamente. Foi o dia Internacional da Mulher dia 8, depois o Universo Ecológico no dia 14, seguido da Pásca na semana de 17 a 20, com a reunião mensal no dia 18. Ufa... Enquanto os eventos sugaram minha criatividade e tempo, nos outros setores mal consegui fazer o básico e eis o porque do sumiço.

Para colaborar com estes dias cheios, Luiza voltou a fazer a ballet no dia 3, então as segundas e quartas, saímos de casa as 7:10 e só retornamos as 19:30. E enquanto o cansaço me emudece, Luiza fala pelos cotovelos ou fica num mal humor do cão, nós duas competindo para ver quem fica mais insuportável hahahaha

Voltando ao longínquo início de Março,no dia 1 almoçamos com uma amiga de anos dos meus pais, que nos viu crescer e com tantos finais de anos e férias passados juntos, ficamos também amigos dos filhos dela. Apesar do clima meio de incertezas, pois o filho caçula retirou um nódulo que tinha no pescoço, que constatou-se ser maligno, porém com bons prognósticos. Um dia diferente, agradável, onde rimos muito, e por fim a noite os acompanhamos à igreja, onde eu não ia há alguns anos e Luiza nem sabia o que era uma Bíblia e pediu pra ver o meu livro hahaha

Para quem não sabe, sou evangélica desde sempre (mesmo sendo mãe solteira!!!), porém depois de muitas decepções e saco cheio, raramente vou à igreja, mas minha fé permanece a mesma.

Saímos antes do culto terminar, pois Bilica iria trabalhar. Sim, saiu da igreja e foi trabalhar na balada bombante hahahahaha, pois arrumou um bico de final de semana, para ser hostess numa famosa casa noturna da região.

No domingo (dia 2), nós e as BlogMães campineiras, havíamos planejado ir ao Zôo de Americana com as crianças, porém de última hora resolvemos ir ver uma apresentação do Cocoricó, que as crianças amaram e nós mesmo quase dormindo, cantamos todas as músicas! Não basta ser Mãe, tem que cantar junto também...

Depois do teatro, rumamos para o Mac Donald's, pois todas queriam os e-dogs e também lá havia brinquedos para se divertirem e nos deixarem conversar. Brincaram, brigaram, ficaram de mal, fizeram as pazes e duas horas e meia depois tomamos o rumo de nossos lares, cada uma com sua cria exausta, nos lamentando em como o tempo passou rápido e prometendo que em breve faremos isto novamente, pois as crianças adoram e nós também!

No dia 8 foi a comemoração do Aniversário da Vó Rosana, e foi uma festa Cigana. Eu estava altamente xoxa, e sem vontade de ir, mas fiz uma forcinha, por consideração a ela, e acabei de divertindo, e Luiza então nem se fala. Foi dormir mais de duas da manhã, e claro que no dia seguinte as 8 já estava em pé.

Meus pais chegaram no dia 10, e quando São Paulo batia seu 2º record do ano de congestionamento e lentidão na Marginal Tietê, eu estava lá no meio, tentando chegar em Guarulhos para buscá-los, fazendo-os nos esperar por 1 hora aff... E é por isto e "otras cositas más" que agredeço aos meus pais por terem nos tirado de São Bernardo há quase 20 anos atrás.

3 anos e 1 mês, foi este o tempo que meus pais passaram no Japão. Muito tempo? Sim !!! Mas com as modernidade atuais, como Web Cam e microfones, nem parece que a distância era tanto e a saudade não doeu muito. Se eles ficam? Sim... por um tempo, como férias prolongadas.

Voltar a morar com os pais depois de tanto tempo, é estranho, para não dizer no mínimo conflituoso, e como no meu caso nada flui naturamente, na semana anterior aos msu pais chegarem, a mãe da faxineira de machucou e ela não pode ir trabalhar, pedindo a conta depois. Pais chegando, casa suja, vida corrida e ainda tendo que arranjar uma nova diarista. Ai ai...

Em dois finais de semana seguidos fui para Ribeirão Preto, para meus pais verem minha avó paterna que estava doente, e sábado agora, 1 dia depois do aniversário dela de 79 anos, veio a falecer.Fiquei triste é claro, mas ela estava com um semblante tão em paz, tão bonito, de descanso, que seria egoísmo demais querer que ela continuasse a sofrer como estava. Morte é algo que sempre me faz ficar pensativa nas questões de espiritualidade, e explicar para Luiza foi menos difícil do que eu imaginava, no que ela concluiu:
- Hmmm... Agora o meu vô só vai ter pai, né Mãe?

Se foi um motivo triste para a família se encontrar, por outro lado foi uma oportunidade de rever tias e primas que não via há anos.



Por outro lado, no dia anterior (20), nasceu o filho da minha amiga-meia-cumadre Dani, Moisés, com 3,950 Kg e 53 cm. Um fofo, resmungão que só. E foi por isto que fiz aquele comentário no início do post, sobre o ciclo da vida, porque pegando o bebê no colo, vendo a perfeição dos detalhes, é impossível não ficar admirada da maestria da natureza e dedo de Deus.

Os 3 dias de feriado em casa voaram, e hoje quando o relógio despertou as 06:30, eu desliguei, virei para o lado e continuei a dormir, até minha mãe chamar, pois ma sexta-feira almoçamos e passamos a tarde na chácara, juntando a família Zucher com a Hauser, já que meus pais não os conheciam. No sábado fomos para Ribeirão Preto de manhã e chegamos as 22, e Luiza por ter dormindo muito no carro, chegou em casa e despertou, era meia noite e ela acordada, eu querendo que ela dormisse para arrumar a cesta de Páscoa, coisa que só fiz as 4:30 da manhã, quando Bilica chegou e eu tive que descer para abrir a porta.

Montei a cesta, com os tais ovos que ela queria, depois de ter dito na semana que havia tido uma conversa com o Coelho da Páscoa, que tinha perguntado como ela vem se comportando, e ela me disse:
- Você falou que eu sou boazinha, né?
- Falei a verdade Luiza, que as vezes você é e outras não.
- Hmmm... - com uma cara de "será que ele vem?"

Este ano não fiz pegadas e a primeira coisa que ela perguntou a tia foi:
- Tia, porque não tinha pegada?
- Porque o coelho estava com o pé limpinho Luiza.
- Ah !!! - e respodia isto pra todo mundo que perguntava das pegas hahahaha

Domingo de Páscoa e com aniversário da Maria Alice da Pri das Fadas, em Campinas, dando início as Festas Infantis de 2008. Luiza se divertiu muito, fazendo novos amigos, não dando trabalho algum e também não querendo vir embora! Alice uma linda de simpática, que aproveitou a festa e dormiu no colo do tio no final.

E lá vamos nós para o final do primeiro trimestre de 2008!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:21:57
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Domingo, Fevereiro 24, 2008


Luiza - 3 anos e meio = 42 Meses!

Eu tenho observado muito esta menina crescida, a qual eu ainda chamo de bebê, mesmo ela não gostando disto e pensado em como ela está grande.

Grande fisicamente, com suas roupas número 6-8, que aliás, alguém poderia me dizer o que este números significam? Não equiparam-se com as idades, né? Eu heim...

E esta fase encantada, onde tudo é das Princesas (tema da festa é claro!), ou da Barbie, perua e vaidosa ao máximo.

A petulância, assim como a dissimulação tem aflorado mais abertamente, e quando faz algo errado, para não pedir desculpas, diz estar como sono. Outro dia tentou forçar vômito porque eu estava muito brava com ela, e fomos conversar na escada, fui ainda mais dura e parou com aquilo. Posso com uma mini-atriz dramática em casa?

Olho para a menina das pernas compridas, e outro dia alguém me perguntou sobre o que o médico dela diz sobre o tamanho dela, e eu respondi que ela tem tamanho de menino, no que os ouvidos mais do que atentos me interromperam, para dizer:

- Eu não tenho o tamanho do Gui (amigo da escola, 2 dias mais novo), ele é menor!- e toda a classe é, exceto o Caio, que tem quase 4 anos.

Fala pelos cotovelos, não sei de onde tira tanto assunto e saliva. Assuntos dos mais diversos, variados, importantes, sem pés-nem-cabeça, mas que me divertem e emocionam absurdamente.

- Mãe.
- Hmmmm...
- Sabia que eu gosto muiiiiiiiiiiiiiiiiiito de você?
- Ahammmmm...- e sorrio sonolenta.
- Então faz um leitinho lá pra mim.
hahahahahaha, até parece que dá ponto sem nó, né?

- A gente tem que comprar uma casinha pra Beth, né mãe?
- Não precisa Lu, ela dorme lá no banheiro do fundo.
- Tem sim mãe, pra ela poder entrar na casinha dela e dormir.
- Pede para seu avô quando ele chegar.
- Tá bom. Aí a gente compra uma casinha, uma caminha, um cobertor e travesseiro de cachorro, bem pequenininho para caber tudo lá dentro.
Coitado do meu pai hahahaha

- Tia Bi, o que é planeta?
- A gente mora em um planeta Luiza, que fica no céu também, perto das estrelas, etc...
- Ah! - cara de quem entendeu tudo.
- E são 13 planetas.- acho que a tia vive em outra galáxia ou fugiu da escola.

- Como foi seu dia hoje na escola Luiza?
- Foi legal !! A gente foi lá no quiosque de baixo...
Ô meu Deus, desde quando ela sabe o que é um quiosque?

- Mamãe, eu já peguei tudo lá na sala.
- Recolheu tudinho mesmo Lu?
- Aham! Até guardei os PAPÉIS.- assim, direitinho no plural.

Brincando com a Uniqua, que com sua voz insuportável canta várias canções de ninar para o Sherman, aí olha para a Bilica e diz:
- Ela é tão engraçadinha, né tia?

Ela ganhou um short saia do uniforme escolar, mas sem o logo, e quando fui buscá-la, vem correndo ao meu encontro, segunrando a barra da roupa, para dizer:
- Mãe, tem que mandar colocar a figura do Fulano (nome do colégio) neste short, porque não tem, olha!

- Luiza, vem calçar o tênis para ir para escola.
- Mas eu vou ter que ir TODO DIA, com este tênis? Não posso colocar outro?
- Pode sim, então vai lá buscar.
Posso com isto? Tem que variar os tênis.

A gente conversando com uma menininha na saída da escola, no pátio. Entramos no carro e Luiza me diz:
- Você viu mãe, a sapatilha daquela menininha do Maternal era da Nike, né?
- Eu vi Lu, era sim, igual o seu.
- Não! O meu é tênis da Nike, o dela era sapatilha.
Observadora que só e aspirante a patricinha? Afff...

Ela tem um amiguinho do integral, bem acima do peso, engraçadinho na verdade, porque ainda é um bebê, mas com 1 ano e 5 meses, pesando 16 Kg, altamente preocupante, e ela fala assim:
- O "beltrano" é tão gordinho, né? Bunitinhu!

Estávamos comendo na mesa, pediu refrigerante, a tia deu um resto do copo dela, que olhou bem e soltou na hora:
- Só istooooo??? Coloca mais!

Tem horror a sementes, o que é um saco, até mesmo da uva.
- Mãe, tira a semente da melancia pra mim?
- Ah não Lu. Come assim mesmo, semente faz bem para o cabelo crescer (olha a chantagem barata aí hahaha)
- Faz? E as outras sementes?
- Também;
- Ah! Mas é tão ruim e dura de mastigar!
hahahaha ela tem razão tadinha, mas então que tire as próprias sementes.

- Mãe, eu gosto muito de você.
- E de quem mais Luiza?
- Meu coração é pequininho, né?
- É, mas cabe bastante gente?
- Não... só um pouquinho, mas eu gosto de todo mundo.
Fofo né?

- Hmmmmmmmmm... isto tá gostoso mãe. DELICIOSO!

- Coma Luiza, isto faz crescer a perna.
Terminou de comer, ficou ao lado da cadeira e comparou sua altura.
- Olha mamãe, já tô um pouquinho maior. - feliz da vida hahahahah

- Mãe, mãe, levantaaaaa!
- Pra que Luiza?
- Pra gente se trocar pra ir na escola!
- Hoje é sábado Luiza, não tem aula.
- ah... - com um muxoxo de decepção.

- Você nunca me dá nada mãe.
- Como não Lu?- já te isto, aquilo, aquele outro.
- É, né? Mas eu queria mais.
- Entã tá bom. Vou te dar mais coisas e não dou a festa de aniversário.
- Nãooooooooo... Eu quero a festa e ganho os presentes do aniversário!

E esta é Luiza, com 3 anos e meio, crescendo e nos surpreendendo, fazendo do seu desenvolvimento uma experiência incrível!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:09:43
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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008


Criança é Infância, é mudança, é Renovação!

Eu sempre falei sobre as mudanças que um filho trás em nossas vidas e mesmo depois de 4 anos, ainda me pego a pensar no assunto com bastante frequência.

Que um filho muda tudo, isto já é slogan de propaganda há tempos, mas concluí que não é apenas um filho que muda tudo, e sim a chegada de uma criança, seja na vida de quem for, não importando ser for pai, mãe, avós, tios, amigos, parentes, conhecidos ou vizinhos.

Uma criança modifica a vida de todos ao seu redor, àqueles da sua convivência, seja idoso, jovem, criança, ou até mesmo bicho!

Sim!!! Porque não também, a vida dos bichos de estimação? Afinal quem é que não conhece um gato enciumado por causa de um bebê que ainda está na barriga? Quem nunca ouviu uma história de cachorro amuado por se sentir trocado pelo bebê que chegou?

Quando digo que uma criança modifica, certamente que me refiro a uma mudança para melhor, muito melhor aliás...um verdadeiro upgrade, versão Top de Linha!

De início, Criança em uma casa, transforma tudo em um caos, tenha ela a que idade for, não importando o modo como chegou até ali.

Seja uma gravidez planejada ou inesperada, uma gestação do coração, uma adoção que finalmente aconteceu, os sobrinhos que vieram passar umas férias, não importa, criança em casa, é um tremendo "auê", até conseguirmos colocar tudo nos eixos, ou melhor, em novos eixos adaptando nossa vida à delas, e não o inverso, porque isto de que a nossa vida continua na mesma, e a criança é apenas um novo acessório que nos acompanhará aonde for, NÃO EXISTE.

Na verdade até existe, com suas profissionais de uniforme branco, séquito de serviçais, mas não é isto que quero discutir hoje.

Criança exige doação.

Doação de tempo, de atenção, de cuidados, de amor, tudo isto dosado com muito pacência, jogo de cintura, pensando que por pior que pareça aquele momento, vai passar e quando aquele sorriso banguela (ou não), se abrir para você, os piores fardos ficarão bem mais amenos, e ás vezes até parecerão recheados de pluma de ganso.

Criança na vida da gente, é sangue novo, injeção de ânimo (mesmo quando elas nos esgotam totalmente rs...). Significa alegria, renovação, vida nova, com a possibilidade de reviver uma infância distante, relembrar bons momentos e também uma segunda chance de fazer melhor os momentos que não foram tão bons assim.

Que mãe de menina nunca comprou uma Barbie Lançamento, só porque na própria infância era tudo o que mais desejava na vida? Luiza quando fizer 5 anos, ganhará uma casa da Barbie completa, para NÓS! É um trato desde o ano passado hahahahaha, e uma solução para resolver uma frustração que tenho desde os meus 5 anos rs...

E que mãe não se aperta, rala horrores, se vira do avesso, economiza nos próprios sapatos, roupas, acessórios, empregada, para conseguir fazer uma festa de aniversário, e ver aqueles pequenos olhos brilharem ainda mais, ao se deparar com seus personagens favoritos em sua festa?

Outras ainda fazem mais, colocando a mão na massa, descobrindo os dotes artísticos, fazendo a decoração, lembrancinhas, salgadinhos, docinhos, tudo isto a noite, depois do expediente e de ter dado conta da casa, do marido, do papagaio e da criança, que ressona tranqüilamente no quarto ao lado, fazendo de você um verdadeiro exemplo de Mãe-Bombril.

Me diga se você faria tudo isto em outros tempos, ou do quanto você reclamava ao ter que fazer trabalhos da faculdade a tarde ou noite, ou quando você só estudava e não trabalhava, achando-se Super-Hiper-Mega atarefada, pelo simples fato de ter que fazer um relatório em um sábado???

Não sabia era nada de nada da vida rs... Não se culpe, eu também não sabia e fico pensando no que tanto eu fazia, ou porque não fazia já que devia ter um tempo ocioso imenso!

Realmente eu não sabia de nada, até ter que estudar empurrando carrinho de bebê, de ter que fazer estágio meio-período, fazer relatórios a noite e passar a madrugada amamentando hahahaha. Dei conta? Sim... e minhas notas foram as mesmas de quando eu tinha a tarde inteira livre, noites bem dormidas e finais de semana inteirinhos para fazer tudo o que eu quisesse, ou seja, Porra Nenhuma !!

Eu e Bilica sempre comentamos como seria nossa vida sem a Luiza. O que estaríamos fazendo? Que tipo de pesssoas seríamos, porque sinceramente, eu era intratável em tudo que se relacionava a crianças antes de ser Mãe. Concluímos sempre que seria um tanto quanto muito sem graça.

Com uma criança junto de nós, uma simples joaninha se torna "A Joaninha", uma aranha "A dona Aranha", os porquês tornam-se engraçados, ao invés de angustiantes, e os questionamento mais banais, nos mostram quantas coisas passam em brancas nuvens.

Criança era algo que me irritava profundamente, que me tirava do sério, um transtorno, ao contrário de minha irmã, que sempre amou os primos menores, adotava as crianças da vizinhança, dava uma de babá sempre que possível, enquando eu queria distância delas.

E agora, aquele ser intratável de anos atrás, que "malemá" tolerava uns minutos com seres menores de 15 anos, vos escreve este texto e tem ganas assassinas quando vê algum animal, que se diz humano, tratando mal ou com desprezo estes verdadeiros seres humanos em minituaras, que apesar de pequenos no tamanho, possuem uma grandiosidade de alma gigante.

Ironia do destino? Que nada! Uma super chance que o Senhor lá de cima resolveu me dar, para mostrar como tudo pode ser ainda melhor, quando você é que proporciona a alguém uma infância feliz e em como a alma fica leve com uma criança por perto.

Sábado foi aniversário da minha irmã caçula, aliás, nem tão caçula mais, com seus 23 anos! Afff... que velha! E eu com meus 28? Nem ligo, porque estou louca para que os 30 cheguem logo e eu faça uma big party, já que casar não vou mesmo. Quer dizer, casar eu vou, mas comigo mesma, aos 30!

Mas se ela é minha irmã caçula, deveria ter 18 anos pra sempre rs... porque ainda ontem ela enlouqueceu a família toda para tirar carteira de motorista e agora a tal já venceu, nos dizendo que 5 anos se foram...Como assim? Ainda outro dia ela era uma pentelha insuportável, de 6 anos, até uns 11, que chorava para tudo, e fazia da minha vida um martírio de irmã mais velha.

E na comemoração do aniversário dela, foi que novamente pensei em como uma criança muda nossas vidas, vendo todo aquele povo meio bobo, de chapéuzinho, bricando com bexigas, voltando a ser criança também, valorizando pequenas coisas da vida, maravilhando-se diante de um simples apagar de velinhas, pagando micos homéricos, porém sempre com um sorriso rasgado no rosto...

Do fundo do meu coração, desejo ardentemente que a criança dentro de nós renasça a cada dia, nos mostrando a vida em sua essência mais pura e descomplicada.

Saberemos que ainda somos crianças sempre que pudermos sorrir diante do soprar das velas, pular e correr na chuva quando uma tempestade nos pegar desprevinido, bater palmas pelo simples poder bater, gritar para extravasar a felicidade de estarmos vivos, andar sem destino, porque um dia alguém nos guiou para dar os primeiros passinhos, celebrar por estarmos vivos, com saúde (claro que com um problema aqui e outro lá, ê idade!), prontos para darmos o melhor de nós, não só para esta jornada chamada vida, mas à todos que nos rodeiam e fazem de nossa existência uma infância sem fim!

Hoje, eu mesmo rio diante de situações que 4 anos atrás seriam "a morte" pra mim, e que agora, dou risada, enfrento com bom humor ou então ligo o F* e resolvo em outro momento.

Delegar, doar, priorizar, são as palavras de ordem do meu momento criança-feliz.

Mudo o slogan para, "Um filho muda tudo, mas uma criança muda tudo e TODOS..."

Pense nisto... eu pensei, escrevi e ainda estou pensando...

E para a satisfação geral dos leitores assíduos e famintos por fotos, eis as imagens abaixo!



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:21:18
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Terça-feira, Fevereiro 05, 2008


Olha a Luiza aí genteeeeeeeeeeee!

Descanso, esta foi a palavra de ordem de meu Carnaval.

Digo meu, e não nosso, porque Luiza brincou muito, se divertiu horrores, dormiu tarde todos os dias, mesmo não fazendo nenhum passeio especial, apenas ficando em casa e recebendo as amigas, ou indo na casa delas. Bilica coitada, saiu todas as noites, mesmo que na marra, só para acompanhar a turma, e junto com Marcela e Leonor, dividimos os cuidados com Luiza e Flávia, porque assim faziam compania uma a outra, brincavam, brigavam, cansavam, e nós só cuidávamos quando se fazia necessário.

Percebo nestas horas que não tenho mesmo um bebê, e sim uma pequena menina crescida, que se vira sozinha na maior parte do tempo, só pedindo quando é uma tarefa que ela não pode ou não deve executar, ou quando está com muita preguiça mesmo.E também tem aquilo que se tem fome, pede; se tem sede, se serve; se tem vontade de ir ao banheiro, vai sozinha, só chamando para limpar se for o Nº 2; se tem sono, reclama que quer dormir, não ficando mais aquele enigma de adivinhar o motivo do choro, que agora é de sono, manhã ou doença.

Eu juro que precisava de todo o sono que tive durante estes dias, de tirar uma folga da profissão mãe-fulltime, de fazer programas sozinha ou simplesmente dormir, dormir, dormir, sem uma criança pulando sobre mim, gritando suas frases favoritas pela manhã, quando meus tímpanos ainda estão sensíveis e soa em altos decibéis :
"Manhê, muda de canal, eu não quero esteee!"
"Mãeeeeeeeeeeeeee, quero leitinho"..
"Mamãeeeeeeeee, ce tá dormindo?"
"Mãeeeeeeeeee, ce já acordô?"
"Manhê, eu vô na escola hoji?"
"Mãeeeeeeeeeeee, limpa eu?"
"Mãnhê, ce vai dormi mais?"
"Mãe, põe desenho?"

E por mais que eu dê as respostas, as frases se sucedem initerruptamente. Parece que a noite de sono funciona como uma carga total de bateria, a qual ela precisa gastar logo, e faz isto, falando, falando, como se eu conseguisse continuar a dormir depois que ela levanta e começa a ladainha do manhê, mãe, mamãe, mamãezinha.

Não é uma reclamação, mas sim a constatação que depois que se tem filhos, dormir o sono dos justos não é uma tarefa das mais fáceis, ainda mais quando se tem uma rotina louca durante a semana, sempre perdendo a hora, arrumando-nos correndo, socando coisas dentro das bolsas e mochilas, para entrar no carro e correr de encontro as nossas obrigações.

Até que me acostumei bem com o fato de ter uma pequena madrugadora, mas desde que voltamos de férias, nossos dias foram muito cheios, cansativos, pura novidade, e quando a noite chegava, o cabeção não parava de funcionar, indo dormir tarde, como um sono agitado, sonhos loucos, para acordar ainda mais cansada, para terminar o dia detonada.

4 dias... 4 longos e deliciosos dias de puro descanso, muita comilança, muita preguiça e as baterias regarredas, para aguentar o ano, que agora finalmente vai decolar!

Já falei muito de culpa por aqui, né? Da dose cavalar que recebemos ao parir, e esta semana, percebi que não a tenho mais. Certamente que nunca me livrarei de setir um pouco de culpa, mas somente o normal, de todo ser humano.

Combinando com Bilica de irmos ao cinema no sábado a tarde, sem Luiza, que ficaria na Flávia, ela me perguntou se eu não ficava com dó de ir ao Shopping no cinema e Luiza não. Respondi sem nem pensar "Não! Porque eu também mereço ver um filme só pra mim rs..." , e já tem duas semanas que vou ao cinema, sem filha, vendo Eu sou a Lenda e A Lenda do Tesouro Perdido. AMEI os dois.

Enfim, fizemos um upgrade, tanto mãe, quanto filha, porque depois do cinema, ainda fui comprar "o material escolar" da Bilica, que havia ido em churrasco,e eu só chegando em casa a noitinha, ligando para a pequena que estava dormindo. Liguei mais tarde novamente, já estava acordada e me respondeu com a seguinte frase:

"Vem me buscar só DEPOISÃO,tá mãe? Eu ainda tô brincando!" - só chegou depois das 21 e ainda reclamando que não queria vir embora!

Aliás, as frases andam um caso a parte, e já tem um tempo que não, crio vergonha na cara, ooooops, quer dizer, escrevo aqui.

- Luiza, o Gustavo está perguntando se você quer cortar o cabelo hoje.
- Cortar eu quero. Pintar não! - como se ela sempre fizesse isto hahaha

- Mãe, você vai no médico arrumar suas tetas? - por causa da tia pós-operada.
- Vou Lu, mas ainda vai demorar um pouquinho.
- Ahhhhhhh! Então deixa eu apeitá!- metendo a mão dentro do meu pijama.

- Mamãe, você compra um Pampili pra mim?
- O que Lu?
- Um PAM-PI-LI, que vem com uma bolsinha. - e viva as progagandas!

- Onde você e a Flávia caíram quando estavam brincando Luiza?
- Lá onde não pode atropelar.
- Onde???????????
- Como é que chama mesmo? Ééééé... Na calçada!

- Lu, o que você quer ser quando crescer?
- Uma princesa!

- Mãe?
- Hmmmmmm...
- Eu sou uma princesa?
- É Lu. - e vejo uma menina toda convencida e Feliz sorrindo pra mim.

- Luiza, porque voce se riscou toda ?????
- Num é risco mãe, é tutuagem. - só me resta elogiar, né?

- Olha gente, o que o Vinicíus desenhou pra mim.
- O que é Lu?
- Uma galinha, um pintinho. E eu desenhei um OVO FRITO...
hahahahahaha matou o outro futuro membro da família rs...

Eu espiando ela na escola, porque cheguei para buscá-la antes do final da aula e estavam aprendendo as letras dos nomes dos coleguinhas.
- Que letra é esta?
- Gêeeeee... - respondeu a minha pequena, enquanto mexia com massinha.
- E é a letra de quem?
- Do Goca, tem no do vô EdGar também. - e eu sorri toda cheia, do lado fora rs...

Durante a colônia de férias:
- Luiza, amanhã você vai na aula?
- Eu não tenho aula! Eu vou na escola só para brincar!

Depois de ter levando o material e antes do início das atividades curriculares:
- Mãe, eu não vou ter nunca atividade e usar meu material???

- Mãe, quantas bolinhas tem dentro do nariz? - referindo-se as cacas hahahaha

- Páraaaaaaaa de falar! Meu ouvido tá doendo!!! - mal humorada, e a gente conversando sem parar.

Tio do Vinícius entrou no quarto, falou com ele e nem deu atenção à ela:
- Ôu! Você não viu eu aqui? - as vezes tem que ser ignorada para ser simpática hahahaha

Atende o telefone, fala com as pessoas, desliga e nos dizem assim:
- Era fulano, num queria falar com você. - e em seguida..
- Trimmmm... trimmm... - o fulano dizendo que ela desligou hahahahaha

- Mãe, esta foto parece eu quando era bebê, né?
- Parece Lu.
- Esta também, né?
- É mesmo.
- E esta parece eu quando era grande, né? - e ela não aceita que ainda não foi grande rs...

Chegando da escola, quando estava indo apenas na recreação de manhã:
- Ai, ai... tô tão cansadinha.

- Arruma o meu cabelo, tá igual do Wolverine - hauhauhauhauhua

- A mulher que lava louça vem hoje?
- Não Lu.
- Ahhhhhhh! Eu queria tanto que ela lavasse os meus copinhos...

- Mamãe, mamãe, eu queria um sapato assim, ó?
- Assim como Luiza?
- Com um salto! - nem a pau rs...

- Eu quero por aquela roupa.
- Que roupa Luiza?
- Aquela da barriga de fora... - "Só as cachorras, hu hu hu"

- Vem Luiza, vamos tomar banho.
- Ah não... Tô cansada, mais tarde eu tomo.

- Mamãe...
- Hmmmm... - capegando de sono.
- Sabia que eu gosto muito de você??? - danou-se o sono e apertei muito!

- Mãe, quando eu for grande, você dá esta sua roupa pra mim? - e toda roupa que ela gosta pede pra eu guardar pra ela haahhaah

Juntou dinheiro e pagou seu Lanche Feliz e a ida aos brinquedos no Shopping.
Passa gloss e fala sem mexer os lábios, para não sair ou borrar.
Está na fase do encamento das princesas.
Ai de nós se nos maquiarmos e ela não.
Quer usar brinco de pendurar.
Enche os braços de pulseiras.
Bate boca quando contrariada.
Recua quando se vê acuada.
Fica de Mal.

E o desenvolvimento desta faixa etária é ao mesmo tempo, mágico, hilário e altamente desafiador.

Sobre a escola, (olha eu cumprindo o que prometi!), a adaptação foi tranquila, mas fomos com jeitinho, como se fosse os primeiros dias dela frequentando a escola, ao invés de ser o terceiro ano.

Como era escola nova, e estava traumatizada do final de ano na anterior, visitou-a antes para conhecer, passamos lá em frente várias vezes. No dia 11 começou a ir o meio período da recreação, e no dia 28, quando as aulas realmente começaram, já estava se sentindo a dona do pedaço, com um amigo da mesma turma já feito, não tendo problema algum em lidar com um número maior de crianças.

O clima lá é ótimo. Ambiente aberto, familiar, com funcionários antigos, que tratam as crianças como netos, como o tio do portão, a tia da refeição dos pequenos, professores que um dia foram alunos. Podemos entrar e levar ela até a sala de aula, estacionar a mochila, dar uma volta pela escola, levar ao banheiro, ficando o tempo necessário para ela se sentir segura e me dar tchau sem problemas, com isto, acabo sempre ficando mais e chegando atrasada rs... por uma ótima causa, diga-se de passagem.

Amei uma quinta e sexta-feira que chegamos no colégio e a sala estava pronta, pois as aulas começariam na outra semana, e tudo já estava com o nome e fotos das crianças, com Luiza ficando super feliz, ao ver que estavam lá suas coisas e lugar reservado.

Funciona assim, pela manhã é o que definem como integral. Fazem atividades apenas recreacionais, brincam, se fantasiam, vão à quadra brincar, lancham, tomam banho, almoçam, descansam, não necessariamente neste ordem, e as 13 horas, a aula começa. No integral, há crianças de várias faixas estárias, a partir de 16 Meses, Luiza e o Gui de 3-4, e outros maiores, de 5, 6, 7, 8 anos, que ficam lá fazendo a tarefa e acabam adotando os pequenos, cheios de cuidados, algo bem legal de se ver, principalmente com as meninas, que desde pequena já possuem a maternidade a flor da pele.

Estou tranquila quanto a escola, e espero que fique lá até ir para a faculdade e se resolver fazer uma particular, que faça lá mesmo então! Fiquei pensando no meu adiamento constante em colocá-la em uma escola grande, e se arrependimento matasse, certamente esta que vos escreve, não estaria mais aqui!

Se pago mais por um serviço assim? Certamente, mas a minha tranquilidade e segurança, mais o bem estar da Luiza, são algos que não tem preço. O custo benefício compensa tudo, até mesmo os apertos bancários que possamos vir a ter por conta disto.

E a pequena menina vai crescendo, com seu 1 metro e alguma coisa, 18 kg, calçando 26-27, usando roupa 6-8, me mostrando que há tempos não tenho mais um bebê em casa, como podem ver na foto abaixo.



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P.S: Ando seu tempo para editar as fotos, e como ainda havia algumas inéditas das férias e já editadas, além de lindas, coloquei lá no Flog.



Escrito pela:Rêca Zucher Hora:22:51
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Quinta-feira, Janeiro 31, 2008


Revoluções por Minuto...

Nunca a definição Ano Novo foi tão ao pé da letra comigo, como em 2008.

Ano Novo, que na verdade é apenas uma metáfora para definir uma mudança de data no calendário, informando que a Terra finalmente conseguiu dar uma volta completa no Astro Rei Sol, em 365 dias e 6 horas, que depois de 4 anos se acumulando, viram o ano bissexto, como este.

Então, já que uma nova volta se inicia, melhor mudar algo, para não se perder nas contas, festejando algo que acontece há bilhões de anos, até mesmo antes que fossémos um vestígio de poeira no Universo.

Claro que algo novo acontece, um novo ciclo começa, não para nós, e sim para a Terra, que inicia este novo período, que se repete a cada 365 dias, ou seja, ANO, mesmo que não tenha ninguém para fazer a queima de fogos, para alardear o Reveillon, para usar roupa branca, pular sete ondas ou seja lá o que for.

Não que eu não goste do "Ano Novo", pelo contrário, adoro rituais em geral, cerimônias de passagem, o significado do tentar novamente, fazendo uso do que disse Drummond:

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente..."


Mesmo que tudo vá ser igual, nós acreditamos que vai ser diferente, fazemos promessas para o "Ano Novo", juras, metas, coisas que na maioria das vezes ficam apenas na tradição de prometer que será diferente, mesmo que já se saiba que não moverá um nada para algo daquilo aconteça.

Se eu fiz resoluções de Ano Novo para 2008? Claro que sim, mas elas estavam baseadas na vida que eu levava em 2007 e que hoje quase que nada mais valem.

Porquê???

Eu trabalhava em Salto. Não trabalho mais.

Eu era a 2ª Gerente da Unidade. Não sou mais.

Luiza estudava ao lado do meu trabalho. Não estuda mais.

Eu demorava 10 minutos da minha casa ao trabalho. Não demoro mais.

Eu fazia as unhas na hora do almoço. Não faço mais.

Eu mandava lavar o carro na empresa. Não mando mais.

Eu tinha um carro velho. Não tenho mais.

Eu não tinha um carnê de 36 parcelar para pagar. Agora eu tenho e MAIS!

Mudanças... Mudanças... Mudanças...Foi a palavra chave para meu início de ano profissional.

Se fiquei desempregada? Não... pelo contrário, estou tendo mais serviço do que nunca!

Saí de Férias dia 28 de Dezembro, com tudo esquematizado para o início do ano. Escala de férias prontinha, tudo dentro da lei, para seguirmos a risca, todos saírem de férias ao longo do ano, não ficando nada pendente. Só que para isto acontecer, assim que eu voltasse dia 11, no dia 14 minha partner deveria sair, para ela voltar e o Chef sair.

Voltei dia 11/01, quando Bilica se operou, Luiza também voltou a ir para escola, ali, do lado do trabalho, 2 minutos de carro, para ficar sabendo que eu iria cobrir férias em uma empresa de Itu, só por duas semanas, o que não era tão ruim assim, mesmo sendo meu maior pesadelo.

Unidade tranquila, equipe ótima, mesmo assim não era a minha "casa".

Fui, né? Ordens superiores, pois a menina de lá iria para outro setor e precisava sair de férias, e até a próxima gerente poder vir e assumir, eu faria a transição.

Só que no meio das mudanças, uma das gerentes pediu demissão, pois estava voltando da licença maternidade e não aguentou o tranco de colocar a filha de 5 meses em um berçário, e o que era pra ser provisório, acabou sendo definitivo, e eu que não pensava em tão cedo ter uma unidade pra mim, agora tenho!

Trechos das conversa com a chefa, devidamente adaptados para a leitura fluir, eu já sabendo que a recém-mamãe havia pedido a conta:

- Então Renata, eu sei que não era esperado, mas o que você acha de ficar aqui definitivamente?

- Hmmmm!!! Na verdade e eu a Débora já tínhamos pensado nisto hoje, mas eu não queria que você me perguntasse isto. Porque eu não queria ficar aqui, mas também não desqueria rs...Mas e Fulana? Ela não pode vir aqui e ficar?

- Não tem perfil.

- E Beltrana?

- Também não tem perfil.

- Mas eu matriculei a Luiza no colégio tal, bem ao lado da empresa x, para faciliar minha rotina diária, porque ela entra as 7:30 e sai as 17. E sou eu que levo e busco.

- Sem problemas, aqui é uma unidade tranquila e você faz um horário compatível com isto.

- E o combustível do carro? (Assunto discutido depois, na verdade)

- Pagaremos.

- Hmmm... Então tá, né? Já que é para o bem da Nação Gerente de Unidade, EU FICO!

E até agora estou pensando que "Perfil" era este que minha gerente tanto falava. Considero como um elogio, né? Afinal meio que foi uma promoção, mas eu realmente não me importava em ser a "outra", gerente é claro rs...

Frio na barriga? Totalllllllllll! Porque não sou uma pessoa que gosta de grandes mudanças, pelo contrário, eu ADORO habitar a zona de conforto, estabilidade, certezas, segurança, ainda mais que estava feliz como era, não esperava que isto acontecesse tão cedo, até porque haviam outras na fila, mas que não cabiam neste momento.

E eu pensando que cumpriria a escala de férias que tão arduamente fiz em Dezembro, para todo o ano de 2008 hahahaha, minha ex-partner, tadinha, não saiu de férias e sabe-se Deus quando sairá.

Pelas vagas que abriram, indiquei